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Um novo lugar para escrever histórias

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Às vezes escrever num lugar novo é estranho. É como se eu não me sentisse à vontade o suficiente pra deixar que descubram o que tenho pensado. Como se as paredes brancas ao meu redor pedissem por novas histórias e não as lembranças que voltam de vez em quando antes de dormir. Não sei se são boas o suficiente pra cá. Acho que essa é a parte interessante de se mudar. Não há nenhuma velha recordação presa nos cômodos. Um espaço vazio à disposição do destino e de todas as coisas que podem dar errado pra dar certo depois. Ou ao contrário. Sempre ao contrário.

Eu diria que esse último ano não foi o ano dos sentimentos. Isso me preocupou um pouco lá no início, porque eu sempre fui propícia a eles, mas isso também me libertou de alguma forma. Não vale a pena esperar por muito tempo alguém aparecer pra sacudir as coisas. Há outras formas de se movimentar. Minha mãe sempre disse que pra encontrar alguma coisa você precisa organizar tudo que provavelmente está em volta daquilo. Não adianta fazer bagunça por cima de bagunça. Só piora. Acho que a vida da gente também é meio assim. Você precisa ir aos pouquinhos até encontrar o que procura ou ao menos deixar espaço livre pra ter certeza de que realmente é hora de buscar em outro lugar.

E depois? Se interesse mais pela história dos outros. Seja real ou ficção. Livros ajudam a ver as coisas de uma perspectiva diferente. Filmes, séries e novos amigos também. Quando você finalmente descobre que nem tudo gira em torno dos seus problemas, que coisas mais sérias e mais leves acontecem o tempo todo ao seu redor, fica mais fácil deixar pra lá. Quando você se dá conta de que desabafa sobre a mesma coisa há meses talvez seja um sinal de que você precisa parar de dizer e começar a ouvir. Prestar atenção em outras coisas ao invés de apenas tudo aquilo que seu coração acumulou nos últimos meses.

Afinal, você quer respostas ou que as pessoas concordem com suas perguntas?

Ter histórias não resolvidas não te faz uma pessoa mais interessante, misteriosa e profunda. Te faz uma pessoa sem tempo e disposição pra vida. Falta vontade de abrir a janela e enxergar um monte de coisas que continuam acontecendo diariamente independente de você. Poderia ser melhor. Poderia ser pior. Só não pode é ser do mesmo jeito pra sempre.

Provavelmente você precisará de um tempo pra descobrir isso. Ler um texto não muda as coisas, outras atitudes assim. Esse é só tirar a poeira e também me lembrar lá na frente como é começar de novo pela milésima vez.

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Boca com contorno, viagens e caminhada

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01. Ter um filhote de cachorro em casa é levar um susto a cada viagem. Toda vez que volto pra casa me surpreendo com o tamanho da Amélie. Ela só tem quatro meses de vida e já está bem maior que a Zooey. Muita gente perguntou lá no instagram se elas se entenderam e a resposta é… sim. Amélie tá naquela fase de querer brincar o dia todo então a Zooey às vezes ignora, mas na maior parte do tempo elas brincam, se mordem e saem correndo com alguma coisa na boca pelo quintal. A parte boa nessa parceria é que a Zooey precisa mesmo emagrecer. Compramos ração light e tudo, mas minha vó vive dando provinha de comida. Tô pensando seriamente em criar um instagram pra Zooey postar fotos com a hashtag #fitness pra ver se ela toma jeito.

02. Na última viagem que fiz experimentei durante a sobremesa que serviram no avião uma misturinha incrível: sorvete de vanila da Ben & Jerry’s, morango picado e chantilly. Na hora fiquei com vergonha de pedir mais, então acabei voltando pra casa com esse desejo. Quando contei pra Ari e pra Jess elas toparam ir até a Oscar Freire comigo. Não consegui o morango, mas deu pra matar a vontade. Os sorvetes dessa marca são incríveis. Tanto que a fila pra comprá-lo tava enorme. Yummy!

03. A parte boa de morar no interior é que aqui tenho mais tempo pra cuidar de mim. Por exemplo, agora tenho caminhado com meus pais diariamente aqui no bairro. É legal porque estamos olhando modelos de casa pra construir a nossa e também porque é um momento família.

04. O canal do blog no Youtube tá quase completamente 400 mil inscritos. Tenho me empolgado bastante com as mensagens que vocês me mandam dizendo que estão adorando a nova frequência de vídeos. Demorei pra pegar o jeito, mas garanto que de agora em diante as coisas só vão melhorar. Aliás, essa placa foi um presente do próprio Youtube por termos conseguido 100 mil inscritos. Minha próxima meta é chegar nos 500 mil.

05. O Ruby Woo que se cuide, porque de uns tempos pra cá tenho ficado meio obcecada por tons dos famosos lápis labiais da MAC. Esse da foto é o pink treat. Ele é bem sequinho e tenho usado como batom e não só no contorno dos lábios.

06. A Fe Catania tá com um projeto novo na internet em que vai entrevistar uma galera de um jeitinho diferente. Eu fui uma das convidadas e nós gravamos em São Paulo no último final de semana. Foi divertido e bem diferente, então acho que vocês vão gostar de assistir. Quando for publicado conto pra vocês lá no instagram.

07. Um dos motivos que me faz amar tanto ser blogueira e escritora é poder trabalhar de qualquer canto do mundo. Gosto muito de viajar porque conheço pessoas novas, vivo novas histórias e me inspiro nas coisas mais incríveis que vejo por aí. O legal é que mesmo não estando comigo, através dos vídeos, vocês acabam me acompanhando em cada aventura. No próximo ano quero conhecer novos lugares e já tô me programando pra isso. Perguntei lá no Instagram qual deve ser meu próximo destino e vocês me deram várias ideias legais. Espero conseguir colocar tudo isso em prática e ter um monte de conteúdo legal pra postar lá no canal em 2015.

08. Dia 23/12/14 meus pais completaram 25 anos de casados. Foi gostoso comemorar ao lado deles e ainda ajudar na escolha dos presentes. Passar tanto tempo ao lado de uma pessoa só e construir uma família não é tão simples quanto os filmes mostram, então me sinto orgulhosa em saber que o amor dos dois sempre foi prioridade. Isso é cada vez mais raro, né?!

Pra ver todas as fotos em tempo real é só me seguir lá no instagram: @depoisdosquinze.

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Cinema: Homens, mulheres & filhos

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Eu, e provavelmente você também, já nascemos com a companhia da internet. Fica até difícil imaginar como nossa vida seria se esse ambiente virtual simplesmente não existisse. Pelo menos minha vida seria completamente diferente. Eu não teria criado esse blog, me mudado pra São Paulo, conhecido os três namorados que já tive ou 80% dos meus amigos. Quando paro pra pensar no quanto isso influencia a maneira que nos relacionamos com o mundo percebo o quanto as novas gerações estão se transformando cada vez mais cedo. Esse é um assunto tão interessante que existem vários livros, séries e filmes que o abordam de diferentes pontos de vista.

“Homens, Mulheres & Filhos”, que estreia dia 04/12 nos cinemas, mostra de um jeito bem honesto o quanto todo mundo faz parte dessa mudança social. O filme conta a história de um grupo de adolescentes do ensino médio e de seus pais enquanto tentam lidar com as diversas maneiras nas quais a Internet mudou seus relacionamentos, suas comunicações, suas auto-imagens e suas vidas amorosas.

No elenco temos Adam Sandler, Jennifer Garner, Kaitlyn Dever e o meu maior crush dos últimos tempos, Ansel Elgort. Sabe quando você gosta tanto de um ator que fica afim de assistir todos os filmes dele independente do personagem? Nesse filme, ao contrário de em A culpa é das estrelas, ele interpreta um garoto deprimido que foi abandonado pela mãe.

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Fiquei ainda mais empolgada com essa estreia quando descobri que “Homens, mulheres & filhos” foi dirigido por Jason Reitman. O mesmo diretor de Juno (um dos meus filmes preferidos) e Amor Sem Escalas. Quer saber mais? Então assista o trailer e acompanhe outras novidades na página da Paramount Brasil.

Chega logo dia 04/12! #HMF

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Tag: minha história em dez músicas

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Semana passada assisti ao filme “Begin Again” e essa cena da foto me fez pensar no quanto as músicas que escuto me influenciam e me definem de alguma forma. Vocês acompanham semanalmente minhas playlist’s aqui no blog então sabem que sou uma pessoa bastante eclética, mas é claro que tenho algumas que marcaram minha vida e nunca saem do meu celular. Pensando nisso resolvi criar uma tag musical pra falar um pouquinho sobre cada uma delas e explicar o motivo. Se você também tiver um blog sinta-se à vontade pra responder também. Ah, só não esquece de deixar o link nos comentários porque eu quero ver a listinha de todo mundo depois!

Uma música que te lembre um momento bom: Rita Ora – How We Do (Party)

Essa música me lembra meus primeiros meses em São Paulo. Logo que cheguei na capital e completei 18 anos comecei a frequentar aquelas baladinhas da Augusta e era legal colocar How We Do enquanto eu aprontava. Às vezes eu chegava em casa de madrugada ainda bem animada, então colocava o fone de ouvido (porque eu dividia apê com uma amiga) e ficava dançando feito doida na frente espelho até o sono aparecer.

Uma música que defina sua vida: Kelly Clarkson – Breakaway

Essa foi a música que tocou quando entrei na minha formatura do ensino médio. A letra define exatamente como eu me sentia quando morava no interior. É engraçado porque passei a maior parte da minha vida me sentindo meio invisível e o blog acabou me colocando em evidência. Meu sonho nunca foi ser famosa, mas meu trabalho acabou me colocando na mídia de alguma forma e isso faz com que eu goste da canção ainda mais. Adoro a voz da Kelly Clarkson e as composições da Avril Lavigne.

Uma música que te faz dançar na balada: Pitbull – Timber ft. Ke$ha

Toda vez que viajo a música que mais tá tocando na rádio do país vira trilha sonora dos bons momentos lá fora. Timber estourou quando eu estava em San Diego e acabou entrando pra essa lista porque sempre que escuto fico com vontade de dançar e viajar.

Uma música que foi tema de algum relacionamento: Leoni – Garotos

Meu segundo namoro começou graças a essa música. Eu e meu melhor amigo nos beijamos quando eu estava na casa dele ‘roubando’ algumas músicas e, ao som de Leoni, foi difícil esconder o que eu sentia. Até hoje quando escuto Garotos fico meio nostálgica e com vontade de mandar “Oi, tudo bem?” só pra saber como anda a vida dele. Somos amigos hoje em dia e um respeita muito o outro. É bom quando termina assim porque continuei adorando a música e não perdi o amigo! :P

Uma música que sempre te faz chorar: Imogen Heap – Hide And Seek

A letra dessa música é meio abstrata. Cada vez que escuto interpreto de um jeito diferente e isso é tão louco. Às vezes ela me acalma, às vezes me faz chorar porque lembro de uma época bem solitária da minha vida. Amo a voz robótica da Imogen Heap (sabia que ela escreveu Clean junto com a Taylor Swift?) e, se você ficou com a sensação de que já ouviu essa música antes, talvez tenha sido nesse feat com Jason Derulo.

Uma música que seria toque do seu celular: Fidelity – Regina Spektor

Ela é a minha cantora preferida e essa música meio que define a maneira que eu enxerguei e lidei com o amor por um bom tempo. Muitos dos textos que vocês leram aqui no blog foram escritos ao som de Regina Spektor. Também entrei na aula de piano porque queria muito conseguir tocar as músicas.

Uma música que você gostaria de tatuar: Last Hope – Paramore

Esse último cd da banda Paramore tocou aqui em casa por meses. Sei cantar quase todas as músicas, mas essa em especial completou uma partezinha vazia que tava aqui no meu coração. Toda vez que to triste e escuto lembro que é só uma fase e coisas boas vão acontecer em breve. Queria fazer uma tatuagem com a frase: It’s just a spark but it’s enough to keep me going.

Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém: John Mayer – Slow Dancing In a Burning Room

Não sei lidar com a voz desse homem, gente. Não sou de alimentar paixões platônicas por famosos e sei que ele é (como já definiu minha amiga Ju) boy-lixo, mas quando escuto essa música fico carente e com vontade de puxar papo com aquele antigo rolo que não converso há meses. Convidar pra beber um vinho lá em casa e tal! hahaha

Uma música que você tá viciada agora: Up – Olly Murs  feat. Demi Lovato

Essa música caiu no meu feed do Facebook por acaso. Ouvi sem muita pretensão porque achei que seria mais um pop com lalala nanana ou algum refrão chiclete, mas gostei tanto que até entrou pra minha playlist. Achei que a voz da Demi ficou perfeita no refrão. Já quero clipe e live! :)

Uma música que faz as pessoas lembrarem de você: Carly Rae Jepsen – Call Me Maybe

Nem preciso dizer o motivo, né? Quando eu tinha franjinha todo mundo dizia que eu parecia muito com a Carly Rae Jepsen. Tanto que até fiz um clipe de brincadeira com os meninos da Capricho. Toda vez que ela toca na balada eu dou aquele grito clichê: MINHA MÚSICAAAAAAAA! hahaha

Pra responder a tag vou desafiar a TchulimMaria IenkeDanielle Noce, ArianePaula PimentaNina e Emi.

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