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5 maneiras de superar a solidão

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Mais difícil do que manter um namoro ou uma amizade é estar em paz consigo mesmo. Muitas vezes, conhecemos bem nossos amigos e pouco saberíamos a nossa reação em uma determinada situação. A solidão não é de todo ruim. Ninguém aqui está falando para você morrer sozinho, com 15 gatos a tiracolo.

O fato é: ter conhecimento sobre si mesmo te ajuda até na relação com outras pessoas. Amar a si mesmo é o primeiro passo para amar outro alguém. Claro que não é fórmula mágica, é uma construção. Algumas dicas podem ser úteis para você começar a trabalhá-las no dia a dia.

1. Não baseie o seu valor pela opinião dos outros

Claro que em alguns momentos gostamos de ouvir o que as outras pessoas têm a dizer, principalmente se vem de quem amamos. Começamos a basear nosso valor na atenção e nas opiniões que essas pessoas nos dão – e isso não é saudável. Não deixe que os outros definam quem você é.

2. Não espere que outras pessoas te façam feliz

Ninguém irá te amar tanto quanto você pode amar a si mesmo. Muitos de nós crescemos com filmes que nos prometem a pessoa certa, que irá nos completar. Pode parecer radical, mas… e se essa pessoa for você mesmo? E se você começasse a se tratar como seu verdadeiro amor? O amor-próprio precisa estar acima do medo de estar sozinho.

3. Saiba que namoros não vão resolver seus problemas

Não caia de cabeça em uma relação porque está sozinho. Namorar com a pessoa errada ainda fará você se sentir só, mesmo que esteja com alguém (literalmente) do seu lado. Ao invés de agarrar alguém para sumir com a sua solidão, aprenda a viver com isso. Apaixone-se quando estiver preparado – e não se sentindo sozinho.

4. Aprenda a se amar e se valorizar

Acredite: você merece ser feliz e merece coisas maiores na vida. Aproveite o tempo para conhecer a si mesmo. Você não precisa ser igual aos outros. Seja corajoso o suficiente para ser diferente. A única pessoa que pode te fazer feliz de verdade é você mesmo.

5. Não gaste muito tempo pensando nos seus erros

O perdão não é algo que fazemos para os outros. Fazemos para nós mesmos, para nos sentirmos bem e seguirmos em frente. Todo mundo erra. Perdoe-se pelas escolhas precipitadas que você fez no passado. Elas não definem quem você é agora, elas definem quem você foi e, ainda bem, as pessoas evoluem.

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Playlist: uma trilha sonora para os dias tranquilos

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Tem dias que só uma boa playlist consegue me acalmar. Pensar nos problemas ou esquecê-los por alguns minutos que seja é muito melhor quando temos a trilha sonora certa. Por isso, com a ajuda dos leitores que curtem a fanpage do blog lá no Facebook, fui no Rdio e escolhi os títulos que conseguem transformar qualquer clima e de quebra nos inspirar. Será que você precisa desse sonzinho hoje, hein? Escuta aí!

Qual música sempre consegue te acalmar?

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O que um dia de Lollapalooza me ensinou sobre solidão

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Ao sair o line up do Lollapalooza no ano passado, estava certa de que queria ir. Só de poder ver Imagine Dragons, Phoenix, Lorde e Muse tão perto, ficava bastante animada. Escolhi apenas um dia para não me cansar demais, já que minha experiência em 2012 frequentando os dois dias do festival tinha sido totalmente exaustiva. Assim que liberaram quais bandas iriam tocar em quais datas, conversei com uma amiga e combinamos de ir no primeiro dia, 5 de abril.

Comprei meu ingresso feliz da vida. Estava contando os dias para o festival até que percebi que iria sozinha. Minha amiga não tinha comprado o ingresso e ninguém que eu conhecia estava com vontade de viajar de Belo Horizonte até São Paulo para se cansar de andar num festival de música indie. Ok, tudo bem, eu pensei. Sou filha única, já passei por muita coisa sozinha na vida. Um dia de festival não vai ser tão doloroso, afinal, estarão algumas das bandas que mais gosto de escutar ultimamente.

Fui com uma excursão, que saía na sexta-feira de noite de BH para o Lolla e depois voltava no sábado à noite mesmo. Típico bate-e-volta. Estava sem muita grana pra ficar em Sampa, então, essa foi a melhor ideia na época. Viajamos muitas horas de ônibus e chegamos no lugar. Tentei me enturmar com dois caras para não ficar sozinha na fila e pronto. Entrei no Autódromo.

O sol estava desumano. De rachar a cuca mesmo. Queria ver o show de Capital Cities, por isso acabei me separando dos dois amigos. Fiquei na grama, sozinha, com uma blusa preta, calça jeans e tênis, sem chapéu – a pior combinação possível num calor de matar, devo admitir. O show foi incrível, mas comecei a sentir uma coisa que iria se agravar com o passar do dia.

Depois de Capital, fui encontrar com uma conhecida de SP para assistirmos Imagine Dragons. Foi arrepiante, mas eu ainda sentia que faltava alguma coisa. Saímos mais cedo para evitar confusão e fiquei, mais uma vez, sozinha, na grama, esperando o show do Phoenix. Assim que começaram a tocar, percebi o que estava sentindo. Um show incrível, de uma banda igualmente incrível – o que poderia faltar nesse momento? Amigos, essa é a resposta.

Não sei com vocês, mas comigo, as músicas me remetem a momentos e pessoas. Ouvir aquelas bandas que adoro tanto não fazem sentido algum se não estou com a companhia das pessoas que amo. Do que adianta assistir ao show de Imagine Dragons se não estou com as minhas amigas, que me mostraram a música deles pela primeira vez? Entendem o que eu digo? É só uma experiência vazia.

E aí, eu estava lá, sozinha ouvindo e dançando Phoenix, até que me deu uma vontadezinha de chorar. Estava curtindo, mas não estava feliz, porque só valeria a pena de verdade se estivesse com as pessoas certas. No final, a experiência em si só valeu por essa ficha que caiu. E os shows de Phoenix e Imagine Dragons também, claro, porque eles são incríveis.

No outro dia, no domingo, fui encontrar duas amigas e fomos para a casa de uma delas. Colocamos o papo em dia, desabafamos e nos divertimos. Uma hora, deitada no sofá, assistindo o Lollapalooza pela TV, ouvindo as duas rindo de alguma besteira, percebi que aquele momento parecia ser mais importante do que qualquer festival. A frase “a felicidade só é real quando compartilhada” nunca fez tanto sentido para mim.

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Caro adolescente,

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Quando você tiver 22 anos, como eu, você vai se ver em um meio termo apavorante. Ainda vai ter medo de dizer que chegou de vez no mundo dos adultos, mas já não vai poder ter seus erros perdoados por ser “novo demais”. Nesta fase, em que você começa a pensar no que vai ser da sua vida daqui pra frente, você quase não vai ter tempo de olhar para trás e ver como ela era até ontem. Mas a verdade é que nós, pessoas de vinte e poucos, fomos você outro dia. E eu ainda me lembro das graças e desgraças. Das dores que você chora escondido. E das gargalhadas que solta sem medo.

Eu nunca achei que eu ia acabar olhando pra você e querendo dar conselhos. Até porque aos 22, diferente dos 16 anos, você não pensa mais que sabe tudo da vida. Aliás, quanto mais velho você fica, menos da vida você parece saber. As certezas acabam, se vale o aviso. E você começa a questionar mais coisas, mudar de opinião com mais frequência e se propor a ouvir os argumentos dos outros em discussões que antes batia o pé. Mas, como eu disse, eu olho para você e sinto vontade de avisar. Ainda que você não me escute.

Acho que o que eu mais quero dizer é pra você ter cuidado. Você já ouviu coisas do tipo “cuidado com quem você anda”. Mas nem é isso, não. Minha dica é: cuidado com quem você se transforma perto de outras pessoas. Você pode ser amigo de quem quiser e dá para ser amigo de pessoas totalmente diferentes de você. Apenas não se deixe mudar por causa do ambiente. Tenha personalidade de dizer não quando preciso. E não tenha medo de lutar pelo o que você acredita. Isto é bem melhor do que se deixar levar pela correnteza.

De qualquer forma, preserve seus amigos de escola. Você vai sentir falta deles um dia, porque de vez em quando você precisa de alguém que te conhecia quando você nem tinha, realmente, uma personalidade formada. Eles vão ter passado por fases tenebrosas ao seu lado, então talvez entendam melhor do que os que aparecerem depois. Mas preserve aqueles poucos e bons. Abandone este desejo imenso de ser popular. Acredite, não vale de nada.

Aceite: o mundo não te deve coisa alguma. O que quer dizer que seus sonhos não vão cair no seu colo de mão beijada, ainda que você possa ter crescido com a sensação de que merece um troféu. Uma hora você percebe que vai ter que lutar pelo o que quer. E isso inclui deixar certas diversões de lado e arregaçar as mangas para chegar lá. Não, nem sempre vai ser legal, divertido, com festas e bebidas como nos filmes. Às vezes vai ser apenas cansativo. Faz parte.

Não tenha tanto medo do futuro. No fim, ele acaba nem sendo tão assustador. Se escolher a faculdade errada, tudo bem. Você pode parar e começar de novo. Aliás, anote isto: a maior parte dos seus erros poderão ser consertados. Basta você se propor a fazer isso.

Esta é a melhor parte: as dores da adolescência não matam. O coração partido vai cicatrizar, as inseguranças vão diminuir e você vai seguir a vida. Eu sei, parece papo de quem já tá bem velho e não sabe mais de nada. Mas é como eu disse: eu fui você outro dia. Chorei o mesmo tanto. Tive os mesmos medos. E ó, tô aqui, vivinha. Acredita em mim? Espero que dê tudo certo por aí.

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