
Sexta-feira. Quase uma da manhã. Eu já estava desistindo de esperar alguma coisa interessante acontecer quando o vi surgir, como quem não queria nada, no cantinho da tela do meu computador, no meu msn. Com aquela velha foto de sempre. Com aquele velho sorriso de sempre. Eu não iria puxar assunto se ele não estivesse escutando AQUELA música. Juro.
Sei que foi hipocrisia dizer “quanto tempo”, afinal, minutos antes eu estava pensando na falta que ele ainda me fazia. Ele falou sobre o meu blog, falou sobre o meu cabelo, falou sobre minhas lentes coloridas e por último, falou da gente. Ele andava me espioanando? Não bobagem. Atualizações do orkut. Isso não quer dizer nada. Não enlouqueça Bruna. Nós estávamos quase chegando naquele “ponto morto” onde um fica esperando o outro escrever, quando ele falou algo sobre saudade.Enquanto ele jurava sentir minha falta eu jurava não acreditar nisso. Só hoje entendo que nós dois estávamos errados.
Eu fui apenas uma de suas meninas, e ele foi o meu primeiro e único cara. Minha inocência sempre o agradou e sua malícia sempre me enganou. No fundo, eu ainda conseguia me lembrar das vezes que havia me deixado plantada em uma praça deserta. Das milhares de ligações nunca atendidas. Mas, eu sentia que se eu quisesse realmente me vingar, eu deveria continuar por perto provando o quanto eu aguentei firme. Mas ele me dava mole, e no fim de cada frase minha eu deixava subentendido que se ele aparecesse na minha porta eu abriria e te deixaria entrar. Isso estragou tudo.
Depois de alguns minutos aguardando a resposta de uma pergunta qualquer, percebi que ele havia ficado offline. Sem explicações. Eu sabia que a internet não tinha caindo, e que muito provavelmente ele partiu em busca de uma “baladinha” cheia de “bebidinhas” e mulheres “bonitinhas”.
O meu problema foi demorar demais pra perceber que “carinhas” como aquele, nunca são o que parecem ser. Ali, com aquelas poucas palavras, ele parecia o cara ideal. Mas aqui, ele nunca passou de um desconhecido vazio no meu coração.

85 comentários
Uma conversa de leitora para leitora.
Este espaço continua sendo seu também. Comente com carinho e respeito por quem está lendo.
Acontec, o primeiro amr é capaz d fazermos reviver sentimentos q já se tornaram passado. Ótimo post Br. Como sempre.
andou me espionando menina?! Lamento, preciso desse texto! *-*
Preciso dizer que amei?! <3
nossa,amei de paixão *-*
acho que muitas garotas , se viram neste lindo texto ! parabéns você tem muita creatividade ! adorei seu blog , ja ta marcado na lista dos favoritos ;} bjos ;*
Esse texto faz a personagem ser você, de verdade! Adorei as palavras, as expressões empregadas, e o gostinho de despedida de uma paixão que você faz como ninguém!
eu leio seu blog a quase um ano e é até uma vergonha dizer que nunca comentei :x mas esse texto, meu Deus! parece até que foi feito pra mim. Parabéns Bruna. Eu te adoro muito apesar de nunca ter me manisfestado antes s:
Como já disseram em alguns comentários, eu me vi no seu texto Bruna, é impressionante como você soube retratar certinho tudo que aconteceu comigo. Fiquei muito surpresa, li três vezes pra saber se era o que eu tinha entendido mesmo ! haha; Parabéns de verdade, te admiro cada vez mais (:
Esse texto é tão ‘sei lá’, leio, releio, paro, reflito, recordo, escuto aquela música, olho o msn, e uma foto dele com meu nome escrito no braço, reflito de novo, Um monte de sensações e coisas estranhas. Essa Bruna, sabe bem o ponto de me fazer pensar.
Bruna já te aconteceu de gostar de outros meninos mais depois de um tempo esse cara volta a sua cabeça e meche com você novamente e por um breve minuto você acredita em algo melhor? Mas prefere deixar passar mais por medo do que outra coisa? se já o que isso significa ? isso acontece constantemente comigo D :
Meu texto! kkk
Descreve meu momento!
Parabéns belo texto!
texto perfeito ! muuito bom mesmo, na verdade, todas nós já passamos por isso, o fato é que a gente deve se permitir viver novas sensações, sucesso Br.
Acabou de acontecer comigo. Quantas vezes? Já perdi a conta.
Trilha sonora da noite? Finley Quaye – Dice. Se alguém descobrir alguma receita caseira ou alguma futura vacina contra ” o carinha de sempre” que insiste em permanecer no meu coração, me avisem! Primeira vez que posto, adoro o blog, apesar de tê-lo descoberto há poucos meses :-)