
Às vezes, me pego rindo sozinha por causa dos tantos caminhos malucos que a minha cabeça percorre sozinha. Com o que rola aqui dentro poderia ser filmado um novo filme de Hollywood, sério. E desculpe a falta de modéstia, mas seria digno de Oscar!
Tem horas que parece que os pensamentos se agrupam assim como o trânsito caótico das dezoito horas na cidade grande. É buzina pra cá, buzina pra lá, congestionamento de um lado, correria do outro, uma pressa doida para chegar e várias batidas inesperadas.
Aqueles que moram na Zona Leste acabam se encontrando com os da Zona Sul e, por vezes, mesmo atrasados e preocupados com seus próprios problemas, não é que tiram um tempinho para trocar algumas palavras? A conversa nem precisa ser longa, mas é suficiente para que continuem seus caminhos com um pouquinho daqueles que acabaram de deixar para trás.
E aí a ideia cria asas, o achismo vira certeza e a incerteza se torna uma nova hipótese.
Tudo acontece nas mais diferentes formas e quantas vezes eu permitir. O descabido começa a caber. O inesperado se dá sem o menor esforço. O que parecia maluco simplesmente acontece da forma mais natural de todas.
A maior bagunça do mundo dentro de uma caixinha mágica, que mora apenas dentro de mim.
E isso todos os dias. O tempo inteiro é um vai e vem de opiniões, conhecimentos, suposições, fantasias e reflexões trombando entre si, trocando figurinhas, formando times e (bom, é forte mas essa parte não pode ser ignorada!) também deixando de existir para darem lugar a versões atualizadas de mim mesma.
E, de repente, num destes momentos onde todos parecem acertar os pontos, me dá aquele estalo genial.
Aquele pensamento, que já cruzou todas as avenidas e esquinas da minha cabeça e que parecia não achar um caminho bom o bastante para chegar até o seu destino, simplesmente encontra um mapa na casa das experiências anteriores, troca uma ideia com a criatividade e vê, na espuma do smoothie que eu tomo agora, uma nova solução.
E para quem olhava de fora, parecia que eu estava apenas experimentando o novo sabor de morango com iogurte enquanto cantarolava aquela música antiga…
Eu não disse que a minha cabeça não para de pensar?

11 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
Este espaço continua sendo seu também. Comente com carinho e respeito por quem está lendo.
Au, seus textos são os melhores. Você arrasa!
https://dontworrybeyourself.wordpress.com/
Obrigada mil vezes Wislaine! <3333
haha os melhores textos, dignos de filmes, alias seriam os melhores.
http://entrevereviver.blogspot.com.br/
Me identifiquei com o texto, mas acho que a maioria das pessoas são assim né? Não para um segundo, pensamentos rápidos….ou como tem um livro do Augusto Cury…A Síndrome do Pensamento Acelerado, um mal que a sociedade atual hoje sofre. Agora o problema é, como controlar isso…hahaha.
Ótimo texto Au, como sempre.
Beijos
http://orangelily.com.br
Não conheço esse livro, Lili! Mas vou procurar, atualmente eu tô a louca da listinha de livros que não passam deste ano! Hahaha
Que delícia de autoconhecimento, de sensações da essência destrinchada! Em tantos momentos o mais fundo mora na superfície, as entrelinhas moram nas retas explícitas e a curva de duas horas ganha atalho em um simples café, não é? Tudo quando lembramos e ratificamos dentro de nós que maturidade é não desistir de sentir, é não fechar novas portas com completude, é não travar o que possa trazer evoluções em somas. E que lindeza é observar essa infinitude dentro de você, que tanto temos em nós, de mudar continuar sendo – mais de si.
http://www.semquases.com
É incrível como viver assim pode te confundir e ao mesmo tempo te fazer tão bem, mesmo com minha cabeça cheia, parece que sempre aparece mais e mais espaço, mais ideias, mais vontades. É tanto de tudo que às vezes nem sei por onde começar.
Seus textos sempre representam as emoções que muitos de nós sentimos, sem nem ao menos nos conhecer. Adoro a todos, parabéns pelo talento!
http://www.insaturada.blogspot.com
É bem isso: tem horas que são tantas coisas na minha mente que eu acabo ficando parada! Hahaha.
Obrigada de coração pelo comentário, Allana!
Estou planejando criar um blog também e estava reparando nas imagens que ilustram a maioria dos posts do Depois dos Quinze. Quando a foto a ser postada não é de minha autoria, eu devo pedir autorização para o dono? Reparei que vocês indicam a fonte da foto, mas nesse caso, o proprietário da foto é comunicado com antecedência?!
Obrigada.
Me identifiquei muito com esse texto, minha mente sempre está um turbilhão, pensamentos atrás de pensamentos e muitos dele não possuem nenhum sentido.
http://fxvi.blogspot.com
Né? Tem hora que a nossa cabeça simplesmente não para!