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Vídeo: mostrando o álbum de família

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No final do ano todo mundo fica meio nostálgico. Resolvi aproveitar esse clima de retrospectiva que tá rolando na internet pra gravar um vídeo onde mostro várias fotos e conto fatos da minha infância no interior. Parece que foi ontem, mas essas fotos foram tiradas lá nos anos 90. E aí, vamos voltar no tempo comigo?

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Sobre ser legal consigo mesmo

autoestima

Você está prestes a sair para um compromisso que planejou por dias. Escolheu a melhor roupa, fez todos os seus truques de maquiagem, passou batom vermelho para chamar atenção. E então, minutos antes de sair, esbarra os olhos no próprio reflexo. Pronto. Tudo vai por água abaixo. Você pensa: estou feia. E a coisa só piora quando você chega a terrível (e equivocada) conclusão de que não apenas está feia, mas é assim.

Autoestima é uma coisa complicada. Para todo mundo. A primeira coisa que nos vem à cabeça quando esta palavra é citada em uma conversa é a monstruosa imagem do espelho. Se estamos falando da sofrida fase da adolescência, então, o problema se multiplica. A gente encarna uma bruxa da Branca de Neve às avessas e questiona sem parar: espelho, espelho meu, há alguém no mundo mais feio do que eu?

No dicionário, autoestima está assim: a aceitação que o indivíduo tem de si mesmo. Nada de aparência na definição. Nada de “outros” também. É autoexplicativo: trata-se do acordo silencioso que você faz consigo mesmo de que é um cara bacana, uma menina legal, uma pessoa bonita, alguém que merece todo o carinho, cuidado e, principalmente, todo o respeito do mundo (dos outros e de si mesmo).

Na teoria é fácil, é claro. A gente acorda, se olha no espelho e, ainda que de cara lavada, acredita piamente que ali está o reflexo de uma pessoa maravilhosa. Na prática, são outros quinhentos. Há as espinhas, os aparelhos, as gordurinhas, os pneusinhos, as celulites, as estrias, o cabelo que não obedece, o nariz grande demais, a altura exagerada, as paranoias, os defeitos que só a gente vê, as neuras, as neuras, as neuras, as neuras…

Pior de tudo é que, no mundo real, a maioria de nós precisa não só da aceitação interna, mas também a aceitação de todas as pessoas que vivem ao nosso redor. E, de vez em quando, as pessoas são cruéis. E dizem coisas que machucam. E chamam as outras pessoas de gordas, girafas, narigudas. E dizem que você não deveria usar tal saia porque seu quadril é grande demais. Porque está destacando sua barriga. Porque deixa você menor.

No fundo, no fundo, a verdade é que a gente cresce querendo buscar a perfeição. E, como a gente nunca consegue alcançá-la, a gente acaba apontando o dedo para os outros. E, enquanto aponta no outro aquilo que, supostamente, é imperfeito, acabamos apontando, pelo menos, outros três dedos para nós mesmos e nossos próprios “defeitos”.

Até que um dia você repara que perfeição não existe. Todo mundo tem falhas, todo mundo erra, todo mundo acha um cabelo branco uma vez na vida, vai mal em alguma prova, recebe uma medalha de bronze no lugar de uma medalha de ouro. Acontece com todo mundo. Um dia a gente acorda se achando linda, no outro nem tanto assim. Um dia a gente ganha, no outro a gente perde. O que não dá é pra viver se diminuindo perante tudo e todos na vida. O que não dá é pra sobrevalorizar tanto as nossas falhas e esquecer todas as coisas legais que a gente faz, a pessoa legal que a gente é.

Ninguém precisa ser o mais lindo do mundo, o mais sexy, o mais magro, o mais alto, o perfeito. Dá para se cobrar menos, sabe? Há muitas coisas na vida além do espelho. Entender isso é o primeiro passo para começar a respeitar suas próprias “imperfeições” e melhorar a forma como você se vê. E, te garanto, ter alta autoestima é bom para você e para todo mundo, afinal, te ajuda a ficar mais feliz. E, como dizem por aí (não sei quem é o autor), gente feliz não enche o saco, não é?

Não é fácil, mas dá para rolar uma ginástica mental. É tipo cantar Naldo, sabe? “Pra ficar maneiro joga a autoestima lá no alto! Alto, em cima, alto, em cima, alto, em cima, em cima, em cima, em cima…”. Opa, a música não é assim? Ah, é quase isso…

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Livro: “Preciso Rodar o Mundo” de Michelli Provensi

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Ano passado fiz aula de teatro por alguns meses. Foi uma experiência legal porque além de aprender técnicas para me posicionar melhor diante da câmera e perder o restinho da timidez que me restava, conheci muitas pessoas.

Lembro que a turma era cheia de jovens que sonhavam em trabalhar na televisão e no teatro. Algumas meninas eram modelos fotográficas e queriam começar a fazer comerciais (o cachê geralmente é bem maior). Embora eu não tenha ficado até a conclusão do curso, nos nossos almoços e conversas no shopping depois da aula, acabei conhecendo um pouquinho mais desse universo. Também já estive nas semanas de moda e no backstage de alguns desfiles. Sei muito bem que por trás de todo o glamour dos editoriais e dos segundos de passarela existe uma realidade muito diferente da que as pessoas imaginam por aí. É justamente sobre isso o livro “Preciso Rodar o Mundo” fala.

Michelli Provensi é uma modelo internacional que nasceu em Maravilha, interior de Santa Catarina, e iniciou sua carreira aos 16 anos. Em mais de dez anos no mercado, Michi, como é conhecida, morou em sete países e dividiu a casa com mais de 120 modelos. Ela já participou de desfiles nas principais semanas de moda do mundo e até lançou um rap no Youtube.

O livro mostra a sensibilidade e também o senso de humor da modelo ao relatar momentos nada comuns no cotidiano da maioria das pessoas. Um convite pra ver a vida aos olhos de Michelli, uma garota muito inteligente que assim como todas as pessoas profissionalmente bem sucedidas que conheço, precisou abrir mão de uma porção de coisas pra chegar lá. A leitura é muito fácil e agradável para aspirantes de modelo e curiosas em geral (tipo eu!). Ler sobre as aventuras que se passam nos quatro cantos desse planeta é saber mais sobre moda e beleza, mas é também descobrir muito do próprio ser humano.

“Preciso Rodar o Mundo – Aventuras Surreais de Uma Modelo Real”, publicado pela editora Da Boa Prosa, tem 235 páginas, uma capa bem colorida e ainda algumas fotos/prints pessoais da modelo no miolo. O livro está disponível por R$ 31,90 na Saraiva Online.

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Alguém já leu ou ficou afim de ler? Comentem!

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Tudo o que aprendi sobre amizade

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Amigo é aquela pessoa que te faz sorrir e ver o lado bom das coisas, mesmo quando tudo tá uma merda. Essa é a definição mais real sobre amizade que você vai ler na vida. Se não fizer nenhum sentido, sinto muito, mas talvez seja uma boa ideia sair e conhecer pessoas novas.

O colégio é o nosso primeiro contato com o mundo. É quando saímos da bolha criada por nossos pais e somos obrigados a conviver com outras pessoas. Indivíduos totalmente diferentes. Por mais que tudo pareça divertido no jardim de infância, toda aquela tinta na roupa e brincadeiras com músicas, não é fácil perceber que as outras pessoas não nos amam logo de cara. Soa egoísta, mas é a verdade. Nós já nascemos recebendo amor e carinho de toda a família. Aí num pelo dia decidem que precisamos passar horas com pessoas estranhas que não dão a mínima pra gente.

Chame-o de colega.

Aos pouquinhos, vamos descobrindo que é preciso conquistar e cativar sentimentos para que as coisas funcionem. Se você empresta o brinquedo, amanhã talvez você possa brincar com o dele também. Se você divide o sanduíche hoje, talvez semana que vem ele te ofereça um pedaço de maçã. Se você oferece o ombro quando preciso, talvez depois ele te dê o melhor dos conselhos.

A vida é feita de trocas. Materiais ou afetivas. Cada pessoa oferece o que tem de melhor e é um pouco mais fácil quando a outra pessoa se parece com a gente. O gosto musical. O jeito de se vestir. O sonho. A personalidade. Nesses casos, nem precisamos nos esforçar tanto. Enfim, podemos ser quem gostaríamos de ser e ainda ganhamos um superpoder: comunicação por olhar.

Chame-o de amigo.

Na adolescência tudo acontece ao mesmo tempo. O corpo muda, as responsabilidades crescem e nosso pobre coração, que então descobrimos não ser tão bonitinho e simples quanto costumávamos desenhar na folha de papel, vai sendo remendando uma porção de vezes. É sempre quase o fim do mundo, mas uma boa noite de sono nos faz mudar de ideia.

Cada fase nos torna um pouquinho mais fortes. Cada conselho nos deixa um pouquinho mais sábios, mas ainda precisamos de boas companhias para sobreviver a pressão do ensino médio e a hierarquia do colegial. Parece mais fácil quando estamos perto dos populares, eu sei, mas essa é a maior besteira que já inventaram. Ilusão pura.

Cada pessoa precisa do seu próprio tempo e espaço. 

Os seres humanos mais legais que conheço e também sofreram por não conseguir fazer parte de algum grupo. Preferiram não seguir o tal padrão obrigatório e adivinhem, se tornaram adultos corajosos e cheios de ideais. Não pense que eles são solitários. Conheceram pessoas ao longo da vida, pessoas que também pensavam diferente, mas os aceitaram mesmo assim. Por que não? Nos encaixarmos na nossa própria vida já é tão difícil. Imagina na que as pessoas idealizam pra gente? Impossível. Oscar Wilde já disse e eu assino embaixo: “Be yourself; everyone else is already taken.”

Lembre-se: um dia feliz com uma boa companhia é sempre ainda mais feliz. 

Adoro ficar sozinha. Aprecio o silêncio. Ler meus livros, assistir muitos episódios seguidos daquela série que ninguém gosta, ouvir músicas no fone de ouvido ou ficar atoa na internet sem precisar dizer nenhuma palavra. Só o barulho do teclado e a luz apagada. Gosto mesmo, mas isso não é tudo. Cheguei a conclusão de que perdemos muito quando nos limitamos a fazer apenas as coisas que estamos acostumados a fazer. É por isso que os outros são tão importantes. Um “sim” para um velho convite pode mudar tudo. Essa eu garanto.

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