Quando decidi sair de casa, no comecinho de 2011, eu achei que o meu maior desafio seria me adaptar em uma cidade tão distante e cheia de desconhecidos como São Paulo. A imagem que eu tinha daqui era aquela do livro de geografia, sabe? Um monte de formiguinha cabeçuda se espremendo em uma avenida enorme. Cruz credo! Odeio multidões. Mesmo assim, eu vim. Era onde as coisas aconteciam, né? Eu não tinha parentes ou amigos de longa data por aqui, mas eu confesso que nem fiquei pensando tanto nisso. Afinal de contas, eu tinha dezessete anos e como quase toda adolescente do interior, estava fissurada na ideia de ir pra capital realizar todos os meus sonhos. E vai por mim, a lista era extensa.
Mas sou sortuda para caramba e tudo deu certo. Não porque as coisas boas simplesmente acontecem de graça na minha vida, muito pelo contrário. Sou sortuda porque consigo me adaptar muito rápido às escolhas que faço. Essa é uma característica fundamental para se sobreviver nessa selva de pedras (acho essa descrição legal). Eu diria que também no mundo dos adultos. Não é fácil no começo, mas com o tempo aprendemos a disfarçar melhor. Observar mais e falar menos. Bem menos, viu?
Então, lembro que logo nas primeiras semanas uma amiga me disse que eu precisava tomar cuidado com fulano. Aquilo me deixou um pouco assustada, mas tomei como um conselho bem intencionado e segui em frente. Gosto de tirar minhas próprias conclusões e continuei conversando com o cara. Na semana seguinte eu liguei a televisão em um final de tarde, coisa que eu quase não fazia, e lá me disseram que eu precisava tomar cuidado com os ladrões nas ruas. Os crimes eram os mesmos de antes, mas agora eles aconteciam no “quintal” do meu apartamento. Eles aconteciam na cidade onde eu moro. Pouco tempo depois eu tive uma experiência profissional muito desagradável. Eu era completamente inexperiente em alguns aspectos, principalmente na parte comercial do blog que envolve pagamentos e notas, então tive que rebolar para conseguir entender como a banda toca com determinadas agencias. Levei prejuízo, mas ganhei experiência. “Você precisa tomar mais cuidado com essas coisas!” me disseram.
Okay.
Pera aí. Okay nada.
Eu não sabia direito o que aquelas pessoas queriam dizer. Viver em uma espécie de campo minado não era exatamente o meu conceito de vida feliz, sabe? Mas pelo que entendi, se eu quisesse continuar riscando os itens da minha lista de sonhos, buscando estrelas, eu teria que me adaptar logo.
Agora, cá entre nós, como é que a gente faz isso mesmo? Ninguém sabia dizer.
Na verdade eu nunca falei diretamente sobre isso com muitas pessoas, então eu meio que ia ligando os pontinhos e montando minhas próprias teorias e técnicas. Aliás, é curioso mas maior parte dos meus amigos de São Paulo não nasceu aqui. E cada um deles tem uma história, um backgroud de vida completamente diferente do meu. Isso foi importante no processo de você-não-é-a-única-que-passa-por-isso-querida.
Os meses mudaram e um monte de coisa aconteceu. Ao mesmo tempo.
Eu tive que me defender. Sei que vocês me acham madura e tal, mas eu também sou sensível. E quando se é madura e sensível ao mesmo tempo, você simplesmente pega todos esses sentimentos que estão te matando e engole. De uma vez só. Porque você sabe muito bem que gritar para todo mundo que tá doendo não resolve nada. Fazer draminha é perda de tempo. A única coisa que muda, no final das contas, é a comoção das pessoas que estão ao redor e não tem nada a ver com aquilo.
Eu não sei vocês, mas eu detesto que desconhecidos sintam pena de mim quando estou no fundo do poço.
Pois bem, de tanto tomar porrada e me defender, quietinha como boa mineira que sou, eu criei algo que batizei de escudo (alguém tem um nome melhor?). Um escudo invisível. Ainda é só minha pele e, às vezes, as camadas de maquiagem e o traço fino do delineador, mas entre o que eu penso/sinto e o mundo ao meu redor, o mundo onde vivo agora, existe algo mais. Não sei explicar, pouquíssimas pessoas além da minha mãe e o deu pai me viram sem ele. Não me entenda mal. Não é uma máscara ou algo do tipo. Não tem nada a ver com minha autenticidade. É como mantenho meus pés no chão.
Uma droga, eu sei.
Às vezes, eu me privo de sentir coisas, falar coisas e pensar coisas. Mentira. Penso coisas o tempo todo. Também faço, quando quero. Só que agora eu espero mais para colocar o meu coração na jogada. Vou devagarzinho com minhas expectativas, sabe? Para descobrir onde estou pisando. E foda-se o que os outros vão pensar. Pode ser o pior jeito, o mais demorado e complicado, mas, desculpa, é o meu novo jeito. E eu não faço a mínima ideia do tempo que isso vai durar.
Se tá certo? Não sei. Você sabe o que é certo? Então me explica quando a gente se encontrar.
*Ó, esse texto nasceu porque noite passada eu demorei a dormir (e tomei muito café). Acho que eu precisava organizar as ideias mesmo. Fiz tricô com aquelas antigas teorias e minha única conclusão (sinto muito) foi: o lugar mais complicado e instável que explorei nesse tempo todo em São Paulo foi a minha própria mente.
Ô labirinto complicado, sô!


48 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
Este espaço continua sendo seu também. Comente com carinho e respeito por quem está lendo.
Que texto incrível! Mudou a cidade, mudou a vida, mudou você. Pra melhor! Ser adulto não é fácil, morar em São Paulo também não, mas vale a pena! :-P
tão perfeito… tão eu… :roll:
# Volta mundo blogueirooo hahaa
Sus história é inpiradora! Te adoro! :)
Poxa Bruna,sumiu esses dias,mas ainda bem que foi por uma boa causa (livro novo *-*) ,gostei do texto,foi a primeira vez que vi um texto seu que tem todos (ou quase) pensamentos seus,confusões de pensamentos e você tentando organizar tudinho,com calma. Eu sou de São Paulo mesmo,e sempre penso na possibilidade de fazer 18 e já ir morar sozinha.Deve ser mt complicado e cheio de confusão,pq você tá sozinha e não tem mais ninguém pra ‘te organizar’ como sempre teve. Parabéns Bruna,me inspiro em você sempre e sinto orgulho de você mesmo nem te conhecendo,você cresceu e agora é uma adulta,lembro de quando entrei no seu blog e você ainda tinha seus 16 anos.Cara,tudo de melhor pra você,que consiga conquistar muito mais coisas!
Viver em uma espécie de campo minado não era exatamente o meu conceito de vida feliz, sabe? Mas pelo que entendi, se eu quisesse continuar riscando os itens da minha lista de sonhos, buscando estrelas, eu teria que me adaptar logo.
Apenas amei essa parte bru … texto lindo
beijão <3
http://docegaroota.blogspot.com.br/
Não costumo comentar aqui, mais hoje lendo esse texto resolvi deixar algo, realmente o que voce descreveu aqui faz muito sentindo pra mim, e na real Bruna, eu penso que todo mundo que entra nessa vibe de vida adulta precisa sim, ter uma mascara, o mundo exige que sejamos assim, não podemos mostrar nossa fraqueza porque se não podem usar isso contra nois, eu passou por isso também as pessoas me veem como alguém forte que esta sempre sorrindo, de bom humor como se eu não sofresse ou não tivesse problemas, mais é que desde de cedo aprendi a esconder as minhas fraquezas, se estou certa? não sei, e quem é que vai sabe ne?
Tenho a mesma sensaçao sobre cidades grandes,sou do interior de Minas,em uma cidade pertinho de Leopoldina,e um dos meus sonhos sempre foi cursar facul em outra cidade.Talvez ano que vem possa realizar esse sonho!
http://hey-chanel.blogspot.com.br
Vc poderia me ajudar? só é entrar aqui: http://migre.me/fo753 e clicar em algum link das peças?! Obrigada bjos!!
Minha relação com São Paulo é assim, entre amor e ódio.. rs mas não largo não!
Conheça nosso site, todo dia muita informação sobre tendências, curiosidades e lifestyle!
http://www.marylebone.com.br
Café + caderno/computador + pensamento acelerado por ego-sentimentos + palavras bem ditas = um ótimo texto, que reflete você e (por que não?) nós. ;)
Oi Bruna!
Desde que descobrir seu blog, vejo o quanto tem me ajudado, acreditava ser só eu a pensar, agir de formas e maneiras que nem eu entendo =/ . Agradeço muito pelo que você escreve e se expressa. Hoje estou assim perdida em meio ao caos que encontra-se meus pensamentos, sentimentos. Mais sei que no desenrolar da vida agente aprende que tem coisas e sentimentos que vão seguir por muito tempo em nossas vidas. Beijo.
Gostei demais desse texto!! Gostaria muito de conseguir construir esse protetor!! E principalmente, não fazer draminha!! kkkkkkkkkkkkkkk :-P
Eu adorei esse texto, Bruna! Me identifiquei muito. Infelizmente, é necessário engolir muita coisa pra conseguir seguir em frente, né? É a vida.
Adorei o texto! :)
E, tem razão, a mente é um lugarzinho bem complicado, e perigoso também! Acho que podemos dizer que pode ser nosso pior inimigo…
É bom parar e por as ideias no lugar de vez em quando!
Inspirador ;)
Adorei o texto, e parabéns pela coragem de se expor assim, porque é uma coisa que poucos conseguem.
Leia “Quem é você,Alasca” fala sobre o labirinto :)
adorei a sugestão <3
Li e raciocinei bastante no que tem acontecido na minha vida. Você nunca trabalhou, tipo contratada e tal, mas passou por muito do que eu passo todos os dias. E o pior, não tem muito como dar a volta por cima porque você lida com patrões e funcionários queridinhos. Mas o texto me ajudou a pensar e encarar essas situações de outro modo.
Adorei. Obrigada.
http://stripesandbuttonz.blogspot.com.br/
Amo muito os teus textos e foi exatamente por causa do blog e do livro que eu resolvi escrever também. Descobri que me dou melhor com as palavras escritas do que com as palavras faladas… Enfim, indo direto ao ponto: eu queria que tu lesse um dos meus textos e me dissesse o que tu acha. Seria muito importante pra mim. De verdade :) Bom, aqui tem um dos meus textos mais recentes, se tu puder ler eu iria ficar muito feliz! loveooutloud.tumblr.com/post/55044986273/minhas-instrucoes
Você se mudou para SP… Eu me mudei para Londres. Uma ponte gigantesca que você só pode cruzar uma vez.
Aqui, a selva se move na paisagem e seu coração petrifica, em choque, na multidão.
Centenas de culturas, línguas, cheiros e olhos numa cidade grande, sempre movimentada, sempre lotada.
É um grande sonho, verdade.
E estou vivendo meu melhor momento.
Entretanto, sinto saudades de casa. Saudades até mesmo daquele maldito jeito brasileiro que eu sempre detestei (ok, nem tanto).
Cresci em uma família muito diferente. Minha mãe descendente de alemães, meu pai, de espanhóis. Eles são cultos, e eu acabei me tornando uma garota de conteúdo. Cursei Letras no Brasil e estou estudando para fazer mestrado por aqui.
Eu, apesar de todas as dificuldades, compreendi que podemos ser parecidos como plantas: quando trocam nosso vaso, quando nos tiram de nossa terra, parte de nossas raízes ficam lá, na antiga casa. Essas raízes são as memórias que, no início são doloridas. A dor morre, apodrece. O vaso novo quase nos mata. Então nos tornamos fortes, muito fortes. E nos adaptamos a nova casa. Crescemos lindas e revigoradas.
Não foi Londres – ou SP – que mudou com o tempo. Foi o nosso coração. E, de repente, sua cidade passa a ser seu novo lar. As lembranças ficam como fotos num mural e você aceita a bandeira de uma terra estrangeira como a sua própria.
Hoje, meu DNA pode ser verde e amarelo, mas meu coração é vermelho e branco (sim, a bandeira da Inglaterra é esta:http://www.suapesquisa.com/paises/inglaterra/bandeira_da_inglaterra.jpg). Sinto nas minhas veias um sangue azul.. branco? Ainda vermelho.
Na língua, na poesia e nos pensamentos, idiomas que se misturam, uma nova identidade, um novo sotaque (como uma boa londrina).
Faz parte murchar, renascer e florescer.
Boa sorte para vc, Bruna ;)
Beijoss
Agnes
Gostei do texto. De uma forma ou de outra, em Minas ou em São Paulo, a gente vai ter obstáculos, vai cair e ter que levantar se quiser chegar até nosso objetivo. Mas no final (que não é necessariamente no fim) a recompensa aparece.
http://www.petalasdeliberdade.blogspot.com.br
Gostei, você organiza suas ideias muito bem…
Eu entendo. Entendo certinho. E não é porque me mudei, porque estive em lugares sozinha. Não é porque estou realizando meus sonhos. É porque eu cresci. E essa é a nossa parte em comum. Nós crescemos. Mudamos e o mundo mudou. Era bom aquele mundo onde nossos pais tomavam cuidado com as coisas por nós, né? Ninguém tinha que nos avisar, a gente mal tinha que prestar atenção na gente mesmo… até quando a gente ficava doente eles sacavam os sinais.
Mas crescemos. Você realizando os seus sonhos, brilhando e ganhando suas estrelas (que, olha, só você mesma sabe o real valor), eu me enfiando em um monte de coisas que nem sei se quero, mas sei que preciso porque cresci.
Como diz aquela frase “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Digo mais, cada um sabe também o quão disso o mundo deve saber. Que partes temos que gritar, que partes temos que engolir.
Saudades mesmo eu tenho quando meu maior problema era o ralado por cair da bicicleta e a vontade de não morrer de dor com mertiolate. :P
Nunca comento por aqui, só leio, mas sei lá. HEHEHEHE
Um beijo.
demaiss seu texto! acho que vc deveria publicar coisas p/ um público adulto sabe?
outro dia fui na livraria e vi que seu livro estava na seção infantil, e isso me fez pensar se realmente iria me interessar sabe, por ter um conteúdo jovem até de mais… efim, fica a dica quem sabe se vc publicar algo e ficar na seção nacional, atraísse um público maior e mais maduro!
beijos e boa sorte que vc é capaz
Amei,adorei e idolatrei o texto.Talvez seja exagero,mas me senti bem mais confortável ao ler.Você escreve muito bem! Continue assim!
Beijos! *O: A-M-O o blog, haha!
Entendo, você aprendeu a não falar logo tudo o que pensa e sente pra qualquer um, a ter a mente e os olhos bem abertos para não se afetar facilmente. Ir descobrindo as coisas devagar, analisando, sem pressas ou expectativas, para ter a certeza antes de se jogar. Entendo, porque também sou assim, desconfiada
Um dos seus melhores textos, hein Bruna! Parabéns :!:
Amo seus textos, Bruna! Me identifico muito com você, especialmente por termos quase a mesma idade. Ver você enfrentando isso me dá muita coragem, obrigada! <3
http://rascunhosecaprichos.blogspot.com.br/
bjss
“Sei que vocês me acham madura e tal, mas eu também sou sensível. E quando se é madura e sensível ao mesmo tempo, você simplesmente pega todos esses sentimentos que estão te matando e engole. De uma vez só. Porque você sabe muito bem que gritar para todo mundo que tá doendo não resolve nada. Fazer draminha é perda de tempo. A única coisa que muda, no final das contas, é a comoção das pessoas que estão ao redor e não tem nada a ver com aquilo.”
Nossa, esse trecho é perfeito. E o texto é maravilhoso. <3
http://amargosufoco.wordpress.com
Sei bem como é, também não gosto de pessoas que se fazem de coitadinhas ou ficam expondo demais seus problemas, as vezes a gente tem que saber criar esse escudo na volta da gente mesmo kk Adorei o texto, ficou perfeito!
http://www.espacegirl.com
Amei o texto, nasci aqui em sp mas muitas vezes me sinto assim, afinal todo mundo passa por mudanças :) bjos atravesdosespelhos.wordpress.com
Nossa, que texto maravilhoso! Amei!!!
Principalmente quando vc falou sobre ser madura e sensível ao mesmo tempo. É muito complicado!
http://www.alemdemim.com
to vivendo essa situação, e me fez refletir o momento em que menciona que temos que nos adaptar as escolhas que fazemos, tenho que fazer isso urgente! O texto foi maravilhoso.
Meu que texto lindo, foi ótimo ler pois li como é um pouco da sua vida [emoji]e20c[/emoji] vou fazer trextos e me inspirar em você!
http://tudo-para-meninass.blogspot.com
Ao terminar de ler, eu só sabia que tinha que vim aqui nos comentários e dizer o quanto esse textto é PERFEITO!!! Simplesmente por fluiu de dentro. Me tocou no profundo!
Incrivel Bruna!
Nós somos um tanto quanto parecidas em nossas diferenças … eu tenho 19 vou fazer 20, tenho sonhos muito parecidos dos com os teus, a maioria deles envolve estar em SP para “fazer” algumas coisas acontecerem …. em fim … mas esse lance de ser madura e sensível é a minha CARA, eu trabalho desde os 11 anos (fica tranquila nada de escravidão rsrs) e sempre me foi exigido uma MATURIDADE ENORMEEEE e eu tive que corresponder, ao mesmo tempo eu tive que tomar muito “cuidado” com os adultos, como são complicados né ?! E olha que fui traída em muitos sentidos por pessoas qual eu confiava muito, resultado aprendi a ser forte e CRIEI O TAL ESCUDO !
Hey , eu tbm sou eu mesma, os mesmos sentimentos e vontades, porém EU PRECISO TOMAR CUIDADO e essa foi a maneira, muitos que me conheciam antes dizem que eu mudei muito que eu sou mais séria e me jogo menos nas coisas … foi preciso! Eu tbm não sei se esta certo ou errado, foi a melhor maneira para mim até agora!
Então Bruna… caso leia, amiga (sim te vejo assim) “Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo” e seguir em frente tentando ser a melhor versão de nós mesmos , mas sem deixar que os outros estraguem ou afetem nossa essência … mesmo que para isso precisamos usar o escudo! Beijos …
Nossa, que texto, Bru! Foi um dos melhores até hoje, você a cada dia consegue explorar mais um tantinho do seu talento e do jeito em como você lida com as palavras. Só tenho a te parabenizar, a cada dia, mais! :mrgreen:
Bru, simplesmente AMO seus textos! Amo o jeito que vc escreve e sempre acaba dizendo o que a gente, pelo menos eu, precisa ouvir…. ESSE TEXTO TÁ MUITO BOM!!!
Ansiosa para o seu próximo livro :-D :-D :-D :-D
Amei seu texto Bru. Realmente a nossa mente é um grande labirinto, que as vezes pode ser nossa maior amiga ou inimiga. Mas a vida é cheia de surpresas e com o tempo a gente aprende a entendê-la. Faz parte. Mas felizes são aqueles que tem mentes barulhentas. O resto apenas pensa.
Vejo você e toda a história e me motivo a seguir em frente com meus sonhos. Você prova que eles são possíveis. É só você dosar um pouco de determinação e vontade.
Abraços Bru. Continue assim <3
Adorei o texto. Amo o jeito que você escreve, como você expressa suas idéias.. Me identifiquei muito (como sempre), principalmente na parte que você disse que nossa mente é um labirinto.. concordo, viu!
Texto maravilhoso, parabéns!
Bruna, acompanho seu trabalho há algum tempo, mas sou super preguiçosa para comentar, apesar de sempre curtir/compartilhar seus posts, que por sinal são maravilhosos. Eu já ia sair da página mais uma vez dando lugar a preguiça, mas ao refletir no que você escreveu, percebi que, de certa forma, você conseguiu me mostrar algumas coisas que até hoje eu não conseguia entender, e que inconscientemente eu faço para poder me esquivar de alguns sentimentos/pessoas/situações. Sei lá, você escreve de forma simples e incrivelmente profunda. Te admiro pra caramba e te desejo toda a felicidade do mundo!
NOSSA BRUNA, SOMOS MEGA PARECIDAS… CONCORDO PLENAMENTE COM TODO O TEXTO.. SENTIR PENA DA GENTE? NO QUE ADIANTA? VAI AJUDAR? NÃO, VAI PIORAR! E REALMENTE É MUITO COMPLICADO SER MADURA, BEM RESOLVIDA E AO MESMO TEMPO SENSÍVEL! :roll: COMO PODE?! AÍ NÃO TEM JEITO A GENTE ENGOLE MESMO. :cry: E PELO QUE EU PERCEBI, VC TEM A MESMA COISA QUE EU, IDADE MENTAL MAIS EVOLUÍDA QUE A REAL! ÁS VEZES É ÓTIMO, ÁS VEZES NÃO! BEIJÃO! DEUS TE ABENÇOE!
Super me identifiquei com o texto só que no meu caso não precisei me mudar de cidade pra criar meu próprio escudo, a vida me impôs fazer isso. Não sei também até quando isso vai funcionar mas por enquanto tá dando certo :-|
Nossa Bruna, lindo texto. Sei que algumas na vida são dificieis, o jeito é se adaptar sempre. Só acho que algumas vezes na vida a gente tem que simplesmente se jogar, sem pensar, sem criar expectativas, simplesmente fazer. Melhor se arrepender de ter feito, do que ficar imaginando como seria se tivesse feito. O que nos faz ser feliz é jeito que encaramos a vida, eu aprendi a enxergar o lado bom em tudo, nem que o lado bom seja apenas o aprendizado que uma situação ruim me traz. “Você só sabe o tamanho da sua força, quando sua única alternativa é ser forte.” Beijos.
Seus textos me inspiram sempre. Me inspiraram também para criar coragem de dizer tudo o que eu sinto. Ou quase… Criei um blog para escrever tudo o que se passa dentro de mim, mas não me identifico, porque tenho medo de me identificar e alguém conhecido ler e ficar sabendo de tudo sobre mim (sou mt reservada e falo pouco sobre mim). Mas um dia tomo coragem e mostro a cara kkkk ótimo texto!!