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Se puder, viaje!

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Viaje. Se eu pudesse lhe dar apenas um conselho na vida, seria esse: viaje. Para a cidade ao lado, um outro país, uma ilha paradisíaca, uma praia inexplorada, um point de turismo, um bairro que você nunca visitou. Viaje na história de um livro, nos seus próprios sonhos, naqueles planos que, vez em quando, você acha que nunca vai realizar. Viaje com muito dinheiro, sem um tostão no bolso, com um superguia preparado, sem saber pra onde ir, de carro, de ônibus, de avião ou de carona em uma nuvem. Apenas viaje.

Viaje porque viajar é uma das melhores coisas da vida. Porque sair da bolha em que a gente vive o dia-a-dia, te juro, é essencial. Porque sempre dá pra crescer conhecendo gente nova, outras culturas, outras ruas, outras vielas, outros sotaques, outras risadas. E é bom conhecer sonhos, planos e maneiras diferentes de viver a vida. Seja naquela rua em que você nunca foi, naquele livro sobre um outro país ou indo conhecer aquela famosa praia do Nordeste. Viaje para entender porque a gente vive falando que não há nada como voltar para casa. Sem sair, você nunca vai saber de verdade aonde quer ficar.

Acorde um dia e se torne um turista. Em sua própria cidade mesmo, enquanto não der para ir mais longe. Em seu próprio quarto, até na internet, vendo vídeos de outros lugares. Saia do óbvio, abandone um pouco suas repetições e se proponha a conhecer coisas novas. Não se limite a barra de favoritos de seu navegador. Que site novo você já conheceu hoje? Que mundo novo você quer conhecer?

Guarde os centavos, deixe de comprar aquela blusinha muito cara, economize no que puder economizar. E, um dia, abra o mapa mundi e escolha: que locais do mundo você quer ir? Não desanime porque hoje você ainda não consegue. A gente nunca sabe aonde pode chegar. Mas leve este conselho: viaje. O máximo que puder, para os lugares mais impensados, da forma que for possível a você. Se puder, viaje. Porque viajar, pode anotar, é um dos maiores investimentos da vida. E você vai me agradecer um dia.

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Passado acabado

texto-kah

Desculpa, parei de falar sobre você. E, automaticamente, parei de lhe dar notícias sobre a minha vida, o meu dia-a-dia e o meu coração. É que as coisas andam tão corridas por aqui que não tive tempo de olhar para trás e caçar em que canto do meu quarto você foi parar. Aliás, essa é a maior verdade que eu ainda posso falar sobre a nossa história: ela ficou ali, parada em nosso passado, como um quadro bonito que, vez em quando, gosto de observar. Mas só, querido. Só.

Escrevi muitos textos sobre você. Uma parte de mim quis que você voltasse, então sofri. Muito, mais do que achei que sofreria. Chorei por horas e me vi assistindo aqueles filmes água-com-açúcar que eu jurava que nunca iria assistir. Pior: chorei com eles. Acredita? Se não acredita, também não me importa. Essa é outra novidade que não te contei: deixei de ligar para as suas opiniões.

Talvez seja difícil para você, aí de fora, aceitar que minha vida seguiu. Afinal, passei tanto tempo remoendo o nosso romance, nos encaixando em canções românticas das minhas bandas preferidas, te vendo em cada rosto de mocinho do cinema. Minhas amigas não acreditaram quando eu contei. Minha família também não. Meu pai ainda tem dúvidas e questiona em cada almoço de domingo. Eles não entendem como fui forte e madura para esquecer você assim, tão rápido.

Mas esqueci você, se é o que está se questionando aí. Arranquei cada pedacinho de nós dois do meu coração e fui viver a minha vida, como você insistiu que eu deveria fazer. Cuidar dos meus problemas, não foi esse o conselho? Segui as instruções e te digo: gostei de onde você me levou. E é por gostar tanto que não volto, perdão. Pode ficar aí com as minhas lágrimas, as suas promessas baratas e o meu jeito inocente e bobo de acreditar em você. Deixo que desfrute o quanto quiser da menininha ingênua que você conheceu, mas aqui, agora, só há uma mulher ocupada demais para seus joguinhos de Don Juan.

Quanto a você, deixou de ser meu problema. Por isso, fique aí, bem longe, fazendo o que bem entender. Deixei de me preocupar, querido. Beije quantas quiser, iluda tantas outras mais, brinque com o coração de quem aceitar seu jogo. Seja feliz, querido. Por Deus, seja feliz sem uma louca como eu aos seus pés. Porque, contrariando a todos, eu te esqueci. Mas difícil e insuportável mesmo não foi te esquecer, foi amar você.

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Querido 2014…

ano-2014

Querido 2014, queria deixar algumas coisas bem claras logo de cara. Acho, mesmo, que é importante a gente já estabelecer algumas regras logo no começo. E, aí, eu cumpro daqui as minhas obrigações e você cumpre daí as suas. Combinado?

Seja intenso, 2014. De um jeito que só vocês, anos pares, sabem ser. Me ensine o que tiver que ensinar – eu quero crescer, abrir a mente, olhar novos horizontes – mas seja cauteloso com as dificuldades. Sei que nem sempre dá para ser bom, mas se tiver que ser ruim, faça-o com cuidado e calma. Espere que eu respire fundo e arranje forças sabe-se-lá-de-onde para encarar a parte ruim que você possa trazer. Mas seja bom também, por favor. Aliás, seja ainda melhor do que todos os outros anos anteriores. Estou apostando tudo em você.

Vou correr atrás dos meus sonhos. Esta parte você pode deixar nas minhas mãos. Não espero que me entregue nada de graça, mas, se puder, mostre-me com mais clareza as oportunidades. E eu trato de agarrá-las. Seja divertido também, porque não há tristeza que não melhore com uma boa dose de bom humor. E acho que isso é o mais importantes que espero de você: risadas.

Traga pessoas novas para a minha vida. E lugares novos. E chances novas. E aprendizados novos. Traga novidades. E eu faço de tudo isso o melhor que eu puder fazer. Aliás, acho que este é o trato que podemos estabelecer: tentar o máximo possível. Eu e você. Fica combinado assim?

Não copie 2013. Foi um ano bom, é verdade. Mas acho que não dá para ficar olhando para trás. Então, providencie um mar de ondas boas, leves e novinhas-em-folha. Porque, para mim pelo menos, você já vai começar todo especial. E, por isso, espero muito de você.

Não espero, porém, que a gente viva uma eterna lua de mel, 2014. Talvez a gente brigue ao longo do caminho. Talvez eu te odeie um pouco. Talvez eu diga, algum dia, que você é um dos piores anos da minha vida. Mas tomara que, lá na frente, o balanço final seja bom. Tomara que tudo dê certo. E, se não der para dar certo, tomara que haja força e fé o suficiente para encarar, também, as derrotas.

Venha com tudo, 2014. Faça o que tiver que fazer. Vamos lá, chegou a hora. Que seja bom, doce, divertido, alegre, acolhedor e tudo mais que tiver que ser. Tomara que me ensine – o que tiver que ensinar. E tomara que seja único. Você e eu, 2014. De mãos dadas até o final. E, se não for pedir muito, tomara que você seja o melhor tempo de nossas vidas. O melhor ano até agora. Ou o que der para ser. Combinado?

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