Tudo o que aprendi sobre amizade

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Amigo é aquela pessoa que te faz sorrir e ver o lado bom das coisas, mesmo quando tudo tá uma merda. Essa é a definição mais real sobre amizade que você vai ler na vida. Se não fizer nenhum sentido, sinto muito, mas talvez seja uma boa ideia sair e conhecer pessoas novas.

O colégio é o nosso primeiro contato com o mundo. É quando saímos da bolha criada por nossos pais e somos obrigados a conviver com outras pessoas. Indivíduos totalmente diferentes. Por mais que tudo pareça divertido no jardim de infância, toda aquela tinta na roupa e brincadeiras com músicas, não é fácil perceber que as outras pessoas não nos amam logo de cara. Soa egoísta, mas é a verdade. Nós já nascemos recebendo amor e carinho de toda a família. Aí num pelo dia decidem que precisamos passar horas com pessoas estranhas que não dão a mínima pra gente.

Chame-o de colega.

Aos pouquinhos, vamos descobrindo que é preciso conquistar e cativar sentimentos para que as coisas funcionem. Se você empresta o brinquedo, amanhã talvez você possa brincar com o dele também. Se você divide o sanduíche hoje, talvez semana que vem ele te ofereça um pedaço de maçã. Se você oferece o ombro quando preciso, talvez depois ele te dê o melhor dos conselhos.

A vida é feita de trocas. Materiais ou afetivas. Cada pessoa oferece o que tem de melhor e é um pouco mais fácil quando a outra pessoa se parece com a gente. O gosto musical. O jeito de se vestir. O sonho. A personalidade. Nesses casos, nem precisamos nos esforçar tanto. Enfim, podemos ser quem gostaríamos de ser e ainda ganhamos um superpoder: comunicação por olhar.

Chame-o de amigo.

Na adolescência tudo acontece ao mesmo tempo. O corpo muda, as responsabilidades crescem e nosso pobre coração, que então descobrimos não ser tão bonitinho e simples quanto costumávamos desenhar na folha de papel, vai sendo remendando uma porção de vezes. É sempre quase o fim do mundo, mas uma boa noite de sono nos faz mudar de ideia.

Cada fase nos torna um pouquinho mais fortes. Cada conselho nos deixa um pouquinho mais sábios, mas ainda precisamos de boas companhias para sobreviver a pressão do ensino médio e a hierarquia do colegial. Parece mais fácil quando estamos perto dos populares, eu sei, mas essa é a maior besteira que já inventaram. Ilusão pura.

Cada pessoa precisa do seu próprio tempo e espaço. 

Os seres humanos mais legais que conheço e também sofreram por não conseguir fazer parte de algum grupo. Preferiram não seguir o tal padrão obrigatório e adivinhem, se tornaram adultos corajosos e cheios de ideais. Não pense que eles são solitários. Conheceram pessoas ao longo da vida, pessoas que também pensavam diferente, mas os aceitaram mesmo assim. Por que não? Nos encaixarmos na nossa própria vida já é tão difícil. Imagina na que as pessoas idealizam pra gente? Impossível. Oscar Wilde já disse e eu assino embaixo: “Be yourself; everyone else is already taken.”

Lembre-se: um dia feliz com uma boa companhia é sempre ainda mais feliz. 

Adoro ficar sozinha. Aprecio o silêncio. Ler meus livros, assistir muitos episódios seguidos daquela série que ninguém gosta, ouvir músicas no fone de ouvido ou ficar atoa na internet sem precisar dizer nenhuma palavra. Só o barulho do teclado e a luz apagada. Gosto mesmo, mas isso não é tudo. Cheguei a conclusão de que perdemos muito quando nos limitamos a fazer apenas as coisas que estamos acostumados a fazer. É por isso que os outros são tão importantes. Um “sim” para um velho convite pode mudar tudo. Essa eu garanto.

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E você, dezembro, o que me traz?

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Eu sempre gostei de final de ano. O clima de festas, presentes, bom velhinho, carinho, solidariedade, doações. Aquela coisa que tanta gente reclama, que diz que é hipocrisia, mentira, alegria falsificada. Eu não; ver dezembro se aproximando sempre foi motivo para comemorar (mesmo que, hoje, infelizmente, o mês já não seja sinônimo de férias de verão). É nessa época que, afinal, temos a oportunidade de olhar para trás e fazer a retrospectiva dos outros onze meses em que, muitas vezes, as coisas não foram fáceis.

Sou da teoria que nós precisamos reacender a esperança sempre. Porque a gente abre o jornal no primeiro dia do ano e já vê desabamento. E já vê enchente. E já vê roubo, corrupção, assassinato, tragédia, acidente. A gente passa mais de 300 dias por ano lembrando como o homem pode ser ruim, como ainda há preconceito em pleno ano de 2013, como a mulher ainda encara machismo 24 horas por dia.

De janeiro a novembro, minha esperança vai morrendo pouco a pouco. Vai sendo esmagada pela rotina, esmurrada pelas notícias, espancada por comentários horríveis na internet. O mundo vai fazendo de tudo para eu deixar de acreditar que ainda tem jeito. Que ainda dá para melhorar, que tem sempre um caminho, uma luz minúscula no fim do túnel.

Sim, eu amo dezembro. E as luzinhas de Natal. E as renas do papai Noel. E as festas de família. E as cartinhas das crianças, os pedidos, os presentes, a onda de solidariedade, o discurso de “vamos ajudar ao próximo”. Porque, se esse é mesmo apenas mais um mês de puro consumo, como vivem dizendo por aí, minha maior compra é sempre a esperança. E pode me julgar por continuar sendo uma boba que não deixa de acreditar.

Continua parecendo tudo uma grande mentira a você? Que tal, então, transformar em um pouquinho de verdade? Doar um presente, ser o papai Noel de alguém, aprender a respeitar o jeito daquela tia que você não gosta? Dezembro começou; e se isso não significa nada para você, tudo bem. Desejo um ótimo mês do mesmo jeito: a você e a todo mundo. Porque, nesse mês, saio distribuindo por aí aquele pedido do Caio tão divulgado nas redes sociais: que seja doce.

Um doce dezembro a você, então.

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Como eu aprendi a olhar o lado bom das coisas

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Ao acordar no dia 13 de Agosto de 2011, mais uma vez atrasada, eu não imaginei que minha vida mudaria ali, tão rapidamente. Coloquei meu tênis verde de cano alto, uma blusa de frio colorida, a jaqueta e uma legging preta, saí correndo na chuva, fui atravessar a rua correndo e um ônibus me atropelou, parecia uma filme, parecia que ia acabar rápido e logo eu estaria na cama, acordando atrasada de novo.

Mas não foi bem assim.

Ao perceber que não era um sonho, que eu não fazia noção de que horas, dia ou ano aquilo acabaria e a única coisa que conseguia fazer era pedir para Deus que continuasse viva, soube que minha vida acabara de mudar.

Muitas fraturas e muito, muito sangue perdido. Depois de alguns dias na UTI, fui para o quarto, veio um médico me contar o que me esperava pela frente e me falou algo que nunca esquecerei: para sobreviver, usei 10 bolsas de sangue do banco do hospital. Ele me pediu ajuda para repor, me contou a atual situação dos bancos de sangue espalhados pelo Brasil e eu senti algo forte, uma mistura de gratidão com obrigação. Eu precisava contar aquilo para as pessoas, eu precisava ajudar outras Carolinas, Marias, Pedros, Brunos e outros tantos que chegassem no mesmo estado que eu cheguei, precisando de sangue para sobreviver.

Com a ajuda de amigos, gravei um vídeo chamando para a doação de sangue e recebi o maior presente da minha vida, o Projeto Vai, Doa! Não fiz nada sozinha, muitos amigos estavam comigo, me apoiando, visitando, me ajudando a espalhar o pedido, os amigos de internet, esses que a gente nunca abraçou de verdade mas consegue sentir tão próximo como aqueles que estão no nosso convívio, começaram a mandar fotos doando, divulgando e falando sobre doação.

Hoje, depois de 2 anos e alguns meses, estou completamente recuperada e o Vai, Doa! não morreu, ele se tornou nosso projeto pessoal (sim, todos vocês são #vaidoa) e com a ajuda de mais amigos, nos juntamos para contar para mais pessoas a importância de doar sangue.

O projeto Indiretas do Bem (que acredito que vocês já conheçam e amem, assim como eu) está fazendo uma missão – #instadobem11 ~ o que é VIDA para você? – e também divulgando no blog informações sobre doação, nada mais do bem do que salvar vidas, não é mesmo?

A Tastemade, que é uma network de vlogs de culinária, criou a playlist “Receitas do Bem” com vídeos de seus canais de culinária ensinando comidinhas e falando sobre doação, afinal, quem doa sangue precisa se alimentar direitinho!

E a Bruna Vieira, que além de querida é uma das pessoas que mais nos inspira hoje, cedeu esse espaço no blog para que a gente possa falar sobre doação.

Um dos objetivos do Vai, Doa! é desmistificar alguns tabus sobre doação, como por exemplo: você sabia que menor de idade pode doar sangue? A partir dos 16 anos, você pode ir até o banco de sangue com seus pais e eles autorizarem sua doação, não precisa esperar a maioridade para salvar vidas!

No Tumblr do Vai, Doa! além de informações como essa, vocês podem saber onde doar, quem pode doar e ainda mandar sua foto doando, isso ajuda a incentivar quem tem medo ou nunca pensou em doar. Caso você ainda seja menor de 16 ou por algum motivo não possa doar, saiba que falar sobre isso com os amigos, parentes, compartilhar pedidos de doação já ajuda muito, todas as pessoas que conseguimos levar para doar a partir do Vai, Doa! ficaram sabendo por amigos, pela internet, portanto, todos podem ajudar a salvar vidas!

Hoje estou totalmente recuperada, mãe de 5 gatinhos e essa foi a minha forma de olhar o lado bom de um acontecimento ruim e reconhecer o valor de amizades sinceras, sejam elas digitais ou não. Portanto, atravesse na faixa, doe sangue e olhe sempre o lado bom das situações negativas, saiba que por mais difícil que seja, sempre fica algum aprendizado positivo e nos tornamos pessoas melhores, pessoas capazes até mesmo de salvar outras pessoas.

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