Entre Amigas: Curso técnico ou faculdade?
21/07/2012

Giselle, 17 anos, São Paulo/SP – Em primeiro lugar, quero agradecer essa oportunidade que o blog dá, fazendo possível o nosso desabafo com uma amiga.

Ei Giselle, que bom que resolveu escrever para a gente e que gosta da tag! Espero conseguir te ajudar.

E vamos lá. Meu mais novo “problema” (e acredito que o problema de muitos adolescentes que, assim como eu, estão saindo do ensino médio) é o que fazer depois da escola: curso técnico ou encarar um curso superior? O curso técnico, pelo que eu tenho lido, é o curso mais rápido para que você consiga ingressar no mercado de trabalho (eu já sou aprendiz e gostaria de ser efetivada). Já o superior, é um curso mais extenso e que tem muito mais matéria, ou seja, até concluir leva tempo. Porém, é mais valorizado que o técnico. O “X” da questão é que eu estava com a idéia muito fixa em fazer um técnico de dois anos em contabilidade/administração, assim eu poderia ser efetivada. Em seguida, iniciar a faculdade e aí sim me fixar no trabalho.

Isso é verdade. A iniciação no mercado de trabalho com um curso técnico pode ser bem mais rápida do que a com um curso superior e pelo o que parece um curso técnico te firmaria muito mais nessa empresa que está. De fato a graduação é mais valorizada, mas você já analisou como isso acontece aí dentro da empresa que você trabalha? O técnico te firmaria mais e poderia te efetivar, claro. Mas será que a graduação também não te daria essa “firmeza” num grau muito melhor onde tudo que você teria que fazer é esperar que esses quatro anos de ensino superior se cumpram?

Só que meus pais querem muito que eu inicie a faculdade, pois dizem que se eu fizer um técnico, daqui quatro anos eu ainda vou estar no segundo ano da faculdade, em vez de eu já ter concluído e que a faculdade é mais valorizada e tal. Eles disseram que a decisão é minha, mas que é o conselho deles e, sinceramente, eu concordo. Só que não me sinto preparada pra entrar numa faculdade, encaro a tal como uma coisa muito grande, que exige muito do tempo e mentalidade mais madura, mais focada, o que eu acredito ainda não ter hoje. O que eu faço?

Seus pais estão certos e a decisão deve ser completamente sua. Uma vez me disseram que a gente tem a vida inteira para fazer a faculdade e que não deveríamos cair nessa pressão de que precisamos sair do ensino médio e logo ir para o ensino superior. Quem dita esse tempo é nós mesmas. Se pensa que ainda não tem maturidade para a faculdade, então a deixe para depois e foque no que quer agora, que é efetivar com o curso técnico. Mas pense também nos prós e nos contras. Vale mesmo à pena esperar mais tempo para ir à faculdade? Será que se você não esperar dois anos a mais você não pode ser igualmente valorizada, mas dessa vez com a graduação concluída?

Giselle, não há problema nenhum em começar a faculdade com 20 ou 21 anos. Tudo vai da sua cabeça, do tempo que só você pode decidir. Converse com alguém de cargo superior na sua empresa, pegue opiniões das pessoas mais experientes, converse muito com seus pais e tente se decidir. Você ainda tem tempo! Um beijo e boa sorte.

E você? Tem alguma dúvida ou rolo e quer escreve para gente? Então mande um e-mail para [email protected] contendo seu nome, idade e cidade/estado e conte-nos sua história. Lembre-se: Estamos sempre entre amigas!

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Feliz dia do amigo!
20/07/2012

 

Amigo é aquela pessoa que consegue te fazer ser sempre alguém que antes você só conseguia ser sozinho. Portanto, obrigada leitores e leitoras do blog por me fazerem postar aqui tudo aquilo que pensava e desejava durante todos os dias dos últimos três anos. Foi assim que perdi o medo de fazer o mesmo na vida real.

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Entre aspas: Se quer mesmo saber de mim
11/07/2012

O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Nasci para poucos e morro por quase ninguém. Contradigo-me em passos de dança invisíveis, enlaçando pernas e prendendo bocas, querendo muito e gostando tão pouco. Não é insatisfação ou sofrimento, é só um tudo ao mesmo tempo agora que não respeita amor de menos, não aceita um gostar pouquinho e querer às vezes. Uma intensidade que não se conforma com noites únicas de começo, meio e fim. Se estou aqui é pela música, pela companhia, pra me perder. Jamais pra desperdiçar uma noite com quem não sabe conversar.

Não me pergunte o que eu faço da vida, isso é banal, é triste, é comum. Queira saber o que me faz feliz, meu ponto fraco pras cócegas. Não pergunte o que me dá dinheiro, porque este é o menor dos meus sucessos. Esqueça meu nome verdadeiro, se eu venho sempre aqui, se estou gostando da música. Agir sem naturalidade é o seu maior fracasso.

Se é mesmo importante que eu responda as perguntas que tanto desprezo, se definir o que sou vai te fazer mais feliz, se quer mesmo saber de mim, comece pelas entrelinhas. Pelo não dito. Pelo movimento dos cílios e as pupilas dilatadas, os olhos nervosos que não se fixam, o modo de apoiar o peso do corpo em uma das pernas e me preocupar com o cabelo. Olhe para as mãos que não sabem repousar e a voz que desafina. Por favor, sou tão ridiculamente fácil de decifrar e ainda insistem em seguir pelo caminho errado. Exponho-me tanto e ainda querem uma cartilha.

E fazem isso porque amam de relance, querem no momento e só por desafio. Porque têm preguiça ou medo de cumplicidade e acreditam perder a noite se optarem por se apaixonar pelo próprio ego. Porque perdem oportunidades de se calarem quando é papel dos olhos falar. É por isso que eu estou sozinha nesse mundo de luzes e pessoas. É por isso que eu saio de casa e minha roupa não precisa agradar ninguém além de mim. Porque não deixo o calor da minha rotina pra ser prenda em vitrine.

O que eu sou não lhe diz respeito, em parte nenhuma lhe toca. Mas se quiser mesmo saber de mim, experimente não me perguntar. E talvez assim desperte minha vontade de contar.

Autora: Verônica Heiss é dona do blog Verônica H.

 *Na tag “entre aspas” divulgamos textos de autores brasileiros. Escreve? Deixe seu link nos comentários. Quem sabe seu trabalho não aparece aqui no blog Depois Dos Quinze? :-)

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Entre aspas: Chega uma hora que a gente tem que parar
28/06/2012

O tempo todo se fala de começar e fechar ciclos. O próprio ato de dormir e acordar na manhã seguinte sugere o fechamento de um dia e início do outro. São segundas, terças e quartas que nunca se repetem. São semanas que variam dentro de meses diferentes que transcendem anos. Um dia nunca é igual ao outro e aquela máxima de viver um dia de cada vez parece ser mais natural do que parece. Mas e quando se fala em amor?

Histórias batidas de términos ilustram as televisões e os romances de prateleiras desde que o mundo se entende por gente. Amores épicos e confusos, trágicos e simplórios se estendem pela História da humanidade paralelamente ao desenvolvimento de sociedades antigas e contemporâneas. A gente já aprendeu como se cura uma decepção amorosa das mais diversas e criativas formas. E também ouvimos receitas e mais receitas de como terminar um relacionamento, desde aquele primeiro amor juvenil ao relacionamento à distância que sufocava os dois.

Quando a gente precisa de um tempo pra gente? A ideia é que seja um tempo para colocar as coisas no lugar, aproveitar a solteirice e preparar terreno para quando bater aquela vontade de se doar a alguém. A ideia do tempo em que não estamos nos relacionando deveria servir justamente para isso: não pensar e buscar novos relacionamentos. O estar sozinho passou a ser considerado um crime. É sinal de fracasso e indica falta de algo. Mesmo com a revolução sexual e com as grandes possibilidades de se estar feliz sozinho, muita gente ainda levanta a bandeira da necessidade de ter alguém, ou pior, de buscar alguém. Essa busca desenfreada tira o olhar do “eu” e direciona o olhar para o outro. Pode parecer natural ou um alarde desnecessário, mas a partir do momento em que não aproveitamos e entendemos aquele espaço de reclusão, passamos a nos tornar escravos de uma ação: o ciclo da companhia. O que a gente nunca deu atenção é sobre o hiato que acontece entre uma despedida e um encontro.

A nossa geração não sabe ficar sozinha. A gente aprendeu desde a criação social do homem que a vida é motivada por relacionamentos. A gente nasce de um relacionamento, cresce e estuda para ter condições financeiras e psicológicas para sustentar um relacionamento e fechar mais um ciclo. Óbvio que as condições estão mudando e que a busca pela independência tem nos tornado um pouco mais individualistas, o que sugere um rompimento desse ciclo vicioso e limitado de vida. Mas ainda assim somos carentes e buscamos companhia constantemente. Esse ciclo se comprova por aquelas frases de “ah, como eu queria estar namorando”. O importante nunca é quem, mas sim o status de estar ou ter. O olhar é tão perdido que valoriza mais o futuro da companhia do que o momento de reclusão, como se você não se bastasse e a busca da felicidade implicasse em achar alguém para trazê-la. Para onde foi o senso de “deixa estar” das pessoas?

A pausa não se antecipa. Ela pede que você se distancie dessa fixação por companhia e aproveite a sua. Aproveite o tempo para entender melhor sobre você e sobre os seus gostos. Aproveitar a sua companhia e desenvolver habilidades e percepções que podem estar acopladas à ideia de felicidade. Meditar, comer besteira, encarar novos projetos e ler um livro de terror que você sempre morreu de medo. Quando a gente precisa de uma pausa, as coisas pedem calma e pedem tempo. E pedem que a atenção seja dada ao “eu” e não ao outro. E pedem um pouco de “deixa pra lá” nos relacionamentos e um pouco mais de entender que a vida pode ir bem além disso. É preparar o terreno sem ter essa intenção e perceber que isso vai melhorar a qualidade dos seus próximos relacionamentos porque melhora você. É como um mantra repetido toda noite de frente pra TV quando você troca de canal. A programação é extensa e filmes possuem gêneros diferentes. Então por que ver a mesma comédia romântica de sempre se você pode escolher um canal diferente que tenha mais a ver com você? E se a programação persistir a mesma, você pode desligar a TV.

SOBRE O AUTOR: Daniel Bovolento (no twitter @danielbovolento) é redator publicitário e também colunista de alguns sites e blogs. Atualiza o “Entre todas as coisas” semanalmente com ótimos textos de comportamento. Conheci o cara por acaso no twitter, e já virei fã. Vale a pena seguir, visitar e favoritar. 

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Entre Amigas: “Será que ninguém me ama?”
18/06/2012

Bianca, 14 anos, Votupuranga – SP Eu queria há algum tempo contar esta historia mais eu estava meio com medo e vergonha.

Ei Bianca, que bom que resolveu deixar a vergonha de lado e escrever para gente. Espero poder ajudar.

Eu sinto às vezes que os meninos não gostam de mim, mas aí descubro que eles não gostam de mim coisa nenhuma. Eles dão os sinais que estão afim, mas depois não é nada disso que eu estava pensando.

Você já pensou que talvez você esteja entendendo errado? Às vezes a ansiedade de saber que alguém gosta de você te faz pensar que a pessoa está afim. Geralmente quando estão afim, eles fazem de tudo para chamar sua atenção, insistem em te procurar e puxar assunto, etc. É isso que acontece?

Já me apaixonei por alguns meninos, e nenhum deles foi correspondido, conversei com alguns amigos meus e eles sempre me dizem que sempre vai ter uma hora em que a pessoa especial irá aparecer. Sei que sou nova para sentir todas essas coisas, mas o que eu mais queria era saber a resposta da pergunta que ronda a minha cabeça todas as noites: Porque ninguém gosta de mim? Porque eu não sou amada por alguém? Porque este alguém especial não chega nunca?

Sim, seus amigos estão certos: a pessoa especial vai aparecer na hora certa. E acredite: será quando você menos esperar. Para certas coisas na vida não devemos ter pressa e esse caso é uma dessas situações. Você é muito nova e não deveria ocupar sua cabeça pensando que ninguém te ama. Pelo contrário! Aproveite seu tempo livre, se cuide, aproveite suas amigas, seu tempo na escola.

Uma vez me disseram que o amor só aparece quando estamos de bem com nós mesmas então cuide para que isso aconteça. Seja feliz consigo e aí quando a pessoa especial chegar você poderá ser feliz também com ela. A gente não precisa de ninguém para nos completar porque já somos completas por si só. Prove para você mesma que você não precisa de ninguém ao seu lado, até porque você é nova e vai conhecer milhares de pessoas que ainda vão mexer com seu coração. E um dia você vai entender porque a pessoa especial não apareceu agora.

Quando você estiver plenamente satisfeita com você, a pessoa certa vai vir como uma “reação” pelos acontecimentos bons da sua vida. E aí sim, quando você se amar demais a ponto de não se preocupar com o fato de que ninguém te ama (até porque eu tenho certeza que isso não é verdade), você poderá ser feliz com a pessoa que você escolher (e que te escolher também).

Os anos passam, Bianca. Muita coisa vai acontecer ainda. Beijos e boa sorte!

Observação: Estou amando ler as histórias de vocês e estou fazendo de tudo para ler todos os emails e dar a devida atenção a todos eles. E se você tem alguma dúvida, rolo e gostaria de contar para gente, mande um e-mail para [email protected] colocando sempre seu nome, idade e cidade. Obrigada pelo carinho!

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