Resenha: Fazendo meu filme
01/11/2012

Cá estou eu mais uma vez para falar do trabalho da escritora brasileira Paula Pimenta. Dessa vez, vou contar um pouquinho do que achei da série “Fazendo Meu Filme”, que não por acaso, vendeu mais de 100 mil exemplares aqui no Brasil. Prometo que vou tentar descrever o livro sem fazer muito spoiler. Quero vocês leiam cada um deles, e se surpreendam assim como eu me surpreendi. Combinado?


Bom, os quatro livros da série “Fazendo meu Filme” contam a história de uma garota tímida e sonhadora chamada Estefânia. Começamos a acompanhar a vida da “Fani” no ensino médio, quando ainda cheia de incertezas, ela se apaixona perdidamente pelo professor de Biologia. Mas isso, garanto para vocês, não é o que torna a história tão bonita e envolvente a cada página. No decorrer dos capítulos, dos 16 aos 22 anos, a personagem descobre e nos mostra de um jeito encantador, o quanto o destino pode nos surpreender positivamente. Mesmo que às vezes, pareça exatamente o contrário.

Fani enfrenta problemas familiares, paixões platônicas, despedidas nem um pouco desejadas, uma inimiga com corpo e rosto de modelo, intercâmbio longe da família, saudades do ex, mãe neurótica e por último, uma faculdade no exterior.

Tenho certeza que se você tem vontade ou já viveu algumas dessas experiências, vai amar a série logo de cara. A autora teletransporta o leitor para dentro da história. Fazendo com que ele se identifique e também imagine situações do cotidiano de um jeito completamente diferente. Às vezes até voltando e avançando no tempo. Outra característica legal é que antes de cada capítulo, ela coloca um trechinho de um filme.

Conheci o trabalho da Paula quando estava fazendo intercâmbio. Logo quando comentei aqui no blog que minha escola ficava em Brighton (saiba mais aqui), várias leitoras comentaram que era o mesmo destino da personagem Fani. É óbvio que fiquei super curiosa e com vontade de compras os livros para lembrar da cidade e morrer de nostalgia. Paula foi tão fofa que mandou alguns exemplares de presente na semana seguinte.

Li os dois últimos livros em menos de três dias (O primeiro li bem antes, mas tive que parar porque passei o último mês trabalhando no meu próprio livro. Paula e eu estamos na mesma editora, sabiam?). Fiquei sem dormir e sai andando por aí tropeçando nas pessoas por não conseguir tirar os olhos das páginas, pelo menos não até as coisas se resolverem temporariamente e a personagem parar de chorar. Resumindo, é uma leitura bem fácil e gostosa. Um pouco como assistir um filme de comédia romântica. Só que de um jeito diferente: imaginando e criando cada cena na nossa própria mente.

DICA: No site da Saraiva vocês podem comprar a série completa por R$103,00.

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Livro: Apaixonada por palavras
19/09/2012

Se você já leu algum livro das séries “Fazendo o meu filme” ou “Minha vida fora de série” deve saber muito bem quem é Paula Pimenta. A escritora mineira que é considerada por muita gente a nossa Meg Cabot. Geminiana e sonhadora, apaixonada por cinema e música, Paula é uma daquelas pessoas que você conhece (ou lê) e sente muita vontade de ser amiga.

Quando fiz intercâmbio muitas leitoras comentaram que Brighton era também o destino da personagem principal do livro “Fazendo o meu filme”, a Fani. É claro que quando voltei fiquei super afim de ler a história e morrer de saudade de cada segundo da viagem. Então, quando passei por uma livraria, acabei comprando vários livros da autora de uma vez só. Mostrei no instagram e dias depois recebi aqui em casa os que faltavam pra completar minha coleção. Foi um presente carinhoso da Paula. Não é um amor de pessoa, gente? Quase tive um treco quando vi que ainda por cima tinha dedicatória.

Impossível agradecer de um jeito diferente, né? Comecei logo a ler os livros e fui me apaixonando ainda mais pela ordem das palavras escritas. Gosto quando isso acontece porque fico ainda mais inspirada para escrever aqui no blog.

O primeiro livro que vou resenhar pra vocês é o “Apaixonada por palavras”, uma coletânea incrível de crônicas e também a publicação mais recente da autora. Na obra a personagem principal é a própria Paula. É isso aí, as 158 páginas contam o próprio dia a dia da autora. Sentimentos, lembranças, sonhos, histórias que fazem que a gente, que pensa  quase sempre com o coração, se identifique do início ao fim do livro. A leitura é bem fácil e a linguagem jovem e atual. É como abrir o diário de alguém e aprender com cada erro e acerto vivido. Muito legal, né? Recomendo bastante pra quem tem blog e escreve comportamento. Muita inspiração.

Uma das minhas crônicas prediletas: “Odeio cantadas. Flores não me seduzem. Chocolates então, nem pensar. O que me comove são palavras. No caminho de casa, passo por uma pista de cooper onde têm barras e aparelhos de ginástica. Em qualquer hora do dia ou da noite, rapazes de se fazer inveja aos galãs globais puxam ferros, correm mais do que para tirar a mãe da forca, levantam pesos, malham até o dedão do pé. Ao lado deles, garotas soltam suspiros para cada flexão de braço, lançam exclamações para cada bíceps trabalhado, fazem votação para definir qual peitoral é o mais sarado. Deixo tudo para elas. Tais rapazes não merecem um segundo olhar meu. Para mim, músculo em excesso é inversamente proporcional à inteligência.

Fim de semana. Depois de muita insistência, aceito o convite das minhas amigas para ir dançar, mesmo sabendo que me arrependerei. Lugar dos infernos. Quente, barulhento, enfumaçado. E ainda por cima tenho que escutar aquela mesma frase: “E aí, gata, vem sempre por aqui?”. Fico na dúvida entre vomitar, sair correndo ou fingir que sou surda. Outra situação: O moço é lindo. Toca violão. Minha família gosta dele. Já estou quase convencida de que é minha alma-gêmea. E então ele me manda um cartão: “Não me canço de te olhar”. É, querido, vai ter que olhar para o outro lado. Cansada estou eu de quem não sabe escrever nem em português.

Mas por que eu sou tão viciada em palavras? Por ter crescido lendo enquanto minhas amigas brincavam de pique-esconde? Por minha primeira paixão ter sido o Cebolinha, nos gibis da Turma da Mônica? Por amar poesia desde que nasci? Não sei. O fato é que me desperta curiosidade quem sabe escrever o que pensa. Garotos que escrevem bem têm um charme diferente. Suas palavras me acariciam de tal forma, que se tornam vitais para minha sobrevivência. Se eles têm tanto cuidado com a escrita, imagine o carinho que teriam comigo… Ah, os homens que sabem escrever! Alguns conseguem ser tão sinestésicos, que chego a perceber a voz deles por entre as linhas.

Os que mais me impressionam são os que adivinham meu pensamento, mesmo sem me conhecer. É indescritível a sensação de ler um texto e me identificar totalmente com as palavras do escritor. É como se ele tivesse roubado a ideia que eu ainda não havia tido, mas que já existia em mim. Emocionante perceber, na medida em que meus olhos vão descendo por sobre o texto, que existe alguém que pensa exatamente como eu. Infelizmente, a recíproca não é verdadeira. O sexo masculino, no geral, ainda se sensibiliza mais com um corpo esculpido do que com a forma que as escritoras dão às suas frases.

No dia em que eu encontrar um que se importe mais com o que eu escrevo do que com a minha embalagem, eu me caso. Desde que a proposta seja feita por escrito. E que por trás daquelas palavras, existam óculos em vez de músculos.”

Alguém aí também já leu esse livro ou algum outro da Paula? Comentem!

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