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7 sinais de que o seu namoro está no caminho certo

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Estar com a pessoa certa vai muito além de “ele curte as mesmas bandas que eu”. Há características que são bastante relevantes para o relacionamento fluir bem e é delas que vou falar agora. Claro que não existem fórmulas mágicas ou táticas infalíveis, afinal, estamos falando de relacionamentos, né.

Os 7 sinais que escrevi aqui foram baseados não só em experiência própria como também nos conselhos valiosos que recebi ao longo da minha vida. Espero que possam servir de inspiração para vocês.

1. O respeito é via de mão dupla

Vocês sabem que cada um precisa ter seu espaço e cada um possui seus limites. Afinal, são duas vidas bem diferentes que estão convivendo entre si. Vocês respeitam a opinião do outro, além de suas crenças e paixões. Não é porque você está em um relacionamento que o seu namorado precisa concordar com tudo o que você diz ou gostar das mesmas coisas que você.

2. Vocês confiam um no outro

Você nunca fuçou o Facebook dele e não se importa quando ele sai com os amigos? Isso se chama confiança. Ter confiança é um grande passo para que o relacionamento seja tranquilo e leve, sem tantas cobranças e brigas. Na minha opinião, ciúme não é bom – mesmo que seja só um pouquinho, porque nos faz imaginar coisas que nunca existiram de verdade.

3. Minha avó já dizia: admiração

Eu tenho uma avó que sempre me fala: “para dar certo, é preciso admiração”. Para ela, quando a admiração acaba, o relacionamento também está prestes a acabar. Se pararmos para pensar, até que tem uma certa lógica. Admirar atitudes ou o jeito de ser é uma forma de mostrar que não há competição.

4. Falando em competição…

Competição num relacionamento pode ser bem perigoso. A ideia de que a outra pessoa é um “rival” não faz bem, vai por mim. Vocês dois estão jogando no mesmo time, lembra? Comemorar o sucesso do outro faz parte de um relacionamento saudável. Se as vitórias da outra pessoa parecem ser as suas próprias, vocês estão no caminho certo.

5. Ninguém fica remoendo passado

O que passou, passou. Como minha mãe sempre diz, “é para frente que se olha”, e ela está certíssima. O que vocês dois passaram em antigos namoros ou na vida de solteiro não tem nada a ver com o relacionamento de agora.

6. Existe humildade entre vocês

Quando falo de humildade, não é para se rebaixar ao outro. Isso se chama submissão. Humildade é reconhecer que você disse ou fez algo errado e ter a coragem de admitir. Chegar e pedir desculpas não é um bicho de sete cabeças. Todo mundo erra e esse é um ato necessário para a boa convivência do casal. Vocês ainda estão aprendendo um sobre o outro.

7. Conseguem ver o lado positivo das discussões

Sim, todo casal briga. O que depende é a quantidade de vezes e a intensidade – e ainda, se a discussão fez os dois aprenderem. Brigas bobas, sem motivo e bastante frequentes podem ser um sinal ruim. Mas se vocês discutem e cada vez aprendem mais sobre o outro, talvez seja um bom sinal. Isso mostra que vocês estão empenhados em fazer o namoro dar certo.

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Sobre pessoas que ainda amam

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Você ainda sorri. É bonito isso: o fato de você ainda sorrir. Afinal, não dá para chorar todos os dias por causa de desamores passados, você me diz. E isso me dói um pouco, porque eu chorei tanto por você. Mas eu também não choro e você deve considerar isso um grande avanço considerando o tanto que eu te amei. Aliás, este é meu tempo verbal: amei. E depois disso resolvi deixar o amor para pessoas insanas. Que nem você.

Você ainda ama. Depois de tudo, depois de todas as vezes, depois de todos os fins. Você ama quem resolver aparecer. Você ama quem der a oportunidade. Você ama as chances de deixar o amor acontecer. Acho que isso é uma das coisas que eu mais admiro em você: você continuar amando mesmo depois do amor ter provado que não presta.

Mas você ainda se entrega. Se joga do precipício sem pensar se alguém vai te salvar lá embaixo. Não pensa que vai acontecer de novo. Que vai quebrar a cara outra vez. Você continua aí, apostando no amor romântico, achando que uma hora encontra a mulher dos seus sonhos ou, então, aquela que aceite dividir os sonhos com você. E eu acho isso bonito.

Quanto a mim, não dá. Pra acreditar no amor de novo, explico. Cansei de buscar o final feliz. O cara certo. O amor ideal. Eu encontrei muitos pedaços de laranja até descobrir que a minha metade é estragada. Eu demorei até aceitar que eu não nasci pra isso.

Mas eu acho lindo que você ama com tudo. E, de longe, fico aqui admirando a sua coragem. Admirando pessoas como você. Que amam, muito, depois de tudo. Que ainda tentam apesar do coração partido, das portas batidas e das conversas não conversadas. Vocês que ainda amam no fundo do polo, no escuro, quando a gente acha que o amor não resolve mais nada.

E, não sei, mas acho que o mundo é um pouco mais bonito por causa de vocês. Por causa de quem não desiste. Por causa de quem se entrega. Quem leva essa coragem enorme no peito para aceitar amar quem ainda nem sabe direito como se ama. E eu olho pra você e penso que o mundo não é um lugar tão ruim assim, querido. Porque eu sei que, em algum lugar, alguém ainda sabe direitinho o significado do que é amar.

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Maternidade na adolescência – O meu “Depois dos Quinze”

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A cada 10 bebês nascidos no Brasil, 3 são filhos de jovens com idade entre 12 e 19 anos. Essa história de gravidez na adolescência pode soar estranha, mas certamente também soa familiar para muita gente que já passou pela situação ou conhece alguém que a vivenciou, seja um parente, uma amiga, uma vizinha ou uma conhecida.

Na TV, nas revistas e em muitos meios de comunicação esse é um assunto tratado com frequência, mas é estranho ver que muito se fala das meninas grávidas e pouco é mostrado a respeito de como vivem as mães jovens após o parto. Se essa é uma curiosidade, uma dúvida ou mesmo uma coincidência, hoje é dia de dividir uma experiência de vida por aqui e mostrar que assim como em muitas outras situações na vida, é possível superar as dificuldades com leveza e amor.

A história que vocês conhecerão hoje é o meu “Depois dos 15”. Meu nome é Zilah e me tornei mãe aos 15 anos. Hoje tenho 28 e minha filha, a Mariana, 13. As coisas nem sempre foram lindas e cor de rosa, como já é de se esperar que aconteça com a maternidade na adolescência, mas hoje em dia, quando olho para trás vejo que tudo foi aprendizado, construído com muito amor, paciência e apoio da família. Esse último item é sem dúvida o mais essencial de todos e o que não me deixou em momento algum perder as estribeiras ou abandonar meus sonhos (e os estudos!).

  • A NOTÍCIA

Quando descobri que estava grávida do meu primeiro namorado tinha apenas 14 anos e escondi a notícia enquanto pude, até que chegou uma hora em que os enjôos e a sonolência eram tão grandes que a minha mãe começou a desconfiar. Um belo dia tivemos uma conversa sincera e aí veio a notícia: eu estava grávida de quase 4 meses. A primeira coisa que minha mãe me disse (depois de quase cair pra trás com o susto) foi que eu não pararia de estudar e que enquanto eu precisasse, ela me ajudaria. E assim foi.

A notícia foi um susto para todo mundo: família, amigos, colegas da escola e as pessoas com quem eu convivia. Ninguém espera esse tipo de novidade. Por várias vezes tive de enfrentar os olhares atravessados e as rodinhas de fofoca enquanto passava pelo corredor do colégio e isso algumas vezes me incomodava, mas era um incômodo passageiro, pois eu sabia que as pessoas mais importantes (leia-se família) estavam do meu lado.

A gravidez em si acabou sendo uma época muito tranquila, com exceção do dia em que comi dois potes inteiros de bala delícia com recheio de brigadeiro e passei mal bem na noite de Réveillon, à meia noite. Não sei se essa tranquilidade se deveu aos fato que sempre fui uma pessoa que demora a cair na real e quando cai já é tarde para se preocupar ou se por motivos que desconhecidos, a vida se encarrega de levar a gente por esse caminho a fim de evitar sofrimento.

  • FACULDADE E TRABALHO

Durante todos esses 13 anos da Mariana ter a família ao lado fez toda a diferença. Sinceramente não sei como seriam as coisas caso contrário, pois sempre houve apoio e participação, tanto nos momentos felizes e quanto nos mais complicados.

Graças a isso, me formei no Ensino Médio sem nenhum atraso e cursei os quatro anos de faculdade em Publicidade e Propaganda sem problemas. Além disso, não deixei de aproveitar as festas com as amigas durante esse período, mas é claro que não aproveitava tanto quanto as meninas que não tinham filhos. Muitas vezes era preciso abrir mão de uma saída para cuidar da Mari, mas sinto que aproveitei o que pude e vejo que pela frente ainda tenho muito o que aproveitar. Em 2006, com a ajuda dos meus pais viajei para o exterior pela primeira vez, morei dois meses em Londres e apesar de essa ter sido uma experiência incrível, também foi muito difícil, pois sentia muita saudade da Mari e chorava diariamente.

Quando consegui meu primeiro emprego, senti muita falta do tempo livre que tinha para cuidar da pequena, mas pensava: “Essa é a situação normal da grande maioria das mães, então não há nada de errado nisso”. E foi somente aí, quando a Mari já tinha quase 08 anos, pude começar a aprender o que é ter independência.

Por mais que muitas vezes a imaturidade e a dependência financeira dos pais me fizessem sofrer, nunca me senti uma mãe pior só porque era mais nova e menos experiente. Acredito que uma folha não cai de uma árvore sem que esse seja seu destino e na vida tudo acontece porque tem que ser, não há como mudar e não há porque ficar chorando pelo o que já foi ou pelo que poderia ser. Por mais que você tropece e muitas vezes leve um tombo feio, existe sempre a chance de se levantar e seguir em frente de cabeça erguida (mas cuidado para não levantar muito o nariz e perder a humildade), dando sempre o melhor que há em você.

O maior empecilho para uma mãe adolescente é muitas vezes não ter maturidade para tomar algumas decisões sozinha e ter os aprendizados da adolescência em um ritmo diferente. Muita coisa é atropelada e mais pra frente, acaba fazendo falta. A gente se sente muito madura para certas coisas, como administrar horários, tarefas e educar, enquanto sente que no passado faltou um pouco mais de liberdade e de tempo para se conhecer melhor, ficar deitado no quarto ouvindo música, lendo livros e comendo besteira ou passar uma tarde inteira fora de casa com os amigos, fazer aquela viagem ou ir àquela balada. Somado a isso, não ter independência financeira é outro ponto que acaba chateando muitas adolescentes que têm filhos e continuam os estudos.

Hoje é possível ver o quanto maturidade e independência são importantes para nos sentirmos mais confiantes e aí sim, pensarmos em ter uma vida para cuidar além da nossa. Maternidade é responsabilidade e hoje considero que também é independência. E por estas e por outras razões biológicas as quais não domino, a adolescência não é a fase mais adequada para ter filhos e a melhor maneira de prevenir a gravidez e também as DST’s é simplesmente usando preservativos durante as relações sexuais.

A gravidez na adolescência é algo que nem de longe recomendamos a alguém. Mas se por um descuido isso acontece, não podemos ter outra posição que não seja encarar as coisas de frente e arcar com as consequências que qualquer decisão importante traz. No meio disso tudo, se tem uma coisa que aprendi desde os meus 14 anos é que o amor de mãe é puro, verdadeiro e incondicional. E por mais erros que cometamos, há sempre a chance de fazer as coisas se resolverem da melhor forma possível. Hoje tenho uma companheira e amiga, com quase metade da minha idade e o mesmo tamanho, que está sempre ao meu lado me apoiando, me dando broncas, sendo linda e adolescente, como eu era há pouco tempo atrás.

Texto escrito pela leitora Zilah Rodrigues do Toda Coisinha.

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