Quando o ex não é só um ex!
21/06/2011

Relacionamentos fazem parte da vida de todas  nós e o término de alguns é quase que inevitável. O problema aparece quando o ex-namorado, contra a sua vontade, permanece na sua vida lhe trazendo a tona algumas lembranças e sentimentos, seja porque você ainda gosta dele ou porque ele não consegue te deixar em paz. No fim, vira-e-mexe ele só aparece para te atormentar.

Às vezes, para o ex não fica tão claro assim que infelizmente todo sentimento foi embora e que não existe mais nada. Assim, ele costuma ficar no pé querendo lhe fazer mudar de idéia, certo? Se acha que não haverá chance nenhuma de voltarem, seja firme com suas palavras e deixe bem claro que acabou. Sempre em que ele insistir e vier tentar falar aquele assunto que você já está cansada de ouvir, repita mais uma vez que chegou ao fim. Uma hora ele vai se cansar e vai entender que não tem mais jeito. Para casos assim, paciência é a chave do sucesso.

Quando você percebe que, mesmo que não queira, você ainda sente algo, a situação é um pouco mais complexa. Se acha que ele também sente algo, seja humilde e mostre que ainda existe um sentimento. O que levou ao término do namoro pode ser um empecilho e a justificativa da resistência de vocês para reatarem o romance, portanto deixe claro que as coisas mudaram e que ainda pode dar certo. Talvez vocês estejam separados porque um dos dois não quer dar o braço a torcer e por isso, não tenha medo de assumir sua condição e mostrar que ele faz falta. Se ainda existir um sentimento forte, as coisas provavelmente vão voltar a fluir e tudo vai dar certo.

Se o término foi por algum erro seja da sua parte ou da dele, leve em consideração seus sentimentos e o que, de fato, aconteceu. Lembre-se de todos os momentos bons que passaram juntos e que, talvez se houver o compromisso de mudança, o relacionamento pode ser reatado e dessa vez pode ser ainda mais forte.

Haverá diversas pessoas que marcaram nossas vidas de diversos modos e as pessoas com as quais dividimos mimos e um sentimento tão bom quanto o sentimento de um namoro tendem a marcar mais ainda. Se de qualquer outro modo ele ainda está presente, só existe uma coisa que irá afastá-lo: O tempo. Nada como deixar o tempo agir e fazer o que realmente tem que ser feito. Se ainda ama, deixe claro seus sentimentos, mas se preserve ao mesmo tempo. Não deixe-o abusar da sua boa vontade e do seu coração. Nessas horas, usar o bom senso e ouvir o que seu coração pede é o melhor a se fazer. Se não o ama mais, deixe-o seguir a vida e mostre que é necessário que você também siga a sua. Vão aparecer outros momentos, outras pessoas e outros amores. É só uma questão de tempo, de deixar ir embora (e, mesmo que contra a nossa vontade, o tempo sempre age e essa hora sempre chega).

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Adivinha?
22/05/2011

Ei você que está lendo esse texto apenas pra saber sobre o que eu ando pensando. Por que você não cria coragem e vem logo me ver? Chega de tentar adivinhar o que eu sinto. Meus textos ficam mais bonitos quando você está por perto.

Estou cansada de revirar nossa história em busca de momentos felizes. Olhar no espelho e me sentir a pessoa mais idiota do mundo não é algo que eu goste de fazer. Mas eu tenho feito tantas vezes. Me explica,  como é que uma escritora vai se sustentar com um coração vazio? Meus textos estão ficando monotonos, assim como os dias sem você.

Acordei assustada noite passada. Tive aquele mesmo pesadelo de sempre. Você me conhece, não tive coragem de sair da cama, muito menos de ir acender a luz. Fiquei ali, de olhos fechados sentindo o tempo passar. Esperando o sono voltar. Você chegar. Pra dizer que nada daquilo era verdade e deitar ao meu lado, de conchinha, sussurando coisas engraçadas no meu ouvido.

Quando a gente se fala pelo telefone você leva tudo na brincadeira. Ei, eu to falando sério. Você é o único que me conhece tanto, e sabe dos meus maiores medos. Aqueles mais secretos e obscuros. Que é dono dos meus pensamentos e lembranças, do cheiro da pelúcia que eu abraço todos os dias antes de dormir. É você.

Implique comigo. Diga que eu to errada só pra me contrariar. Ligue quando eu to no banho. Diga que me prefere sem maquiagem. Ocupe minhas noites vazias no computador. Reclame das minhas notas baixas. Dê flores de presente.

Faça tudo que eu nunca deixei você fazer. Volta logo, mas volta pra mim.
Adivinha? Eu ainda sou sua.

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O tempo e a falta!
05/04/2011

Sempre me disseram que se deve ser feliz de dentro pra fora. Pois se é assim, então eu não sou. Eu guardo sentimentos ocultos. Eu guardo melancolia. Eu alimento minhas nostalgia.

E em dias como hoje, desenterro todo o meu passado e brinco de voltar no tempo com as palavras. De mudar o que já acabou. De eternizar o que nem durou.

Talvez a vida seja mesmo isso. Guardar sentimentos.

Eu só não consigo entender como as pessoas conseguem com o tempo, simplesmente se desfazer de tudo isso. O tempo pra mim, não muda nada:  Deixar as coisas mais distantes só faz com que a minha vontade de alcançá-las aumente.

Sinto saudade de tudo aquilo que já passou. De todos os cheiros, de todos os erros e de todos os medos. Dos amigos que se foram. Dos idiotas que me fizeram aprender o que é sofrer.

Sinto falta de caber no banco de trás do carro dos meus pais. Do meu primeiro colégio e das suas exigências sem fundamento. Da minha professora do infantil que me faz acreditar que eu era diferente.

Sinto falta de tudo aquilo que tive que deixar, de tudo aquilo que me deixou antes mesmo de chegar. Dos abraços e das lágrimas que eu não deixei cair. Da cor do meu quarto quando o sol batia pela janela. Da música que tocava naquela viagem de família.

Mesmo sabendo o final da história, eu não faria diferente. Eu faria de novo. Pra sempre.

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Flashback!
27/03/2011

Então você aparece. Como num flashback, me faz voltar no tempo e acreditar que as coisas poderiam ter sido diferentes. Relembra dos melhores momentos, e jura que nossos erros, não passaram de simples enganos. Eu finjo que acredito, e deixo acontecer só pra saber até onde você quer chegar.

Sei o caminho de volta, não corro mais riscos de me perder novamente em você.

Conversa vai conversa vem, e você já está chamando minha mãe de sogra novamente. Você diz que o que nos uniu, distância não separa.  Discutimos sobre o passado, o presente, e o futuro. O meu futuro. Como num sonho, você se enxerga nele, mas quando abro meus olhos, não te enxergo aqui.

Então você decide que quer me ver. Eu decido não discordar de você.

Vou ao seu encontro, mas deixo meu pobre e ingênuo coração em casa, trancado na última gaveta do meu armário. Apenas o meu corpo, apenas a minha mente querendo se distrair com o que já foi motivo de loucura.  No telefone, na internet, na esquina daquela rua onde ninguém vai. Nós não estamos juntos, estamos apenas relembrando o passado.

Ouvi dizer que estão construindo uma máquina do tempo por aí. Pra mim, nenhuma novidade. Nos nossos encontros, sinto como se o verão nunca tivesse passado. Como se o Outono jamais tivesse pronto para chegar e estragar as coisas.

Enquanto eu acho graça dos seus abusos,  você diz que eu deveria aproveitar mais a vida.

Seu cheiro está na minha roupa, minha roupa está no chão. Estou novamente nos seus braços, fingindo que esse já não é mais o meu lugar. Que seu beijo já não é o meu remédio, e que seu sorriso nunca foi  a coisa mais linda desse mundo. Enquanto você acaricia meu rosto – daquela maneira que só você saber fazer – diz coisas bonitas em voz baixa no meu ouvido – mesmo sabendo que aquela não é a primeira vez que escuto coisas assim.

Eu estava lutando contra meus próprios princípios, para aceitar você de vez em mim. Aquilo parecia a coisa mais suja do universo, mas nada disso importava porque você simplesmente estava por perto. Você e suas piadas, suas músicas cheias de ideias e o seu cheiro de perfume importado.

Quando dei por mim, nossa aventura de uma noite se transformou em semanas.

Aí você não apareceu, não retornou minha ligação e nem respondeu o meu scrap. Foi aí que abri a última gaveta do meu armário e percebi que o meu coração já não estava mais lá. Você o roubou, como todas as outras vezes. Como com todas as outras garotas.

Agora estou, relembrando, só que dessa vez, sozinha.

 

 

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Um diário no tempo!
16/12/2010

Eu quero escrever um diário no tempo.

Espalhar nos anos minhas loucuras, amores e peripécias que criam em meu estômago uma arena onde voam livres milhares de borboletas. Assistir ao cachorro se espreguiçando e sentir a lealdade dele de volta, no quintal ensolarado!

Queria que as páginas voassem com cenas descritas de todas as confusões e ansiedades, e caíssem na minha mão nos momentos vagos daquele domingo de chuva.

Como seria bom se as lembranças fossem sem data e as fotos da festa de ontem durassem na nossa eternidade, sem hora pra acabar.

A idéia imposta pelos físicos de que temos vinte e quatro horas por dia nos condiciona numa ampulheta onde passamos um terço desse tempo dormindo e os outros dois sonhando acordadas com o dia em que todas as formas que a nossa imaginação tomou vão virar realidade. Mas, a real noção de futuro chega quando, logo pela manhã, os mesmos outdoors cheios de gente sorrindo vão passando como slides conforme o carro anda vagarosamente em direção ao semáforo.

A boa notícia: os abraços envoltos de corações meramente ilustrados estão mais ao seu alcance do que imagina! Basta abrir-se ao novo e olhar o relógio apenas para tomar as pílulas de riso, porque o resto…Ah!O resto deve acontecer. Quantas semanas passamos planejando o cenário perfeito, a roupa propícia e a trilha sonora que se encaixe a um encontro, quando a essência dele deve ser nada além do amor?

Não, eu não posso esperar pra eternizar todos os meus feitos, e seria muita injustiça esquecer logo daquele que mais me fez chorar, já que ele fez questão de escrever na testa o que eu não posso fazer de novo. Preciso me encher de lembretes pra registrar toda e qualquer mudança! Afinal, foram tantas discussões com minha consciência que no final cresci mais que a Alice depois de beber o que não devia!

Meus livros? Confere!

Meus affairs…Será que cabe?

E minhas dúvidas? Melhor deixar na mão dos melhores especialistas…

E depois de tanto juntar letrinhas de passados presentes, eras podem passar, mas ninguém deixará de ler minha existência e ninguém tomará de mim o nosso primeiro beijo e o lar que fica onde meu coração está.

E então, alguém me ajuda a escrever um diário no tempo?

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