Naquela manhã acordei com um sentimento meio estranho, sabe? Uma mistura de medo com ansiedade faziam meu estômago doer. A roupa, que eu deveria ter escolhido no dia anterior, era o menor dos problemas. Enquanto aprontava, lembrei que dessa vez não haveria ninguém me esperando na porta. Os primeiros dias de aula no colégio eram tão mais fáceis. Minhas amigas sempre estavam lá. Andar sozinha num lugar novo é tão estranho, parece que tá todo mundo reparando e julgando a gente, mas não dá pra escolher as exigências que a vida faz, certo?
Por um instante, tive a sensação de estar começando minha vida do zero e me dei conta de que ninguém ali sabia absolutamente nada sobre mim. Eu, finalmente, poderia ser quem eu quisesse. Apaguei todas as lembranças e marcas ruins do ensino médio e passei pela porta da sala. Como se fosse um portal pro futuro. O meu futuro. A aula já havia começado. Entre uma distração e outra, me perguntava se era aquilo mesmo que eu queria da vida. A professora parecia ler meus pensamentos, começou a falar sobre o curso e o quão importante é a profissão que escolhemos. Passou um filme na minha cabeça de toda a minha infância e minha afeição por desenhar e escrever.
Sonhei durante alguns anos com um lugar onde as pessoas se importassem com coisas mais interessantes que meus gostos e não me julgassem. Naquele instante tudo começou a fazer sentido. Eu estava simplesmente onde sempre quis estar. Com pessoas que sempre quis conhecer. Sendo aceita de um jeito que sempre almejei porque ali ninguém me julgava nem mais e nem menos madura. Avistei alguém de óculos pelos corredores que deve ter despertado alguma coisa à primeira vista em mim. Sim, não vamos nomear esse “alguma coisa”, por favor, tenho pavor dessa palavra.
E aí, bem, o caminho de volta se tornou bem mais tranquilo e divertido. Qualquer pessoa naquele ônibus poderia enxergar a garota com fones de ouvido, cantando bem baixinho a sua música preferida enquanto sorria com o vento. Fechei os olhos e desejei poder voltar no tempo só para dizer àquela Amanda de 2 anos atrás que não havia necessidade de ficar chorando pelos cantos da escola, no fim tudo daria certo.
*Amanda Bastos é leitora do blog e topou compartilhar com a gente sua experiência como caloura/bixete em uma faculdade lá de São Luis. Se você também tem uma história legal (e real) pra contar sobre o tão temido primeiro dia de universitária, use os comentários e participe da nova categoria do blog. Minha ideia é falar mais sobre a vida real. Para isso, vamos escolher e eleger, semanalmente, uma leitora para escrever a crônica do post e como dessa vez, fazer um convite para todo mundo contar nos comentários um pouquinho da sua própria história. Que tal? Ah, e o dono do melhor comentário fará o próximo texto. Não esqueçam de deixar e-mail, Twitter ou Facebook.


70 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
Este espaço continua sendo seu também. Comente com carinho e respeito por quem está lendo.
:idea: :evil: :evil: :evil: :evil: :evil: :evil: :evil: :evil: :evil: :evil: :evil:
É, meu primeiro dia na faculdade foi super temido. Mas no final foi tranquilo, é como a Amanda disse: é um novo começo, ninguém te conhece, podemos ser quem quisermos.
Depois do Para Sempre
Que texto lindo! Descreveu perfeitamente o que eu senti no meu primeiro dia de aula na faculdade também! *.* É tão bom finalmente encontrar o seu lugar, essa sensação de “recomeço”, de poder se transformar em quem você quiser, fazer diferente ou tudinho do mesmo jeito, se você quiser!
Um beijo,
Inara
http://www.lerdormircomer.com.br
Lembrando agora de dois anos atrás, quando entrei na faculdade, a ansiedade também tomou conta! Lugar novo, longe, sem ninguém conhecido. Eu ODIEI o primeiro dia de aula! haha Nunca tive tantas aulas num dia, num lugar tão grande e desconhecido. Além de ter os veteranos nos perseguindo pra aplicar o trote. Cheguei em casa muitooo cansada e toda pintada!!! Os dias que seguiram também não foram muito bons. Mas agora, olhando pra trás, eu vejo que que são coisas que fazem parte da vida e até sinto falta dos tempos horríveis de bixete! Tudo passa e agrega valor (hahaha) e experiência à vida. Se pudesse voltar atrás e fazer tudo de novo, faria! Sinto falta daquela ansiedade de conhecer todo aquele mundo novo, com as melhores expectativas <3
Meu primeiro dia de aula na faculdade foi em 2003. É, eu sei, faz um tempo, mas me lembro direitinho. Era setembro. Dia oito. Como a aula ia ser só à noite, passei o dia nervosa. Tinha aquele mesmo sentimento de vida começando do zero que a Amanda falou aí em cima. Cheguei lá, tive aula de cálculo e aí chegaram os veteranos com um megafone tocando a música do Titanic (meio absurdo, eu sei, mas foi assim). Levamos o primeiro trote e tivemos que voltar pra casa sem os tênis. Tinha chovido. Fiquei com nojo, e lavei meu pé com álcool algumas vezes.
Se eu soubesse o que me esperava dias depois, não teria achado tudo tão difícil. No dia do segundo trote, que foi de manhã, cheguei em casa cheirando a café e groselha e o menino que eu gostava e meio que namorava tinha mandado um bilhete pra mim (ele ainda estava na escola e mandou o bilhete pela minha irmã). El estava teminando comigo por bilhete (deve ser o equivalente hoje a terminar por SMS) e estava me desejando tudo de bom na vida. Sério. Isso me fez ficar dramática pelo resto do período. E só é engraçado hoje porque faz dez anos que isso aconteceu. FIM.
MANO, ELA É DA MINHA CIDADE E CURSA O CURSO QUE EU QUERO NA UNIVERSIDADE QUE EU QUERO, MEU JESUS <3
Acho que todo mundo se sentiria assim no primeiro dia! Infelizmente o meu ainda vai demorar mais uma ano =( mas ansiedade é o que não falta!
http://dentrodossonhos.blogspot.com.br/ :oops: :mrgreen:
Pode parecer história de filmes e livros mas é meu conto de fadas.
Meu cabeleireiro tem uma banda, sempre me convidava para as apresentações e shows e infelizmente nunca podia ir, sempre acontecia um contra tempo. Logo que ele me mostrou o site da banda um carinha me chamou a atenção. Passei um ano sozinha, me dedicando a mim mesma até que senti algo diferente, aquela curiosidade e frio na barriga, decidi então adicioná-lo no Facebook, logo que adicionei já estava pensando em desistir de puxar assunto até que ele veio falar comigo. O tempo passou e marcamos nosso primeiro encontro, segundo e até que um dia conversando descobrimos que nossa família se conhecia, que nossas mães eram amigas de muito tempo atrás. Já era uma grande coincidência até que descobrimos que nos conhecíamos na infância e existiam fotos juntos e resumindo essa história no primeiro dia de 2014 fazemos um ano juntos, nos amando muito e muito felizes! Graças ao destino.
Esse texto me fez lembrar quando comecei minha primeira faculdade.A minha experiência foi completamente contrária: Por um lado, eu não conhecia ninguém, mas fiz amigas legais, que converso até hoje. Por outro lado, eu me sentia desencaixada, como se todas as pessoas gostassem de coisas que eu deveria amar, mas que pra mim só eram coisas normais. Como se eu não pertencesse à aquele lugar. Eu tinha essa sensação pra tudo: Desde o gosto por matérias, o gosto musical, até o meu estojo, que era sempre cheio de canetas coloridas e as meninas mal mal tinham uma bic e uma lapiseira pentel. E com isso fui percebendo que todas as meninas se ajeitavam e sempre entrosadas, como a Amanda descreveu, e eu nunca achava uma amiga igual a mim, que gostava de desenhar, colorir, e de música. Eu sempre me distraia no meio das aulas, e me pegava pensando em assuntos aleatórios, enquanto minhas amigas sempre concentradas no assunto. Um ano e meio depois, respirei fundo, tomei coragem, e joguei tudo pro alto. Desisti do curso, e fui fazer Arquitetura e Urbanismo. Lá as meninas desenhavam, coloriam e se distraiam facilmente no meio de uma aula chata, assim como eu. E ninguém me julgava mais por isso, muito pelo contrário: Os comentários dos professores sempre eram algo do tipo: ‘Ah, esse pessoal de Arquitetura é assim mesmo, todo mundo é meio voado’. E assim, eu me encontrei. :oops:
OI? COMO ASSIM?? hahahahahaha
Meu primeiro dia na faculdade… Só dia 03/02 <3
Minha história não é sobre faculdade, amor, nem nada disso. O que eu gostaria de falar mesmo é sobre a minha experiencia de ser irmã mais velha aos 15 anos. Fazia anos que eu queria ter um irmão, mas só aos 15 anos entrei para esse mundo de segunda mãe. Porque pra mim, se a irmã mais velha cuida como eu, ela que é a segunda mãe. Enfim, se me der a oportunidade é essa história que eu quero contar. Um beijo, Bruna!
@momentosassim momentosassim@hotmail.com
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dia 13 de fevereiro de 2012 , esse foi o meu primeiro dia de faculdade , nossa como falar desse dia . Foi um totalmente diferente de tudo , lembro como se fosse ontem , chegando num lugar completamente diferente , numa cidade estranha onde nunca tinha ido . Lembro que minha mãe assim, como no primeiro dia de aula na escola , me levou na faculdade no meu primeiro dia , eu estava com um misto de sensações , muito feliz por estar indo para faculdade para fazer o curso que tanto desejei ,e também um pouco apreensiva pois cheguei uma semana depois que as aulas começarem entao estava com um pouco de vergonha. Quando cheguei demorei um pouco para encontrar a minha sala , quando a encontrei ela já estava com algumas pessoas , que olhavam para mim querendo saber quem era essa nova menina que acabava de chegar . A primeira aula que eu tive foi calculo diferencial , foi muito estranho pois nunca tinha visto aquilo na vida e nao conseguia entender nada ! Aquele dia tive apenas calculo, o tempo passou rápido , quando vi ja estava na hora de ir embora . Foi bom , o inicio de uma longa caminhada . Assim como a amanda também rolou aquele sentimento de começar do zero, de roupa vestir , até do que as pessoas vão pensar de mim ! Em 2014 vou para o terceiro ano já , e a cada dia tenho boas recordaçoes de tudo que tem acontecido nessa nova etapa.
https://www.facebook.com/analeticia.vieira.7?ref=tn_tnmn
Acho que ficaria muito mais ansiosa haha
VISITEM: http://www.amantedemakes.blogspot.com
Quero ficar aqui no meu estadooooo!!! O ruim e que o Brasil inteiro tbm quer hahahahah
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Depois de um dia de trabalho, a ansiedade aumentava, imaginando o que estaria por vir, pois era uma nova etapa, minha vida mudaria naquele momento. Meu pai me levou, e sai de casa com um desejo de boa sorte da minha mãe, acho que ela também estava muito ansiosa. Não conhecia a faculdade , apenas a secretaria onde havia me matriculado, e assim até achar minha sala perdi um bom tempo. Quando finalmente achei, me deparei com muitas pessoas desconhecidas, e me lembrei que caminharia com elas por 4 anos. Sentei no fundo da sala, para não chamar muito atenção. De repente entra uma moça, se dizendo professora, alguns alunos começam a responder ela com grosseria, e eu pensei comigo, minha nossa, será que é assim, como é diferente da escola, mas no final era só uma pegadinha dos veteranos, e a professora de verdade veio até a sala, e assim no decorrer das duas aulas tudo ocorreu bem, aprendendo coisas novas, conhecendo gente diferente, fui embora com muita coisa na cabeça, muitos planos, esperança e naquele momento minha vida de universitária começou, com muito xerox, correria e preocupação, mas cheia de recompensa. Naquele momento comecei a batalhar por um sonho.
Ah, faço Publicidade e Propaganda :D
https://www.facebook.com/bruna.antonellic?ref=tn_tnmn
Não era a primeira vez mas o frio na barriga sempre esteve ali. Olhar aqueles rostos confusos como o meu me fazia até mesmo me sentir acompanhada. Eu tinha acabado de sair de casa, longe da minha família dos meus amigos mas eu tinha esperança que tudo fosse dar certo.Eu precisava acreditar já que na minha cabeça essa cena já tinha se passado várias vezes.
facebook: Stael Guimarães (Gigi)
twitter: @eyesonsunset
Amei o texto, sempre imagino como será meu primeiro dia na faculdade. Bruna, essa tag, é para escrever crônicas sobre o o primeiro dia na faculdade, ou qualquer outra coisa real, que aconteceu com nós, leitores?
Cada semana vamos escolher um tema! :D
Meu primeiro dia de faculdade foi há uns bons quatro anos e seis meses, no dia 17 de agosto de 2009 (eu passei para o segundo semestre do ano!). É aquela coisa. Nova fase, novos desafios, tudo novo. Na época eu tinha acabado de fazer 18 anos e nunca tinha pego um ônibus sozinha para o centro da cidade. Além disso ainda tinha a questão das novas pessoas. Como que eles iriam reagir a mim? Para minha sorte um amigo meu de infância passou para a mesma faculdade e ainda por cima era da minha sala, logo nós fomos juntos para o primeiro dia de aula, que na verdade se transformou no primeiro dia de trote. Me lembro de entrar no auditório da faculdade, olhar para aquelas pessoas tão diferentes e ficar apavorada! Para piorar a situação os veteranos não eram nada fáceis. Daí foi o padrão: gritarias, elefantinho pelas escadarias da faculdade, piadas, tintas, os calouros pedindo dinheiro e outras brincadeiras comuns de veteranos. Lembro de ter dado gargalhadas, sentir pavor e surpresa, tudo no mesmo dia. É aquela coisa da expectativa. Milhões de possibilidades a partir dali. Cheguei em casa confusa, mas realizada e com muita cola, tinta e outros produtos “beauté” misturados no cabelo, risos. Mas pronta para o que a vida a partir dali fosse oferecer!
Impossível esse texto não mexer comigo, principalmente para quem está quase formando na faculdade. O meu primeiro dia foi um misto de ansiedade com saudade! Estar em uma cidade diferente, com pessoas novas e fazendo o que eu gostaria de ser para o resto da vida me impulsionava de forma positiva comigo. Porém, a falta dos meus pais, amigos e familiares deixados na cidade de origem me faziam questionar a minha decisão. Digo que a universidade é realmente começar do zero em um local onde as pessoas não irão te julgar pela roupa ou estilo de música que você escuta. Porque faculdade é um espaço liberal próprio para o debate de ideias. Já estou no terceiro ano de jornalismo e penso que cada detalhe da minha vida me preparou para esse momento, para o que eu desejo ser no futuro. Não que a caminhada tenha sido fácil, mas está valendo a pena!
Eu tive uma primeira semana inteira incrível. E eu morria de medo! Tinha medo do trote e de tudo. Não queria nem ver meus veteranos. Com o tempo, aprendi que tudo isso era coisa que tinham colocado na minha cabeça. Hoje são meus amigos, rimos muito de tudo que passou e tudo que construímos na faculdade. Tô no mestrado e ainda cultivo amigos por causa do primeiro dia de aula ;)
Que texto lindo, adorei!
Meu primeiro dia de faculdade foi uma descoberta. Até entrar na sala de aula eu ainda estava indecisa quanto ao curso. Ganhei 50% de bolsa para cursar Comunicação Social e 100% para cursar Licenciatura em Letras. Acabei escolhendo Licenciatura, por que minha família não estava com condições de me pagar uma faculdade. Não me arrependi. O curso tem tudo a ver com o blog, então já sei que vou adorar a profissão, por que amo falar sobre literatura. Conheci tanta gente do ramo literário nos últimos dois anos que percebi, ainda mais, que é esse caminho que quero seguir. Serei Agente Literária. O primeiro dia de aula foi uma descoberta e a cada novo dia faço novas descobertas. Sou a caçula de uma turma cheia de adultos com mais de 30 anos, e me identifico muito com eles. Amo Letras, é como se fosse um pedaço de mim. Ainda pretendo cursar Comunicação Social quando terminar a Pós-Graduação, ai poderei te contar sobre mais um primeiro dia de faculdade.
Beijos,
http://www.segredosentreamigas.com.br
Tive dois primeiros dias na faculdade.
O primeiro foi em 2008 quando entrei em Economia. Não fui no trote então cheguei sem conhecer ninguém. A aula era às 8 e eu cheguei as 7. A primeira aula foi de estatística. Tive certeza absoluta que meu lugar não era ali. Quase saí chorando das primeiras duas horas de aula, por causa da matéria e do professor que me deixaram sufocada. Na segunda aula, as coisas melhoraram. Era uma matéria que falava de história e já comecei a me enturmar. Mesmo assim, sabia que ali não era meu lugar.
Um ano depois, lá fui eu para outro primeiro dia. Dessa vez, em jornalismo. Também não fui no trote e cheguei sem conhecer ninguém da minha sala. Mas já foi bem melhor. Cheguei na hora certa e encontrei conhecidos entre os veteranos e foi tudo bem.
Meu primeiro amor.
Tenho minha própria maneira de ver a vida. Nunca fui a garota mais popular da escola nunca liguei para isso, vivo em um mundo diferente do, das outras pessoas que eu convivo. Talvez o meu maior defeito seja a minha timidez, sempre fui uma garota tímida, nunca fui de falar muito, talvez isso acaba me atrapalhando um pouco. Eu sou incondicionalmente apaixonada por livros e passo a maior parte lendo e as vezes arisco escrevendo meus sentimentos. Já me apaixonei varias vezes, varias vezes me machuquei, muitas vezes me decepcionei, poucas vezes encontrei o amor.
A minha primeira paixão foi por um garoto do meu colégio, no tempo quando eu ainda não usava óculos e meus cabelos eram enormes, quando eu era uma garota insegura. Todas as garotas gostavam dele e isso diminuía as chances com ele, na sala avia garotas magras, eu não era gorda mais não tinha o corpo perfeito, garotas de cabelos perfeitos de olhos claros. As vezes eu olho para as minhas fotos de antigamente e vejo como eu cresci e me amadureci. Bem voltando ao primeiro amor, poderia dizer que ele me preferiu ao invés das outras garotas perfeitas da turma mais não, descobri que ele gostava de outra e se você não sabe como eu me senti nem queira saber, principalmente quando a outra era a minha melhor amiga, depois de um tempo superei ai veio outros amores, mais se quiser saber nem todos doeram e me marcaram quanto o primeiro amor é como o primeiro beijo, sempre viram outros beijos só que nenhum nos marca tanto quanto o primeiro.
Mayara Sales.
Minha entrada na faculdade começou bem antes da primeira semana de aula, quando uma amiga me avisou que eu tinha passado. Eu fiquei tão feliz que quase não conseguia ler o edital com os documentos necessários, fiz minha inscrição e já comecei a ficar preocupada. Eu morro bem perto da faculdade então sempre presenciava alguns trotes e para piora meu nervosismo no dia estava chovendo. Cheguei na faculdade morrendo de medo, fui procura a sala e então os veteranos começaram a colocar pressão, mas no final foi tudo tranquilo e rendeu muitas fotos e risadas, durou uma semana e também teve momentos que eles explicaram como funcionava algumas coisas básicas da faculdade o que foi de muita ajuda.
@love_rosii
Meu primeiro dia na faculdade foi em fevereiro desse ano, muita coisa nova, gente nova, lugares novos e o nervosismo pq ser uma das únicas com 17 anos na sala me deixa pior ainda, mas eu sabia que era aquilo que eu queria :)
ahh, curso engenharia civil :)
http://www.thamakeup.com.br
Meu primeiro dia faculdade, foi também o primeiro dia morando fora da casa dos meus pais, em uma cidade completamente desconhecida e com uma menina que eu só tinha visto uma vez na vida! No dia anterior só conseguir dormir lá pras 3 hrs da manhã. Não consegui tomar café e fiquei enjoada quando vi meu pai comendo (sim, eles foram me deixar e me buscar na faculdade no meu primeiro dia de aula), quando cheguei lá não conhecia ninguém! A sorte, é que todo mundo também estava com a mesma sensação, comecei a conversar feito uma doida com qualquer um que ficasse do meu lado (falo muito quando fico nervosa). A aula foi tranquila, tirando a parte em que a professora fez cada um se apresentar e dizer porque havia escolhido a veterinária, me sentei do lado de uma menina super tímida, nós havíamos conversado apenas uma vez, e meia hora depois, já estávamos escolhendo os colegas que pareciam legais, os que se achavam demais e querendo jogar a bolsinha de lápis na cabeça dos idiotas, metidos a engraçadinhos. Meus pais me levaram pra almoçar e depois voltaram para a casa deles, me deixando sozinha naquele apartamento novo e naquela cidade, passei o resto do dia chorando, foi uma sensação de abandono horrível, só queria ir pra casa logo e rezava todos os dias que a sexta feira chegasse logo pra eu poder ir pra casa. No segundo dia, fui pra aula mais tranquila, já que a menina que dividiria apartamento comigo havia chegado e era super legal, lembro que encontrei por lá uma menina pequenininha que eu achei engraçada, e ficava me perguntando “Porque ela tem glitter na cara?” Fui lá avisar que ela tava cheia de glitter na cara e começamos a conversar. Hoje em dia, nós quatro formamos literalmente um quarteto fantástico, onde uma está, as outras três também estão, somos inseparáveis.
Meu primeiro dia de faculdade foi horrível, fiquei super ansiosa e tal, mas ao mesmo tempo foi super legal, logo no meu primeiro dia encontrei amigas que quero levar pra vida toda e também, descobri que o curso com o qual eu sonhava desde os meus 7 anos, era o certo pra mim.
Assim como a Amanda, eu vivia chorando nos cantos da escola, em casa, até na rua depois que saía da escola! Tinha medo de deixar tudo aquilo, de deixar minha cidade e meus amigos, e encarar o novo. No primeiro dia e aula da faculdade já comecei a me sentir sozinha a partir do momento que eu entrei no ônibus, ainda não tinha mudado de cidade e precisava viajar, então um menino com um estilo todo diferente sentou ao meu lado, mas permanecemos calados até chegarmos mais perto da faculdade, e nós sem sabermos onde o ônibus nos deixaria começamos a conversar e ele disse que iria para a mesma faculdade que eu, mais exatamente, para o mesmo curso, então eu já não estava mais tão perdida. Quando chegamos à faculdade fomos informados que a coordenadora conversaria com a gente no auditório, fomos até lá e ela passou todas as informações sobre o curso e eu vi que seria bem puxado, tive vontade de sair correndo dali. Depois ela foi nos mostrar a faculdade, me sentia extremamente pequena e perdida em um labirinto, até que enfim chegamos à nossa sala e foi aí que me encontrei. Me encontrei em uma sala, cheia de rostos estranhos, tive vontade de chorar ao olhar para o lado e não ver a minha melhor amiga ali para comentar alguma coisa, ou então por não encontrar um dos meninos que faria alguma piadinha em um determinado momento. Então a coordenadora usou uma expressão que jamais me esquecerei “sair da zona de conforto”, era isso, eu me sentia desconfortável, mas hoje, depois de 2 anos, posso dizer que encontrei conforto onde estou. Hoje olhar para o lado e não ver mais um rosto desconhecido me enche de alegria, ver que eu consegui, que eu acertei, é a melhor sensação de todas. É claro que sinto saudade de estar cercada dos meus velhos amigos, amigos de anos, mas aqueles que estão ali comigo agora, são os meus novos velhos amigos.
Mas meu primeiro dia de aula não foi só um momento de estranheza e conformação, também foi divertido! O pessoal do 3º ano estava misturado com a nossa turma, tinha um menino gato, super estiloso, fiquei tipo “Essa gato vai estudar comigo!”, mas depois ele abriu a boca e eu percebi que era gay, mas ainda assim acho ele lindo, rs, e depois fiquei sabendo que ele era do 3º ano e não estudaria comigo, e o pessoal nos riscou com batom, mas foi algo bem tranquilo, super bacana a forma que eles nos acolheram. E no ano que vem eu estarei no 3º ano, e minha turma pretende retribuir isso aos “bixos”, sabemos que o começo não é fácil, e saber que temos mais gente para contar nos faz sentir em casa.
Eu nunca gostei de trocar de colégio ou primeiro dia de aula, faculdade então… Eu estava trocando de Estado e indo para uma região que não tem google street view. No final, no dia da matrícula eu não fiz amigos e o que eu fiz no dia da confirmação de matrícula eu não achei no primeiro dia de aula. Eu acabei chegando meia hora atrasada, mas por sorte as salas ainda estavam trancadas, acabei sentando em frente a sala e uma menina puxou assunto comigo, se eu era do curso e tudo o mais [ela é uma fofa até hoje!]. No final foi aula trote e eu não conversei com ninguém, fizeram outro trote pra conhecer os calouros e eu detestei (tínhamos que ir na frente e responder umas perguntas, odeio ser destaque, mesmo que por poucos segundos). Nesse segundo trote eu acabei conhecendo algumas pessoas, algumas viraram amigas, outras não (e a primeira impressão foi a que se confirmou). Eu tremi, achei que ia morrer e que não faria amigos, no final sobrevivi. Muitas pessoas encaram a faculdade como uma forma de expor seu verdadeiro “eu”, nunca menti sobre quem eu sou, mas, na faculdade, desde o primeiro dia eu não consigo ser “eu”, porque isso requer confiança e bem, primeiro dia ou primeiro ano, confiança não surge do nada. Faculdade, para mim, é uma extensão do ensino médio e o medo de primeiro dia e nunca saber o que fazer vai continuar por um bom tempo [e nem todos os veteranos ajudam ou são legais!].
Minha faculdade é na minha cidade natal, eu sabia que não iria conseguir sobreviver sozinha se mudasse para outro lugar. Eu conhecia uma galera, mas de cursos diferentes. O meu curso é diurno, então não teria ninguém conhecido durante esse período. Fui com uma roupa bem simples temendo o trote, mas pra minha felicidade não aconteceu. Iniciei a faculdade com 7 anos, e quando entrei na sala me deparei com colegas totalmente mais velhos, na faixa etária de 25 anos à 40 anos. Um choque pra mim por que não era isso que eu esperava. Ninguém conversava comigo e eu odiava estar ali. Era o curso que eu sempre sonhei então a minha única escolha era permanecer, e assim foi por 3 meses. No intervalo das aulas eu ia pra biblioteca chorar escondido, e quando chegava em casa chorava ainda mais. Cheguei em um ponto em que não queria ir mais pra aula, mas tive que permanecer firme. No fim do semestre entraram duas meninas da minha idade o que foi minha salvação. Hoje estou no 5º semestre, e digo que sou completamente feliz. Não me arrependo da escolha que fiz e sei que é isso que eu quero pra mim :-D
17 anos*
Bom, sou leitora daqui do Blog já faz um tempinho (tempinho mesmo, hahaha!). Todos os dias antes de dormir eu acesso aqui pelo meu celular na esperança de eu me identificar com um post, e isso acontece constantemente. Com esse post aqui não foi diferente. Eu sou uma pessoa meio fechada ou “tímida” como sou chamada em alguns momentos, mas resolvi comentar porque tenho algo importante para falar. Tenho 15 anos e estou no 2° ano do Ensino Médio, daqui há 9 dias serei 3°, uhul (essa não é a parte importante!). Recentemente, ganhei uma bolsa de iniciação científica na Universidade Federal da Bahia (yeah, sou baiana! E amo parênteses! E exclamações!). Nesse pouco tempo frequentando às reuniões, eu tive a oportunidade de conhecer um curso de graduação chamado “Bacharelado Interdisciplinar”, mas pode chamá-lo de “BI”, se preferir. Ele dura 3 anos, e no primeiro ano do curso você pega matérias obrigatórias da área que você tem noção do que quer. Por exemplo: gosto muito de áreas humanas, então eu pegaria as matérias obrigatórias de tal. Os 2 anos seguintes fica a seu critério as matérias que você quiser estudar. O BI é legal para pessoas indecisas no que pretender fazer da vida, porque depois da faculdade, você vai ter que exercer a profissão escolhida até o fim de sua vida… E antes que alguém pergunte (o que acho pouco provável porque duvido que alguém tenha a paciência de ler todos os comentários, embora eu tenha feito isso), depois dos 3 anos de BI, você vai ter que cursar a faculdade desejada. Tipo, depois do BI você decidiu que quer fazer psicologia? Você não vai cursar todos os anos porque o BI já eliminou algumas matérias. Enfim, para algumas pessoas isso é considerado perda de tempo, mas para mim, que só tenho 15 e já estou prestes a sair dessa vida de colegial, é uma bom caminho a ser seguido. Eu adoro experimentar coisas novas, e como faço parte de uma rede de ensino público, vou me sentir menos preparada na faculdade. Graças a essa bolsa que ganhei, estou conhecendo coisas novas na faculdade e já coloquei o BI nos meus planos. Resolvi compartilhar isso com vocês porque não é todo mundo que tem a chance de saber e acaba começando um curso, desistindo no meio e, para mim, isso sim é uma perda de tempo. Espero que alguém leia isso, tô ficando com tendinite. Twitter: _albakarolanne (não tuito muito, mas sempre vejo o que rola por lá. Facebook: /alba.karolanne
Primeiro dia de faculdade tem tempero certo: Insegurança. Não, não é isso que você entendeu. Quis dizer que não importa quantos cursos você faça, não importa se seja graduação, pós, mestrado, doutorado, diabo-a-quatro… Vai estar insegura. “Será que é isso mesmo que eu quero?” é o caso de Amanda, mas poderia ser apenas a insegurança com ela mesma que a acompanhasse. Talvez o que veio a cabeça de vocês em primeira instância estivesse certo: Insegurança dá aquela adrenalina que no fim, dá toda aquela emoção á coisa ;)
Hoje descobri que passei no vestibular e esse post me deixou com um friozinho gostoso na barriga, mal posso esperar para o primeiro dia de aula <3
Ai, que incrível! Parabéns!!! :-)
Esse friozinho na barriga eu senti quando entrei no CEFET. Sem dúvidas, umas das melhores sensações!
Ver minha família orgulhosa, sabe? Também foi legal ver que todo o meu esforço valeu a pena! :)
Formo ano quem vem e sempre que penso sobre faculdade me da um frio na barriga acho que é assim com todos ne .
http://toquefeminimo.blogspot.com.br/
Falar sobre essas coisas de faculdade sempre me fazem pensar em muita coisa na minha vida. Esse ano foi sem dúvidas o mais especial e o mais diferente de todos, foi o ano que mudei minha escolha de Medicina para Biblioteconomia. Pois é. Me lembrarei sempre do dia 20 de junho de 2013, o dia que fui para o primeiro protesto da minha vida (estava ainda na época das manifestações aqui no país), aniversário da minha cachorra mais que especial e o dia que eu percebi que conheci talvez não a profissão dos meus sonhos, mas sem dúvidas, a profissão que quero ter para o resto da minha vida. Eu achava que era corajosa por escolher fazer medicina, justamente o curso mais difícil. Depois de um tempo, percebi que fazer uma coisa por amor era um desafio muito maior.
Atualmente, passei para a 2ª fase da USP e da Unesp e estou aguardando o tão esperado “primeiro dia na faculdade”!
https://www.facebook.com/ana.gouvea.566
Show esse texto!
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Ainda não fui pra faculdade, mas já passei por dois primeiros dias de cursinho ( ano passado e esse ano) e foi bem traumatizante. Bom, sempre é né. Afinal, chegar em uma sala com 130 cabeças desconhecidas e se sentar bem na primeira cadeira onde todos os professore ste veem e te fazem perguntas não é exatamente o que eu chamo de divesão. Mas foi bom, não me arependo desse um ano e meio de cursinho, eu fiz amizades com um grau de profundidade e felicidade que eu nunca consegui na escola.
Achei super legal esse novo post do blog. Bom, o barradosno-baile.blogspot.com é todo baseado nas minhas experiências pessoas.
Beijos
Eu já sou formada, mas ao contrário de muitos meus anos na faculdade não foram como todos imaginam. Foram momentos de angústia e solidão na maioria das vezes. Claro, aprendi muito, na verdade aprendi mais sobre a vida, a realidade e sobre mim.
Minha mãe mesma disse. Não pude acreditar naquele momento.
Quando eu estava pra sair de casa ela tomou meu braço e alertou:
– Menina, tome cuidado.As coisas agora não são mais as mesmas.
Olhei pra rua, enxerguei a calçada. Olhei pra mim e nenhuma novidade. Não vi naquele momento, as diferenças.
Mas com o passar dos passos, com o andar dos pés, pude perceber que de forma desconfiada e discreta as pessoas olhavam pra mim, se cutucavam e diziam frases curtas. Os olhares descamam invisivelmente a minha pele. Disfarço e olho para a nova sala de aula como quem procura algo. Incita-me uma curiosidade demasiada. Certa vez, quase paro um rapaz pra perguntar o que havia de errado comigo. Mas tive medo da resposta. Sempre tenho medo de respostas. Tive mais medo do que curiosidade.
Faculdade..É, parece que estou crescendo, e as pessoas comentam. E percebo, hoje, que não é um diferença numérica, é o fim de uma metamorfose.
Quer café?
http://rascunhosdeguardanapo.blogspot.com.br/
=’)
A transição do ensino médio para a faculdade não foi a única coisa nova que 2013 me proporcionou, eu também tinha mudado para uma cidade que fica a quase 3000 kms de distância da que eu sempre morei. Morava em uma cidade pequena, no interior de um estado pouco conhecido, o Tocantins e hoje moro em Vitória, no Espirito Santo. Foi a mudança mais sofrida da minha vida, deixei amigas de anos, deixei meus pais e minha irmã e deixei meu (ex) namorado e fui em busca do que eu achava ser o meu sonho. E aquele primeiro dia na faculdade foi o início de tudo, minha sala era tão cheia que as pessoas ficaram em pé, foi muito estranho estar em um lugar onde eu não conhecesse ninguém (quem é de cidade pequena sabe do que estou falando), eu que sempre fui a mais falante, mal conseguia responder a chamada. Aos poucos fui me soltando, me apresentando, era uma sensação tão estranha, eu poderia ser quem eu quisesse, não tinha mais que ser aquela mesma garota do interior, que tinha que se comportar se não ficava mal falada. Nesse ano a faculdade não foi a única mudança, nesse 1 ano eu amadureci, quebrei a cara demais, peguei muito ônibus errado, liguei chorando para os meus pais virem me buscar, quase coloquei fogo na cozinha em uma das tentativas frustadas de me libertar do almoço no restaurante de todos os dias, conheci muitas pessoas, estudei matérias que vão muito além da física/matemática/quimica… me conheci. Hoje, tranquei a faculdade por perceber que aquilo que eu achava ser meu destino, não tinha nada a ver comigo, estou muito mais independente, me arrisco na cozinha e até dou informações sobre qual onibus vai pra tal lugar. Para as calouras, vai o meu conselho: aproveitem, a faculdade é só o começo!
O caminho se faz andando. A minha caminhada começou em julho de 2004, primeiro dia de aula na Faculdade de Geografia. Cheguei cedo, alguns rostos novos na sala, outros lendo os informativos nos murais… eu também fui para os murais, li, reli… o tempo não passa quando a gente quer que passe! E a pergunta que não pode faltar: Por que você escolheu Geografia? ” Eu detestava Geografia na escola, Professora. Talvez, entre os reveses da vida, a Geografia me escolheu”! Os colegas riram, isso era um bom sinal! Enfim, foram quatro anos de encontros e desencontros, porque é assim que a gente cresce. Fiz colegas, mas, principalmente, fiz amigos! E que amigos, hein?! Sorte! Lógico que não caí nas graças de todos! rs! É uma vida inteira que cabe numa graduação e, quando chamam seu nome pra receber o “canudo”, o filminho passa na nossa mente. Riso e choro! Eu fui a oradora da turma, que nervoso! A gente termina a graduação e tem o primeiro dia de aula na especialização. Cheguei e a aula já havia começado… os olhares se voltaram para mim! Um ano e meio de novos aprendizados, tudo novo de novo! Gente nova, responsabilidades novas, dúvidas novas e a certeza de que era preciso continuar. Desse modo, o primeiro dia de aula no mestrado foi de um nervosismo só. Mudei de Estado, saí da Bahia para Goiás! Que longe! Cheguei atrasada, entrei quase correndo e fui sentar no fundo da sala! Nem havia dado tempo de almoçar! Agora a responsabilidade aumenta, Dona Ana, não pode chegar atrasada, moça! Em dois anos eu cresci, e com cresci! Foram segundos, terceiros, trigésimos dias de aula. Artigos publicados, palestras, o microfone na mão, a voz meio trêmula: “concentre-se, Ana”! E o primeiro encontro com o orientador?! O temido orientador! Cheguei cinco minutos atrasada: “Desculpe pelo atraso, Professor”! E o dia da defesa?! Roupa bonita, olhos atentos, a banca de avaliadores! Dormiu noite passada, Ana? Não! As noites sem dormir viram rotina! Será que virei intelectual?! rs! Defendi a dissertação em Janeiro de 2013. Que correria! E sabe o porquê?! Eu havia passado no Doutorado, em Março teria o meu primeiro dia de aula! Em 11 de Março de 2013, lá vai a Ana para o primeiro dia de aula do Doutorado em Geografia! Mudança de Goiás para São Paulo! Que longe novamente! Ainda bem que o homem inventou o avião! “E o que mudou do primeiro dia de aula da graduação, iniciada em 2004, para o Doutorado, em 2013, Ana?!” Mudou a responsabilidade, a bagagem, a visão mais calma, afinal, há um nome de pesquisadora a zelar! Mas, o frio na barriga, os medos bobos, as noites mal dormidas, ah, isso continua… a cada novo artigo para apresentar, olha aí o nervosinho básico! E como tudo isso vale! Vale o valor que tem um preço financeiro, lógico, mas tem um valor imaterial imenso! E o primeiro dia de aula como professora universitária?! Esse ainda vou contar para vocês! :wink:
Simplesmente amei a crônica. Ainda mais a parte em que ela diz que ninguém conhece a gente e podemos começar nossa vida diferente.
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É engraçado porque, no meu primeiro dia de aula na Faculdade eu também tinha certeza de que era aquele curso, aquelas pessoas e aquele lugar… Hoje, não acredito que passei tanto tempo pra descobrir que não era nada naquilo que eu procurava, nos longos 2 anos que eu passei cursando Direito eu fui a pessoa que eu escolhi ser no meu primeiro dia de aula. Hoje, eu aguardo ansiosamente pelo meu segundo primeiro dia de aula numa faculdade nova, com pessoas que eu nunca vi na vida, num curso completamente contrário ao meu curso antigo, só pra poder ser eu mesma. Então, a dica é essa, no primeiro dia de aula da faculdade… seja você e ninguém mais.
Comecei a faculdade de jornalismo, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, no início de 2007. Até esta data sempre estudei em escolas da minha cidade, São Lourenço do Sul, que fica no interior do Rio Grande do Sul. Ou seja, além da ansiedade em começar uma faculdade que almejava muito iria estudar em uma cidade a qual não tinha vínculos e na qual não conhecia ninguém, ao contrário de muitos outros colegas. As aulas aconteciam no período da noite e o meu campus não ficava na unidade central da Universidade, então logo que entrei tentei me familiarizar com o local, e avistei uma menina que parecia tão perdida quanto eu. Descobri que ela também estava ingressando na faculdade e juntas começamos a procurar nossa sala de aula. Chegando lá me sentei no canto da sala e logo duas meninas se viraram para perguntar de onde eu era e saber da minha vida. Essas duas meninas futuramente se tornariam parte do meu grupo de melhores amigos que fiz na faculdade e que trago desde sempre na vida. Como as aulas de teatro aconteceram logo nos primeiros dias, minha turma acabou se desinibindo, e três dias depois descobri que um colega era filho de uma amiga de adolescência da minha mãe, e que ele havia nascido na minha cidade. Ele também se tornou um grande amigo. Ou seja, meu início de faculdade foi interessante porque marcou um novo momento na minha vida e me permitiu amadurecer mais rápido. Como eu não morei na cidade na qual fiz faculdade, eu ia e voltava todos os dias de ônibus (as cidades ficavam a uma hora e meia de distância), e além das amizades e vivências da faculdade também guardo ótimas recordações das conversas e situações durante as viagens. Aliás, foi no ônibus de estudantes que conheci meu namorado. Ganhei amizades, um amor, um diploma e, a partir disso, muitas outras experiências lindas. xD
A minha jornada na Universidade começou com sapatos pretos.
No primeiro dia os caloiros aproximam-se a passos tímidos daquela que será a segunda casa deles. Os veteranos, – doutores, como manda a regra em Portugal – trajados a negro como manda a tradição académica, aguardam ansiosamente a chegada daqueles que guardarão o seu legado. Lembro-me que fiquei na berma da estrada uns largos minutos a tentar discernir entre as fitas coloridas pregadas nas capas negras, quais seriam os meus veteranos.
Quando finalmente me decidi a atravessar juntei-me ao grupo errado até que alguém me disse, em tom condescendente, que os caloiros de Economia se juntavam na outra parede. “Aqui é Gestão, caloira!”
O trote – aqui conhecido como praxe – é um processo duro. Pelos os olhos sempre direccionados ao chão passaram uma imensidade de sapatos pretos, pelos ouvidos uma colectânea de nomes que eu devia decorar. Cantei e berrei até a voz me doer, já não havia nada que aliviasse as dores nos pés depois de horas a caminhar e a marchar e a correr. Os joelhos, esses ficaram dormentes depois de tanto tempo em cima deles. Mas tudo isto foi compensado pelos sorrisos cúmplices quando as flexões se tornam demais ou pelo revirar de olhos trocado sempre que o praxador desbanda mais uma tarefa impensável. Nada paga as horas de companhia forçada que, mais dia menos dia, se tornam em amizades verdadeiras e duradouras. Não há ninguém especial nas praxes. Somos todos iguais, sem rótulos, sem máscaras – apenas caloiros, e isso basta-lhes.
Porque hoje, como praxadora, tenho noção de que a vida se vai encarregara de nos rotular das maneiras mais dolorosas possíveis mas que a resistência que eu construí em meio às flexões, às ordens ásperas, às tarefas mais bobas, às restrições e exigências vai me defender e que as amizades que eu construí durante o “sofrimento” partilhado vão estar lá para me apoiar.
Os meus sapatos pretos descansam no armário. Gastos, velhos pelo uso, e contadores das histórias mais alucinantes eles esperam pela derradeira vez que serão usados.
“Dura praxis, sed praxis”, eles dizem. E não é só coisa de estudante – é um lema para a vida!
O primeiro dia de faculdade é só o primeiro capítulo de um novo livro chamado “vida universitária”. Para alguns a edição é maior, com vários capítulos que vão desde como aprender a ser autodidata até a viver sozinha. Você irá encontrar nas suas páginas, comédia, muita comédia, mas também irá encontrar drama. Alguns são acompanhados com um romance quase épico, outros com inúmeras paixões. Alguns são divididos em vários volumes (graduação, residência, mestrado, doutorado), outros são volume único, mas nem por isso deixam de ser ótimos. Mas todas esses livros tem algo em comum, o personagem do início da narração nunca será o mesmo do final. Espero um dia poder compartilhar um pouco das páginas da minha vida universitária. E desejo boa sorte a todos que estão nessa jornada.
Abraços,
Mayra Catharino.
Eu ainda não tô na faculdade ,na verdade esse é um assunto que eu ando evitando .O ensino médio tá aí , a cobrança e os vestibulares também , só me resta decidir o que é que eu vou fazer pro resto da minha vida e isso é uma das coisas que eu mais temo.Eu não quero esquecer , sabe? Não quero viver e apagar esses anos tão especiais .Só que ao mesmo tempo eu tenho que olhar pra frente e decidir , eu tenho que fazer uma escolha que é muito mais madura do que eu . Amei o texto e parabéns pelo blog , Bruna , cinco anos não é pra qualquer um. Bjao
Já morei em Israel por 6 meses, e hoje em dia estou morando em Londres. São culturas extremamente diferentes da cultura brasileira, e isso é o mais legal. Ambos meus intercâmbios começaram de maneira diferente. O de Israel, eu tinha apenas 15 anos, e estava visitando minha família no país. Aí decidi visitar uma amiga que estava morando lá, e papo vai, papo vem, decidi ficar com ela. Foi uma correria imensa, mas consegui! Nem voltei pro Brasil, não me despedi de ninguem, nem nada. Simplesmente me arrisquei. E foi uma das melhores experiências da minha vida: conheci muita gente legal, morei num kibutz (um tipo de fazenda socialista), fiz passeios incriveis, aprendi ingles, espanhol, hebraico… E ai voltei para o Brasil. E esse ano, no começo das férias de julho, estava eu aproveitando, e dormindo até tarde, quando minha mãe me liga e fala “você vai pra Londres”. E eu achando que estava sonhando… Hoje já estou passando mal porque em 2 semanas volto pro Brasil, mas definitivamente ESSA foi a melhor experiência da minha vida. Não há nada melhor do que morar em um país que tem tudo a ver com você. Eu daria tudo pra poder ficar por aqui pra sempre, mas tudo complica quando não se tem passaporte europeu. hehe… Enfim, morar sozinha, fazer intercâmbio, além de um aprendizado para vida, conhecer novas culturas, e tudo mais, é um amadurecimento incrível. E você só descobre tudo isso depois que volta pra casa.
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Apenas amor pelo meu curso.
Coisa lindaaaa.