Entre Amigas: “Terminei o namoro e me sinto sozinha!”
14/05/2013

P., 15 anos, Maricá/RJ – Eu já tive muitos amigos, amigos de verdade, e minha casa sempre estava cheia, mas agora parece tudo tão vazio. Depois do meu primeiro namorado, eu me fechei um pouco e só mantive amizade com meu melhor amigo. Era horrível, se ele faltava as aulas, eu ficava simplesmente isolada. Mas eu nunca percebi isso até ser tarde demais. Eu e ele começamos a namorar há alguns meses, mas ele trocou de escola, e eu não sei o que faço! Eu só tenho o mínimo de intimidade com uma garota da minha turma. Em uma turma de 50 alunos! É péssimo acordar todos os dias e ter que ir lá, e saber que eu vou ficar sozinha.

Olá P., que bom que resolveu escrever sua história para gente! Primeiramente, pense no que te tornou tão isolada assim. Você é nova, ainda vai conhecer muitas pessoas na sua vida e talvez esse momento seja só isso mesmo: um momento, uma fase. Sabe aqueles trabalhos em grupo? Aquela chance de puxar um papo, comentar sobre um seriado, ir jogar no mesmo time naquela aula chata de educação física? Então. Aproveite as oportunidades. Você está na escola e, acredite, existem várias chances de se fazer amigos.

Estou sofrendo com isso desde fevereiro, mas agora eu tenho me sentido pior. Eu choro quando me lembro de como eu era antes, mas não consigo voltar a ser assim. Eu não tenho paciência com as meninas da minha turma, parece sempre que elas fazem piadas sem graça, sobre coisas sem graça que eu não quero ouvir. Eu não quero ir a festas. Eu não quero ao cinema. A única pessoa com quem eu consigo me socializar é meu namorado/melhor amigo.

Por que não consegue voltar a ser o que era antes? O que te impede? O que mudou? Tudo bem que o tempo passa e a gente amadurece mesmo, mas existe muito mais pessoas além das pessoas da sua sala, da sua escola, sabe? Existem primas, amigas da rua, do inglês (ou de qualquer outra atividade extracurricular).

E pior, eu não só não consigo me socializar como eu me sinto sufocada entre pessoas, como se elas tivessem me dissecando só pra me verem por dentro e depois jogar fora. E eu acabo sendo grossa por me sentir assim, como se tudo e todos tentassem invadir meu espaço. Eu sinto falta de dançar, fazer uma festa do pijama, passar um sábado de molho na piscina. Eu sinto falta de rir. Eu não consigo falar disso com meu namorado. Não aguento mais viver assim.

Você disse que não tem vontade de sair, mas sente falta de dançar. Por quê?  Dê a oportunidade para as pessoas te conhecerem também, sabe? Deixe que elas se aproximem.

Você já deve ter escutado isso por aí, mas eu vou tornar a repetir: de certa forma, é importante que tenhamos amizades além do namorado e além dos amigos dele. Amigas e amigos seus, entende? Amigos que você liga em um sábado só para jogar conversa fora já que não irá se encontrar com seu namorado. Mas, para isso, é necessário que você dê a oportunidade que falta. Pense nas perguntas que eu te fiz e reaja, P. Não é difícil. Beijos e boa sorte.

Está enfrentando algum conflito? Tem alguma dúvida sobre amizade, amor, família, etc? Então mande um e-mail para [email protected] contendo seu nome, sua idade, sua cidade/estado e conte-nos sua história. Afinal, estamos sempre Entre Amigas!

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Entre Amigas: Não aguento mais o meu peso!
19/02/2013

P.C, 15 anos, Mato Grosso – Olá! Quase sempre fui gordinha. E agora, sou muito complexada com meu peso. Evito sair de casa nos fins de semana, faz uns três meses que estou dando desculpas para meus amigos para não sair. Tenho vergonha do meu corpo. Não vejo mais comida como alimento e sim como um método para engordar. Após todas as refeições eu choro, não sei mais o que fazer. Parece que eu engordei 10kg. Antes eu vomitava a comida, mas graças a Deus aboli a prática.

Olá P.C. Primeiramente eu gostaria que se fizesse uma pergunta: O que te incomoda tanto? Você não se sente bem com seu próprio corpo por uma questão de saúde ou por que se importa com o que as pessoas podem dizer? Peço que responda essa pergunta antes, porque é importante que tenha em mente que certos esforços nessa vida só valem se feitos para você mesma. E o que eu quero dizer com isso? Que se ainda continuar uma pessoa saudável, por que, então, não aceitar as imperfeições? Só cabe a você controlar seu próprio julgamento. São seus amigos não vão te julgar pelo peso que você tem.

No fim do ano, vou à cidade do meu namorado e tenho muita vergonha do que as pessoas vão pensar e falar de mim: “nossa ele namora aquela gorda?”, “tanta menina bonita aqui”. Esses dias tem sido um pesadelo. Meu namorado diz que sou perfeita assim, mas não acredito. Eu não consigo.

Mais uma vez eu te pergunto: Por que se incomodar tanto com a opinião alheia? Por que não se olhar no espelho e, enfim, ver a menina linda que você é? É clichê, mas quem a gente é realmente está por dentro e não por fora. Sinto muito pelas pessoas que só sabem enxergar a casca. Elas perdem a melhor parte da vida e o melhor das pessoas.

Não se preocupe com os julgamentos alheios, porque isso, um dia, pode te privar de viver coisas incríveis. Não perca vida, não duvide da pessoa que te ama e não faça julgamentos dolorosos simplesmente porque tem medo do que as pessoas podem dizer. Pessoas para fazer comentários maldosos, nós encontraremos todos os dias de nossa vida.

Parece que eu não vou ser feliz se não emagrecer. eu sei que talvez seja exagero da minha parte, mas não consigo fazer nenhuma atividade sem pensar no meu peso, nas minhas dietas e às vezes eu me condeno e digo que talvez eu não precisava nascer. Sempre encontro defeitos em mim! Por favor, me ajudem! Eu estou confusa e não tenho ninguém com quem possa falar e desabafar.

P.C., comece tratando da sua auto-estima. Olhe para si mesma e enxergue tudo que tem de bom. Coloque suas qualidades em primeiro lugar na sua vida e deixe os defeitos físicos (e os não-físicos) para depois. Relaxe. Se for o caso e se realmente estiver incomodando muito, procure uma atividade física, um especialista e tente emagrecer. Talvez conversando com um nutricionista, você perceba que não é necessário levar uma vida tensa desse jeito simplesmente por causa do peso. Só não deixe que esses padrões patéticos destruam ainda mais sua auto-estima. Boa sorte. Muitos beijos para você.

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Entre Amigas: Sou apegada a família dele e não consigo terminar!
20/12/2012

Nayana, 18 anos, Paraná – Primeiramente gostaria de dizer que o blog é lindo e eu o adoro. Vejo sempre. Queria compartilhar minha história é o seguinte: No ano passado comecei a ficar com um garoto, mas ele é de uma cidade diferente então só ficávamos juntos quando nos víamos nas festas, mas eu estava focada no vestibular, quando começou a ficar sério. Assim que soube que passei, ele já quis engatar namoro e no começo foi tudo mil maravilhas, ele era muito fofo, ele conheceu a minha família e eu a dele. Aliás, me apeguei muito à família dele, sou super amiga da irmã dele e, juntos, somos padrinhos de uma prima dele, que é a minha paixão! Mas no começo da faculdade, tanto pra mim quanto pra ele, a gente vai conhecendo novas pessoas, e eu desde sempre tive mais facilidade em ter amizades com garotos. E foi no que deu. Faço engenharia, ou seja, na minha sala a maioria são garotos e é só com eles que eu comecei a andar. O problema é que meu namorado é muito ciumento e começou a querer me proibir de andar com meus amigos, porque ele não tem muitas amigas e acha que eu não posso ter amigos.

Olá Nayana. Obrigada pelo carinho! Faculdade é um novo caminho para todos. Muitas pessoas passarão pela sua vida e cabe a você e ao seu namorado aprenderem a lidar com isso. Não é certo que ele te prive de tal maneira. Não é certo ele te impedir de ter amigos simplesmente porque ele não tem muitas amigas. Já conversou com ele sobre isso? Já disse o quanto se sente desconfortável com tal situação?

O namoro foi ficando desgastado e como a gente não mora na mesma cidade, vivemos brigando pelo telefone. Não saímos mais juntos, ele só quer sair quando está sozinho com os amigos e briga comigo se quero sair sozinha. E como sou muito birrenta, comecei a sair escondida dele com meus amigos apenas para beber, comer alguma coisa, porque nem isso ele queria deixar. E nisso, em alguns dias que passei da conta com a bebida, até acabei traindo ele duas vezes. Me senti mal nessas vezes, mas não contei pra ele. Gosto muito dele, mas queria terminar pra curtir um pouco a faculdade, festar mais e ver se é o meu destino mesmo ficar com ele ou não, se quem sabe um dia a gente volte.

Você já parece decidida. Se o traiu, é sinal que o sentimento já não é o mesmo. E eu te pergunto: Compensa continuar em um relacionamento que já não te traz bons frutos? Compensa mesmo continuar ao lado de alguém sendo que, na verdade, o que você mais deseja é curtir a vida e essa sua nova fase na faculdade? Brigas, traições e mentiras desgastam qualquer relação. Deseja mesmo continuar vivendo assim, Nayana? Não é justo que acumule mentiras e deixe que essa história vire uma “bola de neve” e exploda de uma só vez.

Não tenho coragem de terminar por causa da família dele. A minha cunhada já me implorou pra não terminar, disse que a gente sempre acaba se acertando e que eles gostam muito de mim e eu não vou viver sem ter a minha afilhada por perto. Estou muito apegada à ela e não teria coragem de freqüentar a casa da família dele depois de terminar o namoro. Estou muito indecisa, não sei o que faço. Beijos e se puderem me dêem algum conselho.

Nayana, é nítido que existem muitas pendências no namoro de vocês. E essas questões mal resolvidas só tendem a atrapalhar. A decisão de permanecer ou não ao lado de alguém deve ser unicamente sua e você terá que ter maturidade o suficiente para entender que a sua relação com a sua afilhada é uma coisa, enquanto a sua relação com ele passará a ser outra. Não permaneça do lado de alguém porque se sente apegada a família dessa pessoa. Seus laços com a garota são diferentes dos laços que você tem com ele e se resolver terminar o namoro, terá que conviver com isso. É inevitável. Boa sorte e muitos beijos. Espero ter ajudado.

E você? Quer contar a sua história? Tem alguma dúvida? Envie um e-mail para [email protected] contendo sempre nome, idade, cidade/estado. Sinta-se à vontade, afinal estamos sempre entre amigas!

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Entre Amigas: “A relação com a minha mãe é insuportável”!
19/11/2012

Ana, 15 anos, Franca/São Paulo – Olá, já faz algum tempo que eu queria escrever o email, mas não tinha coragem. Venho enfrentando há algum tempo um problema chato: minha relação com minha mãe é insuportável. Estamos sempre brigando, às vezes acho que poderemos ter uma relação normal de mãe e filha, mas não, tudo é motivo para intriga e discussão.

Olá Ana! Que bom que resolver escrever para a gente. A princípio, quero deixar claro que apesar das exceções, é natural que chegue um momento da nossa vida que entraremos em conflito com os nossos pais. Vivemos um momento da vida em que formamos opiniões e elas, algumas vezes, tendem a ser completamente diferentes das opiniões deles. Algumas vezes o que achamos ser o certo, não é tão certo assim para eles, ou até mesmo pequenos detalhes podem desgastar essa relação de pais e filhas quando o diálogo não é tão presente assim.

Eu passei por uma fase em que meus pais não concordavam com praticamente nada do que eu dizia e eu tenho certeza que muitas outras garotas passaram também. Na melhor das hipóteses, isso é só um momento delicado entre vocês duas. É só momento de vocês verem que dá sim para conciliar opiniões, encontrar um meio-termo e encontrar, consequentemente, a harmonia na relação de vocês.

Já tentei conversar e ela sempre chora e diz que não sabia que me causava tudo aquilo, mas depois as coisas voltam ao que era ou pioram. As brigas já foram tão sérias que cheguei dizer que a odiava e ela já me disse que eu nunca deveria ter nascido, são coisas ditas em um momento de raiva, mas que machucam. E eu não sei mais o que fazer. Preciso de ajuda.

É preciso tomar cuidado com as palavras, você sabe. Sempre que se exaltar, segure o máximo que puder as palavras rudes e não as diga caso sua mãe comece dizendo coisas assim primeiramente. Nessas discussões é necessário ter certo controle, porque se não, vocês sempre vão falar coisas que vão ofender uma a outra.

Acho que conversar nunca é demais. Uma hora a conversa sempre resolve. Pode levar tempo, isso pode ser mesmo uma fase, mas uma hora essa situação se torna amena e tudo tende a melhorar.  Penso também que quando isso passar, a relação de vocês vai estar ainda mais forte. Por quê? Porque você ainda podem ver que é possível sim construir uma relação harmônica, é possível conciliar opiniões e uma se adaptar a outra.

Tente ver o lado dela como mãe. Se questione sobre quais os principais motivos das discussões e começo a agir no problema e não durante a briga. Por exemplo: Se é um comportamento, então tente mudá-lo ou converse com ela caso seja um comportamento dela que não a agrade. Se o problema for coisas simples e opiniões diferentes, tente escutar todo o lado dela e aí sim repense o seu também.

Para criar uma relação harmoniosa é necessário que ambas repensem suas atitudes. Com jeitinho, vocês chegam lá e tudo se acerta. Tenho certeza. Boa sorte, viu? Muitos beijos.

Quer enviar sua história para a gente? Está enfrentando algum conflito ou tem alguma dúvida? Mande um e-mail para [email protected] contendo sempre nome, idade e cidade/estado. E lembre-se: estamos sempre entre amigas!

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Rihanna e a síndrome do cara errado
06/10/2012

Essa semana os sites de fofoca soltaram uma nota dizendo que a cantora caribenha Rihanna estaria se reconciliando com o rapper Chris Brown. O casal, que namorou em 2009, viveu uma história bem polêmica que chegou a virar caso de polícia. Vocês devem lembrar, mas a cantora o denunciou na época por agressão física e Brown foi condenado a cinco anos de liberdade condicional e a cumprir 80 horas de serviços comunitários. Foram divulgadas fotos da cantora agredida e o mundo inteiro ficou bastante sensibilizado com a história. Afinal de contas, a violência doméstica e familiar contra a mulher, é um assunto sério que envolve muito mais do que tabloides e polêmicas de celebridades que não querem sair do foco das câmeras.

Ao denunciar o parceiro, Rihanna talvez sem querer, se tornou símbolo da luta contra esse tipo de agressão. Penso que muitas mulheres se inspiraram na atitude da cantora, que é uma das maiores da atualidade, e criaram coragem para também fazer a denúncia. Bom, desde então muita coisa aconteceu. De brigas em boates à entrevistas onde a cantora afirma ainda amar o cantor e tatuagens polêmicas. É justamente sobre isso que quero conversar hoje com vocês. Essa história toda me inspirou e fez com que eu percebesse uma coisa que sempre esteve bem na minha cara.

Sinceramente? Não sei se acredito nessas histórias que esses sites contam e a gente ama tanto acompanhar. É como se fosse uma novela e todos os fãs ficassem lá na expectativa, pra saber o que acontece depois. Com tanto interesse do público é claro que o sensacionalismo vai falar mais alto e vão surgir mil e uma notícias, entrevistas e fotografias que contam a história de diferentes maneiras. Em qual acreditar? Nenhuma.

A foto da Rihanna tá lá, a tatuagem dele também e claro, a denúncia na polícia. Isso ninguém pode dizer que não é verdade, certo? Com tantas evidências de que história não vai terminar nada bem, é claro que os fãs da cantora vão ficar dizendo que ela é louca e não tem um pingo de amor próprio. É uma história complicada e que na minha opinião, ninguém tem o direito de enfiar a colher. Mesmo se tratando de algo tão sério. Algumas coisas nessa vida independem da opinião alheia, sabe? Às vezes a gente tem que viver uma coisa cem vezes para finalmente aprender e tirar daquela situação algo que vai fazer de verdade diferença na nossa vida. Talvez mudar de emprego, dar valor aquele cara que sempre esteve do nosso lado, ou sei lá, parar de tentar ser a garota perfeita dos sonhos de alguém. Não tem jeito pessoal, cada pessoa tem seu tempo e isso ninguém muda isso. Nem a polícia, nem os pais, muito menos os fãs.

Quando colocamos alguma coisa na cabeça, ou no coração, a única pessoa que consegue tirá-la de lá somos nós mesmos. E talvez essa seja a graça de viver. Imaginem só como seria poder controlar nossos sentimentos de acordo com cada situação e pessoas que estão ao nosso redor? Não diga que seria melhor, vai. Desse jeito nós seriamos fantoches e não pessoas reais.

A verdade é que nós somos seres humanos e nem sempre sabemos o que fazer com a incrível capacidade do nosso cérebro. Pensamos demais e tentamos encontrar razão em absolutamente tudo o que acontece em nossas vidas. Uma despedida, um sorriso, uma pessoa que já não está mais do nosso lado. Complicamos quando o que na verdade deveríamos fazer, é simplesmente viver. Afinal de contas, temos sentimentos e consciência das coisas que acontecem todos dias. Enxergamos a vida em passado, presente e futuro. A maioria de nós tem metas, objetivos e sonhos. Ah, e claro, nessa história entra também a paixão e amor.

Quando conhecemos alguém, esperamos que a pessoa seja de um jeito. Projetamos o outro em nossa mente e aos poucos, vamos conhecendo quem ele realmente é. É claro que essa história nem sempre tem um final feliz. Amigos esquecem promessas, amores erram e feio, e paixões acabam de uma hora pra outra sem muitas explicações. Mas para nossa sorte, nossa vida não é feita só disso. Temos a escola, o trabalho, o jogo no final de semana, aquele antigo sonho… E então, ocupamos nossa mente com outras coisas, outras pessoas. Enfim, partimos para outra e mudamos o foco.

Na teoria é assim, mas e na prática? Precisamos de mais tempo que o necessário. Oportunidades surgem e escolhem precisam ser feitas antes do que o esperado. E agora? Agora você continua sentada aí e termina de ler esse texto pra entender onde é que eu quero chegar com essa história toda.

Demora um tempo pra gente perceber o valor das coisas mais simples. O que é fácil, nessa nossa vida de ser humano pensante, dramático e sentimental, tende a se tornar o menos interessante com o tempo. Por isso algo “perfeito” não nos parece tão legal à primeira ou segunda vista. A síndrome do garoto errado nasce justamente aí.

Somos tão complexos ao ponto de acreditar que conseguir mudar alguém é a missão que fará nossa vida feliz pra sempre. Entendem? Transformar aquele idiota da turma que faz tudo errado no garoto dos sonhos ou sei lá, continuar gostando daquele cara que mora a 442342km e nem se importa tanto assim com você é algo que com certeza vai ocupar grande parte do seu tempo livre (ou não livre) nos próximos meses. Olha aí o cérebro indo pelo caminho mais complicado. Por que? Sei lá. Eu e a Rihanna gostaríamos muito de saber também.

Quer saber? Talvez nem tenha resposta. A solução deve aparecer nas nossas vidas com o tempo. Lá pelos trinta e poucos. Ou se a gente der sorte e o destino for bonzinho, antes. Espero que sim.

Ah, e por último, lembrem-se que nem sempre o garoto errado tem um estereótipo. Ele não precisa fumar maconha, ser bem mais velho ou ter um passado amoroso com aquela sua amiga do colegial. O garoto errado é aquele que não faz bem pra você. Que te deixa mais tempo chorando no travesseiro do que olhando pro teto do quarto e lembrando de coisas boas.

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