primeira vez

Um texto sobre perder a virgindade

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A gente sente o momento chegar quando os pais ou a escola começam a abordar alguns assuntos diferentes. Menstruação, puberdade, garotos, camisinhas… Se você tem algum namorado ou rolo, a pressão é maior ainda. Você sabe que em breve vai ter que encarar a grande pergunta: quando é o momento certo pra primeira vez? O papo a gente já conhece: tem que ser com alguém especial, tem que ser consensual, a gente tem que estar à vontade, tem que usar camisinha (SEMPRE!), tem que ter certeza, as coisas mudam depois… Mas o que a gente mais quer saber ninguém fala! Como é, afinal?

Já ouvi mulheres dizerem que a primeira vez delas não doeu em nada, mas como nunca podemos contar com a sorte,preveja que a sua vai doer. E muito. Assim como a minha.Eu descobri que tenho muita sensibilidade pra dor: pra fazer tatuagem, tomei analgésico e relaxante muscular (e fiquei meio dopada, mas ainda sentindo muita dor); pra extrair os sisos, o dentista me deu 4 vezes a anestesia que ele dava pros pacientes normalmente (e também saí dopada de lá). Quando meus amigos me cutucavam ou durante qualquer brincadeira dessas de abraçar, apertar as bochechas, eu sentia dor. E é claro que com sexo não foi diferente.

Todo adolescente sabe como namorar sem precisar transar mesmo. Afinal, com a restrição dos pais a gente tem que usar a imaginação. Mas vou falar aqui só do sexo ~de verdade~, porque é disso que a gente tem tanto medo antes da primeira vez. Eu “tentei” perder a virgindade quando tinha 18 anos, mas doeu tanto que desisti. Foi só alguns meses depois que eu consegui mesmo, com o meu namorado na época. E ele teve tanta paciência e tanto carinho que eu até me sentia mal de dizer que estava com dor. Mas eu tinha que dizer, ele mesmo não ia ficar feliz se soubesse que eu estava sofrendo quieta. Ele foi o cara que todas queremos pra nossa primeira vez: perguntou se eu tinha certeza, tomou todo o cuidado do mundo, fez tudo ficar mais leve, sem pressão. E nem perguntou se era pra botar camisinha! Pena que não são todos assim.

De qualquer forma, mesmo depois da primeira vez eu ainda sentia um pouco de dor. Quanto mais preliminares, menos dor. (Inclusive, fica a dica para homens e mulheres mundo afora!) Perguntei pra minha ginecologista se isso era normal e ela me deu um gel lubrificante e disse que era normal, que eu tinha que relaxar mais. Mas eu estava relaxada, ô dona! Foi então que me dei conta da minha hipersensibilidade. Não era tensão muscular, era uma dor “comum” (que poucas pessoas sentem, mas nada de anormal).

Enquanto eu estive com esse namorado, tudo era mais tranquilo, a gente sabia como fazer pra evitar o desconforto. Foi quando terminamos e eu fui ficar com outro cara que eu descobri o pesadelo que deve ser perder a virgindade com um babaca. Sim, eu estive com um autêntico babaca e não sei como pude aguentá-lo por mais de um dia. Ficamos poucas vezes, e transamos menos ainda. Na primeira vez foi ruim, doeu, mas deve ser só até acostumar, né? Na segunda foi ruim, doeu e ele não tava nem aí. Nem precisou da terceira, dei um pé na bunda antes de testar.

Essa é a diferença: o cara se importar com você. Pode até ser que ele te ame mesmo, mas ele cuida de você? É claro que vai doer e possivelmente vai doer outras vezes também. Masse ele não estiver nem aí pra sua dor, vai ser pior ainda. E você vai se sentir mal, porque afinal de contas, sexo deveria ser algo prazeroso! A gente pensa que se não conseguiu gostar, a culpa foi nossa.

Infelizmente, quando estamos apaixonadas não dá pra perceber direito quando o cara é legal ou quando ele só é legal porque quer sexo. A maioria das meninas aprende isso da pior maneira. Não me entenda mal, todas as besteiras que fazemos na vida tem um propósito: o aprendizado! Aquele babaca me fez ver como fui sortuda com o namorado que veio antes e mais sortuda ainda com o namorado incrível que tenho hoje. De qualquer forma, nunca faça algo por pressão dos amigos, família ou namorado.

Sexo é muito legal? Sim, claro. Entretanto, tem uma porcentagem muito grande de mulheres no mundo que não sabem nem o que é um orgasmo de verdade. Pior: tem mulheres que ficaram traumatizadas a vida toda por causa de uma experiência sexual negativa. Acho que o risco que a gente corre de ser “certinha demais” (como se isso fosse realmente um defeito) vale mais a pena do que sofrer por algo que deveria nos fazer feliz.

Tem gente que ainda acha que existe uma idade certa pra perder a virgindade. O que existe é o momento certo: estar com alguém que cuide de você, achar que está pronta pra isso (e pra o que houver, caso não seja tão legal), conhecer o próprio corpo. Em um dos vídeos Lully me Ajuda uma menina enviou mensagem dizendo que tinha 20 anos e ainda era virgem. A maioria dos comentários? Homens e mulheres dizendo que achavam normal ou que eles mesmos também perderam a virgindade tarde. Algumas pessoas inclusive apontaram que não é mérito algum uma menina perder a virgindade cedo, muito menos por causa de pressão.

A pressão voluntária ou involuntária das pessoas nunca ajudou ninguém a fazer algo direito, só atrapalha. Tem até aqueles “amigos” que botam pilha, sendo que a primeira vez deles mesmo foi uma droga: só querem te apressar pra eles não se darem mal sozinhos. Então quando a dúvida bater na sua cabeça, sobre se é o momento certo, leve tudo isso em consideração. A dúvida é normal, todo mundo passou por isso. Na minha opinião pessoal, se essa dúvida existe, é porque ainda não é a hora. Quando chegar, você vai saber.

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Entre Amigas: Nunca me apaixonei!

Monica, 17 anos, São Paulo – Eu tenho me sentido muito mal ultimamente, porque parei pra pensar na minha vida e percebi que já tenho quase 18 anos e nunca me apaixonei por alguém de verdade. Sim, eu gostei cinco anos de um menino, mas nós éramos amigos e nunca chegamos a ficar, mas eu gostava muito dele. Bom, essa foi a única coisa que eu consegui salvar em minha pesquisa em relação a amores na minha vida.

Oi Monica, tudo bem? Para começar, tenho uma coisa pra te dizer: JAMAIS se sinta mal simplesmente porque não se apaixonou por ninguém. As pessoas têm a mania de achar que se a gente não está namorando, enrolada com alguém ou simplesmente apaixonada, a gente está infeliz. Então não deixe que esse tipo de idéia horrível te afete. Podemos sim ser felizes, nos sentir ótimas mesmo não estando apaixonadas.

Eu saio de balada, raramente, com as minhas amigas, fico com uns caras e alguns deles pedem pra manter contato, mas depois que vou conhecê-los melhor eu me desinteresso rapidamente. Eu simplesmente não consigo levar qualquer ficada à frente, se não estiver realmente interessada pelo cara. O único caso em que eu fiz isso foi com o garoto que eu dei meu primeiro beijo e ele me pediu em namoro depois de umas semanas, mas o relacionamento só durou um mês porque percebemos que não era aquilo que nós queríamos… Depois disso e não consegui mais “ficar sério” com ninguém.

E faz muito bem você, sabia? Dar um basta logo que a gente percebe que não é isso que a gente quer poupa muito sofrimento e stress futuro. Ficar com alguém, simplesmente por ficar não é a solução dos problemas. Estar apaixonada não é a solução de nada nessa vida. Pelo contrário, ele deve ser uma reação pela incrível paz que a gente tem. Não quero dizer que você não tem essa paz, pelo contrário! Só digo que se ainda não se apaixonou é porque não chegou a hora. E quando a hora chegar, você vai saber lhe dar e vai saber que é amor.

Mês passado fui à balada e conheci uma cara, nós ficamos e ele me ligou no dia seguinte. Conversamos horas e marcamos de sair. Fui. Ele me tratou muito bem, foi um príncipe e depois continuamos a conversar por telefone, mas eu desisti. Achei-o muito grudento apesar de me tratar super bem. Não consegui mais ficar com ele e tenho me sentido mal por não corresponder ao sentimento dele, mas em parte me sinto aliviada de ter saído da situação, pois não queria realmente estar com ele.

É disso que eu estou falando, Monica. Não se sinta pressionada a ficar com alguém simplesmente porque a pessoa quer ficar com você e você tem medo de ficar com a culpa de ter dispensado alguém. Se não te interessa, então não leve a situação a diante. É melhor que a pessoa com quem você está entenda isso agora, do que sofra depois com a sensação de que foi “enganado”.

Eu quero encontrar alguém que eu admire e que me admire também! Eu queria mesmo alguém que me amasse e que eu sentisse o mesmo, que me fizesse suspirar e querer estar com ele. Mas os caras que eu já me interessei nunca me deram muita atenção, então eu fico me sentido triste por não conseguir “aproveitar” com quem realmente gosta de mim. Sinto que não seria feliz e não faria a pessoa também feliz. Tenho estado muito triste, principalmente porque as minhas amigas já encontraram alguém assim e eu ainda não.

Monica, para terminar só quero te pedir que não se compare com as suas amigas. Cada uma tem seu tempo e isso que eu vou dizer é clichê, mas é a pura verdade: um dia você vai conhecer alguém que vai te fazer entender porque não deu certo com ninguém antes, porque você não se apaixonou por ninguém antes. Li isso dia desses em algum lugar e é a mais pura verdade. E não se desespere também! Quando for amor ou uma simples paixão, você vai saber!

Posso me contradizer agora e talvez você nem entenda, mas tente dar uma chance ao amor também, uma chance para quem merece. Pode ser frustrante no fim das contas, pode trazer sofrimento, mas pode ser que não também. Você só vai saber se tentar! É claro que isso exige que você tenha o mínimo de interesse pela pessoa, então quando sentir que pode dar certo, mas ainda estiver com receio, só pensa que pode ser o amor batendo em sua porta só esperando você abrir e servir um cafezinho! Pode dar errado, mas de vez em quando costuma dar certo. Não custa nada tentar! Muitos beijos para você e que você seja feliz, amando ou não!

E você? Tem alguma dúvida ou rolo e quer escreve para gente? Então mande um e-mail para entreamigas@depoisdosquinze.com contendo seu nome, idade e cidade/estado e conte-nos sua história. Lembre-se: Estamos sempre entre amigas!

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Primeira vez sem drama!

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Quando você pensa na palavra “sexo”, o que te vem à cabeça? Um cara em especial? Seu pai mudando de canal ou aquela série que o seu irmão assiste? Pois é, um mesmo assunto pode gerar infinitas reações nas pessoas. Isso se torna um problema porque temos a mania de complicar bastante as coisas. Principalmente coisas absolutamente naturais, como a relação sexual ou aquele gesto que  ele fez, mas você insiste em achar que ele está mentindo ou amando outra garota.

Pois bem, aí vai uma verdade: Na sua idade, o sexo não deve  ser decisivo na relação. Ou seja, não é normal e aceitável ele te pressionar com a possibilidade do romance acabar se nada acontecer em um determinado tempo. Se seu namorado te amar de verdade, ele vai entender e esperar o tempo que for preciso. Acredito que o amor não é feito só de prazer. Também não existe idade certa pra fazer sexo. Já vi amigas com 20 anos totalmente perdidas em relação ao assunto, e outras com 15 agindo com bastante naturalidade. Quero dizer, não caia no papo de que a idade influência tanto assim. Você jamais estará velha ou nova demais pra essas coisas. Esse amadurecimento é interno, e é bem diferente de pessoa pra pessoa.

A coisa mais importante é você, e somente você, estar segura da decisão, que mais uma vez, é somente sua.  Eles geralmente ficam “prontos” antes da gente, mas isso não quer dizer que temos que passar por cima dos nossos próprios sentimentos. Por sermos garotas, algumas questões acabam mesmo sendo mais complicadas pra gente.

Alguns filmes e livros abordam esse assunto de uma maneira diferente, mais simples. Recomendo que assistam Desenrola (que mostra a incrível história da romântica Priscila, uma típica adolescente de 16 anos, que graças a uma viagem da mãe, se vê pela primeira vez sozinha em casa… São nesses vinte dias que tudo acontece na vida da protagonista: amigos novos, trabalho para escola, paixão de tirar o fôlego, a primeira transa, a primeiro acampamento e o primeiro amor.) e o livro “Era uma vez minha primeira vez” da Thalita Rebouças, que é uma ótima autora e dispensa apresentações.

Bem, se mesmo assim você não sentir segurança suficiente ou não se imaginar na situação, amadureça inda mais a ideia, sem pressa. Desabafe com ele, com suas amigas ou família. Esses assuntos geralmente devem ser conversados com a mãe, já que algum dia, ela passou pela mesma coisa né?! Pra puxar o assunto, use a tradicional “Mãe, quem foi o primeiro cara que você amou muito? Vocês namoraram? (…) Rolou?”.

Pra finalizar, minha dica: Faça com alguém especial e que te transmita bastante confiança. Precisa ser assim porque afinal, ele ou ela vão ocupar um cargo importante e eterno na sua vida. Quando você tiver 60 anos e sua netinha te perguntar sobre o assunto, vai poder contar com um sorriso no resto, tendo a certeza de que mesmo com todos os problemas, dores e inseguranças, foi com a pessoa certa. Com amor e claro, com camisinha! ;)

Você tem alguma dúvida ou experiência para compartilhar com quem está passando por isso? Depois da 19 horas estarei lá na página da Always batendo um papo com as meninas, e gostaria muito que vocês também aparecessem por lá. Pra participar é só acessar a página, curtir e abrir aba “ENTRE AMIGAS” (que fica na lateral da página em Always on).

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Existe idade certa para a primeira vez?

No último texto que escrevi sobre como contar para os seus pais sobre a primeira vez, cheguei a mencionar que se você fosse muito nova isso poderia lhe render alguns sermões e uma das leitoras me perguntou se existe hora certa para iniciar a vida sexual.

O assunto é meio complicado, afinal, só a gente mesmo sabe quando a hora é certa. Quando a proximidade daquela pessoa especial faz todo o resto perder o sentindo e você só consegue pensar em uma coisa. Quando o beijo daquela pessoa provoca uma sensação estranha que começa no dedão do pé e arrepia até os fios do cabelo. Quando seu corpo simplesmente não pertence mais a você e age quase por conta própria.

Aliás, tudo o que eu posso falar sobre a primeira vez é que ela deve acontecer de forma natural. Quando ela tiver que acontecer e de preferência com uma pessoa especial. Mas como não existe idade para se apaixonar e os amores adolescentes são os que mais doem e fervem o corpo e queimam o coração, eu diria que você tem uma vida inteira para ser adulta, para agir como adulta e portar-se como tal. Portanto não há nada de errado em esperar. Em curtir aquela pessoa que está com você o máximo que puder, descobrindo cada pedacinho dela, diferentes formas de beijar, diferentes maneiras de tocar. Descobrindo você mesma inclusive, para estar certa de que se decidir fazer sexo esta será uma decisão somente sua e de mais ninguém.

Sexo não é brincadeira e envolve várias questões emocionais, bem mais do que físicas, principalmente se você não estiver em um relacionamento sério. Então quando for a hora certa você não vai sentir apenas com o corpo, mas com o coração e com a cabeça também. Se você ainda tem dúvidas sobre este ser ou não o momento certo, é porque não é.

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