
Eu li uma matéria no youPIX sobre barriga negativa (e logo depois saiu uma sobre barriga positiva) que me fez pensar bastante sobre o corpo e a danada da pancinha. Lembrei de ser adolescente e lutar contra o peso, idas ao médico e dietas que me deixavam infelizes. Tudo por um corpo “mais bonito”.
Eu sempre estive acima do peso, mas acredito que de forma saudável. Nunca cheguei a ser obesa, ficava na faixa do sobrepeso. Minha família me estimulava da melhor maneira possível a perder peso (com exceção das sutis palavras do meu pai, como vocês acompanharam no meu Draw My Life). Sempre que eu ia pra casa da minha avó, ela tentava fazer menos doces, ou pelo menos usar adoçante nas coisas. Aliás,só fui me permitir comer açúcar de verdade há pouquíssimo tempo. Antes, sempre que existia a opção, era o light. Chá gelado LIGHT, refri LIGHT, biscoito LIGHT, pão LIGHT, tudo o que pudesse me ajudar a emagrecer.
Mas eu notava que mesmo comendo com qualidade e moderação, não conseguia emagrecer. E fui percebendo que talvez meu fracasso pra emagrecer estivesse relacionado a eu mesma não acreditar que estava feia daquele jeito. É claro que se por um milagre que ficasse uns 5kg mais magra, não reclamaria! Mas eu mesma gostava de mim e das minhas gordurinhas. Quanto mais velha eu fui ficando, mais eu comecei a gostar de ser diferente. Pintando o cabelo de rosa e tendo uma bunda maior do que a de todas as garotas que eu conhecia era um jeito legal de ser assim. Não foi fácil, mas tenho muito orgulho de ter resistido às tentativas de padronização de todos.
Em 2011 eu realmente senti que precisava perder um pouco de peso porque via meu rosto nos vídeos e achava que tinha coisa sobrando ali. Sempre tive a sorte de ser a tal da “falsa magra”: rosto e braços magros, gordura na barriga e no bumbum. Logo, se eu estava vendo meu ganho de peso nos vídeos, tinha algo de errado. Me esforcei mais do que nunca e consegui perder 6kg em 6 meses, seguindo uma dieta da nutricionista. E sim, eu bati o pé pra não parar de comer chocolate depois do almoço (só tive que diminuir a quantidade pela metade). Não fiquei infeliz durante a dieta, porque ela respeitava o que eu gostava de comer e meus horários. Junto com a dieta, fazia aula de dança 5 vezes por semana. Esvaziei minha conta bancária pagando esse montão de aulas e ainda teve apresentação no final do ano com mil figurinos, mas consegui meu objetivo.
Mas veja bem, meu objetivo era passar de 76kg para 70kg (tenho 1,71m de altura, caso vocês perguntem). Meu modelo de corpo nunca foi tirado de uma revista. Eu só queria que meu rosto voltasse ao normal e, esperançosamente, sair do 46 e voltar pro 44 no jeans (e também porque estava se tornando cada vez mais difícil encontrar calças. Se elas estivessem disponíveis, talvez isso nem fosse um problema pra mim). Eu dançava ballet, ao lado de várias colegas magérrimas. Ia comprar meia-calça e collant e sempre me frustrava com os tamanhos: o que era tamanho único ficava super apertado e os Gs pareciam Ms. No começo, foi a força de vontade de me ajudou a continuar. Depois, foram os resultados. Agora, o amor pela dança é maior do que qualquer dieta ou qualquer obstáculo: danço porque amo e desencanei de ser a aluna mais gorda da sala.
Eu estava tão acostumada com os padrões de Curitiba que uma vez fui numa feira de artesanato lá em São Paulo e já ia passando reto por uma barraquinha cheia de vestidos lindos. Meu namorado me parou e perguntou se eu não queria experimentar. Falei automaticamente: “nenhum deles vai servir em mim, são sempre muito pequenos”. Ele insistiu, eu entrei, experimentei o G e tive que pedir um M! Foi então que a vendedora, uma moça simpática e um tanto quanto gordinha me falou: “aqui a gente faz tamanho de brasileira, com bundão mesmo!” — Me apaixonei na hora.
Ela descobriu exatamente onde estava minha neura: eu estava me comparando a uma população praticamente inteira de descendente de europeus, com formas menores e menos curvilíneas. Eu também sou de família alemã, mas com uma misturinha que me fez ser brasileira. E depois disso, os sinais ficavam claros pra mim: tudo depende do contexto. Indo pro Rio de Janeiro direto, descobri que lá não estou nem perto de ser gorda! Como pode mudar tanto assim? Assim como eu sou gorda em Curitiba e ~gostosa~ no Rio, as meninas que são “magras demais” lá, seriam as maiores gatas aqui no sul!
Ok ok, mas o que isso tudo tem a ver com barriga positiva e barriga negativa? Isso tudo é um padrão que a gente vê fora do nosso contexto e sem pensar no nosso próprio corpo. Geneticamente, o corpo de mulheres caucasianas é muito menor do que de quem tem alguma mistura negra. E quem são os nossos modelos de beleza? Giselle Bünchen, Kate Moss e outras mil modelos que são magras (e, desculpem a expressão, mas frequentemente são magras de ruim! Daqueles que come tudo e não engorda). Aí você pega seu corpinho estilo Béyonce e quer mutilar e mudar tudo nele: metabolismo, gordura, formas, tudo pra ficar embalada a vácuo como as mulheres da revista. E o pior: você quer ter um corpo de modelo, sem ser modelo. O que você acha que vai acontecer se você conseguir esse objetivo? Vai ser chamada pra ser modelo? Dificilmente.
Pense o mesmo pra quem é magra de ruim: a garota vai tentar a vida inteira ser ~barriga positiva~, vai comer brigadeiro e fast-food todo dia e não vai engordar. Ela também está infeliz, porque o corpo dela não é como ela quer. Você vai dizer que ela está errada? Que ela precisa se amar magra, porque isso é que é bonito?
Então eu te digo: você tem que se amar gordinha. Seja saudável, esteja num peso legal, sem doenças relacionadas, fazendo atividade física. Mas ame seu corpo como ele é! Tire o estigma da palavra “gorda” e seja feliz. Use um bikini e sente na areia sem aquela preocupação com sua pancinha. A pancinha é linda, gente! Mostra que você tem preocupações mais nobres do que emagrecer a qualquer custo: estudar, fazer uma carreira, construir uma família equilibrada e feliz.
As magras sempre tiveram a sorte de serem as queridinhas dos estilistas nas passarelas, então está na hora de nós sermos as queridinhas de nós mesmas. Tire da cabeça seus padrões photoshopados e pense no SEU corpo. Convido você agora a olhar pra sua pancinha e amá-la macia e deslumbrante como ela é. O mundo não é perfeito, tem gente magra querendo engordar e gente gorda querendo emagrecer. Só que se a gente conseguir ver beleza no que é considerado “imperfeição”, acredito que estaremos cada vez mais perto da felicidade.

104 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
Este espaço continua sendo seu também. Comente com carinho e respeito por quem está lendo.
OI Lully (chorei lendo esse post) Sempre tiver essa paranoia de me achar gorda demais, mas nunca pensei que ser gordinha até que é legal.. Estava precisando mesmo ler algo assim. Estou há um bom tempo tentando me amar do jeito que eu sou, Tento e tento me amar gordinha,(é um pouco difícil mas meu namorado está sempre me ajudando) OBRIGADA (*
http://rema-comigo.blogspot.com.br/
Eu amei o texto. No meu caso eu sempre fui magra e sofri muito por isso, pois moro na Bahia e o biótipo aqui é aquelas mulheres gostosonas, com coxa, bundão e peitão. A coisa que mais me incomodava por ser magra é que sempre que eu ia comprar roupa não tinha pro meu tamanho, então, eu com 15 anos, muitas vezes tinha que comprar roupa infantil pra caber em mim. Pra piorar, na escola ainda me apelidavam de magrela, seca, vara pau entre outros. Hoje me vejo com um corpo bonito, apesar de ser muito magra, mais me aceito assim. Sei que se eu tivesse dado importância para pressão das pessoas talvez estivesse aqui gorda, sem saúde, tomando remédios e vitaminas para engordar. Mas eu não fiz isso, a gente tem que se amar em primeiro lugar, e se às vezes o problema é você achar que nunca vai conseguir encontrar um namorado, vou te contar que está muito enganada, eu conheço vários garotos que amam garotas magrinhas (tipo eu) e também garotos que preferem as “gordinhas”.
Gostei muito desse texto! :wink:
Que lindo gente! :)
:) Esse é um texto de auto-ajuda que mais parece uma conversa entre amigas!Eu ainda não cheguei à parte de aceitar a pancinha com carinho,mais já cheguei ao ponto de que você tem que se amar primeiro,mais sou a favor de que se você é infeliz lute para mudar isso.Quero emagrecer de forma saudável porque sinto falta de quando era mais saudável e não me sinto bem com o meu peso atual(até mesmo por questões de saúde).Mais o importante é você se sentir feliz,independente se você é magra ou fofinha.Você arrasou no texto Lully! <3
Particularmente, eu adorei o texto. Tenho anorexia e bulimia, nunca fui “gorda”, sempre tive 1,54m e 49kg, mas essa padronização da magreza e alguns comentários infelizes trouxeram para mim muito mais do que uma “nóia”, mas um transtorno visual e alimentício. Hoje luto contra essas duas doenças, estou abaixo do peso e posso dizer algo para vocês? AINDA NÃO ESTOU FELIZ. Porque ser magra ou gorda é muito além do que a balança diz, mas sim o que você acha, ou como você se vê. Se sua mente está bem, seu corpo sempre será perfeito para você, e isso basta.
Amei o post, muito inspirador e verdadeiro. Essa conceito de beleza é mto cruel com as meninas de hoje. A beleza é tão relativa quanto os nossos sentimentos, todos são bonitos, cada um de um jeito.
Gente, esse texto eu lembrei da Negahamburger. Vejam os desenhos dela, é bem isso que a Lully falou! :-D
Que texto perfeito!
Você disse tudo, na vontade de se adequar aos padrões da sociedade muitas garotas vivem infelizes e até colocam sua saúde em risco. Não vale a pena meeeesmo!
Beijos
http://www.aforademoda.com
Não sou gorda (um pouco, apenas) porém tenho a bunda do tamanho do mundo, não é exagero, pra minha idade (14) e minha altura (1,40-49 por ai) isso é extremamente imenso e a minha bunda acaba me deixando mais gorda, e eu realmente não gosto. Mais Bruna, você acabou de muda a minha vida e eu acredito que de milhares de meninas também, parabéns ! [emoji]e20c[/emoji]
http://meninascom-atitude.blogspot.com
O grande problema não é você se aceitar. É que os demais te aceitem como você é. E isso, queridas e queridos, é bastante utópico.
Visitem meu novo blog. Hoje tem post falado sobre um canal da Bárbara Mitsuda de moda que descobri essa semana. http://meumaisnovooutono.blogspot.com.br/
Amei esse texto.
Eu visito tds os dias o blog a 1ano, e pela primeira vez resolvo comentar pois pela primeira vez leio algo que realmente mudou algo dentro de mim.Sempre lidei com problemas de auto-aceitação, e justamente hoje, as coisas pareciam não ir muito bem… Só queria agradecer, porque realmente você me ajudou. Sucesso para o blog!
Lully Amei seu texto!!
Aliás amei mais esse texto seu,seus textos são muito bons.
Também gosto muito dos seus vídeos.Não te conheço,mas você parece ser o tipo de pessoa que a gente quer ter como amiga!!
Eu sei que você como todo ser vivo você tem seus defeitos,mas eu te considero uma pessoa admirável!!
Adorei o texto !!
até pq tenho amigas q dizem ser gordas mas estão em forma e eu sou bem magrinha e tenho muita dificuldade de engordar, mas é pela minha descendência de japones q é sempre bem magrinhos, e quando falam q eu quero engordar acham uma coisa inacreditavel, eu nem ligo, eu gosto do meu corpo assim alías eu AMO mas engordar um pouquinho seria um lucro e eu n reclamaria tbm ;)
Amei o texto, porque eu também tenho esse biotipo de brasileira, pernão, bundão tudo “ÃO” haushaas E de uns tempos pra cá eu estou querendo loucamente emagrecer, e eu sei que é pq é eu vejo muitas fotos de modelos que são só pele e osso. Parece que de tanto ver essas fotos nós sentimos que temos que ser assim também. Agora depois desse texto com certeza vou tentar me aceitar como eu sou e só vou prestar atenção nos números que medem o meu colesterol.
Falou tudo que eu precisava ouvir! Tenho a mesma altura que você, e já pesei 80kg. Atualmente estou com 72kg, já pesei 68kg. Realmente meu drama com o peso é enorme e sofro do tal “Efeito Sanfona”.
Olho no espelho e sei que sou linda do meu jeito, mas mesmo assim tem dias que não me aceito, afinal como você mesma disse, as roupas são feitas pra magras. Tão dificil encontrar um vestido que fique legal, que seja do meu tamanho.
Me identifiquei muito com você, nossos casos são parecidos.
Ótimo texto! Virei sua fã :wink:
Nossa… adorei o texto.. tava precisando MUITO ler algo assim! Principalmente desta parte “Use um bikini e sente na areia sem aquela preocupação com sua pancinha. A pancinha é linda, gente! Mostra que você tem preocupações mais nobres do que emagrecer a qualquer custo: estudar, fazer uma carreira, construir uma família equilibrada e feliz”. Aí quando li, descobri que somos vizinhas de cidade.. moro em Palmeira (PR)… que também tenho mesma altura e peso que o seu… que tenho esse mesmo biotipo falsa magra.. que tenho descendência alemã igual vc… e ri… pq nao estou sozinha no mundo com as minhas neuras! Obrigado de coração.
Nossa olhando nas fotos jamais diria que você usa 46 ou 44, no máximo achava que era 40 e olhe lá ainda!!!
Pois é, meu problema era inverso: sou bem magra e nada curvilínea, e aqui na minha cidade, todas as meninas são meio Kim Kardashian. Todo mundo tentava fazer com que eu comesse mais, me passavam em médicos e tinham certeza que eu era doente, que tinha anorexia ou algo assim. Um dia desses tive que ir em outra cidade fazer uma cirurgia no pulso e passei pela pré-consulta, onde a enfermeira me disse: Parabéns, você está no seu peso ideal! É só porque eu tenho a ossatura fina e tenho 1,64, então eu nunca fui magra demais. É só meu biotipo.
É a mesma coisa com você. Aproveite, porque seu corpo é lindo viu?
Beijos!
http://www.taycarvalho.doceinsensatez.com
oownt’ ameei o post bru, parabéns sua linda de bonita, cada vez mais agradando suas leituras.. um grande beijo da sua leitora.
By. Pam
amo seu polge
voce e muito linda e fofa se voce poder fazer o video mostre seu ipone e cases eu agradeço ta eu tenho um iphone 4s mas nao tenho um blog o meu fai ser feioto em breve ta bjus
Como eu gostei desse texto, de relembrar que cada pessoa tem um tipo de corpo e que todas não vão ter corpos de modelo.
http://petalasdeliberdade.blogspot.com/2013/05/resenha-ja-matei-por-menos-juliana-cunha.html
Ameiii o texto. Acho que já estava na hora de levarmos um choque de realidade.
Sou morena, filha de mãe negra e também tenho índios na família. Sou a tal da “falsa magra”, só tenho as pernas e o quadril largo, mas nunca me amei assim, embora todas as minhas amigas e pessoas em volta digam que tenho o corpo da mulher brasileira, e que não sou gorda, mas “gostosa”..
Hoje consigo conviver melhor com meu corpo, acredito que por causa da maturidade (tenho 21), mas durante a adolescência sofri muito com o fato de não entrar numa calça 38, sempre foi 40, 42… até bulimia desenvolvi, e foi (ou melhor, ainda é) uma luta constante contra isso, mas como você disse, temos que nos amar como somos e parar de fazer tantas comparações.
Obrigada pelo texto!!!
Meu deus, me senti anãzinha! Pensei que você era pequenininha, e tem 1.71m! aushuahsuahs lindaaaa :roll:
sou gordinha sempre me senti mal pq as minhas amigas sempre foram magras e eu a única gorda, elas sempre tinham meninos que gostavam dela e eu sempre sobrava de vela isso foi cada vez mais me deixando chatiada com a vida até hoje ainda, vejo sempre colunas nas revistas, sites e tudo pra ver se eu tiro isso da minha cabeça mais não adianta. pra piorar tudo sempre fico vendo meninas bonitas no meu facebook, elas sempre lindas e magras e eu a mesma :(
Lindo texto! Quando eu era criança eu era bem gordinha (A mais “bolinha” da turma) lembro que me zoavam demais por ser assim, eu era muito triste e as meninas sempre me excluíam, sem contar a aula de Educação física que sempre era a última a ser escolhida (até hoje sou). Com o tempo a gente cresce e percebe que quem tem as coxas grossas e quadris largos são bonitas também. Quando passei a visitar vários blogs as coisas complicaram um pouco mais, ver tantas blogueiras tão magrinhas realmente me deixava meio deprimida, foi aí que conheci o blog da Bruna e vi que dava sim pra ser linda e estilosa com corpão de brasileira!
Oi Lully! Adoro os seus textos, e claro que com esse não foi diferente.
Eu fui uma adolescente que sempre se achou gorda, pesava 58kg com 1,60 – gorda onde pelamor – até descobrir que a culpa eram das roupas que eu usava, principalmente as malditas calças de cós baixo. Uma pena que descobri isso tarde demais, descobri depois de engordar de verdade e ter que reaprender a me vestir.
Hoje em dia luto contra a balança, sonhando em voltar para meus 58 de adolescente.
Conscientemente eu sei de tudo isso que você falou no texto, mas ando numa crise comigo mesma, não consigo me olhar no espelho e me achar bonita. Sou Curitibana e sei bem como é conviver com as varinhas daqui hehe. Acho que vou ir pra SP comprar roupas, pq é MTO irritante qd o GG não te serve haha.
Bjs
TUDO QUE EU PRECISAVA OUVIR!
Ter uma gordurinha aqui e ali até vai, mas ter pança já acho desleixo, em alguns casos, é claro. Realmente, tem gente que tem uma enorme facilidade pra engordar, mas outras não, só comem besteiras e nunca fazem atividade física. Tipo, faz tempo que sai da dieta e não faço uma caminhada se quer, dai outra dia me peguei reclamando que estava gorda, a culpa é de quem? Minha! Minha que fui desleixada e não me cuidei. Ninguém tem que ter um corpo de modelo, longe disso, mas dizer que é bonito ter pança já é exagero, bundão é lindo, coxas grandes são lindas, mas uma barriga daquelas que é só empinar pra frente e passar na fila das gestantes, sinceramente, não tem nada de bonito, ainda mais quando a pessoa não é gorda por inteiro. E sobre o Sul, moro por aqui e ninguém acha bonito mulheres magras demais, pelo contrario, grande parte prefere um corpão á uma tabua kk Mesmo assim, adorei o texto! Ficou ótimo.
http://www.espacegirl.com
Amei o post! Sei muito bem o que é isso. ontem achei um vestido lindo (G) num site, perguntei qual a medida do quadril e me informaram: 86 cm. Onde que eles tiram essas medidas, né! Não sei quando que uma mulher que usa G, terá somente esse tamanho de quadril. Mas enfim, superei! Eu fiquei curiosa sobre a loja onde achou o vestido, você tem alguma informação sobre ela?
O problema é quando vc detesta seu corpo desde criança (eu não gosto do meu quadril e bunda) não gosto por que não gosto mesmo, não quero ser magra só detesto essa parte do corpo! Tenho até medo de um dia ter dinheiro e fazer uma cirurgia.
Gostei muito do que li. Eu tenho 1,65 de altura e devo estar ai entre 75 a 78kg, e minhas amigas vivem pedindo pra emagrecer. Só que eu gosto de comer, e quem não gosta? Puxa… Quando saímos juntas e não jantamos e vamos comer lá, tipo (gordice) Ex.:Cachorro quente… normal comerem 2, mas se eu quero comer o 3º, gente, para tudo, sou anormal por isso. E vezes isso me chateia muito. Eu não vivo comendo cachorro quente todo dia. Espera ai! -Certo que elas querem ver o meu bem, pra não desenvolver doenças por causa do excesso, enfim, sabem do que estou falando.
O meu único problema, não é arrumar namorado porque estou acima do peso, mas sim, quando vou as compras. É horrível estar num ambiente onde você se vê, que ali não tem nada pra você. E que quando tem, não faz o seu tipo(gosto). Tem vezes que me sinto “obrigada” de certa forma comprar algo caro, só porque aquela roupa deu em mim. E vezes noutras, comprar algo que alguém gostou em me ver vestida. E com coisas que nem gosto, que não fazem o meu estilo. Puxa vida. Eu me vejo como uma pessoa que faz os gosto dos outros do que a minha própria vontade comigo mesma.
E por esse post, eu tive mais noção do que quero pra mim, e não é ser (((GORDA))) é me ser quem eu sou, impor as minhas vontades, dizer de fato, eu gosto disso, tal coisa não faz meu tipo. E claro, ter atitudes mais saudáveis, cuidar mesmo da minha saúde, e me sentir mais bonita comigo mesma, sem perder, deixar de lado a Rafaela que sou. Não me tornar alguém paranoica. Mas continuar a pessoa falante que sou (quando me deixam a vontade pra falar). Pois bem.
Obrigada por ter abrangido mais as minhas certezas, e continue com seu vlog. Eu até já me inscrevi nele. A cada dia tenho assisto e curtindo muito. E enfim. Estou amando conhecer a cada dia (jully de verdade) :)
Beijos. :-D
Gostei muito do que li. Eu tenho 1,65 de altura e devo estar ai entre 75 a 78kg, e minhas amigas vivem pedindo pra emagrecer. Só que eu gosto de comer, e quem não gosta? Puxa… Quando saímos juntas e não jantamos e vamos comer lá, tipo (gordice) Ex.:Cachorro quente… normal comerem 2, mas se eu quero comer o 3º, gente, para tudo, sou anormal por isso. E vezes isso me chateia muito. Eu não vivo comendo cachorro quente todo dia. Espera ai! -Certo que elas querem ver o meu bem, pra não desenvolver doenças por causa do excesso, enfim, sabem do que estou falando.
O meu único problema, não é arrumar namorado porque estou acima do peso, mas sim, quando vou as compras. É horrível estar num ambiente onde você se vê, que ali não tem nada pra você. E que quando tem, não faz o seu tipo(gosto). Tem vezes que me sinto “obrigada” de certa forma comprar algo caro, só porque aquela roupa deu em mim. E vezes noutras, comprar algo que alguém gostou em me ver vestida. E com coisas que nem gosto, que não fazem o meu estilo. Puxa vida. Eu me vejo como uma pessoa que faz os gosto dos outros do que a minha própria vontade comigo mesma.
E por esse post, eu tive mais noção do que quero pra mim, e não é ser (((GORDA))) é me ser quem eu sou, impor as minhas vontades, dizer de fato, eu gosto disso, tal coisa não faz meu tipo. E claro, ter atitudes mais saudáveis, cuidar mesmo da minha saúde, e me sentir mais bonita comigo mesma, sem perder, deixar de lado a Rafaela que sou. Não me tornar alguém paranoica. Mas continuar a pessoa falante que sou (quando me deixam a vontade pra falar). Pois bem.
Obrigada por ter abrangido mais as minhas certezas, e continue com seu vlog. Eu até já me inscrevi nele. A cada dia tenho assisto e curtindo muito. E enfim. Estou amando conhecer a cada dia (Lully de verdade) :)
Beijos. :-D
E perdão por jully o que separa da lully é o ( k) e digitei direto e nem percebi, só quando tinha apertado o botão: comentar é que dei por conta. Desculpa por errar. enfim.
tchauzinhoo… :-P
Parabéns… Belo conteúdo, Amei!!! :) :-D
Amei esse texto.. Eu sempre fui magra, mas minhas amigas tem muito essa neura de que são gordas, quando na verdade elas só têm o corpo típico das mulheres brasileiras.. Eu gostaria muito de ter um corpo um pouco mais cheinho porque acho lindo!! :wink:
Lully, este teu texto deixou-me muito emocionada e tocada.
Sou gordinha assumida e nunca tive grandes problema com isso até a minha mãe começar a implicar. Tenho 1,65m e peso 67kg, sou completamente saudável e faço 5km de caminhada todos os dias, mas a minha mãe sente-se infeliz de ter uma filha gordinha e de todas as vezes que eu tenho um boost de confiança e me aprecio no espelho, ela vem e se lamenta com a minha celulite ou a minha pansinha. Sei que quando lhe pergunto se estou bonita, ela torce o nariz antes de dizer um “Sim” a contragosto. Ela é alta e magra, eu estou okay com isso, não tenho inveja do corpo dela, não quero ser como ela, mas ela parece não entender que eu me sinto feliz por vestir um 38 e tamanho L, que eu não tenho vergonha de mostrar as minhas pernas e a pancinha na praia e que não me incomoda os olhares tortos das pessoas que não conheço. Mas que ela me julgar como se eu sofresse de alguma doença? Isso me arruína.
Faço questão de lhe mostrar este seu texto e lhe provar que as mulheres gordinhas têm o direito de se sentir gostosas e de se amar do jeito que são. Obrigada por esse texto (:
Que blog lindo, parabéns, eu estava procurando por esse assunto sobre já ter sido gordinha e achei essa pagina, eu concordo com o que você disse, e você não esta so, tbm já passei por tudo isso e procuro ajudar quem ta nessa situação. Manteremos contato, abraços. :wink:
Lully, adorei conhecer seu blog. É muito bom ler isso. Atualmente faço academia e tenho aprendido a gostar do meu biótipo. Sorte que tenho 1,67! Tenho valorizado outras coisas, acho que tenho o rosto bonito e tenho meu próprio estilo. Minhas musas são as mulheres dos anos 40 e 50, com biótipo maior. Hoje muitas delas seriam consideradas plus size! A indústria da moda está forçando a barra. Também admiro moças atuais mais próximas do meu tipo físico, como a Kat Dennings e Danielle Colby. Desde que me apaixonei pelo vintage, me sinto mais bonita pela identificação. Notei que quando engordo, ninguém nem percebe, a gente acaba cobrando demais do nosso próprio corpo e acaba abrindo mão dos prazeres da vida. Legal é ser saudável e única.
Eu ja cheguei a se corta pq pessoas riam da minha cara pq sou FOFINHA . :cry:
Lully arrasa, é uma pessoa de opinião, faltam pessoas assim no mundo, este negócio de padrão é bobeira, cada um tem que se amar do jeito que é!
lully Adoreiii seu post,a gente tem mesmo e que se gostar do jeito que é eu sou gordinha e me amoooh! Nao importa se é gordo,magro,quadrado,retangular,negro ou branco,vermelho ou azul auto-estima é td!! Bjuzz
Adorei. .
Tenho 15 anos , uma menina com corpo de mulher, vivia mal tentando fazer dieta apesar d não ser gorda. .