Livro: Anjo da Morte
15/06/2012

Como o prometido vamos equilibrar as dicas entre livros juvenis e livros mais maduros. Por isso, a dica hoje será um autor brasileiro (faz tempo que eles não aparecem por aqui, né?).

O professor de teatro foi assassinado pouco antes da estreia da nova peça e ao seu lado foi encontrado um folheto neonazista.Descobrir os envolvidos é uma nova missão para o grupo de adolescentes “Os Karas” (aquele grupo de A Droga da Obediência) e, além disso, terão que enfrentar o Anjo da Morte, um ex-oficial nazista, principal suspeito do crime e aquele que mais atrapalha as investigações do grupo.

O livro Anjo da Morte, de Pedro Bandeira é uma aventura gostosa e divertida que dá vontade de pegar a nossa própria capa e ir salvar o mundo. Poderia dizer que é um bom presente para a prima mais nova ou para a irmãzinha, mas  Pedro Bandeira é mais profundo do que parece. O autor sempre trata de temáticas importantes com a leveza necessária para não nos deixar amedontrados.

O livro pode ser encontrado online por R$37,50, na livraria Cultura.

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Livro: Cem sonetos de amor!
03/12/2011

Há certo tempo o Chile tem sido destaque no cenário atual devido às  reivindicações do Movimento Estudantil pela educação.  E, inspirada pelas aparições do Chile, resolvi trazer um dos poetas que mais admiro: Pablo Neruda.

Assim como esses estudantes que lutam por políticas mais justas,   Neruda foi em seu tempo um estudante politicamente ativo e comunista, tendo sido posteriormente consul e senador.  Ele foi um dos mais marcantes poetas latinos com sua poesia que percorreu diversas fases, com temas que vão desde o amor mais profundo até a morte e a desintegração da sociedade e do mundo, passando por denúncias políticas e  desconexão com a realidade.  Tamanho é seu legado que foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1971.

Essa autonomia que escrever poema nos traz faz com que o amor seja um tema recorrente.  A poesia não impõe limites ao sentimento. E Neruda soube como aproveitar isso. Seu livro Cem sonetos de amor aborda as possibilidades da palavra amor, expressando a diversidade e significação que essa palavra pode ter. O livro é divido nas quatro partes do dia: Manhã, Meio-dia, Tarde e Noite. O tipo certo de livro para carregar no bolso e, no meio do dia, dar uma escapadinha para ler palavras tão belas e sensíveis sobre esse sentimento tão intenso e tão estranho a todos nós.

A editora L&PM tem o livro na versão de bolso por apenas R$11,00 no site da Saraiva!

CURIOSIDADE: O compositor Peter Libierson, filho da bailarina  Vera Zorina (que foi a segunda esposa de Balanchine – informação extra para as amantes do balé) musicou alguns dos poemas de Neruda em um trabalho chamado Neruda Songs , que é belissimo. Fica a dica para quem gosta de ópera e música!

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Os textos de Gaefke
11/10/2011

Foi procurando a autoria da frase “Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura”, que cheguei por acaso até um autor brasileiro chamado Paulo Roberto Gaefke.

Tudo começou quando li essa frase em algum tumblr. Curiosa, resolvi buscar na internet o nome de quem escreveu tal verdade sobre mim e muito provavelmente, trazer para a tag “entre aspas” e apresentar pra vocês.

Depois de muita pesquisa e investigação, fiquei ainda em dúvida de quem era o autor. É impressionante como cada vez mais, as autorias se confundem na internet. Acredito que isso seja “culpa” das redes sociais. Nunca frases como essas, foram tão citadas por aqui. Não pensem que eu estou julgando quem faz isso, muito pelo contrário. Faço isso diariamente.

O problema é que de trecho em trecho e post em post, os créditos vão se perdendo e se misturando. No final, sobra um tal de  ”autor desconhecido” ou, grandes nomes da literatura, levam crédito de textos que nem são de autoria deles. Vejo isso acontecer sempre com Clarice, Dummond, Fernando Pessoa e até William Shakespeare.

Bem, depois de ler o post do Mauricio Stycer, descobri que a frase não é nem de Drummond nem de Gaefke. O texto que anda acompanhado dela pela internet é sim de autoria do Paulo, mas a última frase, essa é de Fernando Pessoa  em “O Guardador de Rebanhos”, de Alberto Caeiro).  Desfeita a confusão, aproveitei a oportunidade pra saber um pouco mais sobre aquele desconhecido autor de sobrenome difícil. Cheguei até o site Meu Anjo e fiquei encantada por cada texto e palavra escrita ali.

Ele é programador e autor de dois livros de poemas, publicados por conta própria.  Criou o site “Meu anjo” em 2000, assinando todos os seus textos com o bordão  “eu acredito em você”- e o seu primeiro nome, Paulo. Com uma talento, boa escrita e muito sentimento, seus textos começaram a fazer sucesso na internet. Cada leitor os repassava acrescentando ou misturando com outros que não eram sua autoria.  Graças a isso, diversas mensagens do Paulo estão por ai sem a devida “paternidade”, como ‘Revolução da Alma’, que atribuem a Aristóteles (sic), ‘Paciência’, atribuída ao Jabor, e a clássica ‘Recomeçar’ (que também é conhecida por ‘Faxina na Alma’)”.

Atualmente, seus textos estão espalhados pela vida, alguns no “Mais Você”, lidos com a emoção da Ana Maria Braga, em diversos jornais no Brasil, na Itália, Portugal e até do outro lado do mundo, no Japão, passando pela Austrália e até na Nova Zelândia.

Ficou curiosa pra saber mais sobre o trabalho do Paulo? Corre no site e aproveite cada texto! Somos sortudas por termos nessa geração, autores como ele.

“Mesmo perdidos em nossos devaneios,
não deixamos de desejar dois destinos:
um quer a glória passageira da fama,
Outro quer apenas
a vitória sobre nossos dramas,
ser feliz no anonimato do tempo.”

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Literatura: Como ser legal, de Nick Hornby
30/01/2011

Você se considera uma pessoa legal?  Aliás, o que é ser uma pessoa legal para você? Bom humor, inteligência, confiança, felicidade ou um pouco de tudo isso? Você poderia descrever qual é a medida certa? Katie Carr, a personagem principal do livro Como Ser Legal, de Nick Hornby, faz esse difícil questionamento.

O livro nos mostra, através de uma história com personagens relativamente simples, como muitas vezes nos voltamos para nós mesmos e não percebemos que tudo na vida pode, e deve, ter mais de um lado. Sobre como às vezes exigimos algo de quem está ao nosso lado – marido, namorado, amante, irmão – sem perceber que também precisamos de mudanças.

Na história, Katie Carr é médica que tem tudo para ser feliz: Profissão, marido e família. Entretando, ela vive com uma vontade louca de mudar, jogar tudo para o alto e começar do zero sem as chateações do dia a dia da vida de um mãe-esposa-médica. Mas nada é tão simples. E a culpa? E os dois filhos? E será que começar tudo de novo vai impedi-la de errar novamente? Mas ela errou? Onde? Todas estas dúvidas (e muitas outras) preenchem a vida de Katie até que, em um telefonema, ela avisa a seu marido que quer se divorciar. A decisão provoca uma reviravolta na vida dos Carr. Sem saber se divórcio é o certo, o casal segue tentando encontrar uma solução enquanto trocam provocações.

A sinopse pode não ter muito a ver com o seu cotidiano, mas o autor faz com que o livro tenha algo de você em cada virar de página. Sabe aquelas pequenas impressões do dia-a-dia que passam pela sua cabeça mas que, por motivos óbvios, você não comenta com ninguém? Aqueles pensamentos rápidos que todo mundo tem, mas que ninguém enuncia pelo bem da boa-convivência social e da manutenção da aparência sã? Os personagens do Hornby são todos despidos desse pudor. Ele mergulha na mente dessas pessoas e a gente também.

Gostei muito do livro, principalmente das partes em que a personagem viaja e começa a pensar coisas absurdas – sem sair do lugar. Ela filosofa legal, e faz com que nos sintamos menos estranhas.

Curtiu o Livro? Então você não deve deixar de ler outras obras do autor, Nick Hornby  já publicou nove livros (todos traduzidos e publicados aqui no Brasil pela editora Rocco).

Como ser legal (ou How to be good) é literatura simples que faz pensar.
Pra fechar as férias com chave de ouro.

Ahhhh…. No Submarino o livro tá com desconto.
De R$43 por R$29.

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Literatura: Fallen – Lauren Kate
22/12/2010

Elas sempre estiveram ali, sabe? Desde que Luce tomou consciência de mundo, ou bem antes. Ela não sabia explicar nem porque, nem como, nem de que são feitas, só sabia do fato: Havia sombras por perto o tempo todo. É, elas chama aquelas coisas de “sombras” por falta de termo melhor. Elas se fundem com a paisagem, as pessoas, as coisas do mundo. Elas não a tocavam, mas sempre estavam por perto. E acredite, isso dá medo. Continue lendo

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