Blogagem coletiva: paz, amor e enter
02/10/2012

Queria entender porque algumas pessoas são assim. Tão assustadoras e ao mesmo tempo, tão assustadas. Queria poder me teletransportar, dar um abraço bem apertado e dizer baixinho no ouvido: o que tá faltando é amor!

Na internet, mais precisamente nas redes sociais, convivo diariamente com pessoas de idades, cidades e mentalidades bem diferentes. Isso é incrível porque consigo, mesmo sem sair do meu próprio quarto, explorar novos universos e compartilhar experiências que antes, na época de colégio, ficavam guardadas para mim e para as poucas pessoas que eu realmente conversava. Desde que me entendo por gente, tenho em paralelo uma vida online. E acho tudo só deu certo porque eu consegui absorver o melhor que a internet tem a nos oferecer: o conteúdo, a oportunidade e o reconhecimento.

Por que tô falando tudo isso? Porque as pessoas e seus respectivos comportamentos nesta rede mundial de computadores tem me assustado bastante.  Talvez seja tempo de sobra. Ou uma vida chata pra caramba em que a única coisa que seja realmente legal e faça tudo parecer menos ridículo e monótono, seja apontar os defeitos alheios. Não vou mentir viu? Já fiz isso também. Mas tem uma diferença: Eu estava na quinta série, talvez sexta, e a minha única certeza era de que se eu não falasse daquela pessoa também, não entraria em determinado grupinho. Bom, não adiantou de qualquer jeito.

Criticar destrutivamente é uma maneira que o ser humano encontrou pra se aproximar das outras pessoas. Tipo, sabe aquele cara que vivia colocando apelido nos colegas de turma e fazendo bagunça na sala de aula até tirar o professor do sério e parar a explicação? Tudo que ele queria lá no fundo, ou talvez no seu caso ainda quer, é um pouquinho de atenção. Algumas pessoas infelizmente não tem a sorte de ter isso em casa. Ou não aprenderam com a vida como aproveitar.

Aí elas crescem e se transformam nisso aí: chatas, reclamonas e bobocas. Vocês vão me achar louca, mas sempre comparo essas pessoas com aquelas hienas irritantes do Rei Leão. Vivem as custas dos outros pra poder ficar gargalhando por aí. Por que né? A vida é tão bonita quando a gente sabe o que fazer com o tempo que sobra. Quando aprendemos a respeitar, admirar e aceitar a lágrima e o sorriso alheio. Quando, por último, aquilo que queremos coincide, ou quase, com aquilo que realmente precisamos.

O recado de hoje é esse. Tentem ser alguém que vocês gostariam de conhecer. Amadurecer não é só mudar de tamanho e sair da casa dos pais. Amadurecer é aprender a colocar-se no lugar do outro. Mesmo que ele seja completamente diferente.  Alguém aí já tentou fazer isso hoje?

O tema da semana é: Exposição, internet, blogs, críticas e inveja.
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A teia dos avisados
05/09/2011

O que é ser desonesto uma vez? Pode ser abrir um envelope que não te pertence, furar a fila do banco ou não devolver o troco a mais ganhado na pastelaria. O que é ser desonesto duas vezes? É aproveitar-se da ingenuidade, desrespeitar a ordem ou roubar de terceiros. E o que é ser desonesto três vezes? É ter conhecimento de trapaças e não denunciar. Antes de falar em ética, é preciso falar em honestidade.

Ser honesto tem sido como um homem abrir a porta do carro para uma mulher: quando o faz, ou é bobo ou está doido. A honestidade individual não implica na honestidade coletiva com satisfação, já que os modelos mostrados para se seguir não condizem em nada com os princípios éticos devidos. Malotes de dinheiro, crises e crimes contracenam nua eterna dança dividindo opiniões conformadas na maioria das vezes e indignadas até o ponto onde seus interesses individuais não são prejudicados. Intervir na sociedade é uma variável que não corresponde às ações que vêm sendo feitas.

O país do Carnaval e das pessoas acolhedoras é povoado por mascarados, descontentes com a ilusão de autossuficiência e nível zero de autocrítica. Se a força que fazem para não se envolverem nos problemas do país fosse revertida para ações na sociedade, certamente as casas não seriam cárceres privados.

É preciso estar e permanecer firme na ética para tomar sua frente. A grande teia é armada por nós mesmos, onde capturamos um fato, despedaçados as partes pela casa e engolimos. O gosto e a possível satisfação nem aparecem. Indigne-se, reclame e argumente. A inércia é sempre uma ameaça. Querer um país mais ético é nosso direito, mas é mais ainda nosso dever.

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Um limite, por favor!
02/07/2011

Faz tempo que quero escrever sobre isso, e acho que agora, especialmente agora, chegou o momento certo.

De uns tempos pra cá, percebi que as pessoas andam se preocupando demais com a vida alheia, principalmente na internet. Posso estar enganada, mas acredito que isso tem um pouco a ver com o aumento do uso das redes sociais.  Eu sei, eu sei, todo mundo sempre teve opinião formada sobre tudo, mas a pergunta é, devemos mesmo espalhar certas coisas na internet?

Em um mundo “paralelo” quase sem privacidade e respeito, julgar acaba se tornando uma consequência. Em uma luta de quase invisível de egos (aka popularidade em seus respectivos perfis) pessoas escrevem por escrever, coisas que não machucam por machucar.  O problema é que não para por aí. Essa influência conquistada na internet também é transmitida para o mundo real, nas ruas, nas escolas, nos shows.

Será que ninguém percebe que isso também é preconceito? Todo mundo tem o direito de escolher o quer gostar, amar e seguir. Desde que isso não o prejudique, não vejo motivos para que se entrometam. Tô errada?

Isso acontece com as fãs dos coloridos, do Justin Bieber, dos colírios…enfim, de tudo isso que denominaram “modinha” ou “praga da nova juventude” por aí. Sempre me pergunto o porque de tanto ódio, já que esses nunca fizeram mal a ninguém. Fato é que as pessoas pararam de se importar com coisas que eram pra ser realmente importantes. Como a políticos que roubam, os crimes hediondos, a educação. Vamos usar esse ódio por um motivo mais interessante amigos?

Além do mais, esse pessoal que se julga esperto por aí não tem direito nenhum de falar alguma coisa. Como bem disse minha amiga Mary no seu blog “E veja só que diferença, na sua infância você escutava “Uh Tiazinha, mexe essa bundinha e vem, Uh Tiazinha, mexe aqui pra mim também” e a infância de hoje tá escutando “E eu vou te esperar, aonde quer que eu vá. Aonde quer que eu vá, te levo comigo.”

É sempre bom lembrar que existe uma grande diferença entra expressar opinião e  julgar: o respeito.

Agora saber a opinião de vocês, o que acham de tudo isso? Quero comentários textos, tá?

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Adolescentes como você!
07/04/2011

Tento sempre trazer aqui para o blog assuntos do nosso cotidiano, coisas divertidas e que façam vocês esquecerem, mesmo que por alguns minutos, da realidade fora dessa tela. Tudo isso sempre com muito amor. Mas hoje é um dia diferente, um dia triste, por isso falaremos justamente sobre a falta dele (o amor).

O assunto é delicado, é triste e revoltante. Mas são em feridas como essa que não devemos ter medo ou vergonha de tocar.

Vocês devem ter acompanhado pela tv/internet, o assassinato que ocorreu na manhã de hoje na escola em Realengo, no Rio de Janeiro. A tragédia, deixou mais de 10 adolescentes mortos e vários feridos, que assim como eu e você, estavam na escola, tentando aprender aquela  matéria chata de matemática ou simplesmente pensando no que fariam amanhã à noite.

Parece distante, mas se a gente for parar pra pensar, isso poderia acontecer em qualquer lugar. Na sua escola, por exemplo. Imagina como seria perder vários amigos de classe. Imagina como seria não poder mais andar por causa de uma bala que atingiu sua coluna; Imagina deixar o seu (futuro) filho na escola e ir pegá-lo em seguida, no hospital, morto.

Parece coisa de filme, mas infelizmente, não é.

A pergunta é: Até quando deixaremos cicatrizar, sem atitude alguma, feridas como essa?

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Sobre essa tentativa de nos fazer cópia de outras pessoas!
18/03/2011

Diariamente são impostas regras de todos os tipos que tentam nos forçar a seguir determinados padrões. Padrões esses que vão muito além de padrões de beleza. Conhecidos como estereótipo, esse modelo imposto nada mais é que uma imagem pré-determinada que a sociedade criou para algo ou alguém impondo limites estéticos, musicais, etc. E na prática, esses “limites” funcionam cada vez mais e com muito mais intensidade do que na teoria.

Milhares de informações chegam a nós todos os dias na tentativa de nos fazer seguir tal modelo apresentando, massacrar nossa auto-estima e nos fazer crer que não somos bonitas por sermos diferente. Sabe qual é o pior de tudo? Essas tentativas, em sua maioria, dão certo. E todas nós temos consciência disso.

Quem aí nunca apontou um defeito em si mesmo e disse: “Poxa, como eu queria acabar com isso” e logo em seguida te veio à mente a imagem de uma mulher esguia e sem esse seu “defeitinho”? É, é exatamente isso que acontece. Na tentativa de formar e processar nossa identidade, nós absorvemos muito mais informações do que deveríamos e isso muitas vezes pode nos fazer mal.

Vemos aos montes informações na TV, nas revistas e na internet que tentam nos convencer de que se não formos exatamente daquele jeito que a mídia impõe, nós não seremos felizes. E é essa mania de não gostarem do diferente que faz muitas adolescentes se preocupar com assuntos que na essência é só um mero detalhe.

Muitas vezes esquecemos que o que importa na vida é se aceitar e ser feliz como você realmente é: Seja você alta ou não, morena ou não, magra ou não ou dona de qualquer outro estilo que a sociedade julga.

Vai. Assuma sua personalidade. Muitas vezes o que nós achamos um defeito em nós mesmos, pode se tornar uma grande qualidade. Não se preocupe com esses padrões que a mídia apresenta todos os dias. Assuma suas características físicas com muito orgulho e você perceberá o quanto isso fará bem para você. Assuma tudo isso sem temer o diferente e sem temer os comentários alheios, afinal é impossível agradar a todos e o que mais importa no fim das contas é que você se sinta bem exatamente do jeito que você. E os outros? Ah, os outros são os outros e seus julgamentos não importam tanto assim.

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