A cada 10 bebês nascidos no Brasil, 3 são filhos de jovens com idade entre 12 e 19 anos. Essa história de gravidez na adolescência pode soar estranha, mas certamente também soa familiar para muita gente que já passou pela situação ou conhece alguém que a vivenciou, seja um parente, uma amiga, uma vizinha ou uma conhecida.
Na TV, nas revistas e em muitos meios de comunicação esse é um assunto tratado com frequência, mas é estranho ver que muito se fala das meninas grávidas e pouco é mostrado a respeito de como vivem as mães jovens após o parto. Se essa é uma curiosidade, uma dúvida ou mesmo uma coincidência, hoje é dia de dividir uma experiência de vida por aqui e mostrar que assim como em muitas outras situações na vida, é possível superar as dificuldades com leveza e amor.
A história que vocês conhecerão hoje é o meu “Depois dos 15”. Meu nome é Zilah e me tornei mãe aos 15 anos. Hoje tenho 28 e minha filha, a Mariana, 13. As coisas nem sempre foram lindas e cor de rosa, como já é de se esperar que aconteça com a maternidade na adolescência, mas hoje em dia, quando olho para trás vejo que tudo foi aprendizado, construído com muito amor, paciência e apoio da família. Esse último item é sem dúvida o mais essencial de todos e o que não me deixou em momento algum perder as estribeiras ou abandonar meus sonhos (e os estudos!).
- A NOTÍCIA
Quando descobri que estava grávida do meu primeiro namorado tinha apenas 14 anos e escondi a notícia enquanto pude, até que chegou uma hora em que os enjôos e a sonolência eram tão grandes que a minha mãe começou a desconfiar. Um belo dia tivemos uma conversa sincera e aí veio a notícia: eu estava grávida de quase 4 meses. A primeira coisa que minha mãe me disse (depois de quase cair pra trás com o susto) foi que eu não pararia de estudar e que enquanto eu precisasse, ela me ajudaria. E assim foi.
A notícia foi um susto para todo mundo: família, amigos, colegas da escola e as pessoas com quem eu convivia. Ninguém espera esse tipo de novidade. Por várias vezes tive de enfrentar os olhares atravessados e as rodinhas de fofoca enquanto passava pelo corredor do colégio e isso algumas vezes me incomodava, mas era um incômodo passageiro, pois eu sabia que as pessoas mais importantes (leia-se família) estavam do meu lado.
A gravidez em si acabou sendo uma época muito tranquila, com exceção do dia em que comi dois potes inteiros de bala delícia com recheio de brigadeiro e passei mal bem na noite de Réveillon, à meia noite. Não sei se essa tranquilidade se deveu aos fato que sempre fui uma pessoa que demora a cair na real e quando cai já é tarde para se preocupar ou se por motivos que desconhecidos, a vida se encarrega de levar a gente por esse caminho a fim de evitar sofrimento.
- FACULDADE E TRABALHO
Durante todos esses 13 anos da Mariana ter a família ao lado fez toda a diferença. Sinceramente não sei como seriam as coisas caso contrário, pois sempre houve apoio e participação, tanto nos momentos felizes e quanto nos mais complicados.
Graças a isso, me formei no Ensino Médio sem nenhum atraso e cursei os quatro anos de faculdade em Publicidade e Propaganda sem problemas. Além disso, não deixei de aproveitar as festas com as amigas durante esse período, mas é claro que não aproveitava tanto quanto as meninas que não tinham filhos. Muitas vezes era preciso abrir mão de uma saída para cuidar da Mari, mas sinto que aproveitei o que pude e vejo que pela frente ainda tenho muito o que aproveitar. Em 2006, com a ajuda dos meus pais viajei para o exterior pela primeira vez, morei dois meses em Londres e apesar de essa ter sido uma experiência incrível, também foi muito difícil, pois sentia muita saudade da Mari e chorava diariamente.
Quando consegui meu primeiro emprego, senti muita falta do tempo livre que tinha para cuidar da pequena, mas pensava: “Essa é a situação normal da grande maioria das mães, então não há nada de errado nisso”. E foi somente aí, quando a Mari já tinha quase 08 anos, pude começar a aprender o que é ter independência.
Por mais que muitas vezes a imaturidade e a dependência financeira dos pais me fizessem sofrer, nunca me senti uma mãe pior só porque era mais nova e menos experiente. Acredito que uma folha não cai de uma árvore sem que esse seja seu destino e na vida tudo acontece porque tem que ser, não há como mudar e não há porque ficar chorando pelo o que já foi ou pelo que poderia ser. Por mais que você tropece e muitas vezes leve um tombo feio, existe sempre a chance de se levantar e seguir em frente de cabeça erguida (mas cuidado para não levantar muito o nariz e perder a humildade), dando sempre o melhor que há em você.
O maior empecilho para uma mãe adolescente é muitas vezes não ter maturidade para tomar algumas decisões sozinha e ter os aprendizados da adolescência em um ritmo diferente. Muita coisa é atropelada e mais pra frente, acaba fazendo falta. A gente se sente muito madura para certas coisas, como administrar horários, tarefas e educar, enquanto sente que no passado faltou um pouco mais de liberdade e de tempo para se conhecer melhor, ficar deitado no quarto ouvindo música, lendo livros e comendo besteira ou passar uma tarde inteira fora de casa com os amigos, fazer aquela viagem ou ir àquela balada. Somado a isso, não ter independência financeira é outro ponto que acaba chateando muitas adolescentes que têm filhos e continuam os estudos.
Hoje é possível ver o quanto maturidade e independência são importantes para nos sentirmos mais confiantes e aí sim, pensarmos em ter uma vida para cuidar além da nossa. Maternidade é responsabilidade e hoje considero que também é independência. E por estas e por outras razões biológicas as quais não domino, a adolescência não é a fase mais adequada para ter filhos e a melhor maneira de prevenir a gravidez e também as DST’s é simplesmente usando preservativos durante as relações sexuais.
A gravidez na adolescência é algo que nem de longe recomendamos a alguém. Mas se por um descuido isso acontece, não podemos ter outra posição que não seja encarar as coisas de frente e arcar com as consequências que qualquer decisão importante traz. No meio disso tudo, se tem uma coisa que aprendi desde os meus 14 anos é que o amor de mãe é puro, verdadeiro e incondicional. E por mais erros que cometamos, há sempre a chance de fazer as coisas se resolverem da melhor forma possível. Hoje tenho uma companheira e amiga, com quase metade da minha idade e o mesmo tamanho, que está sempre ao meu lado me apoiando, me dando broncas, sendo linda e adolescente, como eu era há pouco tempo atrás.
Texto escrito pela leitora Zilah Rodrigues do Toda Coisinha.


117 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
Este espaço continua sendo seu também. Comente com carinho e respeito por quem está lendo.
Sim, Bruna, eu sei que você vai continuar falando “daquilo que você gosta”, maaaaaaaaas, acho que você poderia fazer mais posts “sérios” e “vida real” como esse que acabei de ler.
Gostei muito. Aposto que muitas leitoras passaram, passam e passarão por isso. Se não, com certeza conhecem alguém que passou, passa e passará por isso.
Tenho uma irmã que engravidou do primeiro namorado com 14 anos e a filha nasceu quando ela tinha 15 anos também, assim como a Zilah. Vi as coisas um pouco de perto, com isso, posso afirmar e concordar com a Zilah: a vida nem sempre é “cor-de-rosa”.
Esse texto-depoimento ajudará muitas meninas! Certeza!
http://somundomeu.blogspot.com/
Minha mãe me teve com 15 anos e a melhor coisa hoje é que nós não parecemos mãe e filha… sim irmãs! :lol:
Que linda!
Realmente ser mãe na adolescência deve ser muito difícil de lidar. Que bom que seus familiares te apoiaram e ainda te apoiam.
Desejo toda felicidade do mundo pra vocês duas ;)
http://www.segredosentreamigas.com.br
Muito bom abordar essas coisas por aqui! Sempre senti falta de assuntos mais sérios como esse, principalmente sobre sexo e suas consequências! Foi muito bom ler um texto como esse, dá pra ver que o blog tá evoluindo com o seu público. <3
É como ela falou “não podemos ter outra posição que não seja encarar as coisas de frente e arcar com as consequências” A vida pode ser dura, mas é assim mesmo, nem tudo é um mar de rosas pra ninguém. Achei lindo o texto e apoiaria de você abrir um espacinho aqui no blog para outras pessoas puderem fazer mais posts como este!!
http://garotasdeesti.blogspot.com.br/
Honestamente? Podem me criticar o quanto quiserem. Mas perco a paciência quando falam sobre gravidez na adolescencia. Há TANTOS métodos para não engravidar, TANTOS. E hoje, todos conhecem esses métodos, no 8º ano tudo isso é citado para todos. Comecei minha vida sexual com 14 anos e usei os métodos de proteção e com quinze anos comecei a minha pílula anti concepcional, quatro anos depois estou aqui sem engravidar e bem. Sei que pode ser bem egoísta o que eu vou falar, mas hoje em dia só engravida quem quer. Se engravidou “sem querer” é porque foi irresponsável.
Sim , há muitos meios de prevenção mais meios de prevenção também falham ! Eu por exemplo tenho 15 anos e estou com suspeita de gravidez sendo que tomo anticoncepcional , porém ele não se adaptou ao meu corpo e a camisinha estourou,não foi falta de prevenção ou irresponsabilidade e sim uma fatalidade !
Acontecer por um acidente, ok…fazer o que né…tem mais é que assumir os riscos…mas um adolescente planejar engravidar, precisa ter em mente certas questões. Você tem trabalho fixo? Está casada com alguém que tenha e possa sustentar seu bebê? Possuem casa própria pra acolher essa criança? Tem maturidade suficiente pra entender que criar um bebê é criar um ser humano q dependerá 100% de vc? Muito mais q um sonho gente, filho é coisa séria…é preciso ter bem menos egoísmo pra entender q não se deve engravidar de forma inconsequente assim, porque segundo relatos acima é isso que acontece…tudo fica muito mais difícil! Sou a favor de crescer antes disso…estudar, trabalhar, escolher um companheiro decente…fazer as coisas dentro de seu tempo…dos 12 aos 19 anos é ainda uma menina, um menino…não é hora pra procriar..dêem orgulho aos pais de vcs…sejam alguém primeiro, alguém q possa arcar com as consequências dos próprios atos.
Comecei minha vida sexual com 14 anos também e sempre me prevenir até mesmo de doenças, troquei as injeções pelas pílulas por causa das cólicas menstruais e mesmo tomando a pílula sem pausas por 3 meses descobrir que estava grávida de 8 semanas ou seja meu organismo n rejeitou totalmente a pílula mas a mesma também não impediu uma gravidez. Estou com a consciência tranquila porque gravidez não é a única consequência de fazer sexo sem camisinha e pílula pode até funcionar para evitar mas não protege de dst e fui tão responsável a ponto de ter relações sexuais sem camisinha com meu noivo quando ele e eu fizemos os exames e constatámos que nenhum dos dois tem qualquer doença sexualmente transmissível. Tenho 17 anos e tenho total responsabilidade com a minha gestação e meu noivo é 25 anos mais velho com a vids estruturada.
Parabéns pela matéria, acho que todo mundo sempre conhece alguém q já passou ou passa por isso.
Adorei ler a história da Zilah aqui no blog. Imagino como deve ter sido difícil para ela abdicar de uma série de coisas. Uma lindeza de exemplo e de coragem. [emoji]e20c[/emoji]
Fui mãe com 17 anos e me identifiquei muito com a história dela.
Adorei!
Gostei! Eu queria saber sobre o pai…
Minha mãe engravidou de mim aos 14 anos também e na época ela teve que enfrentar uma barra.Apesar de ela amar o meu pai e estar com ele até hoje, foi obrigada a casar no dia do seu aniversário de 15 anos.Na época as meninas não eram tão resolvidas como hoje,então ela era uma criança e eu me tornei a sua boneca.Algumas das frustrações da minha vida acho que se deram por isso,mas não culpo ela, ela foi obrigada a crescer rápido demais e eu a amo muito.Hoje tenho 26 anos e ainda não tenho filhos,mas imagino todas as lutas que ela passou para eu me tornar quem sou hoje.
A um tempo atrás escrevi um monólogo para uma apresentação de teatro contando a história da minha mãe,e por consequência minha também.Vou deixar o link caso se interesse.Não é nada espetacular mais é especial para mim.
http://derepentenovembro.blogspot.com.br/2014/01/mariaminha-mae.html
Que texto bem escrito! Fiquei curiosa para saber duas coisas: como foi a reação do namorado, e se sua filha mantém contato com o pai.
Curti muito esse texto ^^ Eu estou grávida, e apesar de não ser mais adolescente (tenho 19), sou muito nova, e está sendo tudo muito difícil (e olhe que eu planejei tudo com meu ex)….ainda bem que eu tenho apoio dos meus familiares nesse momento.
Oi Thays, tudo bem? Eu gostaria de saber como voces planejaram? Vocês ao relatarem a gravidez para os familiares disseram que foi algo planejado ou foi inesperado?
Nossa muito bom voce abordar esses tipos de assuntos aqui no blog Obrigada mais uma vez por ser nosso exemplo <3
Blog:http://malucaporestrelas.blogspot.com/ :-D :-D :-D :-D :-D :-D
Adorei o texto! Muito legal como a Zilah conseguiu passar por tudo isso!!
Que demais tua história. *–* s2
Quem dera se todas as adolescentes grávidas tivessem apoio familiar. *—-*
http://apartirdos23.blogspot.com.br/
É fácil sendo rica. Até morar fora do país ela foi! haha Isso é uma piada para a maioria das meninas que tem filhos quando são novinhas… Não existe possiblidade de faculdade e MUITO menos aproveitar festinhas toda hora e fazer viagens internacionais. Não achei que esse post foi um choque de realidade. Aliás, parece que ter um filho nem é grande coisa.
Concordo com você, tendo grana e apoio familiar é uma coisa. Existem outras realidades beeeeem diferentes dessa aí.
Muito legal o texto, o apoio da família com certeza é fundamental, mas acho que o maior problema são as crianças de 11 a 14 anos transando,como se já tivessem responsabilidade
Eu tenho 14 anos e tenho um filho de 3 meses e e um presente de deus , não acho q devem julgar e sim apoiar, PK eu acho melhor assumir um filho com 14 do que abortar….
#contraoaborto
Exatamente. Isso é algo muito sério e o relato, da maneira como está, torna a situação de “ter um filho na adolescência” algo natural e fácil. Nem todo mundo consegue enxergar este assunto com a seriedade e a amplitude que ele necessita para passar “por cima” desse aspecto que o texto mostra.
É muito fácil falar de uma menina de 14 anos, rica, que os pais aceitaram super bem e até ajudaram a criar a criança. Minha irmã teve filho com 17 anos, escondeu a gravidez da minha mãe até o quinto mês, quando ela foi chamada no colégio por conta do baixo rendimento em ano de vestibular. Falaram que minha irmã talvez estivesse usando drogas ou estivesse com problemas psicológicos. Minha mãe só descobriu porque na época da menstruação dela, ela colocou um pacote de absorventes no quarto e esperou, passou o tempo da menstruação e o pacote estava intacto, ai minha mãe foi falar com ela. Foi tudo ok porque minha mãe engravidou dela com a mesma idade. Mas com meu pai, foi tudo diferente. Meu pai desabou, disse que não iria aceitar ela como filha mais (ele é pai adotivo dela, apesar dela conhecer o pai biológico e ter tido uma relação pai e filha com ele na infância, quando ela cresceu eles se desligaram), chegou a dizer que não queria que ela morasse mais na nossa casa. Mas isso não aconteceu. Até o bebê nascer, eles ficaram sem se falar. Meu pai deu toda o apoio do mundo, mas botou varias condições. Ela teria que sair de casa quando o bebê completasse um ano e pra isso, o meu cunhado teria que arrumar uma casa e um emprego e ir se arrumando até lá, porque ele não iria dar dinheiro pra eles. Mas meu pai ainda sim ajudou muito, deu quase todos os moveis do apartamento, ajudou meu cunhado com um emprego (e quando o bebê completou dois anos também ajudou minha irmã com isso). Minha mãe se desdobrou pra ajudar minha irmã, ele nasceu no ultimo mês de aulas e minha irmã não podia perder matéria, elas iam pra escola e minha mãe ficava lá pra ajudar minha irmã a amamentar, porque ela não conseguia tirar o leite do peito. Alias, foi bem dificil lidar com a minha irmã porque ela teve depressão pós parto, não rejeitou a criança, mas ficou muito mal. Tivemos muitos gastos, principalmente porque precisamos mudar pra uma casa maior (e mais cara) e todo o custo de ter um bebê em casa é dificil. Ele nasceu com problema de hipotiroidismo, precisava de consultas e exames rigorosos, sem contar o remédio. No fim das contas, minha irmã não pode fazer faculdade, porque meu pai parou de sustentar ela, e ela perdeu muito do resto da adolescência dela, já que não tinha essa moleza de sair com as amigas e ir pra balada. Hoje, meu sobrinho já tem 11 anos, acredito que hoje em dia as coisas sejam diferentes, mas nem sempre vai ser tudo um mar de rosas a ponto dos seus pais te pagarem um intercambio. Essa é a realidade de muitas meninas.
Ótimo o texto eu também fui mae recentemente e realmente as coisas mudam muito , e a Ana Luiza e Bruna Marques , certamente não sabem do que estão falando até porque a grama do vizinho sempre parece mais verde , mais as vezes não é .
toda sorte minha linda e que voce continue sendo uma otima mae . bj
Deve ter sido bem dificil, mas com apoio da família tudo melhora, e quem é de verdade está sempre ali pra ajudar. Eu espero que isso não aconteça comigo enquanto eu não me casar né haha! Mas achei ótimo a força que teve. ;)
http://dentrodossonhos.blogspot.com.br/
Infelizmente sabemos que o este depoimento apesar de lindo e comovente, é uma grande exceção, a maioria não terminam os estudos, não tem o apoio da família ou tem condições financeiras básicas, para se criar uma criança, infelizmente todos os casos que conheço de gravidez na adolescência foram assim inclusive na minha família. :/
Olá Zilah… quando vi escrito “Zilah” sabia logo que era vc mesmo…é claro que ninguém quer engravidar “fora de hora”, mas vc tocou num ponto chave: família. Na verdade é o que mais importa. E isso vai impactar todo o futuro da pessoa e do futuro baby. Só tive uma pessoa próxima na escola que aconteceu isso e a família esteve muito presente. Hoje elas parecem que são irmãs!
Muito legal o seu depoimento, verdadeiro e emocionante.
bjs
Olá, Bruna Marques, não costumo ler outros comentários, muito menos respondê-los. Mas o seu me chamou a atenção… Riqueza não tem nada a ver com isso. E até onde eu sei ela não é rica não…A possibilidade de faculdade sempre existe para a maioria das pessoas, acho que tudo depende apenas do nosso esforço. A diferença é que quando cometemos um “deslize” (me desculpe as mamães, por essa palavra) temos que nos esforçar mais que a maioria. Pelo menos é o que eu acho.
Bjs
Concordo com algumas meninas aqui em cima, hoje em dia engravida quem quer, basta cuidar-se.
E também tem o fato de ser “rica”. Que menina numa realidade de hoje viajaria pra outro país SEM O FILHO e com apoio dos pais? Nem todas as famílias apoiariam tanto assim. Dou o exemplo da minha, que dizem “não vou te expulsar de casa. Mas se tu fez o filho, tu vai criar!” E é bem assim.
Muito legal compartilhar histórias desse tipo no blog, mas a realidade nua e crua não é bem assim.
Há as que fogem de casa, as que são expulsas, as que não tem condições de criar e dar uma boa educação enquanto vão curtir a vida e fazer faculdade, por exemplo. Tenho muitos casos perto de mim de meninas que tiveram que largar os estudos e a vida por causa do filho, simplesmente porque a família não aceitou. Pra poder ir trabalhar elas precisam deixar os filhos com pessoas estranhas, não tem tempo de estudar muito menos de curtir uma balada.
Ser mãe é sofrido, é corrido. É sacrificar-se, não ir morar no exterior e só chorar todos os dias.
Emocionante!
Amoo tratar dese assunto, ate pq 40% de meninas q estudaram cmg, cresceram ou que eu conheço estão ficando gravidas mtu cedo, e o q elas mais pecisam é d apoio, e eu tento ao maximo passar confiança e força para elas com palavras, mostram que é possivel seguir em frente, mesmo com todas as dificuldades que irão surgir.
Se conhecer algum livro que trate do assum, estou louca para ler, mas n acho nenhum do tipo.
AGUARDO INDICAÇÕES !!
Bom, como algumas meninas me disseram que estava errada por dizer que a menina é rica e uma exceção a maioria dos casos, vou contar duas histórias que aconteceram na minha família. Primeiro, minha prima, aos 16 anos, engravidou do namorado que por sorte é filho único e a família dele tem um poder aquisitivo relativamente bom. Eles ainda conseguem ir para festas de vez em quando, mas minha prima precisa trabalhar em uma loja no shopping e vender Mary Kay no tempo livre pra poder bancar as coisas em casa, MESMO com os pais dela ajudando e os pais dele também. Porque uma criança envolve gastos incontáveis: escola, alimentação, roupas, fraldas, etc. Ela e o namorado precisaram deixar os estudos de lado, mesmo tendo o apoio dos pais. Porque apoio dos pais não significa passar a mão na sua cabeça e continuar vivendo como antes. Afinal, você fez a “merda” (desculpe usar essa palavra, mas com certeza é um erro nessa idade), e precisa arcar com as consequências. A minha outra prima (sim, é muita infelicidade ter dois exemplos assim, fico muito triste por ambas) teve um primeiro filho aos 14 anos. Lembro que na época, ela me entregou um convite para uma comemoração de chá de bebê e festa de 15 anos junto. Aquilo me chocou muito. Mas enfim, o tempo passou, o bebê nasceu, ela teve depressão pós-parto e o namorado louco dela começou a ter ciúmes, a bater nela e não deixar nem ela ir a escola. Ela não terminou a relação (como fazer isso com um filho pra criar nessa idade?), e mesmo com os pais dando apoio, teve que largar o colégio e agora acabou de ter outro filho. Com 18 anos, ela já tem DOIS filhos. Sinto informar que NUNCA, em nenhuma hipótese, ela vai viajar para fora do país e “chorar” pela ausência do bebê. Sinto dizer que ela é pobre, tanto de dinheiro, tanto de conhecimento e dificilmente isso vai mudar. Ela chora mesmo é por ter perdido a juventude, algo que jamais vai voltar. Sei que esse é um relato real, mas só me pareceu muito superficial, já que com toda a certeza isso é o que ocorre com 1% das meninas. A maioria passa por perrengues muito sérios. Enfim… é isso. Beijos, meninas! PS: hoje engravida só quem quer, e me desculpem, mas tem que ser muito burra para deixar acontecer. Existe camisinha, pílula anticoncepcional, pílula do dia seguinte, injeção anticoncepcional, adesivos anticoncepcionais, etcetcetc….
“Olá, Bruna Marques, não costumo ler outros comentários, muito menos respondê-los. Mas o seu me chamou a atenção… Riqueza não tem nada a ver com isso. E até onde eu sei ela não é rica não…A possibilidade de faculdade sempre existe para a maioria das pessoas, acho que tudo depende apenas do nosso esforço. A diferença é que quando cometemos um “deslize” (me desculpe as mamães, por essa palavra) temos que nos esforçar mais que a maioria. Pelo menos é o que eu acho.
Bjs”
Sobre esse comentário, sinto que você é muito alienada (desculpe pelo termo). Talvez você ainda não tenha estudado para o vestibular e não saiba a dificuldade que é entrar em uma faculdade pública e depois se formar. Ou talvez você não saiba o preço absurdo de uma faculdade particiular e a dificuldade de pagar. É muito difícil para todo mundo, então é muito óbvio imaginar que incluindo uma criança na conta, fica quase impossível. Óbvio que tudo é possível com esforço, mas convenhamos, é algo teórico que na prática quase não ocorre.
Concordo contigo, que só engravida quem quer e que são inúmeras as formas de se cuidar. Sempre pensei assim também. Mas conheço MUITOS casos de meninas que pensavam assim e também engravidaram. :( Até porque mesmo se cuidando é possível engravidar, né…
Desculpa mais vc tá confundindo alienação com pensamento positivo , tenta falar por vc não pelos seus “parentes” , eu sou a prova viva que mesmo pobre com esforço se consegue oq quer ! Tenho 22 anos meu filho 7 ,curso Marketing em uma Universidade particular (por conveniência) sim sou eu quem pago minha facul com oq recebeu no meu trabalho , abdico de roupas caras, de baladas e de deversas outras coisas , pq aprendi que pra toda escolha existe uma renúncia !
P.S : Viajo dia 15/12 para Londres, para estudar por 3 meses (financiamento) .
Oi!
Achei o texto bem interessante, mas não condiz com a realidade da maioria das mães adolescentes. Ela sendo rica ou não, tem uma boa condição de vida, porque pelo que pude perceber ela não precisou trabalhar para criar a criança. Seus pais fizeram isso. Tenho 21 anos, engravidei com 19, e sei quais os gastos uma criança envolve. Além do tempo e energia necessários para os cuidados e atenção. Moro com meus pais recebo ajuda para cuidar da minha filha, incetivos. Mesmo assim não é fácil, ainda não consegui voltar para a faculdade, porque trabalho 8 horas por dia e já acho que é muito tempo para uma criança de 1 ano e 6 meses ficar longe da mãe, imagine passar mais 4 horas longe? Não dá. Ela precisa e pede 100% da minha atenção quando eu chego. Sem contar as noites sem dormir porque ela ficou doente, ou simplesmente não tinha sono, acordava durante a noite. Ir trabalhar sem dormir é difícil. Nada nessa vida é fácil e se for, não damos o devido valor.
A maioria das garotas que engravidam na adolescência param de estudar por necessidade, porque precisam trabalhar para sustentar o filho. Ir para o exterior está fora de cogitação, mesmo sendo um sonho.
Minha família me apoia, me ajuda e está sempre ao meu lado para tudo que eu preciso, mas sei que muitas garotas tem que se virar sozinha, porque não recebem ajuda de ninguém, nem do pai. Sobre sair com os amigos, fica muito difícil, já fiquei em casa com a minha filha diversas vezes enquanto todos os meus amigos saiam. Mas faz parte, tenho que ser responsável e assumir as consequências dos meus atos.
Sei que existem milhares de métodos contraceptivos e etc… Sabe aquele pensamento:” nunca vai acontecer comigo”. Ele não dá certo. Eu errei, fui irresponsável. Mas levanto todos os dias de manhã e corro atras do tempo que eu perdi, agradeço pela minha filha ter nascido completamente saudável e perfeita.
Aprendi muito sendo mãe, amadureci e me tornei responsável. Hoje ela é minha maior alegria. Ser mãe dificulta sim as coisas, mas não as torna impossíveis.
Nossa! Que legal ler algo assim! Eu sou o resultado de uma gravidez na adolescência e é incrível ter uma mãe 16 anos mais velha que eu. Ela tem uma mente super jovem, é companheira e muito amiga.
Queria ler mais textos como esse aqui. Eu acho que você não precisa parar de escrever sobre o que já é de praxe, mas, honestamente esses textos escritos por pessoas ‘reais’ de suas vivências cativa muito mais do que somente ficção. Eu amo os textos que vc escreve Bruna, mas textos assim são incríveis de ler, e como já disse no comecinho desse comentario: Queria ler mais textos como esse aqui.
Olha, o texto é muito legal e tudo, mas eu tenho que concordar com o que algumas meninas aqui disseram. Não que a menina seja ou fosse “rica”, não exatamente isso. Mas ela teve um beeeelo de um apoio da família, coisa que não costuma acontecer. Ela só conseguiu ter essa vida “normal” e relativamente independente porque tinha os pais que fizeram o papel de criar a filha. Porque eu acho que quem é mãe integralmente e realmente cria os filhos, não tem lá muito tempo de fazer faculdade, ir pra festas com as amigas e ficar dois meses fora do país fazendo intercâmbio. Falo isso por mim mesma, se eu tivesse uma filha e ela aparecesse grávida com 15, 16 ou a idade que fosse, por mais que eu a apoiasse, eu não criaria o filho dela por ela. Afinal, a responsabilidade é dela, o “erro” foi dela, então ela que aguente as consequências.
Achei o texto legal e em certa parte, até bonito. Mas concordo com o que disseram de que não condiz com a realidade da maioria das meninas que engravidam cedo.
Acho engraçado, que em pleno século XXI ainda exista tanta garota desinformada? Dizer que engravida quem quer, é uma bela maneira de dizer que é virgem, ou nunca leu a bula de um anticoncepcional. Camisinha pode furar, anticoncepcional pode falhar devido a inúmeros problemas ginecológicos. Existem outras formas claro, mas nenhuma que uma adolescente vá pensar sobre. Gostei bastante do texto, apesar de que, concordo com as meninas que disseram que não é bem a realidade. Ter apoio da família nessas horas é essencial, assim como ela teve, mas o esforço dela também de ter sua independência, sua profissão também foi essencial. Com certeza a filha dela poderá se orgulhar da mãe que teve!
Eu concordo plenamente com a Bruna Marques, também tive uma prima que engravidou aos 16 e foi um choque para a família toda. Sei que existe casos em que a família apoia e ajuda, porém ainda sim são poucos. Quem realmente acompanha sabe o quanto é difícil, e quem passa por isso, mesmo tendo o apoio da família e mora com os pais, também precisa ir a luta e vejo muitas meninas que não conseguem fazer tudo o que o texto fala, mas não por falta de vontade, mas sim por falta de oportunidade e tempo. Crianças pequenas exigem atenção da mãe, que na maioria das vezes trabalham duro e dão seu melhor.
Não estou julgando ninguém, mas conheço pessoas que não tem ajuda dos pais precisam se virar todos dias para dar o que comer ao filho, e as que tem não é o suficiente para todos os gastos de uma criança.
Pensei em colocar aqui a opiniao de uma pessoa que tem horror de gravidez antes de qualquer independencia financeira (e no meu caso, espero que dure até um doutorado).
Na minha familia ha muitos casos de gravidez na adolescencia, de meninas que largam a escola, enfim, nada muito proximo de mim. Entretanto, há uma coisa que conheci através de escola primaria publica que me permite dizer que amor incondicional de mãe não é regra, e nunca vai ser. Alem dos diversos casos de gurias novas que sequer sabiam o que era a tal gravidez, que pariam e não sabiam do que se tratava. Uma menina que nao recebe o “amor incondicional” da familia vai ter apoio pra criar o filho quando? Morar em Londres quando? No mais consegue um emprego meia boca aos 16 pois nao conseguiu estudar, flanelinhas são as que mais vejo.
Na faculdade, vi uma única vez a mãe (que se portava excelentissimamente bem, por sinal – talvez queira dizer boa familia, provavelmente), com sua filha muito bem educada e arrumada que fazia gracinhas. Mães, principalmente as pobres, nao tem muita vez em faculdades não. Estudar exige tempo e dedicação, e uma cria que caga e chora 24h mais um trabalho (mesmo que sua familia te apoie) nao te ajuda a estudar.
Criar alguem nao é brincadeira, nao e igual cuidar de bonecas; se gasta tempo, atenção, muita energia e MUITO dinheiro (não se esqueçam da adolescencia da criazinha).
Sobre engravidar pq quer, é so pesquisar um pouquinho sobre meninas mais desinformadas – ainda mais nessa idade inconsequente -: que cabeça tem para saber das consequencias de mal uso de contraceptivos enquanto mal sabem o que são ou o que fazem? Ademais, nao sao 100% eficazes, sao falhos tambem. Gravidez é um problema pra algumas pessoas, enquanto pra outras sao dadivas. Por isso que isso é uma merda feita aos 15, e pode ser aos 30 tambem dependendo da situaçao, pois criar gente nao é qualquer coisa, quando o mundo tem muito mais pra oferecer alem de comida e agua.
Muito bom seu comentário e super maduro!!
Camisinha tem eficácia de 96% se souber utilizar (só estoura se o homem não souber colocar corretamente. E para aprender, é só pesquisar alguns minutinhos na internet, muitos sites tratam do assunto) e o anticoncepcional tem 99% de eficácia se também usado corretamente (o que você pode aprender consultando seu ginecologista ou pesquisando em livros e internet). Então, na boa, se você souber o usar e aliar os dois métodos, você só engravida se quiser MESMO.
Gostei do texto sim, mas concordo com as meninas ai, tive meu primeiro filho com 15 anos, minha mãe aceitou, eu morava só com ela e meus irmãos, meu pai disse que logo eu viraria “puta”, e que ele não queria conhecer a criança. Nunca mais nos falamos, meu filho nasceu, eu vim morar com o pai dele que hoje é meu marido, temos uma vida cheiaaaaa de brigas e discussões, minha mãe mora em outra cidade agora, parei de estudar por dois anos, retornei nesse ano, NÃO aconselho a ninguém ter filhos nessa idade, eles são uma maravilha sim, mas como você vai educar alguém, ensinar ele(a) a se conhecer, VOCÊ NÃO SE CONHECE AINDA, VOCÊ NÃO ESTÁ E NÃO ESTARÁ PRONTA PARA ESSA RESPONSABILIDADE. Hoje tenho 18 anos e perdi a época mais feliz da minha vida pra ficar em casa, trocar fraudas, limpar a sujeira não só da criança mais do seu marido também, não posso dizer que me arrependi adoro tudo que faço para minha família mais escrevi assim para que outras tenham noção do quão chato essa vida pode ser!
Acontece que nem toda menina de 14 anos é madura o suficiente e pensa dessa forma. Muito pelo contrário a maioria tem aquele velho pensamento de “nunca vai acontecer comigo”.
É injusto fazer esse tipo de julgamento…
Parabéns Ana Luiza, você dever ser perfeita né? Julgando as pessoas assim!
Achei lamentável o seu ponto de vista. Espero que você seja bem feliz nesse seu mundinho perfeito (que deve ser uma redoma de vidro).
A Zizi é uma fofa mesmo. Se vocês acompanhassem o blog dela ou conhecessem pessoalmente (eu não conheço) acredito que saberiam que ela é uma mãe presente e muito ligada a filha e que enfrentou sim, muitas dificuldades para criá-la e não ficar pra trás em relação aos outros aspectos da vida.
É muito fácil vir aqui e julgar alguém sem saber direito como a pessoa vive e vocês deviam se envergonhar de dizer que sentem muito por uma criança ter nascido, nem sempre é fácil, mas é uma vida – e uma pessoa de carne e osso – e não se lamenta uma vida nascer.
Tenham um filho em qualquer idade com toda a ajuda do mundo e me contem se é fácil ou não.
Deve ser muito complicado gravidez na adolescência.
http://dobrazilparaeuropa.wordpress.com/
Não é uma redoma de vidro, e sim um mundo responsável. Onde eu pesquisei sobre métodos contraceptivos antes de fazer qualquer relação.
Olá meu nome é Flávia tenho 27 anos e uma filha de 11, e adivinhem…. eu tive a minha filha aos 15 anos e faço parte desse 1% (segundo os comentários) que consegui me formar, viajar, trabalhar (comecei a trabalhar aos 17 anos), sair tudo com o apoio da minha família que não são ricos, pq só quem passa por isso sabe olhar para atrás e ver que o que conta mesmo é a união, o amor da nossa família. Não foi fácil, nunca será, não aconselho mas pf né gente vamos parar de julgar! Passamos por coisas que não são necessárias divulgar, choramos sozinhas nos nossos quartos em desespero se perguntando pq isso estava acontecendo, mas isso a gente não precisa divulgar basta falar que não é fácil. Sinto muito que infelizmente não sabe o que é ter amor verdadeiro amor da sua família pois minha mãe nunca passou a mão na minha cabeça mas sempre me apoiou e me deu AMOR.Hoje sou casada com o cara que não é o pai da minha filha e vivemos muito bem, como sempre digo para ela; uma cuidando da outra sempre. Há e para a curiosidades de todos, o pai dela nunca foi presente foi morar no exterior quando ela tinha meses e só voltou agora huahauhauha piada né.
Este texto foi simplesmente perfeito. Primeiro por que, realmente, não fala muito sobre como é depois do parto para as mães adolescentes. Nunca tinha visto por esta perspectiva. E, além disso, foi tranquilizador ler tudo isso. Se eu fosse hoje uma adolescente grávida, eu ficaria melhor com essas palavras. Muito bom o texto.
Quanto a “só engravida quem quer” eu discordo. Conheço gente que comprou a vida toda na mesma farmácia o anticoncepcional. Aí um belo dia, o medicamento era falso e pronto, engravidou mesmo “se cuidando”. Acho que realmente se uma folha é pra cair daquela árvore, ela vai cair, mesmo que qualquer coisa tente contribuir para que não caia. O destino à Deus pertence.
Achei bastante interessante o texto!!
Só não concordo com a opinião de algumas meninas relacionadas ao afirmarem que ela é rica ou que nao há oportunidade para faculdade e de como essa história foi RETRATADA PELA ZILAH, as pessoas estão ”indiguinadas” com o jeito com o qual ela encarou as coisas,porque ?! Qual é o problema de ela ser uma ”minoria” em relação a seus posicionamentos frente ao ato de ser mãe?! E outra,o caso dela não precisa ser 100% igual ao das outras meninas,cada um encara as consequências da vida de alguma forma, se por um acaso pra você é super dificil entrar em alguma faculdade ou viajar para o exterior isso é um problema pessoal seu e da sua família que provavelmente não está do seu lado (assim como a familia da Zilah) além do mais te desejo UM SUPER ESFORÇO (quando nós queremos MESMO,é difícil mas dá pra conseguir)
Gostei demais, parabéns por nao ter só uma filha mas também uma companheira/irmã espero que der tudo certo na vida de de vocês :)
Ah,Bruna gostei do espaço que foi concedido a nós em seu blog, isso mostra o quão humilde você é por reconhecer nosso amor <3
Adorei
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