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	<title>Arquivo para Pessoal – Depois Dos Quinze</title>
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	<description>Blog de fotografia, comportamento, viagens e estilo de vida</description>
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		<title>Ouvindo vozes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Auana Sonsin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jul 2016 21:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[interior]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estava arrumando a minha escrivaninha quando comecei <strong>a ouvir vozes.</strong> Calma, não há o que temer: este não é nenhum texto de terror e não vou falar sobre fantasmas de lençol branco por aqui.</p>
<p>Fato é que, em meio à distração, as vozes começaram. Não sei por qual motivo &#8211; e duvido que o simples fato de separar canetas coloridas no porta-lápis tenha desencadeado isso -, mas elas simplesmente desataram a falar em minha cabeça, cada vez mais.</p>
<p>Meio doido, meio mágico.</p>
<p>Foi de repente e, quanto mais elas falavam, mais alguma coisa <strong>ia crescendo aqui dentro</strong>. Comecei a sentir um entusiasmo que não me visitava há um certo tempo e aquela típica sensação de ansiedade, de quem aguarda muito por algum evento, se instalou sem maiores avisos.</p>
<p>Me deu vontade de dançar e, bem, foi justamente o que fiz. Em frente ao espelho, despreocupada, como se acabasse de receber uma boa notícia &#8211; mesmo não tendo falado com ninguém. E, bom, pensando por este lado, desta vez eu realmente não falei &#8211;<strong> só ouvi.</strong></p>
<p>Também parei um pouco em frente ao espelho e curti o que vi. Antes, estava preocupada com a oleosidade da minha pele, com a textura do meu cabelo e com o tamanho do meu nariz. Agora, tudo isso se mostrava incrivelmente pequeno. Não tinha me dado conta de minha verdadeira beleza. Me deu vontade de abraçar a mim mesma e pedir desculpas por todas as coisas ruins que já pensei a respeito de cada detalhe do meu corpo (e também da alma).</p>
<p><strong>Me senti importante.</strong> Não como quem é lembrada por outro alguém quando recebe uma ligação com palavras de carinho no meio da madrugada &#8211;</p>
<p>Este é um post original Depois Dos Quinze.<br />
Veja mais em: http://depoisdosquinze.com :)</p>
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		<title>Lidando com o relógio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Auana Sonsin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jun 2016 17:14:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se o relógio fosse um ser humano, muito provavelmente seria <strong>um dos mais malucos.</strong></p>
<p>Já parou para pensar no quanto a gente mexe com ele?</p>
<p>Algumas vezes, o apressamos. Queremos que os dias passem rápido para que aquele acontecimento superlegal aconteça ou para que um momento chato, que parece se arrastar como uma lesma, vá embora de vez.</p>
<p>A aula da matéria mais complicada. A sala de espera cheia de agonia. A aflição de desempenhar uma tarefa que você não gosta, conviver com gente estranha ou fazer todo e qualquer tipo de coisa que não te agrada. Damos aquele jeitinho <strong>de botar o tempo no meio,</strong> coitado, para suar correndo na esteira dos segundos, até que os perrengues tenham o seu fim.</p>
<p>Seria ótimo poder apenas fechar os olhos e esperar tudo passar, enquanto o tempo desempenha a sua função sozinho, mas, como não dá, damos a cara a tapa. Só que sempre olhando para baixo e conferindo a duração de tudo, só para garantir que haverá um ponto final.</p>
<p>Empurramos o ponteiro, checando se ele cumpriu a sua tarefa de dar mais uma volta em torno do relógio.  Já acabou? Ótimo &#8211; e ufa, que alívio. <em>Pois era assim mesmo que eu queria que fosse!</em></p>
<p>O problema é que, assim como todos os nossos desejos e vontades, surge uma contradição. Outras vezes, o que mais queremos é que o tempo <strong>passe devagar. </strong>E o desespero vem junto com a certeza de que ele continua a rodar: por favor, apenas pare.</p>
<p>Não queremos saber do momento seguinte, do minuto que sucede, do dia que ainda virá. Isto aqui e o agora são as razões da perfeição e não há motivos para que tudo passe.</p>
<p>Este é um post original Depois Dos Quinze.<br />
Veja mais em: http://depoisdosquinze.com :)</p>
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		<title>Feliz dia das mães!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruna Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 17:25:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[cidade grande]]></category>
		<category><![CDATA[dia das mães]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/www.depoisdosquinze.com/app/uploads/2013/05/dia-das-maes.jpg?ssl=1"></a></p>
<p>Hoje é aquele dia do ano em que todo mundo resolve abrir a caixa de fotografias, esquecida no fundo do armário, para pegar uma foto antiga e postar na internet. Tudo bem, vai.<strong> No dia das mães a gente fica assim, mais sensível, mais carinhoso, mais criança.</strong> Querendo mostrar para o mundo o quão incrível a pessoa que nos colocou nele é. Pois por aqui não foi diferente. Só que dessa vez eu contei com a ajuda da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WS7BeUGTgxk#aid=P8UYQrIYqkw">FIAT </a>para fazer isso.</p>
</p>
<p>Feliz dia das mães, mamãe! Agora tô longe, mas logo logo tô aí pertinho de você.</p>
<p>Este é um post original Depois Dos Quinze.<br />
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		<title>Um breve balanço</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruna Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jun 2012 08:22:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Morando sozinha]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[sentimento]]></category>
		<category><![CDATA[Sp]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/www.depoisdosquinze.com/app/uploads/2012/06/girl-girl.jpg?ssl=1"></a></p>
<p>Parece que foi outro dia que abri a porta desse quarto pela primeira vez. Paredes brancas, janelas fechadas e alguns objetos no chão provavelmente esquecidos pelo antigo morador. Foi o primeiro e único apartamento que olhamos. A primeira vez que chamei um outro lugar de casa.</p>
<p>Na primeira semana, antes mudar de vez, enquanto ainda estava em São Paulo resolvendo detalhes do aluguel e comprando os móveis, tudo parecia novo e incrível. A parte mais difícil veio quando peguei o ônibus sozinha de Leopoldina pra cá pela primeira vez. Foi logo depois do Carnaval. Era só eu, meus sonhos e as malas enormes. Dei sorte. A poltrona ao lado estava livre. Não tive que segurar as lágrimas na hora da tradicional despedida pela janela do ônibus.</p>
<p>Cheguei em São Paulo assustada. A primeira semana talvez tenha sido a mais difícil de todas. Mesmo conhecendo muita gente através internet, era complicado estar sempre rodeada de pessoas que eu ainda não confiava de verdade. Odeio ter que conversar moderando absolutamente tudo que vou dizer. Hoje acredito que a solidão tem muito a ver com isso. Não depende de estar com uma multidão sorrindo ou trancada em um quarto escuro chorando. É questão de ter &#8211; por perto ou não &#8211;  alguém pra contar aquelas coisas que não deveríamos contar pra ninguém.</p>
<p>Bem, depois de uma ou duas semanas descobri que eu já tinha essa tal pessoa: <em>minha mãe</em>. Pois é, é bizarro admitir mas a distância fez com que nos tornássemos ainda mais próximas. E finalmente, o fato de até então não ter muitos &#8220;melhores amigos&#8221;  fez algum sentido (é melhor e mais fácil quando a gente consegue enxergar o lado bom das coisas).</p>
<p>O tempo foi passando.</p>
<p>Este é um post original Depois Dos Quinze.<br />
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