
Sexo: na ativa há milhares de anos antes de você nascer. O assunto proibido, o sinônimo de “aquilo” e a grande dor de cabeça da adolescência. Não importa o quanto te afastem desse assunto: um dia você terá que falar sobre ele. Acha muito? Pois aí vai a realidade: um dia você terá que coloca-lo em prática. Seu medo triplicou ou quadruplicou agora? Rita Lee já dizia e eu repito, bem no título: “sexo é escolha, amor é sorte”.
Pra começar, o grande problema que a maioria das garotas ainda enfrenta é a falta de diálogo em casa. Assuntos relacionados à vertente sexo passam longe da lista de tarefas do dia e ai de você se perguntar sua mãe de onde vêm os bebês. Não ter como conversar em casa sobre sexo só piora as coisas quando chega a hora de fazê-lo, e você acaba descobrindo que vai ter uma grande dificuldade quanto a isso dali pra frente.
Nessa hora suas amigas entram em cena. Amigas sempre sabem mais do que seus pais. E são nessas conversas que você começa a reparar o tamanho do preconceito que vai ter que enfrentar quando você finalmente se resolver: “Mas olha, não vá ficar dando pra qualquer um porque senão, já sabe, fica falada.”; “Credo, amiga! Você vai dar? Você é doida?” e até frases que prefiro nem comentar. O fato é que, querendo ou não, amigas atrapalham nessa hora pelo simples e puro fato de quem vai se submeter ao ato é você, não elas.
Quando percebemos que buscar opinião alheia sobre a hora de transar ou não transar só empata, recorremos à internet. Existem milhares de blogs falando todos os dias sobre sexo, amor e pílulas do dia seguinte. O grande lance é que, querendo ou não, ao fim de cada post que se lê sobre sexo, as meninas são sempre induzidas a darem o primeiro passo para o rompimento do hímen, como se aquela receita mágica pulando na tela do seu computador fosse resolver seu problema na hora de ficar pelada e deitar na cama com ele. Sabemos que as coisas não são bem assim, por isso é sempre perigoso oferecer receitas da primeira vez perfeita, pois a chance de se decepcionar com ela são imensas.
O problema é que, como bons seres humanos que somos, gostamos de complicar tudo. Principalmente coisas absolutamente naturais, como o sexo ou aquele gesto reflexivo que seu namorado fez, mas você insiste em achar que ele está mentindo. A grande questão do sexo é que ele só vai acontecer se você quiser e quando você quiser. Transar ou não transar é simples questão de escolha. Como só depende de você, faça no momento que VOCÊ achar certo. Sexo não segura homem, não te faz menos menina ou mais mulher. Esteja preparada para possíveis fiascos. E eu nem precisa falar que TEM que usar camisinha, não é? Por favor. E se tudo der errado na sua primeira vez, o que é bem possível, nada de chorar ou se desesperar! A primeira vez nunca é um conto de fadas. Talvez sexo nenhum seja, dependendo do parceiro. O essencial é se cuidar sempre, evitando ao máximo os contratempos. Que eu saiba, ninguém quer ser mãe aos de 16. O mais importante é você, e somente você, estar segura da decisão, que é somente sua. Caso não tenha segurança o suficiente, amadureça mais a ideia. Não faça caso não esteja preparada para o dia seguinte. Pode ter uma pílula esperando você.

56 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
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nossa, q post legal! Tenho só 13 anos, mas é claro q td mundo pensa nisso, né?
essas meninas que dizem que ”perdeu” com tal idade e não se arrepende,ñ tem ideia do que tah falando,só de dizer ”perdi…” elas dizem tudo,perdeu sua pureza,jogaram fora sua dignidade por causa de um namorinho de 13,15 anos..coitadas,pena que só vão cair em si mais tarde… realmente,sexo só depois do casamento,afinal eh um presente de Deus aos casados,pena que algumas violam antes de receber…
isso é questão de opnião , tenho 16 anos e perdi a virgindade com 15 , e ele é 8 anos mais velho que eu .foi especial pois foi com o meu namorado e amo ele … tem que se sentir segura do que esta fazendo. Sexo com amor sabe ? pra não se arrepender
amar não é coisa feia ok ?
un bj :*
Olha concordo plenamente…. Perdi minha virgindade agora com 22 anos, passei anos esperando um namoradinho dar certo e virar principe encantado ateh perceber que isso nao existe. Nunca fui feia e sempre tive varios caras atras de mim, mas me enrolei demais com todos… Agora aos 22, resolvi que ia perder a virgindade assim que pudesse, uma pq eu estava morrendo de vontade e outra pq agora mais madura eu sabia muito bem que sexo nao segura homem, que principe encantado nao existe e eu tinha total certeza do que eu queria nesse nomento: sexo sem compromisso, aprender e aproveitar a vida! Acontece que o carinha com quem perdi, agora nao me trata como antes e ainda acha que sou uma virgenzinha tontinha, que quero um namoradinho tipo primeiro amor…. jah falei pra ele com todas as letras que nao quero compromisso agora, nem com ele e nem com ngm… ele nao entende, eu nao vou perder meu tempo e desenhar! Mas se me perguntarem se me arrependo de ter perdido a virgindade com ele, digo com total certeza que nao! Fiz o que achava certo, na hr que achava certo, e eh isso que todas as mulheres/meninas tem que ter na cabeca…. fazer na hr que se sente madura para tal, nao importa com quem!
Gente, eu nao me sinto bem, ano passado perdi a virgindade. Esse ano resolvi contar aos meus pais – foi um espanto, na minha casa somos católicos e sempre seguimos as leis de Deus especificamente nesses casos. Estava sem aguentar levar esse fardo sozinha, mas agora que todos sabem, estou me sentindo diferente e meio rejeitada. Todas as noites choro arrependida pelo que fiz, minha duvida é saber se preciso de um psicologo.
Minha mae qse nunca apoiou meus namoros e tenho medo que minhas escolhas nao sejam mais aceitas por ela, ate pq gosto muito de outro menino, que ja nao é o namorado do ano passado.
Obrigada!
Olha,sobre sexo…uma coisa é certa: cada um escolhe o que é melhor para si, não adianta impor regras religiosas (do tipo, se você não casa virgem seu relacionamento não é abençoado) ou o oposto (você tem que transar porque o mundo todo transa), cada um que viva com seus valores e faça o que acha certo e sem discursos excludentes, disso já estamos cheios.