Naquela manhã acordei com um sentimento meio estranho, sabe? Uma mistura de medo com ansiedade faziam meu estômago doer. A roupa, que eu deveria ter escolhido no dia anterior, era o menor dos problemas. Enquanto aprontava, lembrei que dessa vez não haveria ninguém me esperando na porta. Os primeiros dias de aula no colégio eram tão mais fáceis. Minhas amigas sempre estavam lá. Andar sozinha num lugar novo é tão estranho, parece que tá todo mundo reparando e julgando a gente, mas não dá pra escolher as exigências que a vida faz, certo?
Por um instante, tive a sensação de estar começando minha vida do zero e me dei conta de que ninguém ali sabia absolutamente nada sobre mim. Eu, finalmente, poderia ser quem eu quisesse. Apaguei todas as lembranças e marcas ruins do ensino médio e passei pela porta da sala. Como se fosse um portal pro futuro. O meu futuro. A aula já havia começado. Entre uma distração e outra, me perguntava se era aquilo mesmo que eu queria da vida. A professora parecia ler meus pensamentos, começou a falar sobre o curso e o quão importante é a profissão que escolhemos. Passou um filme na minha cabeça de toda a minha infância e minha afeição por desenhar e escrever.
Sonhei durante alguns anos com um lugar onde as pessoas se importassem com coisas mais interessantes que meus gostos e não me julgassem. Naquele instante tudo começou a fazer sentido. Eu estava simplesmente onde sempre quis estar. Com pessoas que sempre quis conhecer. Sendo aceita de um jeito que sempre almejei porque ali ninguém me julgava nem mais e nem menos madura. Avistei alguém de óculos pelos corredores que deve ter despertado alguma coisa à primeira vista em mim. Sim, não vamos nomear esse “alguma coisa”, por favor, tenho pavor dessa palavra.
E aí, bem, o caminho de volta se tornou bem mais tranquilo e divertido. Qualquer pessoa naquele ônibus poderia enxergar a garota com fones de ouvido, cantando bem baixinho a sua música preferida enquanto sorria com o vento. Fechei os olhos e desejei poder voltar no tempo só para dizer àquela Amanda de 2 anos atrás que não havia necessidade de ficar chorando pelos cantos da escola, no fim tudo daria certo.
*Amanda Bastos é leitora do blog e topou compartilhar com a gente sua experiência como caloura/bixete em uma faculdade lá de São Luis. Se você também tem uma história legal (e real) pra contar sobre o tão temido primeiro dia de universitária, use os comentários e participe da nova categoria do blog. Minha ideia é falar mais sobre a vida real. Para isso, vamos escolher e eleger, semanalmente, uma leitora para escrever a crônica do post e como dessa vez, fazer um convite para todo mundo contar nos comentários um pouquinho da sua própria história. Que tal? Ah, e o dono do melhor comentário fará o próximo texto. Não esqueçam de deixar e-mail, Twitter ou Facebook.


70 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
Este espaço continua sendo seu também. Comente com carinho e respeito por quem está lendo.
Passei uma semana sem dormir direito, tive pesadelos e o medo de voltar ao ambiente “escolar” que me lembrava muito o ensino médio era apavorante.
Pela manhã, acordei mais cedo do que de costume, tentando não parecer tão nervosa e assutada quando chegasse na universidade. Sempre odiei estar no meio da multidão, e o medo de me deparar com uma sala repleta de pessoas estranhas me apavorou.
Tentei parecer o mais natural possível, uma roupa mais arrumada, cabelo solto e pouca maquiagem (nada que eu costumo fazer nos meus dias normais). Pouco antes de abrir a porta da sala de aula fechei os olhos, respirei fundo e pedi forças para conseguir.
Girei a maçaneta da porta com um pouco mais de força e entrei…
Continua *-*
Amei o post, é de historias reais que precisamos :D
Beeeijos :*
http://www.queridosdevaneios.com
Ansiedade resume! Dormir mal semanas antes, sofrer por antecedência com pensamentos de parecer uma criança perto dos mais velhos… Não entrei na universidade mais desejada do Brasil – Ótimo, pois não saberia me comportar perto de pessoas que viveram uma vida tão diferente da minha. Minha realidade é outra, e se resume em sacrifícios diários. Primeira mensalidade paga, com meu próprio suor, mas este é o gosto que eu mais gosto. De poder erguer a cabeça e dizer: – “Eu faço o que quero”. O tempo está passando, me esforço pra ser o melhor no que mais gosto. Mas está a vida, é o saber equilibrar o paraíso com um inferno. É saber que o tempo se torna relativo. É saber dar valor, que é algo que só se aprende assim, na marra.
Bianca Galano :-P
http://escritonalua.tumblr.com/
Passei quinze dias sem dormir, quase vomitava só em lembrar que tudo ia ser diferente agora, eu não teria mais as minhas amigas de infancia, não teria mais os abraços matinais. Tudo iria por agua abaixo.. Mas vamos aos fatos.
Eu moro no interior, era meu primeiro dia acordando as 4h para dar tempo de pegar o ônibus da prefeitura. Um frio LOUCO e eu com meu casaco de estimação. Quando cheguei no ônibus fez calor e eu tirei o casaco… Nesse belo momento chega uma menina e me diz “Tua blusa tá ao avesso” OPA! COMECEI O DIA BEM! Cheguei na faculdade sem saber aonde era nada, sentei em um banco e esperei qualquer pessoa aparecer. Fiquei lá das 6 as 9 quando descobri que pessoas entravam por outro portão também e a minha aula tinha começado as 7:10. Entrei na minha sala super atrasada, com dor no estomago e a camisa ao avesso, claro.
Fiz uma amiga logo no primeiro dia (hoje em dia ela é a minha amigona da sala) ela já tinha ido na faculdade antes e já conhecia tudo lá (inclusive o banheiro porque eu não ia trocar de roupa dentro da sala de aula). Voltei pra casa e chorei quase duas horas, achava que nunca ia me acostumar com aquilo. Faz 3 anos que estou na faculdade e preciso dizer uma coisa: Eu não trocaria as minhas noites não dormidas, os meus estresses de provas e os meus trabalhos gaguejados por nada nesse mundo. Desde que eu parei de chorar nesse dia eu apaixonada pela faculdade e por blusas ao avesso. hehe.
A primeira vez que ouvi eu te amo (sem dizer primeiro)
A Bruna pediu que a história fosse, no mínimo, real. Pois bem, eis a história. Quando comecei a escrever, porém, percebi o quanto parecia pertencente aqueles filmes românticos que a gente teima em assistir naquelas dias nublados. Mas, juro, viu, é tudo verdade.
Ele era meu primeiro namorado e, como todo primeiro, pra mim era um príncipe. Até aquele dia, que esta guardadinho na minha caixinha de memórias, eu apenas havia ouvido essas três palavras – eu te amo – de forma retrucada, depois que eu havia dito. Não que fosse ruim, ainda sim ouví-las era lindo, mas não era a mesma coisa.
Neste dia estava na casa dele em São Paulo, enfrentando um frio congelante num sábado a noite. Nunca fomos de sair, portanto, estávamos jogados na cama dele debaixo de algumas cobertas assistindo um filme aleatório que eu, infelizmente, hoje já não me recordo mais qual era. Lutava contra o ímpeto de fechar os olhos de sono e dormir, até que em determinado momento do filme eu desisti; dormi, no meu lugar preferido no mundo – o braço dele -, como um anjo.
Não sei quanto tempo se passou, mas o fato é que ele também desistiu do filme em determinado momento – o que me deixa menos culpada por não lembrar do nome -. Neste momento, ele delicadamente fechou o notebook que repousava sobre ele, colocou-o debaixo da cama e neste movimento acabei por acordar. Ainda meio entorpecida de sono, me movi de modo a ceder mais espaço pra ele naquela cama de solteiro que dividíamos e nesse momento, ao invés de engatarmos a tão conhecida conchinha, ele se deitou de frente pra mim.
Há um ou dois anos atrás, ele se deitou de frente pra mim e dizia “Mi, eu te amo.”.Sem eu pedir, sem sequer esperar. Lembro-me o quanto eu despertei na hora, o quanto meu coração disparou, o quanto eu sorri como se tivesse acabado de acontecer. Retribui as três palavras com outras três idênticas, mas não parecia ser justo e não parecia ter a mesma ênfase, parecia um eco pobre. O beijei e dormimos.
Ter vivido uma experiência como esta compensa, sem dúvida alguma, a dor que foi (e é) perdê-lo. Já faz um ano que não o vejo, a saudade me esmaga todos os dias. Entretanto, acredito que o que esta destinado a acontecer, nos encontrará de alguma forma. Espero que eu te veja em algum lugar do futuro.
E, ó, não conta pra ninguém, mas ainda te amo, viu?
Ao entrar pelos portões o novo anseia dentro de mim.
Foi difícil conter a alegria e euforia.
Tudo será diferente e surpreendente.
Que as minhas vontades, sejam apenas vontades.
E as vontades de Deus sejam realizações.
O futuro não me preocupa.
Estou vivendo o presente…
Claro que levo as bagagens do passado comigo, mas dessa vez larguei as deixei no portão.
Levo aquilo o que realmente importa o coração e a humildade.
A insegurança e ansiedade ainda fluem.
Mas do sorriso da garota tímida, pode-se conquistar novos amigos ou uma família gigantesca com pessoas diferentes e únicas.
(obs: Escrevi isso no meu “diário”, sobre o meu primeiro dia da facul, infelizmente fiquei apenas um mês lá, mas valeu apena!!).
Nathália Cristina :)
Dias atrás resolvi dar um novo rumo para a minha história. Na verdade, o verdadeiro rumo. Sempre fui muito preocupada com meu futuro, com meus relacionamentos. Depois de dois anos namorando (tenho 16 anos…) e um fim de namoro trágico, meu coração ficou medroso e isso veio me perseguindo por um bom tempo, volta e meia o medo bate nas portas do meu pensamento, quando vejo que é ele, digo que ninguém está em casa, e logo ele vai embora, e eu me lembro o quanto aprendi depois de tudo isso. È tudo tão natural, vivemos sob pressões, e até elas se tornaram naturais para nós. Pressão que nos cobra ser alguém ”normal”. E não, eu não preciso ser esse tal normal que, na verdade, é ser igual todo o resto. Eu não preciso fazer algo porque querem que eu faça, nem escolher um curso na faculdade pois sei que me dará dinheiro e um bom emprego. È, esses dias eu me assumi, e assumi o que eu realmente gosto de fazer: escrever. Também assumi todos meus medos e defeitos. Passei a colocar meus sentimentos e opiniões pra fora, e é isso que eu quero pra mim. Deixei de lado qualquer pressão e medo, qualquer coração partido que restava em mim, fiz um curativo bem fofinho nele, sorri para a vida, e agora sim, estou me sentindo feliz como não sentia a muito tempo, sendo eu mesma…
E com o tempo, meu coração medroso está voltando ao normal, muito mais forte, preparado para outros mil garotos que cruzarem meu caminho.
:arrow: é pra frente que se olha… :arrow: :arrow: :-D :mrgreen:
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Meu primeiro dia na faculdade foi bem estranho, pois não conhecia ninguém, e saí do colégio com o pé na faculdade,pois o ambiente é bem diferente do que estamos acostumados no ensino médio, só sei que fui me adaptar com o clima, com os colegas de classe e com os professores no segundo período da faculdade, e depois que voce começa a pegar o ritmo do dia a dia na faculdade voce acaba a enxergar as coisas em sua volta muito melhor do que como voce via o mundo anteriormente.
Não me lembro do meu primeiro dia de aula, minha memória não é das melhores.Mas lembro do dia da matrícula, sempre em meus primeiros dia de aula meus pais iam comigo, se não iam até quase a sala pelo menos me levavam de carro.Aquele dia era diferente, eu ia pegar o ônibus para Campinas, que fica há 2 horas da minha cidade.Coração apertado, medo e insegurança iria para um lugar totalmente novo, eu poderia me renovar.Tímida como sempre fiquei no meu cantinho quieta, puxei assunto com uma ou duas garotas durante a espera, nada extraordinário aconteceu, mas tive a certeza que muita coisa boa estava por vir.
Meu primeiro dia na faculdade com minha turma mesmo não foi nada comparado ao dia da minha matrícula, esse sim merece ser lembrado!
Minha mãe foi me levar pra vivenciar a emoção de ter a filha estudando na mesma universidade que ela… “Filhinha, você vai pra Federal!” Era um curso que eu nunca tinha pensado em cursar na minha vida, esse tal de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, mas tava todo mundo tão feliz por mim que eu me fiz de empolgada. Poderia valer a pena. É, valeu mesmo…
Nós chegamos no campus e minha mãe estava me mostrando onde era cada prédio quando minha irmã apontou para um deles, logo a frente, e perguntou “Qual é aquele lá?”. Na concentração de ver o que era e ainda estacionando minha mãe bateu no carro de trás!
Felizmente o outro carro não teve nenhum dano, mas o nosso quebrou a lanterna traseira. Ficamos nervosas e aliviadas ao mesmo tempo, e fomos subindo para fazer a matrícula. Foi quando minha mãe percebeu que, no desespero de ver o dano do carro, tinha trancado o mesmo com a chave dentro!
Ela pegou um ônibus para a casa da minha avó, onde estava a chave reserva, enquanto minha irmã ficava comigo na fila da matrícula. Chegou minha vez, tudo ok, hora de conferir os documentos, tá tudo certo, né? Não. Faltava o xerox do meu histórico escolar!
Depois de conseguir uma senha que me permitiria “furar fila” e muito perguntar, descobri que a Faculdade de Música tinha xerox e era ao lado do local onde a matrícula estava sendo feita. Deixei minha irmã (re)conferindo meus documentos e fui lá correndo, deixei o moço ficar com o troco (ah, eram só 5 centavos, e eu estava atrasada!) e já estava pegando o envelope de documentos com minha irmã quando ela disse: “Eu não achei sua identidade aí dentro não!”
Como minha cota de azar já tinha se superado eu pensei que deveria ter ficado com a moça que me atendeu. Pulei sem cerimônia a faixa que isolava o local e não deixava mais ninguém entrar e apresentei minha senha fura-fila. Fui até a mesa da atendente e disse “Moça, minha identidade ficou com você?”
LÓGICO que não. Não aguentei mais: disparei a chorar! Depois de beber água, me sentar e ficar calminha descobrimos que a danada da identidade estava dentro do envelope sim, o tempo todo… Ok, um problema a menos.
Fora a vergonha de ver todo mundo no lugar preocupado comigo eu estava bem. A matrícula foi feita, todo mundo foi indo embora e eu e minha irmã nos vimos sozinhas na beira da mata da UFMG vigiando o carro (com a chave presa lá dentro) enquanto minha mãe não voltava… Não tinha mais uma viva alma naquele lugar, nós estávamos morrendo de medo porque aquela mata tem fama de ser perigosa, cada pessoa que passava parecia uma ameaça eminente, mas mais ou menos uma hora depois estávamos salvas: mamãe chegou com a chave reserva, entramos no carro e fomos pro McDonalds comemorar. Minha matrícula tava garantida apesar de toda aquela loucura…
Mas era só a primeira loucura das muitas que passei nos 5 anos de graduação que vivi naquele curso que eu aprendi a amar!
Meu primeiro dia na faculdade foi há três anos e meio. Dia 09 de Agosto de 2010, para ser exata. Eu cheguei meio perdida, apesar de já ter uma ideia de como seria e já ter uma pequena noção do curso, pois já havia feito Iniciação Científica Jr. com um dos professores de lá. Entrei no segundo semestre do curso, a única vez que vi isso na universidade que estudei. Acho que eles estavam testando o Sisu e tentando aumentar a turma, que já estava pela metade. A primeira aula foi Políticas Públicas da Educação. Foi um choque, um balde de água na cara para acordar e perceber: Tô fazendo licenciatura. Sério, me matriculei em Licenciatura em matemática ~parem de torcer o nariz já!~, sem nenhuma vontade de ser professora, mas com a certeza de que o caminho que eu tinha traçado até ali me mostrara que o que eu achava que queria não era bem o que me faria feliz. Chorei aquela noite um tempão antes de dormir, foi muito se usei duas vezes novamente a blusa que usei naquele dia. Quase não voltei no dia seguinte, mas acabei dando mais uma chance para aquele curso. Era aula de Elementos de Geometria, eu odiava Geometria, pelo menos até aquele dia. Um professor de cabelo branco que viajava em um universo matemático me mostrou que eu poderia gostar daquilo.
Voltei muitos outros dias, participei de outros projetos, corri contra o tempo, tive vontade de desistir, voltei a trabalhar com o tutor da iniciação jr, ganhei um novo orientador, quase fiquei doida, virei noite fazendo trabalho, dormi quando precisava estudar, conheci os melhores amigos ~e os mais loucos!~, fui em congressos perto e longe, me apaixonei por Brasília em três dias, mudei de ideia, tive milhares de planos para o futuro, vi que rótulos podem ser muito idiotas, tive apelidos, fiz três semestres e meio em um ano, mudei de ideia sobre pessoas, vi verdadeiros milagres acontecerem, aprendi a amar as pessoas, percebi que meus limites são bem diferentes do que eu pensava, minha mente mudou completamente. E agora? Bom, semana que vem faço minha última atividade avaliativa do curso. Dia 24 de Janeiro de 2014 está marcada minha colação, no mesmo dia que fará 11 anos que moro nesta cidade.
Meu primeiro dia na facu foi meio estranho.Antes estudava numa escola técnica bem legal onde fiz técnico em informática. Concluído o técnico, me vi mergulhada em uma dúvida cruel sobre qual curso faria. Sempre detestei ter mais de uma opção. Gosto de ter um objetivo único para alcançar, assim como o colegial. Na 8ª serie, estudar na etec Philadelpho era o que eu mais queria e me esforcei muito para conseguir isso. Sou muito teimosa e quando quero uma coisa ninguém tiro isso da minha cabeça! Pois bem, terminado o técnico eu ainda tinha 1 semestre até terminar o colegial. 3 anos passaram voando. Parecia que nunca iriam acabar e que saudades daqueles tempos. Comecei a refletir sobre vários fatores que poderiam influenciar na minha escolha: afinidade, dinheiro, opinião de amigos e família, estudar longe ou perto de casa… e cheguei a seguinte conclusão(quer dizer, não conclui muita coisa): ou faria Ciências da Computação, devido a facilidade com a matemática e já ter experiencia na área, ou faria Letras-Tradução porque amava tudo que é relacionado a idioma e cultura. Todo mundo torcia o nariz porque são coisas totalmente diferentes, mas ambas opções existiam na unesp da cidade em que moro, inclusive o curso de Tradução era o único do gênero ministrado por uma faculdade pública como a unesp. E pronto, agora me via em outro dilema. Á poucos dias das inscrições eu não sabia qual dos dois queria fazer.(E talvez não tenha certeza até hoje. rsrsrs…) Então, resolvi pensar no que faria depois de concluir a faculdade. E apesar da grade curricular de Tradução agradar muito mais que a de computação com tanto cálculo e física aparentemente sem importância, mas com medo do mercado de tradução bem restritivo, optei por fazer computação. Restante apenas um semestre para fazer as provas de vestibular e sem ter como fazer cursinho, estudei em casa por conta próprio assim como quando tentava passar no Philadelpho, mas sem tanta vontade. A dúvida ainda pairava na minha cabeça e ao mesmo tempo não queria ficar pra trás. Não passei na primeira chamada e minha mãe me cobrava que devia estudar para ganhar bolsa no cursinho. Eu não queria ficar pra trás, ver meus amigas fazendo faculdade e eu um ano de cursinho. Era muito tempo perdido. Um amigo que também prestava pro mesmo curso havia passado na primeira chamada , o que me deixou com mais medo de ficar pra trás. Queria fazer o curso junto com ele. Mas, felizmente na segunda chamada tive a boa noticia: Passei! Aí que fiquei mais confusa. Olhava os livros de inglês e francês que tinha em casa, meu caderno de tradução e pensava se não tinha feito a escolha errada. Mas, computação me traria tantas oportunidades. O q
O que faria depois se não conseguisse emprego fazendo Tradução? Primeiro dia de aula. Bom, não foi exatamente um dia de aula. Foi o dia do trote. A unesp tinha uma programação de 3 dias de recepção dos bixos. Fui no primeiro. Ouve uma palestra para inicio do evento. Eles acomodaram os alunos por fileiras conforme o curso. 35 vagas. 4 meninas matriculadas. e naquele dia não via nenhuma do meu curso. Sentei com os meninos do curso. Uns 5 em uma fileira. Todos com cabelo raspado. Pareciam a mesma pessoa. Ai ouço um dos veteranos falar: “Tem menina na computação!”. “Tem?”. “Tem sim! É aquela de amarelo”. Me fizeram até levantar pra todo mundo ver que era verdade. Me senti deslocada. Foi bem esquisito. Depois da palestra nos levaram pra uma sala junto com outros veteranos. Foi quando encontrei outra menina que também era bixete da comp. Me senti bem aliviada. Achei q ia ser só eu! rsrsrs… Entramos em uma sala cheia de homens. Só tinha eu e ela de meninas. E o chato do meu amigo tinha resolvida ir par usp dias antes. Não conhecia ninguém lá. Fizeram nós apresentar. Depois mataram todo mundo de fome e queria que pegasse dinheiro no semafaro. fui embora antes, mas mesmo assim valeu a experiencia. Dias depois, começou as aulas pra valer. Conheci as outras 2 meninas. As primeiras semanas foram bem estranhas! Era tudo tão diferente do colegial. Um silencio mortal. Provas impossíveis! Mas, depois de um tempo me acostumei. Aprendi muito nesses ultimo ano. construí uma boa relação com a sala e com os veteranos. Participei de um grupo de pesquisa com o qual ganho uma bolsa e de um trabalho voluntário. Peguei dp de cálculo I no primeiro semestre e a venci no segundo. Tenho outra pro próximo rsrsrs…Passei por muitas dificuldades em relação as matérias ao longo do curso, talvez por ter tomado uma decisão precipitada em relação ao curso. Pensei inúmeras vezes em desistir. Se pudesse voltar na época da escolha, Com certeza estaria fazendo tradução. Mas, sei que não posso deistir em meio as dificuldades e enquanto não tiver dado o máximo de mim para tentar dar certo. Creio que amadureci muito e aprendi muito com esse ano. Tanto nos estudos como no meio pessoal. Como fui forçada pelas circunstancias em me relacionar mais com os meninos, penso que cresci nesse quesito. No colegial, achava que tinha mais afinidade para ter amizade com as meninas, mas conhecei pessoas muito boas nesse período de faculdade. Mesmo que resolva seguir outro caminho, nada será perdido , melhor ainda, tudo vivido servirá de experiencia para mudança se necessário! :wink:
E um conselho: escolham pela afinidade, não pelo dinheiro!
Ah, gostei do blog! Estava pesquisando sobre mudança de curso e agente um post bem, legal aki! valeu!
Minha aula começa daqui a 2 dias e ja to tão anciosa que nem to conseguindo dormir. Como a ansiedade não de deixava dormir, resolvi dar um google em 1° dia d aula na faculdade e encontrei esse texto (de novo, ja tinha lido ele quando ainda tava no cursin)
Quando li esse texto a primeira vez eu fiquei muito triste pq fazia pouco tempo que eu tinha descoberto que não tinha passado no vestibular. É a pior sensação do mundo, ainda mais quando todosseus amigos passam e voc não.
Mas olhando pra tras vejo como isso foi bom pra mim. Se tivesse passado naquela época eu não iria aguentar a faculdade. Eu era mt “bobinha” e tbm estava emocionalmente desestruturada.
Li os comentarios e me senti menos idiota por estar tão anciosa assim kkkkkk ver que outras garotas tbm passaram por isso.
Em fim, vou começar a fazer Eng de Minas na UEMG que é na minha cidade msm e to super animada. Me desejem sorte!
Sabe, a gente sempre tem em mente que entrar para universidade é algo encantador, como nos filmes e séries que passam na televisão. De certa forma sim, entrar para universidade é encantador, porém não são nuvens de algodão onde você flutua como se não houvesse tempo ruim. Embaixo dos seus pés, existe um chão, e pelo contrário do que todos pensam, é nele que você anda. Caminha e tropeça. Ergue-se e segue em frente a cada novo desafio.
Uma nova etapa na vida se inicia a partir do momento em que você vê seu nome na lista dos selecionados para seu curso escolhido. É um sorriso de orelha á orelha. É uma alegria incontestável. Não sabe se grita, se chora, se sorri ou se pula de felicidade. Eu fiz os quatros, e tudo de uma só vez. E não consegui dormir até o bendito primeiro dia de aula na universidade em que passei. Enquanto meu sono era agredido pelos meus mais novos pensamentos do momento, eu pude me ver dentro de todas as cenas colegiais dos filmes.
Em uma delas, era aquela boa bagunça na hora dos intervalos. Pois, se você assim como eu imaginava dessa forma, lamento estourar sua bola de boas fantasias, não é bem assim. O máximo que eu consegui “bagunçar” na faculdade até agora, foram meus fios de cabelo. Não é exagero. Só que não sobra tanto tempo assim para tal realização. Então, esqueça essa ideia de se lançar na bagunça nos intervalos, e vá direto para fila da lanchonete antes que você fique sem ter o que comer.
É claro que dá para gargalhar, se divertir e consequentemente fazer novos amigos. Isso sem sombra de dúvidas, porém nada que você possa comparar a todas as algazarras dos tempos de escola. Já eram. Já foram. O que você aproveitou deixará boas lembranças, mas não voltarão. Agora a única meta na sua vida, deve ser somente estudar. Nada de matar aulas, até porque você vai se arrepender muito disso no próximo dia. E vai pensar muito antes de querer ficar na internet na sala de aula. Eu não estou seguindo um exagero. Juro.
Meu conselho para você que vai entrar para essa guerra, é que seja firme. Mesmo que a força contrária seja maior, você não é tão fraco que não possa suportar. Converse com os veteranos do pedaço, eles costumam dar ótimas dicas para os seus próximos passos. Mas, caso eles te digam onde é sua sala, tente ter a certeza disso antes tudo bem? Eles são boas pessoas, mas não tão boas assim. E fique atento para suas próximas conquistas, porque se essa já traçou o seu caminho, é sinal de que ainda tem muito mais vindo por aí. Só não pode desistir. Ah, e não poderia me esquecer de desejar boa sorte. Porque você vai precisar, e muito.
Meu primeiro dia na faculdade foi numa manhã fria, muito fria. Agosto, cheguei muito antes, tinha ninguém na sala. Fiquei olhando o movimento pela janela do 7 andar. Tudo era tão grande, me sentia tão pequena quanto uma formiga. No primeiro dia conversei com um cara que até hoje é meu amigo. Fiquei com ele, trabalhei em dois lugares com ele e conheci o amor da minha vida por causa dele, além de decidirmos juntos trocar de curso. Adeus Direito. Boa noite Economia. Troquei de curso e turno. Meu primeiro dia na Economia foi triste, mas muito realista. A Economia me foi um balde de água fria, desconfortável, por isso a amo… Porque me desafia. Estou no segundo ano de economia. Tenho bolsa numa particular, mas quero ir para a federal, porque odeio estudar a noite. Aí será mais um ” primeiro dia”.
Meu primeiro dia na faculdade… 17 anos com o sonho de ser médica veterinária… mas também com o medo de ter que em algum momento (inevitável) ter que ver um aqueles lindos animaizinhos sendo operados pelas minhas mãos… la estava eu que um dia antes de começar mudei para o período da tarde, e mesmo não precisando acordei as 6:00hrs da manhã, talvez fosse a ansiedade e o nervosismo, quando desci do ônibus e vi aquele enorme prédio na minha frente, minha mão começou suar, meu coração batendo forte, e as pernas tremendo, a cada passo mais perto, a cada respiração ia caindo a ficha que essa era a hora de se tornar adulta, 7° andar ultima sala, passando pelo corredor enorme que parecia não ter fim vi ao lado um menino de óculos escuro e camiseta da mesma banda que eu estava naquele dia, ufa! alguem aqui tambem escuta Pearl Jam… entrei na sala e esse não foi o melhor momento, tropecei e la vai eu direto p chão, ao contrario do que pensei que dariam risada de mim, aquele menino la no corredor correu e chegou antes de qualquer um para me ajudar, naquele momento fiz meu primeiro amigo que logo depois virou meu namorado, estava muito quente e eu precisava beber agua mas não queria atravessar por 30 carteiras com alunos, mas la fui eu, e o trote começou, era gente gritando e pulando p tudo quanto é lado, me senti assustada, logo vvi que era brincadeira e entrei no meio… foi facil… só precisava ir embora… e o onibus lotado de universitários discutindo sobre aquele passaro que haviam acabado de estudar, foi emocionante poder ouvir e visualizar como seria eu dali uns 3 anos… foi um ótimo dia, tirando a parte que eu cai, rsrs mas valeu a pena… eu não era mais a menina rockeirinha que senta na 2° segunda fileira, protege os animais e que sentia vontade de se esconder atras das colunas do colégio, agora eu era a pessoa que eu sempre fui e sem rótulos, podia ser quem eu realmente era, agora a mulher vegetariana que curte rock cada dia mais apaixonada pelo mundo animal…
O meu primeiro dia na faculdade, foi um mix de tudo e nada. Ambos como uma enxurrada que vai te lavando e remexendo toda a tua estrutura. Eu não sabia como funcionava o lance do primeiro dia da faculdade. Nem procurei saber, porque eu estava mais preocupada em ser aprovada. Eu lembro que quando eu coloquei o pé direito no portão, quase borrei a face, nem acreditava que tinha sido aprovada em uma universidade federal e aquele grande sonho, as noite mal dormidas, as longas horas estudando todas aquelas formulas de química, matemática, física. Sem falar dos assuntos de história, geografia, biologia, português, e por aí vai… enfim, o meu esforço havia ganhado formas e se materializado. Eu era a mais nova caloura de Geografia e essa sensação era maravilhosa. Prosseguir caminhando pelos corredores da universidade em busca da minha sala, eles pareciam grandes labirintos para mim, que nunca havia estado lá. Um moço que eu não conhecia me deu as boas vindas e um panfleto (na verdade ele só entregou o panfleto, assim, no automático mesmo) Era uma especie de carta de boas vindas, escrito pela própria universidade parabenizando pela aprovação. Aquelas palavras todas garranchadas me desestruturaram toda, feito boba, chorei. Como na sessão da tarde, passou um filme pela minha cabeça. Lembro que eu sussurrei baixinho: Sim! Eu mereço está aqui!
Sobre o trote? Sim, fui uma vitima dele! Mas ele foi suave, quando comparado com uma noticia de que um estudante havia morrido em um trote em uma universidade de São Paulo, noticia que eu ouvir, logo quando cheguei em casa e liguei a TV…
Quando eu, finalmente encontrei a sala no qual eu iria passar os próximos 05 anos da minha vida, meu coração quase pulou pela boca. Sei lá, é difícil explicar aquela sensação, era como se eu estivesse de frente com o bicho papão que assombrou as minhas noites de infância. Mas eu lembro que quando eu olhei para aqueles rostos estranhos dos meus novos companheiros de caminhada, eles me passaram em um só olhar que estava tendo a mesma sensação. então sorrir um sorriso maroto, assim de canto de boca….
No primeiro dia de aula não fiz amigos, porque eu não sou muito boa em fazer amizades. Mas eu notei que a maioria do povo da sala já se conheciam, pensei que tal feito, deveria ser porque eles já haviam se conhecido em algum cursinho pré vestibular, porque na minha cabeça maluca, não se encaixava que no primeiro dia de aula, aquelas pessoas estranhas terem tanto assuntos em comum, mas tarde essa minha teoria se confirmou…. Bem, eu não fiz nenhum cursinho, porque a minha vida corrida no ensino médio, estudar + trabalhar não me sobrava nenhum tempo, logo, não havia nenhuma possibilidade deu conhecer alguém, e realmente não conhecia.
Depois de longas horas, entrou um professor para dar as boas vindas. Ele ministrou uma palestra de quase 2 horas sobre geomorfologia e cartografia e eu não entendi uma palavras se quer, juro! Parecia está falando em inglês comigo, mas fiz cara de paisagem como se estivesse entendendo tudo hahahaha :D
Enfim, para resumir. A sensação do primeiro dia na faculdade é tão sensacional e incrivelmente maravilhosa como quanto o baile de formatura do ensino médio. Mas não há nada mais indescritível (assim, no adjetivo mais exagerado mesmo) quanto receber o diploma de formando, há essa é uma sensação de borrar toda a maquiagem, de fazer os pé tremerem, as mãos soarem frias e um frio na barriga de imaginar que agora você é sim adulto e terá de encarrar o mercado de trabalho sendo um profissional competente….