A saudade e todo o resto
04/11/2012

Eu detesto passar pela sua rua. Sempre que preciso ir para o seu lado da cidade, faço de tudo para não passar pelos lugares que me lembram você. Se eu passo pela sua cafeteria preferida, escuto sua risada. Se passo pelo banco em que você ficava sentado desenhando, sinto seu cheiro. A pior parte de todas é quando passo pelo seu prédio e lembro do seu abraço. Vou lembrando de você assim, em doses homeopáticas, para ver se diminuo a dor de saber que, enquanto passo pela sua rua, você não vai aparecer.

Guardo você em pedacinhos pequenos. Tenho suas últimas mensagens salvas no celular, para ler toda vez que a falta aperta de verdade. Mandei revelar as fotos em que nós parecíamos mais felizes, para lembrar que um dia tudo foi mesmo mais fácil (e para ter a esperança de que um dia vai voltar a ser). Montei um cd inteirinho com as músicas que você gravou para mim. Eu preciso lembrar da sua voz de vez em quando, para ter certeza de que não estou ficando louca, imaginando alguém que não existiu.

Não gosto de dizer que é saudade. Não é possível que tudo isso se explique em apenas uma palavra. Que mágica é essa que faz esse buraco inteiro caber aí nessas sete letrinhas? Não é só saudade, é uma falta absurda, um buraco que não preenche nunca, uma vontade de me enfiar no primeiro avião que me leve para perto de você. Falando em mágica, já inventaram alguma que me teletransporte toda noite aí para o seu lado, só para me dar a certeza de que toda essa distância vale mesmo a pena?

Eu leio as notícias de tecnologia todo dia, só para ver se alguém já inventou um aparelho que diminua esse espaço entre a gente. Celular, internet, webcam. Nada disso mais é suficiente. Eu quero você aqui, ou me quero aí. Se for pedir muito, então só me deixa guardadinha no seu abraço. Eu juro que não faço bagunça, não faço barulho, nem causo muito estrago. Eu só quero ser parte de nós dois de novo na realidade, e não só nas minhas lembranças.

Passo longe da sua rua, na esperança de passar qualquer hora, na verdade, mais perto de você. Escuto suas músicas, contando os dias para te ouvir cantar no meu ouvido de novo. Olho nossas fotos, só para lembrar do seu sorriso. E te espero, você e o seu abraço, que é o melhor lugar do mundo. Um dia você volta e a gente vira realidade outra vez. E descobre que distância passa, saudade passa, mas nosso amor não. Nosso amor fica. Maior ainda.

Comente
19 de dezembro
31/10/2012

19 de dezembro de 2013. Meu Deus, como o tempo passou rápido. Se tudo tivesse sido diferente desde o começo, hoje, nós completaríamos exatos seis anos juntos (dois como melhores amigos). Era impossível olhar no calendário e não reparar naquele número. Eu ainda conseguia me lembrar das vezes em que esquecemos de comemorar a data do “aniversário mensal” de namoro. Tão distraídos as besteiras do dia a dia. Mas tudo bem, sempre nos perdoávamos pelo erro, afinal de contas, ainda tínhamos todos os outros dias para fazer isso. Diferente de agora.

Enquanto prolongava os minutos na cama, desobedecendo o despertador, voltei no tempo. Para ser mais preciso, o dia em que nos despedimos de vez. Lembro que eu estava empolgado com minha nova vida. Mudar de cidade, fazer estágio, entrar na faculdade… tudo seria perfeito se, por culpa do destino, seu futuro não fosse em um lugar tão longe. Até aquele momento não tinha ideia no quão difícil seria. Alguns meses antes, quando imaginava a despedida ou quando alguns dos nossos amigos perguntavam como seria, me convencia, de um jeito muito egoísta, que algo surpreendente aconteceria antes. Um furacão. Uma proposta irrecusável mais perto. Uma ordem da família. Mas no fundo, sempre soube que seu talento era grande demais para aquela pequena cidade. Que mais cedo ou mais tarde alguém descobriria e te roubaria de mim.

Eu te admirava muito. Acreditava que era a garota mais sensível que eu poderia conhecer nessa vida. Não é pra menos, né? Você sempre surpreendia todos ao redor com seus planos para o futuro. Para você, com certeza, não existiam limites. Já, infelizmente, para o que eu sentia… Não me entenda mal. Eu não sabia o que fazer com tudo aquilo que quase explodia dentro do meu peito. Era tão estranho imaginar que algum tempo depois você simplesmente viraria a página em que escrevemos, nos últimos anos, nossa história. Eu não queria fazer parte só das suas lembranças, mas também não queria dividir o futuro com ninguém. Nenhum detalhe. Principalmente com pessoas que tenho certeza, teriam uma vida bem mais interessante que a minha. Você sabe, aqueles seus amigos da internet. Ainda sinto um pouco de ciúmes quando penso que você conheceu, conversou, enfim, foi você, com cada um deles.

Isso me fez ter um repulso enorme de tudo que tivesse a ver com o seu futuro. Você vivia me cobrando um pouco mais de companheirismo. Mas como eu poderia me sentir feliz por saber que a cada boa notícia, mais concreto a ideia da mudança se tornava? Hoje sei que foi besteira, mas enfim, aquela minha antiga versão pensava assim. Aquela minha antiga versão agia assim.  Não entenda mal. Jamais torci para o seu fracasso. Eu apenas acreditava que sua vitória seria mais feliz se estivesse ao meu lado. Mas hoje penso e admito, eu queria sim você do meu lado. Mas ainda não estava verdadeiramente do seu lado.

Peguei a chave do carro e fui até sua casa. Não pude deixar de lembrar que aquela era a última vez que eu faria aquele caminho para te encontrar e te beijar, abraçar, apertar… Você morava do outro lado da cidade. Desde que nos conhecemos, fiz aquele trajeto pelo menos umas mil vezes. Aliás, agradeço até hoje a Joana por ter nos apresentado naquela festa chata que acabou se tornando uma das mais importantes da minha vida. Você estava tão linda com aquele vestido estampado. Não consegui tirar os olhos por um minuto. Depois, lembro de ter me esforçado bastante para conseguir ser seu amigo por tanto tempo.

Toquei a campainha e logo escutei o latido da sua cadelinha barulhenta. Ela me olhou da janela e logo reconheceu. Respirei fundo e pedi, fazendo aquela voz que você sempre fazia, para que ela chamasse logo a “mamãe”.

Dessa parte em diante as coisas ficam embaralhadas na minha cabeça. Como o final de um filme ruim. Quero dizer, um final sem final feliz. Acho que fiquei tanto tempo tentando bloquear isso da minha memória, que por defesa, fantasiei coisas. Criei duplos sentidos nas frases que dissemos e nos olhares que trocamos. Era mais fácil acreditar que você já não gostava tanto de mim como no começo do namoro. Que nós conseguiríamos voltar a ser só amigos algum tempo depois. Enfim, criei desculpas que justificam minha escolha: terminar.

Esse foi nosso combinado. Sem dores. Nós simplesmente não ficaríamos mais juntos, como namorados, mas continuaríamos conversando e trocando respondências online.  Acho que nas últimas semanas você queria desistir dessa bobagem. Mas eu, já convencido e no fundo um pouco ansioso para minha nova vida, te convenci que era melhor daquela maneira.

Definitivamente não foi. Eu senti sua falta cada segundo nos dias seguintes. Como já era o previsto, mudei também pouco tempo depois. Faltava pouco o para o inicio das aulas e logo em seguida, finalmente começaria o estágio na Light, maior companhia de energia elétrica da região. A cidade era diferente. Isso me fazia acreditar que não existiram lembranças de você. Ah, como eu estava enganado. Cada coisa nova que eu via ou vivia, me dava uma vontade enorme de compartilhar com você. Não no seu mural. No seu ouvido. Aliás, por favor, qual é a marca do seu perfume? Eu senti ele em todas as garotas que me aproximei nos três meses seguintes.

Os meses foram se passando, e a falta de convivência e os ciúmes que foram surgindo (duvido que eram todos gays naquela festa), fizeram com que em menos de um ano, nos tornássemos apenas desconhecidos. Triste, mas real. Você tinha sua nova e perfeita vida. E eu ainda continuava andando com os nossos mesmos amigos, fazendo absolutamente as mesmas coisas de sempre. O que tornava tudo ainda mais complicado. Afinal de contas, minha vida não tinha mudado tanto assim. E tenho certeza, na sua agenda não sobrava sequer um minuto para pensar em mim.

Depois de quase um ano conheci uma garota de verdade. No trabalho. Ela era diferente das outras que tinha me envolvido até então. No começo até comparei com você em uma coisa ou outra, mas depois, descobri que ela era especial e tinha suas próprias peculiaridades. Ficamos juntos por um bom tempo, me diverti bastante, e adivinha? Em uma noite assistindo um filme que não lembro direito o nome, no sofá do meu apartamento, disse o primeiro “eu te amo” depois de você.

Ela me deu um beijo demorado, disse que também me amava. E aquilo me confortou por dentro. As coisas estavam caminhando. Com certeza o sentimento não era ainda o que construímos no tempo em que passamos juntos, mas eu sabia que aquela garota me faria muito feliz. Era uma questão de amar o futuro um pouquinho mais do que eu amava – e sentia falta do – passado. Ou melhor, de você.

Dei espaço e ela entrou na minha vida de vez. Acredita que ela até se tornou melhor amiga da minha irmã? Viajamos junto com a família toda para o nordeste, nas férias de 2011. Foi com certeza um dos melhores momentos da minha vida. Tudo era tão colorido e real. Nada de lembranças. Era um presente do presente.

Queria te contar agora um final feliz, mas isso só seria possível se em uma madrugada de agosto, eu não tivesse inventado de ir em uma exposição que estava acontecendo na cidade vizinha. Se não me engano, já fomos nela alguma vezes. Ela, ao contrário da senhorita, adorava uma festa. Não perdia a oportunidade de ver pessoas e encontrar amigos. Topou na hora e ficou pronta em 20 minutos. Passei de carro, e pegamos estrada. Queria colocar uma música legal para já irmos entrando no clima. O show principal era do Skank. Pedi então para que ela se abaixasse e pegasse os CDs do meu pai, que como você deve lembrar (ele não mudou nadinha), ficavam escondidos debaixo do banco de passageiro. Nesse segundo, apareceu na estrada um cachorro branco, e o pior aconteceu. Para desviar, joguei o carro para a direito e batemos com tudo em uma árvore enorme. O carro estava em uma velocidade considerável, mas com cinto, nada teria acontecido. Só que graças a mim, ela não estava mais usando. Isso mesmo, a culpa da morte dela foi totalmente minha.

Aquilo parecia um pesadelo. Cena de filme de terror. Eu deveria ter morrido no lugar dela. Queria pegar a dor dos pais dela, no velório, e injetar no meu peito. Ficar de luto eterno e nunca mais sair do meu quarto. Mas na vida real, não é assim, né? Tive que abrir as cortinas. Fui para o trabalho e juro, nunca achei que me sentiria daquele jeito de novo. Na verdade, era ainda pior. Acho que a gente só esquece de verdade a dor de uma antiga lágrima quando deixamos outra escorrer. No meu caso, o destino me obrigou a deixar.

Abri os olhos assustado. Tinha ficado pelo menos 40 minutos ali na cama. Escrevendo, mentalmente, uma carta para alguém que eu nem sabia mais se ainda se importava comigo. Levantei com um pulo, e corri para o banheiro. Liguei o chuveiro e, enquanto a água molhava meu cabelo, me perguntava, o que será que minha ex primeira e agora única melhor amiga estaria fazendo naquele exato momento? Com certeza, se eu ainda tivesse coragem de ligar, ela saberia exatamente o que dizer.

Comente
Adulta de primeira viagem
23/10/2012

Dizem que a vida adulta começa quando você termina a faculdade. É mentira. Nada supera o frio na barriga e a responsabilidade de estar prestes a enfrentar seu primeiro dia de trabalho. Principalmente quando essa grana pagará o lugar onde você vai dormir todos os dias e os seus prováveis programas de final de semana. Isso me faz lembrar dos planos que eu costumava fazer com minhas melhores amigas na sétima série. Nós teríamos a profissão dos sonhos, o namorado dos sonhos, o apartamento dos sonhos e dinheiro para fazer viagens pelo mundo periodicamente, e claro, combinarmos encontros. Já que nessa época estaríamos morando em países diferentes.

Bom, como vocês já devem ter sacado, não rolou. O ensino médio não foi o melhor momento da minha vida. Conheci um garoto e fiz algumas besteiras. Acho que dei trabalho demais para os meus pais. Talvez eu tenha sido a ovelha negra da família e meu vô tenha morrido com desgosto. Todos queriam saber qual seria o meu curso na faculdade, e só conseguia pensar no próximo episódio da minha série predileta.

Acho que não nasci com nenhuma vocação. Não sei escrever bem, detesto matemática e sangue me faz querer vomitar por cinco dias seguidos. Isso exclui 90% das profissões legais e emocionantes que existem. É, porque naquela época trabalhar com algo que tivesse rotina parecia inaceitável.

Primeiro fiz faculdade de administração. Desisti na metade. Aí tentei hotelaria. Dessa vez tinha que dar certo. Na época, todas as minhas amigas estavam formando e algumas até já tinham encontrado o amor de suas vidas. E eu morando na casa dos meus pais, com pôsteres colados na parede e uma latinha de Coca perdida em algum lugar do chão. Eu fingia que estava tudo bem. Mas na verdade eu queria morrer todos os dias só de pensar em passar algumas horas presa em uma sala com pessoas que pensavam completamente diferente de mim. Tranquei de novo e por último, tentei publicidade.

Com vinte e poucos anos você já viveu uma boa porcentagem da vida. Não o suficiente para saber o que fazer com ela, mas o bastante para se afastar de certas coisas e pessoas. Sabia muito bem que era privilegiada pela vida que levava, afinal de contas, meus pais nunca me obrigaram a pagar meus gastos. Mas ainda sim, faltava alguma coisa. As saídas no final de semanas eram divertidas, mas vazias. Os caras que conhecia na faculdade eram interessantes, mas eu vivia de saco cheio. Encarando cada acontecimento da minha vida como fosse uma obrigação. Não é legal viver assim. Alguma coisa precisava mudar. Foi aí que, logo depois da formatura, resolvi mudar de cidade e ir em busca de um trabalho que consegui graças a indicação do meu professor de marketing.

Minha nova cidade não fica tão longe de casa. Posso voltar, se quiser. Mas pela primeira vez na vida, sinto que estou vivendo minha própria história e não as consequências por deixar com que as coisas aconteçam por si só. Meu apartamento é pequeno e ainda faltam alguns móveis. Quero dizer, meu lar ainda não tem cara de casa. Minha vizinha é uma velhinha simpática que tem dois gatos de estimação. Não me acostumei com o fato de ter que andar pra lá e pra cá de metrô. Multidões me assustam. É meio assustador saber que as pessoas ao meu redor não me conhecem ou se importam comigo. Sentimento de filha caçula, né? Eu sei. Mas vai passar. Assim como o medo de dormir sozinha. O medo de altura em um prédio no décimo terceiro andar.

Bom, chega de papo. Falta pouco para minha estação. É o meu primeiro dia e eu estou vestindo meu vestido predileto. Maneirei na maquiagem e escolhi aquela sapatilha antiguinha que não machuca. Meu perfume tá ok, ninguém espirrou quando passou por perto. Juro. Ai, espera, é essa. Licença, vou descer. Obrigada! Próxima estação: Vila Mariana.

Comente
Pensamentos de taxímetro
09/10/2012

Peguei táxi porque estava atrasada. Expliquei o endereço escondendo o sotaque para ver se dessa vez o taxista, agora sem rosto, me levaria para o endereço sem muitas voltas nessas ruas cinzas e idênticas de São Paulo. Queria chegar logo e na hora, mas isso seria impossível porque quando sai de casa faltavam exatamente dois minutos para o horário marcado. Demoro esse tempo para descer as escadas.  Mas, vai, pega o caminho sem muito trânsito nesse horário, eu não faço ideia, só me leva daqui. Pela Alameda fulano sei lá o que. Essa mesmo.

Nesses momentos me sinto adulta. Mas ainda sim, sozinha. Nessas ruas cheias de desconhecidos apressados. Fico olhando de longe, através da janela. Imaginando onde eles vão e de onde eles vem.  Rapazes, garotas, crianças, algumas árvores solitárias e cachorros de raças que eu nem sabia que existia  Aí, que saudade da minha cadelinha que ficou em Minas. Se ela tivesse aqui seria mais fácil. Sinto falta de abraçá-la no meio da noite. Da festa que a casa vira quando chego de qualquer lugar. Odeio esse silêncio que fica. Odeio ter que tomar cuidado com a chave.

Vim pra cá porque não queria ser mais uma pessoazinha perdida no mundo. Mas a única coisa que essa cidade tem feito é me fazer sentir assim.  Conheço pessoas diferentes todo santo dia. Mas ainda sim, cada vez acho elas mais rasas e iguais. Não lembro nomes, endereços ou o número do celular.  Eu nem sei mais direito quem sou eu. Me desconheço, no espelho, no restaurante, na fila do metrô. Tenho medo de me esforçar demais tentando entender as coisas. Já ouvi histórias de pessoas que não aguentaram a pressão e desistiram dos seus sonhos. Eu no futuro me mataria no presente se fizesse isso agora. Eu no passado não fazia ideia disso tudo.

Não gosto dessa música que está tocando na rádio. Mas o dia tá lindo e eu adoro o sol que bate na minha cama pela manhã. Ele faz o meu quarto parecer cenário do filme. Adoro minha bagunça. Todo mundo pergunta como eu consigo sobreviver assim. E eu penso, como vocês conseguem viver com tanta espaço?

Algumas ruas daqui já contam histórias. Aquele beijo. Aquela vez que sai da balada e comi qualquer besteira com o pessoal em um restaurante com nome engraçado. Aquela reunião no prédio vermelho que nunca deu em nada.  Naquele momento, respirei fundo e lembrei das outras coisas boas que estavam acontecendo ao mesmo tempo na minha vida. Das lembranças que andavam preenchendo outras lembranças. Enchi meu coração de esperança e minha mente de novas ideias.

A vida às vezes é deixar um pouco pra lá. Sem apagar ou se apegar. Matar a saudade, mas do futuro.  O destino precisa de um pouco de espaço para um simples abraço. Abrir a janela dos nossos sentimentos e deixar o vento mudar a ordem das prioridades. Até parar de ser um esforço e se tornar uma certeza. Pode custar, um real, uma noite ou um texto, mas no final vale a pena.

É mesmo impossível escolher o que me fará feliz. Mas é possível afastar o que me faz triste. Simples, o resto às vezes não é só o que sobra. O resto pode ser o que temos e no final das contas, nos completa.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo taxista confirmando o endereço.

- Isso, naquele prédio espelhado com letreiros. Quanto deu?
- 34,70.
- Não precisa do troco. Até!
- Boa dia, menina!

Comente
Um conselho só
08/10/2012

Oi meninas! O post da tag entre amigas de hoje é um pouco diferente do comum. Eu, Dreisse, não quero falar somente de uma garota, mesmo sabendo que cada vez que isso acontece, eu atinjo um público muito grande. Hoje eu quero mesmo é falar para todas vocês: Para todas que escreveram para o blog e que não tiveram o email publicado. Para todas que já tiveram o email publicado e até mesmo para você que ainda não escreveu.

Enfim, o DDQ recebe uma leva imensa de emails (nesses quatro meses foram mais de 1000 e-mails!) todos os dias sobre diversos assuntos, diversos pedidos de conselhos e ajuda, e leio (acreditem!) pacientemente todos os emails que recebemos, mas infelizmente não é possível a publicação de todos eles.  Tento ao máximo selecionar emails que não só a garota que enviou seja ajudada, mas sim que várias garotas se identifiquem com a história também.

Acontece que a maioria e eu ainda me arrisco a dizer que 80% dos emails têm sempre um ponto-problema em comum: a auto-estima. Porque, a meu ver, tudo está ligado a ela. A insegurança no namoro, a confusão que criamos sobre nós mesmos na nossa mente, o problema com as amizades. Querendo ou não, tudo está ligado a um só ponto: a gente. E acreditem garotas: são muitas, muitas meninas com histórias tão parecidas, mas tão singulares que eu sinto uma vontade imensa de abraçar cada uma de vocês toda vez que leio um e-mail diferente. Por isso, hoje, eu só queria deixar um conselho que fosse comum a todas: Se amem acima de qualquer coisa, por favor. Não deixem que o namoro mal resolvido, as amizades não tão sinceras, aquele “ficante” que sumiu no dia seguinte ou aquela briga terrível com sua irmã abale sua auto-estima. E pior que isso: não deixem que vocês mesmas acabem com ela! Aquela gordurinha a mais ou a menos é detalhe. O dia chuvoso que deixa a gente pra baixo sempre passa e não é justo que garotas tão novas se sintam tão tristes e insatisfeitas com si mesmas. Corram atrás dos sonhos de vocês! Não é impossível. Se querem emagrecer, engodar, mudar de cidade, fazer um intercâmbio ou milhares de outras coisas mais, façam por onde! Sempre é possível e a gente sempre pode conseguir. Basta tentar.

Outra coisa que quero pedir é que vocês tenham calma, muita calma. O tempo nem sempre é justo, mas ele passa para todo mundo e com ele as mudanças vêm também. Muitas de vocês são muito novas e parecem ter pressa e vontade de viver tudo logo. Calma, garotas! Tudo ainda vai dar certo. A vida só está começando para todas nós! E acreditem: problemas acontecem diariamente na vida de todo mundo e não se resolvem sozinhos! É necessária uma dose de empenho, duas de paciência e muita, mas muita vontade de ver as coisas dando certo.

Não sintam-se vítimas da vida. Sintam-se autoras da suas vidas. Não se preocupem em parecer bonitas demais para os outros ou interessante demais para alguns. Preocupem-se em estar bem com vocês. Lembre-se que para ser feliz é necessário o mínimo de esforço e o máximo de vontade. Ser feliz não dói e a vida está aí, pra quem é corajoso e sabe ousar. Arrisquem-se, meninas!

E na próxima semana, os posts voltaram como vocês já estão acostumadas, por isso continuem mandando emails para [email protected] contendo sempre nome, idade e cidade/estado. É incrível ver o carinho de vocês e somos muito gratas por tudo isso! E lembrem-se: Nós sempre estaremos Entre Amigas!

Comente
Página 6 de 27« Primeira...45678...Última »