Vamos ser honestas?

postado por Bruna Vieira
12 de janeiro de 2026

A vida da gente só muda de verdade num Ano Novo se a gente fizer pelo menos UMA coisa diferente. O que ainda assim pode ser difícil, porque mudar significa lidar com o desconforto de abandonar um hábito, um ritual, um ciclo, um pensamento… Muitos deles são tão nossos que parece até que estamos desistindo da gente, mas é justamente o contrário. Quem muda se torna mais quem se é. Porque uma mudança só é sustentável quando ela é feita por um motivo em que você realmente acredita. Saber bem das coisas em que você acredita e fazer algo a respeito é a maior prova de amor já inventada.

Autoconhecimento.
Ninguém pode te dar esse presente além de você mesma.

Pensando nisso e pegando carona nas minhas reflexões pessoais, nessa segunda-feira de 2026, eu vou te contar os meus motivos pra mudar e talvez isso te ajude a descobrir os seus aí do outro lado da tela. Vamos juntas?

No último minuto do segundo tempo

Percebi que tenho o péssimo hábito de deixar pra resolver as coisas ou só tomar decisões no último momento possível. Na maioria das vezes, isso significa já não ter tanta opção. Ruim, né?! Só que, por incrível que pareça, uma parte do meu cérebro criou uma narrativa de que isso pode ser bom. Porque eu encontro conforto em não ter tanta opção. Eu já escolho tanta coisa o tempo todo, sabe? O que dá pra evitar, eu estava evitando. E tem outra coisa: se der errado, a culpa não é minha.

Mas assim, olhando com calma… se acontece toda vez e eu já até percebi isso, quem segue se colocando nessa situação? Eu mesma.

Pra ser honesta, isso é péssimo. Um desrespeito comigo mesma e com quem tá junto ou contando comigo. Porque é claro que, com a adrenalina e o desespero de quase não dar tempo, eu vou estar mais preocupada, agitada, ansiosa, tensa ou exausta mesmo. E mesmo no final tudo dando certo — porque nós somos mulheres e sabemos como virar o jogo — eu não aproveitei a melhor parte, que é de fato viver aquele momento com tranquilidade.

Lista de desejos

Ano passado eu mudei de endereço algumas vezes. Passei um tempo viajando, coloquei meu apartamento à venda e, depois, já em São Paulo de novo, me mudei pra um espaço bem menor e sem tantos armários pra juntar bagunça. Isso me mostrou o quanto eu não preciso de todas as coisas que achei que não viveria sem.

Vim de uma realidade diferente da que vivo hoje. Parte dos itens decorativos que eu acumulei não são caros, mas se tornaram extremamente valiosos pra mim porque significam uma conquista. Um dia feliz que eu batalhei pra conquistar. Uma fase boa. Andando pela minha casa, eu posso te contar a história de cada objeto, mas elas não precisam estar aqui para que essas histórias tenham acontecido, certo?

Enquanto as minhas coisas estavam empacotadas em caixas, segui firme e forte na minha rotina. Vivi meses com uma mala. Esse é justamente o tipo de mudança que eu queria ver em mim depois de uma experiência dessas, sabe? E eu não quero que isso seja algo pontual de uma fase da vida. Quero levar essa clareza comigo pra sempre.

É claro que eu vou continuar comprando coisas, mas quero que seja de uma forma consciente, em que possuir aquele objeto de fato abra espaço na minha rotina pra que eu tenha mais conforto, qualidade de vida ou simplesmente alegria. Não apenas no momento em que eu faço o pedido e abro a caixa, mas nos anos em que ele durar junto comigo.

Como, na prática, isso funciona? Se algo apareceu no meu radar e eu fiquei curiosa pra testar ou o algoritmo começou a me mostrar o tempo todo, antes de efetuar a compra eu tiro um print da tela e organizo em uma pastinha do meu celular. Lá no fim do mês, já com mais distância e tempo daquele pensamento, vou decidir se realmente a aquisição faz sentido. Spoiler: na maioria das vezes, não faz.

Isso me ajuda até a aproveitar mais as compras que eu faço e que genuinamente me fazem feliz. Tipo a minha máquina de fazer sorvete, meus óculos redondinhos da Miu Miu, meu abajur de cogumelos… Essas foram coisas que eu desejei por meses e que eu comprei não porque estava todo mundo achando legal, mas porque eu sabia que elas fariam a minha rotina ser mais prazerosa de alguma forma.

Planejando a semana

Eu começo muitas tarefas pela manhã quando abro meu computador, mas às vezes abro tantas abas ao mesmo tempo que me sinto levemente perdida sobre o que é prioridade. Sabe quando a minha memória funciona? Nos minutos antes de dormir. O que me faz ter duas opções: prometer pra mim mesma que não vou esquecer no dia seguinte e fazer o maior esforço pra isso ou fazer uma lista e anotar tudo pra finalmente conseguir pegar no sono.

Listas ajudam demais porque eu consigo visualizar o que eu preciso realizar sem o peso da empolgação ou do cansaço do momento. Muitas vezes essas tarefas são virtuais e só dependem de mim, então é uma forma de me lembrar quais são os meus objetivos daquele dia, semana, quinzena ou mês.

Organização é o grande clichê do começo do ano, eu sei, mas é a base pra que as coisas aconteçam de uma forma constante e sustentável. Porque se você der tudo de si em janeiro sem se respeitar, no meio do ano você vai estar exausta e vai abandonar tudo pela metade.

Na prática, por aqui quero pensar mais nas semanas como um todo e não misturar tarefas do dia que exigem de mim de formas diferentes. Pretendo ter o dia da escrita, o dia da gravação, o dia da burocracia, o dia livre pra possíveis eventos e o meu dia de autocuidado com unha, cabelo, consulta médica, aula de luta etc. Inclusive, tudo isso eu sempre mostro no meu perfil @oquebrunavive.

Incluir pessoas sem ter que elaborar novos eventos

Não sei qual é o momento atual da sua vida, mas a cada ano que passa eu assumo mais responsabilidades. O que é ótimo, porque eu tenho me surpreendido com a minha habilidade de ser uma adulta funcional, mas vai faltando tempo pra coisas que eu considero importantes pra minha saúde mental: a vida social.

Eu tenho bons amigos e alguns que eu amo como se fossem família, mas muitos deles eu vejo apenas algumas vezes no ano, mesmo morando na mesma cidade. Isso porque a vida é corrida e, pra dar conta de tudo, sem algum esforço vamos nos afastar cada vez mais.

Pra isso, eu bolei um plano: sempre que der, vou chamar alguém pra fazer comigo. Aula de boxe? Amiga, segue o link pra você se inscrever também. Convite pra ir no pilates com as meninas? Se eu tiver disponível no horário, essa vai ser minha atividade física do dia. Tá precisando ir ao mercado? Vamos juntas, tenho várias coisinhas gostosas pra te indicar. Cineminha depois do trabalho, que tal? Segue o link do site pra todo mundo do grupo comprar o ingresso. Sem pressão: vai quem conseguir.

Essa é a energia. Eu ainda quero papos longos em brunchs superfaturados, mas se a vida estiver corrida ou a dieta restrita, vai ser assim que eu vou continuar me fazendo presente na vida de quem eu mais amo. Vamos realizar tarefas juntas.

Preparando meu corpo pro maior desafio da existência dele

Estamos preparadas? Não sei, mas 2026 vai ser o ano em que eu pretendo começar a tentar engravidar. Sim, titias e titios, lá pelo final do ano — tipo novembro ou dezembro — quando a nossa obra já tiver ao menos encaminhada, vamos começar a planejar a nossa família.

Meu namorado quer ter muitos filhos, sempre disse isso desde o primeiro date. Eu ainda tô aqui tentando entender como preparo meu corpo e minha cabeça pra aproveitar cada etapa da experiência de ter o primeiro.

Uma confissão: eu tô animada com a gravidez, mas preocupada com as mudanças dos primeiros anos. Tem tanta coisa em mim que eu preciso melhorar e organizar antes de viver isso. Quero conseguir delegar mais, me estressar menos com coisas pequenas, melhorar a minha comunicação, a minha habilidade de impor limites e por aí vai.

De forma prática, o que eu quero é ter bons exames de sangue e estar vivendo um período mais tranquilo profissionalmente pra conseguir curtir a gravidez, a fase de bebê do nosso filho, enfim. Conversamos muito sobre isso aqui em casa. Eu cresci querendo a minha independência e emancipação mais do que tudo. Me tornar responsável por um serzinho parecia, na minha cabeça, uma ameaça a tudo isso, mas acho que ter um parceiro presente e igualmente comprometido com a missão faz toda a diferença.

Meu namorado e eu paramos de consumir bebida alcoólica. Interrompi o tratamento com minoxidil e, como já contei pra vocês, entrei na terapia. Comecei a fazer consultas com a minha ginecologista, e o cirurgião vascular é o próximo passo; depois, fisioterapia pélvica. Vamos começar uma obra juntos em breve e, quando ela acabar, pretendemos nos mudar de vez pra Atibaia. Quando tiver mais detalhes sobre todos esses assuntos, eu volto aqui e conto. Mas esse é um objetivo e tanto, né?!

Quero saber dos planos de vocês pra esse ano. Das pequenas vontades aos sonhos que você ainda nem falou em voz alta. Me conta? Eu quero que a gente volte aqui juntas em dezembro pra dizer o que fizemos com tudo o que aconteceu.

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