O café com bolo quentinho naquele fim de tarde. A paisagem está lá longe, esperando pra ser admirada. A brisa fria que entra pela janela faz deduzir que o tempo está fechando. Será que vai chover? Acho que chove, sim. E seguimos, jogando conversa fora.
Surge então, de repente, uma constatação vaga sobre alguma coisa que todo mundo já sabe. Quando foi que ficamos tão sem assunto? Ora, não é essa a questão. De vez em quando nos pegamos conversando a respeito de nada. Pra nada.
Pacato, pacato, devagar… e quase parando. Já aconteceu de o cotidiano ser transformado em tédio? De você querer se rebelar contra tanta normalidade, buscando exemplos de pessoas que parecem estar se divertindo muito mais? Só porque sua vida é tão diferente da vida daquela celebridade famosa! Com milhares de compromissos, um agenda repleta de festas e vários lugares do mundo para conhecer e passear. Deve ser uma vida feliz, né? O que é tudo isso perto de uma rotina simples, de interior (mesmo que seja na cidade grande)?
Não precisa procurar muito pela resposta. Sabe, a tranquilidade também tem o seu valor. Lembra daqueles momentos de terremoto intenso, quando tudo vira de cabeça para baixo? Lembra de como fere a agulha quando sentimos a dor que ela causa? Lembra do sentimento de perda que surge quando algo transformador acontece e uma rotina que antes era tão simples nunca mais volta?
Você sabe como é. Então valorize toda pureza dos momentos em que a rotina nos deixa um pouquinho estáticos. Lá no fundo, você sabe que uma hora vai sentir uma saudade tremenda disso tudo. Porque a realidade é que a vida normal tem graça, sim. Depende muito é da companhia que você tem. É gente que te ama, que cuida e te quer bem? Se a resposta for positiva, então pode reservar um lugarzinho especial em seu coração pra essa tal de simplicidade.


22 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
Este espaço continua sendo seu também. Comente com carinho e respeito por quem está lendo.
Que trabalho incrível você faz nesse blog!
Amo seus posts Au
Beijos, diarioof15.blogspot.com.br
Fico muito feliz em saber que vc gosta dele, Madu! De verdade ^.^
Muito obrigada mesmo!!!
texto tão bom em sua simplicidade <3
meus posts preferidos são textos.
Que bom que gostou, Carol! <3
Mais um texto que acalenta o coração!
Sabe a sensação de achar que sua vida é um tédio e a dos outros é sempre mais agitada e mais legal? É por ai, sempre senti isso até descobrir que eu adoro minha vida pacata, minha vida simples, calma e tranquila.
Por muitos anos senti muita inveja das pessoas que viajam demais, saem demais, badalam muito, ai fui morar em BH achando que seria isso ai, badalação o tempo todo e que o agito me faria bem e adivinha só?
Hoje sinto aliviada por todos os problemas que passei terem me trazido de volta pro interior, pro calmo, pro pacato porque no final, eu sou é pacata mesmo, tenho poucos momentos de me esbanjar em uma festa, ou de ser aquela pessoa com um milhão de compromissos e corre pra todo lado.
Aprendi, acho que da melhor forma a dar valor pra esse momento de calma, ou pra essa calma que tenho na vida.
Que lindo esse seu comentário, Gabi! Tenho certeza que ajudou muita gente :)
Eu também por várias vezes desvalorizei a vida que eu levava aqui no interior pensando que uma vida badalada era X vezes melhor do que isso. Até que eu me dei conta que eu tenho o privilégio de viver em uma cidade tranquila e isso é muito bom, sim! Posso sair e badalar quando eu quiser e ao mesmo tempo aproveitar toda a calmaria da rotina daqui, que é muito boa também! Não sei se foi a idade que me fez amadurecer ou algum outro fator, mas tentei falar um pouquinho disso nesse texto de hoje!
Um beijo!
Acho que foi a idade junto com a experiência de morar em uma capital!
Sair do interior para morar em uma capital é muito confuso, você sai da calmaria do interior (especialmente em Minas Gerais kkkk’) para um turbilhão de coisas. O que você antes fazia a pé, ou gastava meia hora pra chegar passa a demorar duas horas, ou mais.
Acho que me senti mais presa que nunca morando na capital.
No final, descobri que sentia falta de andar tranquila pela rua, de ir na vendinha da esquina para sentar e conversar com as amigas, falta dos costumes do interior.
E que experiência, hein? Por um lado fica a saudade, mas por outro tenho certeza que você cresceu muito com isso, né? E esses costumes fazem muuuita falta mesmo, Gabi! Antigamente eu morava em uma ruazinha super pacata com uma padaria ao lado de casa, e o simples hábito de ir até lá quase todos os dias comprar pão me dá um sentimento de nostalgia hoje em dia xD E hoje que moro na mesma cidade, mas hoje num local mais complicado de andar a pé tranquilamente assim!
Texto perfeito. É sempre bom refletir. <3
<3
Que trabalho incrível você faz nesse blog!
Amo seus posts Au
Beijos, diarioof15.blogspot.com.br
Fico muito feliz em saber que vc gosta dele, Madu! De verdade ^.^
Muito obrigada mesmo!!!
É engraçado como nunca nos contentamos com o que temos, sempre almejamos o do próximo, achando que tudo dele é mais legal (e ele provavelmente pensa o mesmo da gente). Do que adiantar ter uma vida super atarefada, mas não ter tempo pra respirar, pra pensar sobre si mesmo, ou até sobre o nada? E do que adianta ter uma vida calma, “normal” e não poder sentir a adrenalina de um amanhã, talvez um hoje, desconhecido?
Acho que dá pra ter um pouco dos outros, mas sem perder o que é de si próprio… Pegar um dia no fim de semana e sair sem rumo, até a esquina ou cidade vizinhas, ou pegar um dia no meio da semana pra ficar em casa, de pantufas, fazendo chocolate quente e assistindo filmes. A palavra-chave é OUSAR! é só assim que se vive de verdade.
texto tão bom em sua simplicidade <3
meus posts preferidos são textos.
Que bom que gostou, Carol! <3
Mais um texto que acalenta o coração!
Sabe a sensação de achar que sua vida é um tédio e a dos outros é sempre mais agitada e mais legal? É por ai, sempre senti isso até descobrir que eu adoro minha vida pacata, minha vida simples, calma e tranquila.
Por muitos anos senti muita inveja das pessoas que viajam demais, saem demais, badalam muito, ai fui morar em BH achando que seria isso ai, badalação o tempo todo e que o agito me faria bem e adivinha só?
Hoje sinto aliviada por todos os problemas que passei terem me trazido de volta pro interior, pro calmo, pro pacato porque no final, eu sou é pacata mesmo, tenho poucos momentos de me esbanjar em uma festa, ou de ser aquela pessoa com um milhão de compromissos e corre pra todo lado.
Aprendi, acho que da melhor forma a dar valor pra esse momento de calma, ou pra essa calma que tenho na vida.
Que lindo esse seu comentário, Gabi! Tenho certeza que ajudou muita gente :)
Eu também por várias vezes desvalorizei a vida que eu levava aqui no interior pensando que uma vida badalada era X vezes melhor do que isso. Até que eu me dei conta que eu tenho o privilégio de viver em uma cidade tranquila e isso é muito bom, sim! Posso sair e badalar quando eu quiser e ao mesmo tempo aproveitar toda a calmaria da rotina daqui, que é muito boa também! Não sei se foi a idade que me fez amadurecer ou algum outro fator, mas tentei falar um pouquinho disso nesse texto de hoje!
Um beijo!
Acho que foi a idade junto com a experiência de morar em uma capital!
Sair do interior para morar em uma capital é muito confuso, você sai da calmaria do interior (especialmente em Minas Gerais kkkk’) para um turbilhão de coisas. O que você antes fazia a pé, ou gastava meia hora pra chegar passa a demorar duas horas, ou mais.
Acho que me senti mais presa que nunca morando na capital.
No final, descobri que sentia falta de andar tranquila pela rua, de ir na vendinha da esquina para sentar e conversar com as amigas, falta dos costumes do interior.
E que experiência, hein? Por um lado fica a saudade, mas por outro tenho certeza que você cresceu muito com isso, né? E esses costumes fazem muuuita falta mesmo, Gabi! Antigamente eu morava em uma ruazinha super pacata com uma padaria ao lado de casa, e o simples hábito de ir até lá quase todos os dias comprar pão me dá um sentimento de nostalgia hoje em dia xD E hoje que moro na mesma cidade, mas hoje num local mais complicado de andar a pé tranquilamente assim!
Texto perfeito. É sempre bom refletir. <3
<3
É engraçado como nunca nos contentamos com o que temos, sempre almejamos o do próximo, achando que tudo dele é mais legal (e ele provavelmente pensa o mesmo da gente). Do que adiantar ter uma vida super atarefada, mas não ter tempo pra respirar, pra pensar sobre si mesmo, ou até sobre o nada? E do que adianta ter uma vida calma, “normal” e não poder sentir a adrenalina de um amanhã, talvez um hoje, desconhecido?
Acho que dá pra ter um pouco dos outros, mas sem perder o que é de si próprio… Pegar um dia no fim de semana e sair sem rumo, até a esquina ou cidade vizinhas, ou pegar um dia no meio da semana pra ficar em casa, de pantufas, fazendo chocolate quente e assistindo filmes. A palavra-chave é OUSAR! é só assim que se vive de verdade.