O manual da felicidade
03/05/2013

Conheça o mundo. Não necessariamente em uma viagem. Às vezes, o que a gente precisa mesmo, é olhar tudo de uma perspectiva diferente. Aqueles pequenos problemas que fazem as coisas pareceram uma droga no final do dia, aqueles que a gente não tem coragem de admitir para ninguém, podem ser apenas nossa consciência exigindo um pouquinho mais da gente. Não do passado, nem no do futuro. De agora. Tudo é tão relativo. Seu próximo sorriso só precisa de um novo referencial.

Não guarde rancor. Nada acontece por acaso. Precisamos aprender a tirar boas lições até das piores experiências. Os sentimentos negativos, quando acumulados dentro da gente, contaminam todo o resto. Paramos de prestar atenção e ver graça nas coisas mais simples quando passamos o dia todo tentando resolver os antigos problemas de sempre. Exigir que o mundo seja exatamente como planejamos o tempo todo é egoísmo e o orgulho só serve para te tornar uma pessoa mais solitária.

Seja amável. Até mesmo com as pessoas que não podem fazer nada por você.  Na verdade, elas sempre podem. Cada pessoa que conhecemos durante a vida nos transforma de uma forma diferente. Geralmente só descobrimos isso quando elas não estão mais por perto.

Substitua a palavra “problema” por “desafio”.

Não seja tão crítico. Com você e também com as pessoas ao seu redor. Ninguém quer saber a sua opinião sobre a maneira que fulano toca a vida. Você não é a pior pessoa do mundo. Nem quando sente ódio, ciúmes ou inveja. Nem quando diz algo completamente diferente do que está pensando. Somos todos seres humanos e esses sentimentos fazem parte da nossa existência. O que nos diferencia no final das contas é a maneira com que lidamos com cada um deles.

Não viva uma vida inteira tentando ser melhor do que alguém. Quando todas as nossas escolhas se tornam consequências dessa tal competição mental, conquistar sonhos se torna uma obrigação. Não existe uma convenção para a felicidade. O que é bom para ele, pode ser uma droga para você. E vice versa.

A vida das pessoas não é tão interessante quanto parecem ser na internet. Nossa geração vive uma superexposição e isso faz com que tenhamos uma certa tendência a frustração. O facebook do vizinho é sempre mais interessante e movimentado que o nosso. Pois, saiba você, isso não quer dizer absolutamente nada. As pessoas mais legais e reais que conheço não dão a mínima para tudo isso.

Não seja aquela pessoa que sempre desmarca tudo. Agenda lotada e preguiça aguda não são exclusividades sua. A vida está muito corrida, isso é fato, mas arrume um tempinho para conversar com as pessoas que ainda se importam. Poucas coisas são tão divertidas quanto desabafar, rir de besteiras e lembrar, em uma mesa de bar ou no meio de uma comédia romântica, do bom e velhos tempos.

Tenha uma rotina física e mental saudável. Beba bastante água, tire a maquiagem antes de deitar e nos finais de semana, durma o número de horas que faltaram. Não cultive rituais de sofrimento só para saber se ainda dói. A dor pode preencher espaços, mas cultivá-la é como construir muros em volta de sí mesmo. Por fim, acomode-se agora mesmo. Na poltrona do sofá, não na vida.

Comente
As suas conquistas baratas
16/03/2013

Baixa a bola, garoto. Eu não morro de amores por você. Pensei que podia dar certo, mas olha, se eu te contar tudo o que eu já achei que fosse dar certo na minha vida. Às vezes não dá, não é grande coisa. Já aprendi a lidar com as minhas próprias decepções. Você, inclusive. Não é grande coisa, sabia? É mais um desses carinhas que acham que podem brincar com os outros e tudo bem. Comigo não vai ser assim, sinto muito. Você pode continuar jogando seu charme, seu sorriso cafajeste e esse monte de mentira meia-boca por aí. Eu só não vou comprar esse seu jeitinho malandro. Aqui não. Precisa de um pouquinho mais que isso pra ganhar meu coração.

Não vou mentir. Já gostei de caras como você. Era deslumbrada por esse perfil não-tô-nem-aí. Acreditava, sabe? Em caras com o mesmo sorriso que o seu. Com o mesmo discurso. E a mesma mania de quebrar corações. Tadinha de mim, tão ingênua. Achava que vocês podiam mudar. Vê se pode! Como se alguém mudasse por outra pessoa nesse mundo. E eu, coitada, me iludia. Dava murro em ponta de faca, insistia até não aguentar mais. Mas fica tranquilo. Agora, já tá tudo muito bem resolvido.

Não te acho uma pessoa horrível. Juro que não. Só acho que se eu posso escolher as apostas que vou fazer, por que raios eu apostaria em você? Pra quê? Pra ver se você adquire vergonha na cara, se decide virar um cara sério, se vai levar em conta o sentimento de quem entrega o coração pra você? Já vi esse filme antes, garoto. Já cansei desse script. Contra tipos como você, tô blindada. Fiquei à prova de mentiras. Você pode ficar sem peso na consciência: esse coração você não quebrou. Esse privilégio você não teve.

Mas deixa eu te contar um segredo: esse estilinho conquistador barato não cola mais. É preciso mais que um sorrisinho maldito. Ainda dá tempo, se você quiser. Vai lá se reinventar, quem sabe um dia você volte a ter graça. De mim, sinto muito, você nunca vai ter muito, não. Não porque eu tenha parado de acreditar no amor. É só que eu já acreditei em muita coisa idiota nessa vida. Mas acreditar em tipos como você de novo? Nunca mais, garoto.

Já aceitei restos demais. Mendiguei atenção, implorei amor, engoli, calada, desatenções cruéis. Passou. Depois de tantos como você, finalmente aprendi que não tenho vocação para ser uma dessas garotas que amam sozinhas. Não, eu não sou dessas que vivem relacionamentos unilaterais, que se jogam numa relação com um cara que “um-dia-muda”. Muda nada. Foi isso que aprendi depois de tantos do seu tipo: vocês não mudam. O que me resta, então, é sair por aí procurando alguém que finalmente me mereça. E que eu, do meu jeito também torto, mereça também. Simples assim.

Comente
Livro: Just Listen – a Garota Que Esconde Um Segredo!
28/04/2012

Quem nunca escondeu um segredo? Um segredo tão particular que pensar nele doia? Quem nunca tentou esquecer os próprios problemas escondendo-se de sua própria imagem no espelho? Muitos, com certeza, e com Annabel Green não foi diferente.

Ela guarda o segredo de uma noite em que foi pega com o namorado da melhor amiga, ela guarda os medos pela pressão da mãe de que se torne uma modelo famosa, ela guarda os problemas da familia com a irmã que sofre de anoxeria. Ela esconde-se. Contudo, o fato de começar o ano letivo sendo ignorada por todos faz com que Annabel se aproxime de Owen, um rapaz sempre solitário que lhe ensinará não apenas a se fazer ser ouvida, mas a se ouvir também.

O livro de Sarah Dessen, Just Listen – A garota que esconde um segredo é uma história de descoberta da autonomia, da auto aceitação e do entendimento de si própria. Junto com Annabel vamos aprendendo que a verdade é a ferramenta mais poderosa que existe e que jamais deve ser escondida.

Para comprar o livro pela internet basta acessar o site da Saraiva e desembolsar R$ 36,90. 

Comente
ENTRE AMIGAS: Sua história no blog!
23/11/2011

Sabe aquele pensamento que vem te incomodando há tempos? Aquela vontade, aquela dúvida, aquele desejo, aquela raiva contida, aquele amor impossível? Aquela passagem por sua cabeça que você não tem coragem de contar pra ninguém, mas tem muita vontade de conseguir começar a resolução do quebra-cabeça? Ou aquele problema que parece não ter soluções existentes no planeta para resolver? Pois eu lhes reapresento um meio de colocar o sentimento pra fora e serem ouvidas e respondidas! Está oficialmente reaberta e reativadíssima a tag “Entre Amigas” aqui no Depois dos Quinze! Quem se lembra da tag?

Pra quem não se lembra de mim, meu nome é Bruna Werneck, às vezes alcunhada por BW, e escrevi por mais de um ano aqui no blog sobre sentimentos e comportamento. Já estava há algum tempo fora da equipe do blog, quando a linda da Br veio me pedir para voltar e cuidar com carinho desta tag, pois o sonho dela era poder responder a todas vocês, do próprio “punho”, mas como ela está sempre em busca do melhor para os leitores, está sempre muito ocupada atrás de novidades para vocês. Por isso, ela me deixou o dever e a grande responsabilidade de ler e responder vocês, já que ela recebe quase 300 e-mails com histórias! Olha quanta coisa bacana a gente vai poder conversar aqui. Espero que eu consiga representá-la à altura.

Será como aquela ida em conjunto ao banheiro, o cochicho ao pé do ouvido quando aquele alguém passa, as noites de pijama em que se compartilham segredos, mandar SMS de madrugada só pra falar da última notícia bombástica que ficou sabendo…Todas essas e mais inúmeras situações, que melhores amigas sempre fazem: é exatamente isso que eu proponho aqui! Quero que vocês vejam em mim uma amiga virtual, sempre pronta para ajudar ao máximo o que quer que vocês queiram perguntar, sem dramas, sem rodeios.

Para participar é só mandar um e-mail com sua história, seu nome (ou o nome que você quer que apareça no blog), idade e cidade/estado para[email protected], com qualquer referência, no corpo do email, que quer que sua história seja publicada e respondida aqui. Ex.: “Gostaria de participar da tag Entre Amigas”! As histórias mais interessantes que tenham a cara do blog serão selecionadas e respondidas por mim, aqui mesmo no seu blog preferido, uma vez por semana!

Qualquer dúvida sobre como participar é só me mandar um reply no twitter (@lunarubies). Podem mandar histórias de todos os tipos que todas serão lidas, analisadas e respondidas! Escrevam muito, expressem-se! Não tenham medo de colocar os pensamentos para fora! Afinal, estamos entre amigas.

Comente
Como contar aos seus pais sobre a primeira vez?
23/03/2011

Vocês já assistiram “Curtindo a vida adoidado”? É um clássico do cinema dos anos 80. Eu vi porque não sou nenhuma jovenzinha, mas vira e mexe ele passa na Sessão da Tarde e você pode conferir o que eu diria que foi o hino de uma geração que falava sobre liberdade e escolhas disfarçado de comédia. O Filme conta a história de um garoto que mata um dia de aula e neste dia acontecem coisas boas, coisas ruins e coisas incríveis. Ele marcou a minha adolescência, mas ficou marcado principalmente porque no momento em que Ferris dançava ao som de “Twist and Shout” em uma daquelas paradas americanas, eu contava para minha mãe que dei meu primeiro beijo. Eu já tinha dezessete anos e além de estar muito atrasada, minha mãe sempre foi minha melhor amiga, portanto achei que ela ficaria feliz, e me diria “Antes tarde do que nunca”. Mas ela fez justamente o contrário, ficou muito brava e me encheu de perguntas. Foi nesse momento que percebi que apesar de sermos amigas, não éramos. Ela ainda era minha mãe e mesmo com quarenta anos de idade eu seria sempre sua garotinha. Portanto a idéia de me ver beijando alguém não era muito agradável para ela, porque talvez o beijo significasse a começo de muitas coisas. O fim de uma fase que determina quando você larga a boneca e começa de fato a prestar a atenção nos meninos. Exatamente por isso, quando tive minha primeira relação sexual alguns anos mais tarde, decidi não contar para minha mãe. Nunca contei.

É importante contar?

Depende. Não há uma resposta correta para esta pergunta. Se você é muito próxima dos seus pais e sente que deve compartilhar tudo com eles, pode se sentir melhor contando, afinal, é uma fase importante da sua vida. É claro que é preciso estar preparada para o sermão, como eu disse, eles são seus pais e não seus amigos. A idéia da filhinha deles tendo relações sexuais sem dúvida não é muito agradável, mas alguns fatores podem aumentar o ar de desaprovação:

1-         Você não está em um relacionamento sério.

2-         Você é muito nova.

Se um destes for o seu caso, esteja preparada para ouvir sermões. Entenda que seus pais são de outra época.

Você pode decidir contar por que:

1-         Gostaria que sua mãe te acompanhasse ao ginecologista

2-         Gostaria que sua mãe tirasse algumas dúvidas.

Se você decidiu contar é melhor fazer de forma direta. Não dizem que é melhor arrancar o curativo de uma vez? O resultado final é o mesmo, logo, o melhor é fazer rápido.  Então seja direta e sincera. Ela pode achar estranho no começo, mas vai se acostumar e no fim ficará muito feliz que tenha contado a ela. Não sabe como tocar no assunto? O que sempre funcionou para mim quando queria contar algo para minha mãe e não conseguia era escrever cartas. Escrevia tudo o que eu sentia e o porquê da minha decisão. Ela vinha me procurar para conversar sobre o assunto e eu evitava aquela parte de ficar noites sem dormir tentando achar uma forma de começar o papo. É infalível.

 

Comente
Página 1 de 212