Não vai passar, só mudar!
15/12/2011

“Eu esqueci você”. Essa é com certeza maior mentira que um dia diremos pra alguém. Sabe por que? Sentimentos não morrem ou são esquecidos, eles apenas se transformam em outros sentimentos. O tempo tem sim o poder de mudar o nosso foco, mas ele não apaga uma história. Muito menos as lembranças. Ele apenas te mostra que você é forte o suficiente pra continuar mesmo com tudo isso acontecendo aí dentro. Aí, então, outras coisas acontecem.

O amor torna a indiferença impossível. Quero dizer, as pessoas que você realmente um dia se importou, nunca serão indiferentes. Cada uma delas despertará uma sensação única quando você por exemplo, encontrá-las por acaso na rua. Vai queimar, sufocar, arder e às vezes, tudo isso ao mesmo tempo. O que vai mudar é que quando acontecer,  você saberá sem sombra de dúvida o que realmente bom pra você.

Sabe, já ouvi relatos de pessoas que tentaram deletar suas próprias lembranças. Aos poucos, elas foram se deletando também. As lágrimas importam tanto quanto os sorrisos. Você é tudo aquilo que viveu até esse exato momento. E o que em maior parte te fez evoluir, foram as porradas e tombos que a vida te deu. Que te fizeram passar dias na cama sem vontade de dormir ou comer. Que te fizeram pensar em tudo aquilo aconteceu milhares de vezes. Que te fizeram admitir ou desistir. Que te fizeram transformar.

“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”
Talvez você devesse levar as aulas de química mais a sério.

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Como esquecer o cara errado?
07/12/2011

Se você leu o título e pensou em responder “conhecendo o cara certo”, sinto muito, você está totalmente enganada. Esquecer alguém é muito mais do que simplesmente transferir o amor para outra pessoa. O nome disso é vingança, e acredite, em 80% dos casos a pessoa que mais se prejudica com essa história toda é você mesmo.

Para esquecer o cara errado, precisamos mesmo é nos lembrar. Nos lembrar de quem costumávamos ser antes das flores, das borboletas, das lágrimas e da bagunça. E aí sim, finalmente, nos apaixonar… Não por aquele cara do cursinho ou do trabalho, por nós mesmos. Às vezes, amar alguém exige tanto da gente, que transferimos um pouco ou grande parte do nosso amor próprio pra relação. E quando, de uma hora pra outra ou depois de anos de tentativas frustrantes, nos damos conta que tudo aquilo não vale mais a pena, é tarde demais. Lá se foi aquela admiração que sentíamos ao espelho.

Precisamos muito dar um tempo para o nosso coração reaprender a bater sozinho. Encontrar seu próprio ritmo. Isso vai doer como um infarto, mas no lugar da morte, ganhamos a vida. A liberdade de poder escolher.

Portanto, pare de pensar “Ele vai me achar linda” e diga: “Eu sou linda”. Ligue o som no último volume, tranque a porta do quarto e dance até sentir o suor escorrer no seu pescoço. Olhe no espelho e sorria imaginando que perdeu algumas calorias com tudo isso. Faça a mesma coisa na balada de sexta. Escreva uma lista com as coisas que você amava fazer e parou porque ele simplesmente achava idiota. Faça todas elas ouvindo sua música predileta. Ou melhor, ligue para aquela amiga, peça desculpa pelo mal entendido e a convide pra fazer o mesmo.

Comemore sua individualidade, e perceba que drama demais é coisa de filme, e você é real demais pra deixar isso tomar conta da sua vida.

Gostou do post? Quer conversar sobre esse assunto comigo? Depois da 19 horas estarei lá na página da Always batendo um papo com as meninas, e gostaria muito que vocês também aparecessem por lá. Pra participar é só acessar a página, curtir e abrir aba “ENTRE AMIGAS” (que fica na lateral da página em Always on).

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Coisas que você aprende olhando para trás!
30/11/2011

Algumas coisas na vida, pelo menos na minha, eu só consigo aprender olhando para trás. Por isso, não abro mão dos momentos em que eu posso parar e lembrar tudo que já aconteceu. Não é nostalgia, não é procrastinação, não é saudade. É uma espécie de análise, um aprendizado de mim para mim mesma. Sou um pouco mais velha que a maioria das leitoras desse blog, e ainda não sei nada da vida, mas se eu aprendi alguma coisa até aqui foi por que dei importância a esses momentos de reflexão.

Já cai e me levantei um milhão de vezes, e garanto que a vida perde o sentido sem essas pequenas quedas. Quando a gente cai, cai feio no chão, o que acontece? As mãos ficam machucadas, os joelhos doem e isso faz as pernas ficarem tremulas, mas a gente não pode ficar no chão pra sempre. Dói um pouco se levantar e a gente tem que fazer algum esforço. Só não podemos esquecer que uma coisa é imprescindível para levantar-se dessa queda: precisamos olhar pra frente. Se você não olhar pra frente você fica sem rumo, perde o equilíbrio, perde o foco e cai outra vez. Se você não olhar pra frente fica sem objetivo, sem propósito, sem justificativa para se reerguer. O que eu quero dizer é que quando a vida te joga no chão a primeira coisa que você deve fazer é olhar pra frente, e depois que tudo isso passar não se esquecer do tombo.

Algumas pessoas dizem que devemos nos esquecer das más lembranças e seguir em frente. Ora, mas se essas lembranças foram as que me ensinaram a viver, foram as que me trouxeram lições e se exatamente essas más lembranças foram meus principais exercícios de superação, para mim se esquecer de tudo agora é jogar uma fase importante no lixo. Tudo que a gente vive muda o nosso coração, muda nossa maneira de pensar, constrói a nossa personalidade. Cada pedaço da minha história eu guardo com carinho, e cada pedaço foi importante demais para eu decidir jogar fora. Cada página é uma lição, e você só vai conseguir acertar um dia se tiver seus erros como seu próprio referencial. Por isso, acho importante olhar para trás.

Quando você tá no meio de um tornado parece que ele nunca vai acabar, e toda aquela poeira não deixa seus nossos olhos enxergarem o lado de fora. Mas se você se lembrar que o último tornado que veio já acabou, vai ter a força suficiente para esperar esse terminar, e finalmente olhar pra frente.

 

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Bate-Papo no Colégio Imaculada!
23/11/2011

Semana passada estive no meu antigo colégio conversando com os alunos do 8° ano sobre o blog, timidez, bullying, leitura e um pouco da minha vida. Confesso não dormi direito nos dias anteriores. Por mais que eu já não seja mais tão tímida, falar em público ainda é um motivo de frio na barriga e quando recebi o convite da professora Angélica, pensei bastante antes de aceitar. Não por falta de vontade, mas por puro medo. Graças a Deus, aceitei o convite e tudo ocorreu bem, tanto que a hora com os alunos passou rápido e ainda deixou gostinho de quero mais.

É impossível falar do meu antigo colégio, o cic,  sem mergulhar em lembranças. Estudei lá durante oito anos da minha vida, então posso dizer que grande parte do que sou hoje, surgiu entre aquelas árvores e pilastras.

Cada cantinho daquela escola me faz voltar no tempo e sentir saudades de uma época que não volta mais. Da maneira com que eu costumava acreditar nas amizades e na confiança plena que sentia pelos professores.

Acredito que uma parte minha vai continuar pra sempre por lá. Uma versão antiga, que usava óculos e tinha vergonha de falar na frente dos amigos. Uma Bruna que poucas pessoas conheceram de verdade. Uma Bruna que apesar de todas as coisas, foi muito feliz.

Bom, depois desse flashback nostálgico, vamos voltar à palestra.

Começamos depois do intervalo. Os alunos estavam empolgados e isso me fez ficar bem mais tranquila. Comecei a falar, e imaginei que estava contando tudo aquilo para alguém conhecido. E não é que a técnica deu certo? Comentei sobre o nascimento e crescimento do blog, sobre a viagem pra Paris, leitura, sobre vocês (leitoras), e  tudo terminou com em clima de bate-papo de amigo pra amigo. As meninas levantavam a mão e contavam seus dramas, e eu, aconselhava como se elas fossem leitoras do blog e estivessem escrevendo um email.

Foi uma experiência única. Jamais poderia imaginar que um dia, estaria ali na frente contando minha história. E, quer saber? Foi incrível e ao mesmo tempo, gratificante. Obrigada mais uma vez ao pessoal do colégio pelo convite, e pela oportunidade de superar uma obstáculo da minha vida, falar em público.

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Namoro à distância!
17/11/2011

O ano passou rápido demais. Estou prestes a terminar o ensino médio e virar minha vida do avesso: Cidade nova, dividir apartamento e entrar em uma faculdade sem conhecer ninguém. Como se já não fosse mudança o suficiente pra me preocupar e adaptar, terei que decidir o destino do meu namoro de quase dois anos: Continuar o relacionamento a quilômetros de distância, ou terminar e preservar a amizade?

Quando converso com minhas amigas, elas dizem pra eu seguir meu coração, mas a questão é: Como fazer isso se ele também está perdido?

Sei que fundo, no fundo, a vida é mesmo assim. Cheia de encontros, desencontros e despedidas. Se a gente for pensar bem, qualquer relacionamento é um risco e não vem com garantia e prazo de validade. Nós não temos o dom de controlar nosso destino, muito menos o de quem a gente ama. Penso que talvez essa seja a maior graça, e ao mesmo tempo, o pior castigo. Principalmente nessa nossa fase “camaleoa”, onde tudo é muito intenso: O amor, o ciúme, a saudade…

Acho que viver um namoro à distância é uma experiência que devemos viver pelo menos uma vez na vida. Pra crescer por dentro. Aprender – mesmo que da maneira mais difícil – como lidar com a saudade, com o ciúme e principalmente com a autoconfiança. De qualquer forma, estou tentando não escolher ou pensar tanto nisso agora, sabe?! Deixar o acaso agir nos próximos meses e mostrar o caminho certo que dá para o final feliz. Meu, e dele. Torço claro, para que seja o mesmo!

Alguém aí já passou por uma situação parecida e quer compartilhar a história? Seria muito legal e importante pra mim, conversar com vocês sobre o assunto.  Foi justamente por isso que escrevi esse texto para a página da Always essa semana. Quem estiver afim e tiver alguma coisa pra contar, pode passar por lá, curtir e deixar um comentário ou pergunta. Estarei o dia todo responndo e interagindo com vocês na aba “ENTRE AMIGAS” (que fica na lateral da página).

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