
Saudade é um sentimento ingrato e controverso, semelhante à satisfação feminina: nunca é plenamente feliz.
Ora temos e lamentamos, ora não temos e desabamos em hipóteses fantasiadas de abandono e solidão.
Saudade não tem procedentes, muito menos casa. Fica largada à sorte em meio a acontecimentos que rezamos para se tornarem inesquecíveis , e acaba por ficar transitando sem saber seu lugar de origem.
É também inconveniente e dispensa avisos de chegada; Leiga como é, apega-se até ao que nunca viu ou sequer teve.
Depois de tudo, estranho mesmo é perceber que nada tem a ver saudade com distância. Afinal, quantas vezes já nos pegamos cheios de intuições e vontades de alguém que está a pouco mais de vinte passos de nós? Não há compreensão ou argumento plausível que justifique as reflexões e as batidas aceleradas quando acontece. Sendo assim, ao primeiro impulso, pegue o telefone ou saia de casa; Mande cartas, grite alto e corra ao encontro daquilo que causou o lapso.
Faça de uma dorzinha irremediável algo grandioso ao final do seu dia.

21 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
Este espaço continua sendo seu também. Comente com carinho e respeito por quem está lendo.
Que lindo!
Sem nexo total!
@Melissa,
o que está faltando? beijos
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Lindo esse texto!
Adorei é muito lindo eu ameiiii
Muito bom esse texto, nos faz pensar… A saudade não é sinônimo de distância, como você disse, por muitas vezes sentimos saudades de algo que está muito perto ou também do que nunca foi nosso. Parabéns :)
Preciso me corrigir neste aspecto! Sinto falta de alguns amigos mesmo no meu tempo de colégio. Eles ainda moram na mesma cidade que eu, mas não sei por quanto tempo.
Inspiração esse post!
Beijos mil.
Que profundo isso. É um estímulo pra as pessoas (eu, por exemplo) que deixam de fazer as coisas acontecerem por medo ou comodidade.
Ótimo texto, parabéns
Amei o texto ç.ç me tocou profundamente ;_;
saudade do Divã…é o momento.
Lindo Giovanna!!
Parabéns