A cada 10 bebês nascidos no Brasil, 3 são filhos de jovens com idade entre 12 e 19 anos. Essa história de gravidez na adolescência pode soar estranha, mas certamente também soa familiar para muita gente que já passou pela situação ou conhece alguém que a vivenciou, seja um parente, uma amiga, uma vizinha ou uma conhecida.
Na TV, nas revistas e em muitos meios de comunicação esse é um assunto tratado com frequência, mas é estranho ver que muito se fala das meninas grávidas e pouco é mostrado a respeito de como vivem as mães jovens após o parto. Se essa é uma curiosidade, uma dúvida ou mesmo uma coincidência, hoje é dia de dividir uma experiência de vida por aqui e mostrar que assim como em muitas outras situações na vida, é possível superar as dificuldades com leveza e amor.
A história que vocês conhecerão hoje é o meu “Depois dos 15”. Meu nome é Zilah e me tornei mãe aos 15 anos. Hoje tenho 28 e minha filha, a Mariana, 13. As coisas nem sempre foram lindas e cor de rosa, como já é de se esperar que aconteça com a maternidade na adolescência, mas hoje em dia, quando olho para trás vejo que tudo foi aprendizado, construído com muito amor, paciência e apoio da família. Esse último item é sem dúvida o mais essencial de todos e o que não me deixou em momento algum perder as estribeiras ou abandonar meus sonhos (e os estudos!).
- A NOTÍCIA
Quando descobri que estava grávida do meu primeiro namorado tinha apenas 14 anos e escondi a notícia enquanto pude, até que chegou uma hora em que os enjôos e a sonolência eram tão grandes que a minha mãe começou a desconfiar. Um belo dia tivemos uma conversa sincera e aí veio a notícia: eu estava grávida de quase 4 meses. A primeira coisa que minha mãe me disse (depois de quase cair pra trás com o susto) foi que eu não pararia de estudar e que enquanto eu precisasse, ela me ajudaria. E assim foi.
A notícia foi um susto para todo mundo: família, amigos, colegas da escola e as pessoas com quem eu convivia. Ninguém espera esse tipo de novidade. Por várias vezes tive de enfrentar os olhares atravessados e as rodinhas de fofoca enquanto passava pelo corredor do colégio e isso algumas vezes me incomodava, mas era um incômodo passageiro, pois eu sabia que as pessoas mais importantes (leia-se família) estavam do meu lado.
A gravidez em si acabou sendo uma época muito tranquila, com exceção do dia em que comi dois potes inteiros de bala delícia com recheio de brigadeiro e passei mal bem na noite de Réveillon, à meia noite. Não sei se essa tranquilidade se deveu aos fato que sempre fui uma pessoa que demora a cair na real e quando cai já é tarde para se preocupar ou se por motivos que desconhecidos, a vida se encarrega de levar a gente por esse caminho a fim de evitar sofrimento.
- FACULDADE E TRABALHO
Durante todos esses 13 anos da Mariana ter a família ao lado fez toda a diferença. Sinceramente não sei como seriam as coisas caso contrário, pois sempre houve apoio e participação, tanto nos momentos felizes e quanto nos mais complicados.
Graças a isso, me formei no Ensino Médio sem nenhum atraso e cursei os quatro anos de faculdade em Publicidade e Propaganda sem problemas. Além disso, não deixei de aproveitar as festas com as amigas durante esse período, mas é claro que não aproveitava tanto quanto as meninas que não tinham filhos. Muitas vezes era preciso abrir mão de uma saída para cuidar da Mari, mas sinto que aproveitei o que pude e vejo que pela frente ainda tenho muito o que aproveitar. Em 2006, com a ajuda dos meus pais viajei para o exterior pela primeira vez, morei dois meses em Londres e apesar de essa ter sido uma experiência incrível, também foi muito difícil, pois sentia muita saudade da Mari e chorava diariamente.
Quando consegui meu primeiro emprego, senti muita falta do tempo livre que tinha para cuidar da pequena, mas pensava: “Essa é a situação normal da grande maioria das mães, então não há nada de errado nisso”. E foi somente aí, quando a Mari já tinha quase 08 anos, pude começar a aprender o que é ter independência.
Por mais que muitas vezes a imaturidade e a dependência financeira dos pais me fizessem sofrer, nunca me senti uma mãe pior só porque era mais nova e menos experiente. Acredito que uma folha não cai de uma árvore sem que esse seja seu destino e na vida tudo acontece porque tem que ser, não há como mudar e não há porque ficar chorando pelo o que já foi ou pelo que poderia ser. Por mais que você tropece e muitas vezes leve um tombo feio, existe sempre a chance de se levantar e seguir em frente de cabeça erguida (mas cuidado para não levantar muito o nariz e perder a humildade), dando sempre o melhor que há em você.
O maior empecilho para uma mãe adolescente é muitas vezes não ter maturidade para tomar algumas decisões sozinha e ter os aprendizados da adolescência em um ritmo diferente. Muita coisa é atropelada e mais pra frente, acaba fazendo falta. A gente se sente muito madura para certas coisas, como administrar horários, tarefas e educar, enquanto sente que no passado faltou um pouco mais de liberdade e de tempo para se conhecer melhor, ficar deitado no quarto ouvindo música, lendo livros e comendo besteira ou passar uma tarde inteira fora de casa com os amigos, fazer aquela viagem ou ir àquela balada. Somado a isso, não ter independência financeira é outro ponto que acaba chateando muitas adolescentes que têm filhos e continuam os estudos.
Hoje é possível ver o quanto maturidade e independência são importantes para nos sentirmos mais confiantes e aí sim, pensarmos em ter uma vida para cuidar além da nossa. Maternidade é responsabilidade e hoje considero que também é independência. E por estas e por outras razões biológicas as quais não domino, a adolescência não é a fase mais adequada para ter filhos e a melhor maneira de prevenir a gravidez e também as DST’s é simplesmente usando preservativos durante as relações sexuais.
A gravidez na adolescência é algo que nem de longe recomendamos a alguém. Mas se por um descuido isso acontece, não podemos ter outra posição que não seja encarar as coisas de frente e arcar com as consequências que qualquer decisão importante traz. No meio disso tudo, se tem uma coisa que aprendi desde os meus 14 anos é que o amor de mãe é puro, verdadeiro e incondicional. E por mais erros que cometamos, há sempre a chance de fazer as coisas se resolverem da melhor forma possível. Hoje tenho uma companheira e amiga, com quase metade da minha idade e o mesmo tamanho, que está sempre ao meu lado me apoiando, me dando broncas, sendo linda e adolescente, como eu era há pouco tempo atrás.
Texto escrito pela leitora Zilah Rodrigues do Toda Coisinha.


117 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
Este espaço continua sendo seu também. Comente com carinho e respeito por quem está lendo.
Boa tarde, meninas! Tudo bem? Honestamente, não frequento muito o depois dos 15. Vim aqui hoje ler e aplaudir Zizi e a filha. Conheço-as virtualmente do “Dona das coisinhas” e as admiro muito! Duas mulheres de garra e fibra!Vou contar um pouquinho da minha vida também, pra vocês acompanharem outro ponto-de-vista e refletirem sobre alguns ppontos em que eu acho que vocês se equivocam um pouco… Ter filhos na adolescência não é o ideal, todas concordamos! Mas se acontecer, por que não apoiar? Por que não incentivar a estudar? Eu não tive filhos na adolescência. Fiz faculdade de Letras e Literatura na Unicamp, que é uma universidade maravilhosa. Fiz mestrado lá também, trabalhei bastante na minha área, dando aulas em colégio e cursinho, pra adolescentes como vcs. Com 23 anos eu já me sustentava e trabalhava em 3 escolas, em 3 cidades diferentes. Mas sentia que este não era o rumo que eu queria dar pra minha vida… Que eu tinha mudado de objetivo lá atrás, antes de prestar vestibular e que agora eu queria voltar à primeira opção, que era ser médica. Médico estuda muito, mesmo. Pra sempre. E eu estudei. Passei no vestibular na PUC-Campinas. Não tinha dinheiro pra pagar a faculdade. Nesta época, eu tinha 25 anos e morava junto com meu marido. Então não fui fazer.
A gente se casou. eu engravidei da minha primeira filha e fui prestar vestibular de novo. Grávida de 7 meses, 26 anos. Passei de novo. Consegui bolsa de estudos. Parei de trabalhar. Tive bebê no final do primeiro mês de faculdade. Estudei muito, mesmo. Sempre. Meu marido e minha família sempre me apoiaram, mas não nos davam dinheiro. A gente sempre economizou bastante porque só um de nós trabalhava. Tive a segunda filha nas férias do 2o pro 3o ano de Medicina. Acabei a faculdade como todo mundo, em 6 anos. A questão é, pra mim, que estudar e criar filhos demanda muito tempo, amor e dedicação. Consigo e com a outra pessoa que você cria. É possível, muito possível, mas exaustivo, muito exaustivo. Por isso aplaudo Zilah e sua família, independente de sua classe social. Tiveram o bom senso de que investir na educação desta menina-mãe era a forma mais humana e sensata de que esta mãe e filha um dia fossem maduras e indepentes, não só financeiramente. Eu tenho esta visão e esta convicção. De que estudos e sonhos são transformadores e possíveis.
Pra terminar, vou resumir brevemente minha história até aqui. Sou médica. Passei um ano trabalhando e estudando porque não passei numa residência médica que fosse perto de casa, só em São Paulo. E eu não ia abrir mão das minhas meninas. Estudei muito, mesmo. Passei na residência médica em oftalmologia onde? Na Unicamp, de novo! :-D Fiz os 3 anos de residência. Fiz prova de título agora em janeiro. Estudei muito, mesmo! Minhas filhas tem 10 e 8 anos. Este ano faço curso de especialização em córnea na unicamp. Não tenho bolsa, não ganho um tostão trabalhando lá, atualmente. Tenho 37 anos. Vou 4x na semana e ainda não tive o retorno financeiro que todos acreditam que um médico tenha, ao contrário. Mas quer saber? Sou feliz, amo o que eu faço, agradeço da fundo da minha alma todo o apoio que recebi e tenho recebido da minha família de do meu marido, sobretudo! Estudar e criar filhos não é fácil, mesmo. Mas vale muitíssimo a pena, mesmo que você não se torne rico quando seu filho estiver com 10 ou 13 anos. Pra mim, esta é a mensagem da Zizi e por isso a aplaudo. Por valorizar este tipo de riqueza! beijos, fiquem com Deus!
é só falar em “viagem internacional” e coisas do tipo que a galera torce o nariz. se ela falasse que foi ao shopping da cidade, seria algo natural pras pessoas. percebem a hipocrisia de alguns comentários?
ela pode ter tido condições de realizar essa viagem, mas isso não a torna uma mãe pior. o que conta nesses momentos não são as viagens, mas o APOIO da família e dos amigos, das pessoas que convivem conosco. se você tem ou não dinheiro, com apoio tudo fica mais fácil. e foi isso que eu senti que a Zilah quis passar, principalmente porque eu leio o blog dela há bastante tempo e sei que ela é deve ser uma mãe maravilhosa.
acho que o recalque de alguns comentários bateu na história dela e voltou 3x mais forte.
ps: tem muita gente falando pra bruna postar coisas mais “sérias” como essa com mais frequência, mas essas mesmas pessoas tem blogs com assuntos voltados também ao entretenimento. acho legal a galera botar em prática nos seus próprios blogs o que deseja ao invés de exigir isso dos blogs alheios (só acho).
http://www.pe-dri-nha.blogspot.com
Se eu ficasse gravida nunca que meus pais ficariam cuidando do bebe pra que eu saísse e tudo mais , eu mesma teria que cuidar da criança , e com certeza teria que desistir da faculdade pois meu pai não pagaria mais , sem dizer que seria a maior decepção para eles .
Nossa que história show! Mesmo novinha superou tudo isso e fez contrário de muitas adolescentes que conheço e são mamães.
Como foi dito, o apoio da família foi essencial para ela e consequentemente para a bebê.
O amor dos pais dela, uau :!:
Muito bom quando amadurecemos e conseguimos transmitir com maestria esse conhecimento, sua história virou poesia :wink:
Bjus pra vocês e Bruna, muito legal a iniciativa de publicar a história, textos e experiências de outras pessoas.
Own! Que linda a sua história! Nossa, desejo tudo de bom para você e sua filhota e parabenizo as duas porque, pelo pouco que você compartilhou, deu pra ver que ambas são guerreiras!
Beijos,
Mari.
Bruna, achei ótimo o convite que você fez à Zilah! Um assunto super pertinente pro seu público! Gostei demais! :)
Zih, eu concordo 100% com você que apoio familiar é fundamental nessas horas. Também acho que existem poucos lugares onde se fala do depois ou do durante. Os livros e artigos se limitam a falar da parte biológica, se há ou não maturidade hormonal, física.. e esquecem de toda a vivência que é pessoal e única para cada mãe, pai e familiares envolvidos. O pior é insistirem em tratar do assunto como um erro ou como fora da normalidade. Tratar assim apenas contribui para aumentar os olhares tortos (vulgo, preconceito), a falta de apoio, e ainda, a baixa auto estima de quem engravida ainda nova, que pode pensar que é uma pessoa terrível, que foi burra ou coisas assim..
Bom.. gostei bastante de ler o seu relato, de te conhecer mais um pouquinho e saber dessa sua forma de enxergar as coisas. Tenho certeza de que você foi e é uma mãe incrível! :)
E a todos os que se acham no direito de julgar: Gente! Ninguém aqui falou que ia comentar um relato sobre o que acontece com 90% da população brasileira. Esse é um relato pessoal (e parcial) de como as coisas foram para a Zih. Assim, não dá para comparar, pois foi único. Ter um filho nunca será um acontecimento banal, independente das facilidades ou dificuldades financeiras. Ninguém é melhor ou pior por ter sofrido mais ou menos na vida, por ter tido mais ou menos dificuldade. O relato de várias de vocês sobre pessoas que conheceram que também engravidaram adolescentes e que passaram por muitas dificuldades de diversas naturezas enriquecem a nossa discussão, com certeza, por mostrar outras possibilidades, mas não cabe comparação aqui. Isso nunca foi uma batalha.
Para quem acha que só engravida quem quer, que a informação está aí, acessível, é bom estudar um pouco mais sobre sociedade, cultura, classes sociais. Mesmo.
Beijinhos, Bruna, Zih, tá lindo! :)
;*
Fui mãe com 18 anos, conheço muitas outras meninas que foram mães adolescentes, e posso dizer que ter um filho assim nova é complicado, mais nada que esforço e trabalho duro não ajude a superar os problemas. Gravidez não é acidente, é consequência, e como qualquer outra você tem que assumir, se sua família te apoia, ou não, se você é rica, ou não, nada muda o fato de ter que assumir sua responsabilidade. O que ela relatou aqui é um breve resumo, tenho certeza que ela passou por muita coisa, e que bom que ela teve uma família amorosa e solidária que estava ali quando ela precisou. Cada um com sua história, todos com a culpa das suas escolhas, um grande beijo Zilah
Queria responder comentário por comentário, mas não vai ser possível. Então fiz um textinho para agradecer e deixar algumas opiniões claras por aqui.
Fico feliz que muitas pessoas tenham entendido a mensagem que quis deixar, de que é melhor organizar a vida, curtir a adolescência, construir sua independência e mais tarde pensar em filhos. Acredito que seja melhor fazer as coisas assim do que deixar tudo acontecer aos trancos e barrancos, independente de você ter dinheiro ou não! E se por irresponsabilidade ou seja lá pelo que for, se você faz algo que gera consequências para você e para as pessoas, o que se tem a fazer é arcar com elas. Seja uma gravidez inesperada ou um ato que infrinja leis e/ou magoe pessoas próximas.
Como disse, é a minha história e não tem como mudar. Foi assim e eu não tenho porque me martirizar. Tem gente que parece querer te culpar por você ter tido oportunidades, por sua família te ajudar, por você se sentir amada. Se tem algo que foi fundamental para que essa história seja contada hoje é o apoio que sempre tive da minha família e se isso desagrada, sinto muito. Conheci de perto e em abrigos de jovens que visitei muitas histórias bem mais difíceis que a minha e posso dizer que conheço essa realidade o tanto quanto muitos de vocês, sem que seja por experiência própria.
Nem tudo é cor de rosa e aqui coloquei alguns fatos que foram marcantes para mim, afinal, não dá para contar 14 anos de história em um texto. Agora é sério, qual o problema de fazer um intercâmbio? A oportunidade surgiu, minha mãe disse “vai!” e eu fui! E tem algum problema em sentir saudades de alguém? Optei por preservar minha privacidade e a privacidade muitas outras pessoas e não expor muitas das dificuldades pelas quais passei e passo até hoje, apenas pelo fato de não me sentir obrigada a colocar minha vida na internet como se fosse um livro aberto.
Ah, e eu nunca fui e nem sou rica (no sentido material) hahaha. Mas me considero uma pessoa de sorte sim, pois pra mim a riqueza está nas coisas boas que temos à nossa volta (e eu agradeço todos os dias por isso) e em como sabemos aproveitar as oportunidades que a vida nos dá, mesmo que muitas vezes sejam oportunidades para aprender a duras penas. Gratidão é um sentimento muito importante e que transforma nossa relação com o mundo. Além disso, trabalho muito e trabalho duro, às vezes mais de 12 horas por dia e inclusive nos fins de semana.
A lógica de colocar a questão financeira sempre à frente, para mim é antiquada e meio perversa, convenhamos. Isso não me tira nenhum mérito, pois hoje tenho a consciência bem tranquila de que o caminho que deveria ser percorrido era esse. Eu não ter dinheiro para bancar minha filha nos primeiros anos de vida dela não me fez sentir uma mãe irresponsável ou menos amorosa, pois eu sempre cuidei dela em todos os aspectos e ainda cuido da melhor maneira que posso.
A todas vocês, obrigada por dedicarem uma parte do precioso tempo para ler esse texto que foi escrito com tanto carinho, do fundo do coração. :wink:
Eu não acredito que tem gente aqui discutindo a eficácia dos métodos anticoncepcionais. PELO AMOR DE DEUS! Pesquisem antes de falar asneira. Eu perdi minha virgindade já fazem anos e eu e meu namorado usamos sempre a combinação de anticoncepcional e camisinha, que é 100% eficaz quando utilizada da forma correta e em conjunto. Mas não, sempre tem as meninas que acham que não vai acontecer com elas, que permitem que “o namorado goze dentro” (desculpem o termo chulo) e depois choram pelo leite derramado. Não estou dizendo que não poderia acontecer comigo ou com qualquer um, mas é burrice pensar assim. Não custa nada se previnir e evitar esse enorme problema. Filhos são ótimos, sim, mas no devido tempo. Claro que se dá um jeito quando acontece no tempo errado, mas não é o ideal. Não consigo me conformar com essa idéia tão tranquilizante que a Zilah passou sobre ter uma criança (desculpem, ela pode ser um amor, mas não representa a maioria das meninas que engravidam novinhas). Como já citado anteriormente, minhas primas engravidaram super novas por plena ignorância e atualmente sofrem muito. Brigam com seus namorados e a criança fica no meio perdida, precisam trabalhar, não podem se dedicar aos estudos e acho que é fácil perceber como isso é um ciclo. Elas sempre precisarão trabalhar para bancar seus filhos e por consequencia jamais terão tempo para aprimorar suas carreiras estudando e conseguir um emprego melhor. É algo TRISTE e que não tem mais volta. Claro que elas dão um jeitinho, mas elas jamais poderão realizar as mesmas coisas que outras meninas que não tem filhos. Nunca vão viajar para o exterior, nunca vão entrar em uma faculdade de qualidade, porque isso é algo que não está no alcance delas. E achei o maior absurdo algumas meninas falando que não conseguir viajar para o exterior significa que você não tem apoio da família. ACORDEM. Minha família me ama e me apoia, mas infelizmente não cagamos dinheiro! Que conceito de amor distorcido.
Eu acho engraçado que a maioria das meninas sabe que o anticoncepcional não é totalmente eficaz e mesmo assim usa só ele. Parece piada! Vocês rezam pra que não sejam o 1% azarado?! Pra isso que existem diferentes métodos, pra você poder usar AMBOS e ter 100% de segurança!
Não é uma redoma de vidro, e sim um mundo responsável. Onde eu pesquisei sobre métodos contraceptivos antes de fazer qualquer relação. (2) você falou perfeitamente, parabéns!!!
Dica: peguem uma camisinha e tentem estourá-la. Tentem com garra e força de vontade. Estiquem com toda a força. Viu como é difícil? Pois é. Agora use a camisinha na hora do sexo e peça para o seu parceiro apenas fazer um simples teste depois do sexo: ver se estorou (o que é praticamente impossível). Caso tenha estourado, faça o seguinte: vá até a farmárcia mais próxima e compre uma pílula do dia seguinte. Prontinho, você acaba de previnir uma gravidez!
Ao Ler inumeros comentarios aqui ,resolvi arquivar minha experiencia não é questão de fazer merdar ou não como vcs estão dizendo “Merda”.bem as vezes coisas acontecem por deslizes ou consequencias da vida ,porém ngm é DEUS pra chegar e julgar ,tudo depende do seu esforço ,sua força de vontade,Tenho hoje 2O anos quando completei 16 completei tbm um ano de namoro quiz comemorar e acabei tendo minha primeira relação ,mesmo nao sendo planejada ,aconteceu e eu e meus pais e o mudo em que fui criada era tudo muito escondido e limitado pra mim,minha mae empregada domestica e meu pai marceneiro,e alguns meses depois descobri que estava gravida ,foi um susto logico mas tinha que assumi as consequecias de minhas escolhas ,ou seja la o que vcs quizerem achar,sem grana e em época de vestibular ,sempre tive notas boas e isso nao mudou muito estudeiii bastante e passei horas e horas e noites de sono ,muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitas noites em claro estudando para entrar na universidade,terminei os estudos e prestei vestibular nas uiversidades publicas e graças AOS ESTUDOS Determinação e força de vontade ,pois nunca estudei em escola particular so publica e ainda sim andava muito a pé de sol a sol e chuva a chuva ,passei em 1º lugar em MARKETING ,logo depois minha filha PYETRHA nasceu e minha mãe precisava trabalhar e quando não podia ficar com ela eu levava pra aula no carrinho de bb comecei a dar reforço pra conseguir alguma renda durante o dia e a noite estudava tbm fui pra miami em intercambio consegui com esforços ,juntei mt dinheiro e estudei bastante e estudo ,hoje minha filha tem dois aninhos e sete meses trablho pago crechee ajudo meus pais e conquisto meus sonhos ,portanto foi deslize foi,poderia ter evitado .LOGICO ,porém apredi”” como minha mãe diz ,quem quer fazer algo encontro um meio quem não quer uma desculpas se hoje conquistei o que conquistei foi pela minha filha que me acordou pro mundo ,mas cada caso é um caso ner verdade,julguem menos,e aprendam a ouvir e aprender e tirar de cada frase um aprendizado ,beijos
Merda é um jeito de falar. Ou você não chorou de desespero quando engravidou? Claro que uma criança é algo bom, mas fora de hora é um erro ENORME. Aleandra, saiba que você é uma exceção das exceções. Tenho inúmeros exemplos de gravidez precoce (minha mãe aos 18, minha madrinha aos 16, minha prima aos 16, minha outra prima aos 14, meninas do colégio) e com nenhuma delas foi assim. Minha mãe fala comigo toda hora a respeito de métodos anticoncepcionais porque não quer que eu cometa o mesmo erro, porque sabe o quanto isso pode prejudicar a minha vida. E, sem querer ofender, mas prejudicar a vida do bebê também. Porque uma criança não tem maturidade pra cuidar de outra.
Eu tenho várias amigas super inteligentes e que mesmo assim não conseguiram passar em uma universidade federal e precisaram de muito apoio dos pais pra bancar mais um ano de cursinho e conseguir pagar (as mensalidades são muito caras). E uma universade particular é bem caro também (levando em conta o salário mínimo brasileiro) e é basicamente para as elites desse país, ou seja: não inclui a maioria das meninas que engravida cedo, porque essas, na maioria das vezes, são pobres. Óbvio que sempre existirão aquelas que se esforçam além do limite e vão atrás dos seus objetivos, mas são pouquíssimas.
E a maioria não pensa nas consquencias dos seus atos. É exatamente o que você disse: cometem deslizes. Sei que isso é algo estúpido de se dizer, mas na hora do “rala e rola” ninguém pensa no que tá fazendo, né? O que custa usar uma camisinha e um anticoncepcional? Eu fico muito triste que ainda existam tantas mulheres que prejudicam suas vidas com uma gravidez não planejada por causa de uma coisa que poderia tão simplesmente ser evitada. Hoje em dia, os anticoncepcionais são distribuídos gratuitamente nos postos de saúde, assim como as camisinhas (que de qualquer forma são super baratas).
Sinto dizer, mas quem engravida nova é por plena burrice. Por achar que é uma exceção e que não vai acontecer com ela, mas: ACONTECE COM TODO MUNDO. Por isso a gente se previne. Queria que todas as meninas do mundo pudessem ler isso. É algo muito, muito, muito triste ver uma menina com pobre com filhos pra criar e nenhuma educação. :(
E me desculpe falar isso (juro que não quero ser mal educada), mas fico surpresa que você tenha ficado em primeiro lugar no vestibular sem nem saber colocar pontuação corretamente no seu texto.
Bruna Marques, concordo com vc em tudo!!! Parabéns pelo texto maduro!!! E parabéns por ser tão consciente e honrar seus pais com sua atitude adequada!!
adorei o texto! realmente como vc disse, a melhor opção é esperar pra ser mãe depois de ser adulta, casada, com condições financeiras e psicológicas de criar um filho. essa é uma jornada pro resto da vida.
mas se, infelizmente, acontece na adolescência, não há outra opção, a não ser encarar de frente. eu não passei por isso, mas minha melhor amiga ficou grávida no primeiro período de medicina, e com a ajuda da família, ela conseguiu criar a filha e se formar. não é fácil, mas precisamos arcar com as consequências dos nossos atos!
beijos 8)
Concordo com tudo que você disse, Bruna Marques! :)
Pra mim é muita ingenuidade pensar que “ah, mas camisinha estoura, anticoncepcional não funciona”. Só engravida se você utilizar apenas um dos métodos, como você disse, e principalmente, se não souber utilizar. E ok, nem todo mundo tem oportunidade de aprender sobre isso na escola ou os pais conversam não sobre. Mas gente, por favor né?? Vivemos no mundo da internet. Ou vocês acham que internet só serve pra entrar no facebook? Como eu já tinha dito, se você não sabe e tem dúvidas, vai pesquisar e aprender a usar, não é difícil.
Sinceramente, ridículo. Ninguém quer ouvir a história da filhinha de papai rica que fez uma burrada e deixou a família resolver tudo, porque como disseram, isso não é a realidade. Aliás, e o pai da menina? Aposto que esse também nem ajudou, já que nem citar ele você citou. Uma amiga minha foi expulsa de casa e teve que se virar praticamente sozinha durante anos pra dar o mínimo pro filho, imagina se passou pela cabeça dela fazer viagem pro exterior? Se teve quem criasse pra você, parabéns, mas não era o tipo de post que eu esperava ler.
Bruna Marques me Desculpe os erro ortográfico e etc…Comentei na Madrugada e sinceramente a minha vida não mudou em nada com os erros ou pontuação que coloquei aqui o tempo é apertado faço o que posso e como posso,mas pense em ser menos critica e olhar a intenção do post contei a minha historia não preciso provar nada a ngm ,muito menos a vc ,compartilhei minha história acredita quem quizer,um ótimo dia pra vc e espero que consiga alcançar muitos objetivos com esse seu modo de ver a vida.
Gente, Bruna Marques #REVOLTADA !!! e daí se a menina é RICA OU NÃO e daí se a história dela é MINORIA OU NÃO!!! qual o problema, as histórias precisam serem TODAS IGUAIS ?! EM QUE MUNDO VOCÊS VIVEM RSRSRRS um beijão em :*
Concordo com a Aleandra :-D
Jamais diga “desta água nunca beberei!”. Isso pode acontecer com qualquer pessoa, inclusive com todas estas meninas que estão falando que “engravida quem quiser” e dos anticoncepcionais. Ao invés de querer ensinar ou dar alguma lição aos outros, cuidem-se de si próprias! :wink:
Linda a história Zilah; parabéns pela força de vontade e fé que você tanto teve!
Oi Bruna, tudo bem? Acho que você não vai ler esse comentário mas gostaria muito que você tirasse 1 minuto para ler…
A quase dois meses descobri que estou grávida, tenho 18 anos e meu relacionamento tem apenas 3 meses e 14 dias. Meu namorado é mais novo tem 16 anos, então ai é que surge o p?econceito da sociedade, dizem que “meninas foram feitas para se relacionarem com homens, e não com meninos”. Todos na minha cidade me criticam dizendo que uma garota que se respeite não ia engravidar de um cara com menos de 5 meses de relacionamento e muito menos de um cara com a diferença de 2 anos. Meus pais nao aceitam meu relacionamento por conta da idade dele, e agora querem tomar meu filho assim que nascer, mas meu namorado quando descobriu da gravidez me chamou pra morar com ele e casar, vai fazer 1 mês que ele colocou uma aliança no meu dedo e me apresenta a todos como “esposa”, minha mae diz que não é porq ele colocou uma aliança no meu dedo que significa que está casado comigo, é uma sensação magnifica quando ele me abraça e começa a alisar minha barriga, e mais ainda quando ele me pega nos braços me joga em algum lugar e beija minha barriga e fica falando com nosso filho(a) fazendo planos, querendo mudar de vida, se interessar mais pelos estudos por um emprego, por tudo. Eu o amo,e amo mais ainda nosso bebê. me identifiquei bastante com essa historia. :!:
Tem uma frase do Caetano que vale lembrar: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.” Isso me faz pensar na vida. Da vida vivida como esperança de felicidade. Tenho em mim que todos os acontecimentos são escolhas – senão em si mesmos, pelo menos na forma como lidamos com eles.
Até uma alegria, para os inseguros pode ser um tormento. Pelo medo, pela falta de perspectiva, pela superficialidade em que vivem.
Mas uma alegria nas mãos de quem sabe o seu valor é jóia preciosa, a ser cuidada, lapidada para brilhar em mais vida, em mais alegria.
Isso vale também para as coisas tristes. Se são entendidas como parte de um processo, revelam preciosas lições e permitem tomar novas atitudes, rever ações, melhorar a visão de mundo.
Esse é o aprendizado que mais cedo ou mais tarde a vida apresenta para todos nós.
Li os comentários e fiquei pensando no quanto somos realmente ricas, Zilah.
Ricas de uma riqueza formosa, poderosa, nascida do amor e do respeito.
Ricas de coragem. De uma determinação que realça a caminhada e faz florir nossos sonhos mais belos.
Não foi por acaso que escolhemos Zilah para seu nome.
Não é por acaso que me orgulho de ser sua mãe.
Ainda bem que alguém ali em cima falou que os métodos anticoncepcionais não são 100% confiáveis, em protesto às que disseram que “só engravida quem quer”. Que atire a primeira pedra quem nunca ficou tensa esperando a menstruação vir, porque um ‘acidentezinho’ aconteceu. Menos hipocrisia, gente. Além do mais, conheço o caso de uma mãe que engravidou porque trocou o anticoncepcional e teve um sangramento nesse tempo – que a ginecologista disse que era normal – e, um tempo depois, apareceu grávida. Porque o anticoncepcional em questão não funcionou com ela. Tenho uma amiga que ligou as trompas e engravidou um tempo depois, porque houve regeneração. E conheço o caso de uma menina que engravidou porque precisou tomar antibiótico durante um período e o anticoncepcional parou de fazer efeito. Até uma diarreia pode fazer o anticoncepcional não funcionar. Claro que existem casos de descuido mesmo, mas não dá para tachar de irresponsável uma pessoa que passou por isso, aprendeu com isso, viveu com isso, sofreu as consequências. As pessoas precisam olhar para si mesmas, às vezes, e ver as besteiras que fez na vida, antes de julgar os outros.
Outra crítica vai para as pessoas que acham que apoio da família é feio, como se o fato de algumas meninas terem pais que não aceitam a gravidez as torna mais guerreiras. Elas só viveram a vida como puderam. Zilah teve muita sorte em ter a família ao lado dela, mas nem por isso torna a história dela menos do que é. Cada um sabe o que passou.
P.S.: Lindo o comentário da mãe dela aí acima.
Sinceramente, ridículo. Ninguém quer ouvir a história da filhinha de papai rica que fez uma burrada e deixou a família resolver tudo, porque como disseram, isso não é a realidade. Aliás, e o pai da menina? Aposto que esse também nem ajudou, já que nem citar ele você citou. Uma amiga minha foi expulsa de casa e teve que se virar praticamente sozinha durante anos pra dar o mínimo pro filho, imagina se passou pela cabeça dela fazer viagem pro exterior? Se teve quem criasse pra você, parabéns, mas não era o tipo de post que eu esperava ler. (2) PARABÉNS, FALOU PERFEITAMENTE!
FILHINHA DE PAPAI SIM, ZILAH (isso não quer dizer que é ruim, mas que você é, você é)! Você diz que “os bens materiais não contam”, porque você é “rica de amor e carinho”. Ah, pelo amor de Deus, vá passar fome e precisar trabalhar o dia inteiro em um Shopping antes de falar uma asneira dessas!
E alguém (Bruna) viu a realidade! Se teve tudo de mão beijada, oh querida, muito bom! Mas não venha dizer que sofreu algo, porque não sofreu nada perto de quem eu conheço. Vida boa, né? Ter filho assim até é fácil, nessas condições até eu teria nessa idade. História de superação? Onde? Hahahaha, eu mereço.
Tenho 16 anos estou gravida da minha primeira filha, desde então não vem sendo fácil já não moro com meus pais a 2 anos e minha vida daqui pra trás já era bem complicada. Ao ver textos assim me sinto bem mais confortável porem e horrível ter que lidar com olhares alheiros que expressam ” Nossa nessa idade já esta gravida” , claro que gravidez na adolescência não é e nunca será apropriado, mas se acontece acho uma injustiça ficarem criticando ou dando opiniões que não ajudam em nada e não iram mudar nada.
Relato muito bonito,adorei o texto,porém é triste ver alguns comentarios preconceituosos e de julgamento é triste ver que existem esses tipos de SERES HUMANOS ,Se é que se pode chamar de ser humano,é por esses e outros que o modo de ver de muitos estão fechados,claro que não é fácil nem aconselhavél ter uma BB cedo e muito nova ,atrapalha bastante e limita por momento os seus sonhos dependendo dos seu objetivos de vida e afinal estamos falando de outra vida ,porém acredito que nada é por acaso e tudo acontece como um plano de Deus pra vida de cada pessoa,seja praa ela aprender ou servem de lição ,minha mãe me teve com 15 anos de idade meu pai 18 os dois muito jovens porém determinados ,são excessões? que seja ,porém qualquer um pode,todo mundo é CAPAZ,hoje tenho 19 anos cresci num lar muito feliz ,rodeada de amor ,carinho ,compreensão, educação ,RESPEITO AO PRÓXIMO ,não é de Aceitar e sim respeitar opniões ,escolhas,e fatalidades da vida ,mas uma criança é esperança e nascimento ,bem resumindo hoje estou aqui,não pretendo ter filhos tão cedo pois tenho alguns objetivos e metas ainda a alçar porém não sei o dia de amanhã,minha mãe e meu pai nunca foram ricos nem classe média e muito menos de esbanjar dinheiro ,hoje temos nosso bens que conseguiram com muito suor e que eles juntos construiram e foram pais jovens mas com bastante maturidade,fao faculdade ,minha mãe hoje tem um restaurante é chefe de cozinha ,o que era seu grande sonho,não deixou de viver ,nem de sonhar e tenho muito orgulho dela.Tudo é possivél ao que crer,e ajudar e apoiar é um grande ató de humanidade,julgar não é muito viavél não sabemos o dia de amanhã ,não sabemos as lutas de cada pessoa ,todo mundo tem suas lutas,dores e medos,não sabemos se futuramente o mesmo possa acontecer conosco ,portanto julguem menos ,apoiem mais e aprenda a entender qual a mensagem que o texto deixa e não pq ela é rica ou não ,teve filho cedo ou não ,ate pq não vejo ela incentivando ngm a engravida … beijos e juízo :-P
Eu antigamente quando via uma grávida eu pensava: nossa que burra, vai deixar de viver a vida dela por causa de um bêbê, sei que muitas engravidam por descuido mesmo, mesmo estando escrito em todo lugar: use camisinha, tem gente que ainda preferem se arriscar. Quem sou eu para julgar uma pessoa? parei com esses olhares, hoje vejo a maternidade como uma coisa de Deus, por mais que você tem que passar raiva limpando sujeira de criança e trocando fraldas e gastando todo seu dinheiro, procure ver pelo lado bom das coisas, pense que tem um pedaço de você que precisa muito de você. Acho ridículo e imaturo um pai chamar a filha de puta e expulsar de casa, o que os pais tem que dar é apoio para que os futuros pais sejam maduros o suficiente para enfrentar a vida. Ainda não tenho filhos, me cuido para que isso não aconteça, mas se um dia acontecer sem eu querer(o que é muito raro,com esses tantos de métodos) não vou ficar vendo só o lado ruim das coisas e quem eu nunca vou ser, é uma mãe que vai ignorar o filho. :wink:
Devo esclarecer, Bruna Marques, Zilah não é só filhinha do papai. É filhinha da mamãe também. Ela e seus cinco irmãos.
Ridículo é desconhecer uma família amorosa e por isso mesmo, que respeita e educa os filhos da melhor forma possível.
Desculpe, mas pelos seus comentários não é essa a sua experiência. E se for, você aprendeu muito pouco.
Espero que um dia você conviva com um ambiente menos hostil dentro de você mesma.
Realmente, nao era essa historia que esperava ler, esperava algo como o desespero e superaçao de ter que cuidar da filha sozinha. Claro, criar alguem nao é facil, e nem deveria ser pela complexidade de ser, mas ao pensar nas diversas meninas que matam e morrem por causa de uma situaçao em seus 15 anos, chega a ser desrespeitoso. Nao sei qual era a intençao, mas se era para representar alguem, aquele que nao tem dinheiro, nao tem apoio, familia ou amor fica de fora dessa historia de “inspiraçao” – e convenhamos, muita gente fica de fora.
Ah, e como odeio essas ideias gerais de familia, amor, apoio, determinaçao e destino. Pergunto-me o que uma menina que nada teve disso iria achar dessas máximas. Ou uma que abortou escutando que o destino dela era parir aos 15, ou até uma moça gravida aos seus 14, expulsa de casa ouvindo lorotas sobre deus sabe o faz. Nao empurrem essas coisas pros outros, né.beatrisaribeiro
Bruna Marques, fico impressionada com como uma pessoa pode ter tanto tempo pra ficar na internet criticando outra pessoa que nem conhece apenas porque leu um relato sobre uma parte da sua história de vida. Aliás, é muito fácil criticar os outros sem mostrar quem é também. Eu amo internet, mas infelizmente tem gente que se vale do anonimato pra espalhar coisa ruim pra tudo quanto é canto. A discussão estava mais interessante quando vocês estavam falando sobre métodos anticoncepcionais e a diferença entre a situação colocada aqui muitas outras e das responsabilidades, isso sim poderia mudar alguma coisa na vida de alguém e contribuir para uma discussão interessante.
Entendo perfeitamente que algumas tenham se incomodado com minha história, sei que esse tipo de caso é minoria, apesar de não ser raro. Agora quando a coisa descamba pro lado da ofensa pessoal, é porque deixou de ser interessante há muito tempo e já está tomada pela falta de educação e arrogância.
Se filhinha de papai é o rótulo que você dá a uma pessoa que tem o amor e o apoio (inclusive financeiro) da família enquanto precisa, sou filhinha de papai sim! E ainda digo mais, filhinha de mamãe também.
Quanto ao trabalho, apesar de achar que não é da sua conta, acho que você deve ter lido meu outro comentário.
Um beijo e fica em paz <3
Aliás, se você for minha cliente, meu trabalho é da sua conta sim. Perdão! E se não for, depois passa lá na loja pra conhecer, quem sabe você até vira ;)
Acho que a história da Zilah não é diferente só pela condição socioeconômica, mas pelo respeito, afeto e apoio que recebeu dos pais. Pais humildes também podem ajudar as filhas que engravidam para que a vida continue, embora o aspecto financeiro imponha mais dificuldades. Percebo que quem fez a diferença na vida dela foram os pais amorosos.
Já passei dos 40 anos e pude ter filhos somente agora, porque me casei tarde. Quando jovem sofri muito, porque achava que depois do 25 ficaria pra titia, pois minhas amigas estavam casadas. Se pudesse dar um conselho pra todas as garotas de 15 que leem esse blog diria pra não terem pressa de nada, se amarem e respeitam acima de tudo, principalmente acima dos homens. Nunca derrame uma lágrima por homem nenhum e pensem em estudar, se formar e depois, com certeza, conhecerâo alguém interessante e inteligente pra amar .
beijo a todas.
Lu
Acabei de ter meu primeiro filho aos 18 anos, ainda moro na casa dos meus pais e apesar de ter a ajuda deles não é fácil, fácil é chegar aqui e julgar, ninguém sabe como é passar por uma situação dessas até que aconteça. Tive que trancar a faculdade, deixar de lado minha adolescência e sei que ao longo do caminho vou ter que desistir de muitas outras coisas. Mas vou aguentar o que vier pelo meu filho, apesar de todas as circunstancias, sou muito grata por ele, é a minha alegria de todos os dias e de todos da minha casa também. Ah, e eu não sou rica, mas acredito que sendo rica ou pobre é difícil de todo jeito, só entende quem passa!
A vida é assim, ela tem surpresas, ela tem seus medos, suas frustrações, mas se tem uma coisa que eu aprendi é que se sinta aliviada por tudo isso ter passado, por voce ser mais velha, por ter sido mãe, por amar a sua filha. O que ficou pra trás, ficou pra trás, e nem tudo é irremediável e sem soluções. E veja la, tudo deu certo. Ainda bem.
Parabéns pra voce e pra Mari.
http://blogcookiecookie.blogspot.com.br/
Não gostei do texto. Achei que trata da gravidez na adolescência como algo que pode ser, no começo, um bicho de sete cabeças, mas depois fica tudo bem. Não fica tudo bem. ACHO SIM que hoje engravida quem quer porque na minha família há mulheres que engravidaram cedo, que não engravidaram e que engravidaram quando quiseram (leia-se quando alcançaram nível bom de dinheiro). Tenho consciência de que seu blog alcança, em grande parte, meninas de classe média alta para cima mas ainda sim, como eu, existem as de classe média e abaixo que também acessam seu blog. E esse relato não é o relato de alguém nessas condições. A vida é extremamente difícil para as adolescentes grávidas ao meu redor. Já convivi de perto e de longe com vááááriaas. E como sei que existem também meninas completamente distante da realidade, que ainda acham que um filho é como brincar de casinha, não achei que esse post foi bom. Essas meninas podem ler e achar que tudo vai ser colorido. Por mais que a menina do post tenha passado dificuldades, e imagino que tenha mesmo (o que muita gente acha impossível pelo fato da pessoa ter mais dinheiro), não chegam aos pés de alguém pobre. Então, esse post, na minha humilde opinião, pode influenciar negativamente. Lembre-se que você é formadora de opinião.
Gravidez na adolescência é coisa séria devido a imaturidade de muitas meninas. Tenho amigas que com 18/19 sonham em ser mãe pensando apenas no lado bonito de gerar uma criança, deixando de lado a responsabilidade que essa escolha implica. Conheço meninas que engravidaram cedo e são boas mães e não se arrependem, assim como áquelas que se arrependeram ou não assumiram seu papel de mãe.
Cada caso é um caso. Independente da condição financeira, do apoio da família e do pai, trazer uma criança ao mundo é algo sério. A partir do momento em que a adolescente/mulher engravida não é mais responsável apenas por sua vida, mas também de um ser indefeso que precisa do máximo de amor e atenção, além de condições básicas de sobrevivência, como o dinheiro.
Para as meninas que estão passando por esse momento desejo força, coragem, e muito amor para o ser que virá.
As coisas são bem mais fáceis quando se tem dinheiro. Na vida real não tem publicidade e propaganda ou viagem pra londres. Curso serviço social e minha pesquisa de tcc é sobre o tema. Infelizmente força de vontade não é o suficiente pra todos. Parabéns pelo blog!
É, ler isso me bateu uma coisinha no coração. Tenho 17 anos e estou com um medo de estar grávida do meu ex-namorado e amigo… As coisas não estão fáceis e lendo isso eu fiquei imaginando como será se eu realmente estiver grávida. :roll: Abortar é uma coisa que não faço de jeito nenhum, por mais que ser mãe solteira deve ser ainda mais difícil do que ter um namorado em um momento tão tenso…
Gente!!! Quanta coisa absurda estou lendo aqui!!!
Em primeiro lugar, parabéns Zilah pela coragem de contar sua história e pela forma como está recebendo essas críticas, eu provavelmente não teria sua postura. Eu te entendo.
Em segundo lugar… como existem meninas burrinhas que acham que os métodos contraceptivos são 100% eficazes… meu Deus!!! Queridas o únicos método 100% eficaz é abstinência… vai encarar??? Então cala a boca!
Só pra avisar, sou prova viva de que há acidentes mesmo usando esses métodos. Engravidei aos 19, mesmo depois de um ano tomando anticoncepcional, sem esquecer nem um dia. Pois é, difícil, mas acontece. Hoje tenho 29, um filho lindo de 9 anos e um diploma em nível superior. Tenho 4 irmãos e infelizmente meus pais não são ricos, o pai do meu filho tinha menos condição ainda. Porém, venho de uma família muito amorosa tb, que depois do baque inicial resolveu se unir pra me ajudar sim. E se isso é ser filhinha de papai, graças a Deus que sou!!! Só quem passa por isso sabe como é, eu tive oportunidade que sei que muitas meninas que engravidam cedo não tem. Mas consegui criar meu filho e crescer também, amadurecer, e tudo isso com o apoio da minha família.
Não aconselho ninguém a ter filhos ainda na adolescência, porém, como disse acima, acidentes acontecem. Não julguem a história de alguém, só que passa por isso é que sabe como é.
A “facilidade” que a Zilah teve pra criar a Mariana foram uma questão de escolha da familia , se era uma familia “rica” ou não,influencia, claro, mas não é só isso, os pais dela acharam melhor proporcionar a filha condições pra que ela tivesse uma vida o mais próximo ao que aconteceria se não houvesse um bebê, ela estudou e fez um intercâmbio , pronto, nada demais ! Não a julgaram e puniram a menina por ter engravidado (me parece que é o que muitos fazem, é culpa da mulher, sempre, uma discussão sobre a sociedade machista e patriarcal que vivemos mas não vem ao caso agora), ela foi mãe e menina ao mesmo tempo, não é o que acontece com todas as meninas que engravidam, mas, foi a história dela, e o que acontece na vida e na casa de cada familia só diz respeito aos envolvidos .
Ser mãe é muito mais que pagar as contas da criança, as fraldas e as roupinhas, mãe também não tem que estar sempre presente,e as mães que trabalham, são menos mães ? não se ausentam também boa parte do dia ?as mães donas de casa, são menos mães por não pagarem as contas?
Não dá pra julgar a história por que cada mãe e mulher passa, o fato é no caso da Zilah deu tudo certo, ela tem uma filhona linda,apoio e amor da familia, um noivo, um blog e lojinha online mais fofa ever !
É impressionante como as pessoas gostam de julgar as outras. Fácil dizer “engravida quem que4” ou dizerque a vida de Zilah como mãe e adolescente foi fácil demais, Gostaria de dizer primeiro que se a historia dela faz parte de 1% das mães adolescentes ou não, não é argumento. Em nenhum momento ela mencionou que ela era parte de uma maioria. Segundo: lugar esse negóxio de “engravida quem quer” é totalmente falso. Claro que tem gente que facilita (por ignorância ou por irresponsabilidade mesmo) mas ACIDENTES ACONTECEM. Sinto informar que não é porque vc toma um anticoncepcional ou mais de um que vc está 100% segura. Outra coisa: ela veio relatar a experiência dela como mãe, se pra ela deu tudo certo, ela conseguiu levar numa boa e está muito bem agr, QUAL O GRANDE PROBLEMA NISSO? O que vcs queriam? Alguém reclamando da vida porque perdeu a adolescencia por conta da gravidez? É bom ler histórias que deram certo, e a dela não se desmerece porque foi “fácil” e porque ela é “rica”. Só ela sabe as dificuldades que enfrentou durante esses anos. O que tem de mal ouvir uma história feliz sobre o assunto, que pode até dar um pouco de esperança pra algumas adolescentes na mesma situação pra elas saberem que nem tudo está perdido, é difícil, mas ainda há uma esperança?
“É fácil sendo rica” foi a frase mais ignorante desses comentários. Não estou dizenodo que ela é rica ou não. Mas se fosse, do que adiantaria todo o dinheiro se ela não tivesse a quem recorrer? E antes que digam que não tenho propriedade pra falar do assunro, minha prima engravidou da primeira filha aos 17 anos (hoje ela tem 23 e mas uma pequena). Toda a familia deu apoio e ela tem uma vida feliz com suas filhas, e ela inclusive consegue sair com as amigas, e nao esta mais com o pai da criança. Foi facil? Não. Somos de uma familia rica? Quem dera. Aliás, a mãe dela que está responsável por cuidar de minha avó que esta em estado avancado de Alzheimer e nem andar consegue mais. Dinheiro não sobra assim na casa dela não. Mas agora ela já voltou a faculdade, estuda e trabalha. Ela já trabalhou ate fazendo e vendendo bijuterias, mas no fim, tudo está dando certo. E a mãe dela não cria a filha dela, ela mesmo é responsável por educar e crias suas duas filhas. Então o que quero dizer é: dinheiro importa e facilita? Claro. Mas não é tudo. Tente criar uma criança sem apoio e ajuda dos pais (até mesmo quando já tiver adulta) e me diga depois quão fácil foi. E minha mensagem para Zilah é: parabéns por ser feliz. Rica ou não, isso não tira o mérito de suas conquistas. Que sua história sirva de exemplo e como mensagem tranquilizante para outras jovens que devem estar se martirizando por ter cometido uma irresponsabilidade ou por simples acidente. Beijos e espero ouvir mais historias como a sua.
Minha mãe me teve aos 14 anos também ! Hoje tenho 16 e ela 30 !!! E é incrível
Engravidei aos 16 anos nao por falta de aviso, mais por falta de cuidado hoje meu filho tem 6 anos nao imagino minha vida sem ele. Trabalho estudo e nem por isso deixei de viver…..faço parte da pequena minoria onde tenho e tive todo apoio da minha familia.
nossa quanto comentário ridículo e preconceituoso. Estudo enfermagem na federal do meu estado,amo saúde da mulher e obstetrícia, podendo afirmar que essa historia de ”engravida quem quer” não representa uma verdade absoluta. Apesar de muitas (e muitos afinal,ninguém faz um filho sozinho) facilitarem as coisas por descuido e irresponsabilidade, acidentes acontecem, especialmente com as pilulas por uma serie de fatores biológicos que não vem ao caso agora. A Zilah pode sim,representar uma minoria, mas a mensagem que ela quis passar é de que apesar de ser extremamente difícil o impacto de uma gravidez tão cedo, é possível e necessário encarar a situação de frente e seguir a vida: mudando planos, encaixando novas necessidades oriundas de uma criança e lembrar que ”nunca” é um termo forte demais, a jovem mãe tem chances de conseguir entrar numa faculdade, trabalhar e até mesmo viajar mesmo que só alcance isso mais tarde: aos 25,30 ou 40 anos e com muito esforço.
Engravidei do meu filho aos 15 anos, tive ele aos 16. Sofri muito preconceito, pois as pessoas são maldosas ao ponto de não perceberem o quanto uma mulher grávida é sensível e o quanto isso pode afetar o bebê. Terminei meu curso técnico e hoje estou na faculdade de Engenharia Elétrica, pelo meu esforço. Meus pais me deram todo o apoio do mundo desde o momento que contei para eles, o pai do meu filho também, estamos juntos a 5 anos e pretendemos continuar, terminar a faculdade e casar. Gravidez na adolescência não é a melhor do mundo, mas eu posso dizer que meu filho foi um milagre na minha vida, mudou meu jeito de pensar e minhas prioridades.