Entre Amigas: “As pessoas preferem minha irmã gêmea!”
30/05/2013

Júlia, 14 anos, São Paulo/SP – Bom, eu meio que tenho dois problemas, tá? Os dois envolvem a minha irmã gêmea. Ela é legal na maioria das vezes e sempre me ajuda em quase tudo que eu peço, mas o problema são as nossas amigas. Como estudamos na mesma escola/sala, temos as mesmas amigas, que são nossas colegas. Também temos algumas amigas em comum que não são da escola. O problema é que parece que elas sempre gostam mais dela, sabe? Sempre que eu estou falando com elas, elas perguntam da minha irmã, sempre. Mas também a minha irmã sabe tudo sobre o que elas gostam, então na hora de conversar, elas sempre se dão melhor, e eu sei das coisas que gosto e pronto.

Olá Júlia, tudo bem? Bom, se acha que suas amigas preferem sua irmã simplesmente porque ela está mais “inteirada” do universo delas, então é uma questão de você se interessar por isso também. Se quer acabar com essa sensação estranha de que sua irmã é a favorita, então se esforce, não para competir, mas sim para criar um laço de amizade maior entre vocês duas e entre as amigas em comum de vocês. Tudo pode ser só uma questão de ponto de vista e você pode mudar essa situação, basta agir.

Eu tenho a impressão que as minhas amigas me acham estranha, sabe? Ano passado, quando éramos colegas, eu não ficava muito com elas, enquanto a minha irmã ficava sempre junto, e acho que é por isso que elas se entendem mais. Eu também sou mais quieta na minha, não falo muito com elas nas redes sociais, mas a minha irmã está sempre lá, conversando com elas, falando sobre o que elas gostam e etc. Mas é que é meu jeito, sabe? Eu gosto muito delas e sei que elas gostam de mim, mas não sei se é tanto quanto gostam da minha irmã.

Júlia, se esse é seu jeitinho, então porque não aceitar? Se sabe que elas gostam de você e que são suas amigas, por que então querer disputar esse “gostar” com a sua irmã? A sensação que fica é que você está querendo competir com sua irmã e isso não é legal. Cada uma tem seu jeito e sua irmã pode ser mais extrovertida nesses aspectos, mas isso não deveria atrapalhar vocês e nem fazer você se sentir menos porque as amigas de vocês gostam mais da sua irmã.

E o meu outro problema é que, como a minha irmã tem muitos amigos (até virtuais!), ela vive me dizendo: “Ah, você não tem amigos, as pessoas te acham muito quieta, você só quer saber de escola, todo mundo comenta”. E as pessoas contam seus segredos pra ela e ela fala: “Você acha que sabe as coisas das pessoas, mas você não sabe de muita coisa”. Isso me incomoda muito e eu já chorei muito por causa disso. Será que eu que sou estranha? O que eu faço pra ter as minhas amigas mais perto de mim? Muito obrigada pela chance, espero que me ajudem! Beijos.

Não, você não é estranha. Só é diferente da sua irmã, assim como é diferente da sua prima, amiga, etc. Na real todos nós temos personalidades diferentes e não existe uma melhor ou pior do que a outra. Uma pessoa tímida pode ser tão incrível quanto uma pessoa extrovertida. Aliás, existem vários filmes e séries que falam justamente sobre isso. Que tal passar o feriado assistindo? Enxergar o mesmo problema (ou algum bem parecido) de uma perspectiva diferente pode te ajudar a conseguir entender e superar tudo isso. Recomendamos “As Vantagens de Ser Invisível”, “Juno”, “Um amor para recordar” e “A nova Cinderela”.

Alguém aí tem mais algum conselho pra Ju? Comentem!

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Entre amigas: Fiquei com meu melhor amigo, e agora?
14/03/2013

Thalita, 16 anos, Macapá/AP – Primeiramente, adoro o blog. Me ajuda muito em absolutamente tudo! Obrigada por se disponibilizar a nós ajudar. Agora o problema: Eu fiquei com meu melhor amigo e nós gostamos. Nós temos uma amizade MUITO forte e temos toda a abertura do mundo pra falar as coisas um pro outro. Ficamos de repente, nada planejado. E nós dois sempre dizemos que nunca iríamos ficar um com o outro e aconteceu. Porém agora eu estou meio que entrando em conflitos por que não sei se devemos fazer de novo. Tentamos rotular como colorida, mas isso me assustou ainda mais. Não queremos deixar de sermos amigos e tão pouco nos tornamos namorados, mas não sei o que eu faço.

Olá Thalita, obrigada pelo carinho com o blog. Primeiramente eu gostaria de entender porque tanta resistência, sabe? Qual a finalidade de tentar rotular isso que aconteceu entre vocês? Simplesmente aconteceu. De fato fica aquele medo de perder a amizade, de alguma coisa mudar, mas você mesma disse que a amizade é forte e vocês têm muita liberdade um com o outro. Então, para começar, a amizade só vai acabar se vocês permitirem isso.

Quando esse tipo de coisa acontece, não é necessário criar um rótulo. O fato de vocês terem ficado não quer dizer que vão ficar sempre ou que isso vai virar namoro ou que isso nunca mais vai acontecer. Não precisa se apavorar ou se preocupar com o que a amizade de vocês se tornou agora, porque ela ainda continua sendo uma amizade. Como eu disse só vocês podem saber o rumo que ela vai tomar e isso vocês tem que decidir juntos.

Sabe aquela história de deixar acontecer? É piegas, mas às vezes é um pouco disso que vocês dois estão precisando. Não precisa dessa tensão toda. Não precisa de toda essa resistência. Deixe as coisas acontecer. Tome cuidado para que a amizade não acabe e se vocês acharem que convém acontecer de novo, então deixe acontecer. Isso não é tão ruim assim. E, sabe, grandes amores podem nascer de grandes amizades e talvez isso seja só um empurrãozinho do destino. Pensa bem e relaxe, Thalita. Muitos beijos para você.

E você? Está passando por algum conflito? Precisa de ajuda e quer contar sua história? Envie um e-mail para [email protected] com seu nome, idade e cidade/estado. E lembre-se: Estamos sempre entre amigas!

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A importância das amigas não-muito-chegadas
10/03/2013

O que seria da sua vida sem sua melhor amiga? Ela tá sempre lá quando você precisa, vocês conversam todos os dias, falam sobre a vida, o universo e tudo mais. Você sabe dos garotos com quem ela ficou, ela sabe suas peças de roupa favoritas. A mãe dela gosta quando você vai almoçar lá e os seus bichinhos de estimação já estão acostumados quando ela vai dormir na sua casa. Não existiria amizade mais linda, nem se colocassem um filtro de Instagram no mundo!

Mas tem dias que nem seus melhores amigos dão conta de te entender. Nem você mesma consegue se entender. Namorado então, menos ainda! Nessas horas, a gente se volta pra dentro, se fecha na concha e fica lá pensando, sofrendo, ardendo e odiando. Nem mesmo todos os anos e conversas com a sua BFF dão conta de preparar algum terreno pra esse tipo de conversa. São coisas muito íntimas ou muito complexas, que não combinam com o que vocês têm. Vocês falam sobre muita coisa, sim, mas esse determinado assunto ela não manja, ou não gosta de falar. Seja sobre escola, faculdade, trabalho, família… Tem algum tema que fica numa gaveta da amizade que ninguém nunca abre. Nem você, nem ela.

Então, o que resta é ouvir muita música e refletir sobre tudo sozinha. Até que um dia, por acaso, você reencontra aquela sua amiga que você gosta muito, mas que nem sempre dá pra encontrar, ficar horas trocando novidades ou simplesmente almoçar juntas. Às vezes é só uma amizade de diversão, daquelas que a gente fala só sobre amenidades e fofocas. Parece que, no caso de uma separação, essa amizade nem faria tanta falta assim. Não se comparada com a sua melhor amiga, seu namorado, etc. Ela é super legal, mas mora longe, trabalha demais, tá fazendo vestibular… Entretanto, coincidentemente, vocês se esbarram pelas calçadas da vida.

Você se pega falando sobre como andam as coisas e aquele dilema que tava se escondendo do mundo inteiro nas profundezas obscuras do seu ser, de repente, desliza pelas suas cordas vocais e… o gato saiu da caixa! Parecia muito mais difícil falar sobre isso antes, mas agora falado, parece tranquilo. Só que a maior tranquilidade mesmo vem instantes depois, quando a sua amiga de balada, amiga de faculdade, amiga não-tão-chegada te entende completamente e ainda dá um conselho sensacional. Ou então, se você já tinha pensado naquilo, mas estava em dúvida, ela vai e te dá o empurrãozinho de que você precisava.

A vida segue, vocês continuam se dando bem e gostando uma da outra, mas só se encontrando ocasionalmente. Nada mudou, mas parece que aquele momento foi plantado pelo universo pra que a sua decisão fosse tomada da melhor maneira possível. Depois de uma ópera escura e angustiante, um haikai de brilho. O holofote certeiro, apontando pra porta que esconde o prêmio.

É claro que as melhores amigas são importantes. Só que na minha vida muita coisa não teria saído do papel se não fossem esses episódios com amigos não-tão-chegados. Parece que a nossa BFF é o narrador, que acompanha a história toda e sabe de tudo o que acontece. Mas esses amigos esporádicos são os personagens coadjuvantes, pensados com uma função específica (mesmo que a gente não saiba). Eles aparecem na nossa vida sempre na hora certa: brevemente, sutilmente e esplendorosamente.

Esse texto é dedicado aos meus amigos não-tão-chegados: se não fosse por vocês, nada disso existiria!

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É possível ser amiga do ex após o término?
17/02/2013

Passamos a maior parte da nossa vida esperando o amor dar as caras. Abrimos a janela, destrancamos a porta e colocamos na mesa todas as nossas expectativas. Não importa quantas vezes já aconteceu antes. Quanto o assunto em questão é o amor, somos sempre um pouco ingênuos e imaturos. Parece igual, mas lá no fundo, dói diferente. O perfume é outro. Imaginamos o primeiro beijo, o primeiro dia com a luz do quarto apagada e o primeiro “eu te amo” dito olho no olho. Mas nunca imaginamos como será o término. Será o definitivamente o fim? Talvez e isso independe de quem bateu a porta primeiro. Quando atravessamos aquela linha, que inicialmente parecia tão forte, mas no final das contas se mostrou tão frágil, tudo se transforma.

A dor da perda é a consequência dos dias mais felizes da nossa vida. Quando acreditamos na verdade de um sentimento, deixamos que ele nos transforme aos poucos e mostre o melhor caminho a ser seguido. Nem sempre lembrar desse caminho é fácil. Nem sempre voltar por esse caminho é necessário. Às vezes, o amor nos muda tanto, que aprendemos um jeito de nos reinventar. Não é tão simples. São dias olhando no espelho e contemplando as lágrimas que não param de descer ao som daquela tal música. Potes de sorvetes napolitano e temporadas de séries que fazem sua vida parecer tão sem graça quanto a de uma formiga de cozinha.

E então, em uma madrugada de terça para quarta, ele manda mensagens dizendo que ainda quer ser seu amigo. Ou talvez, você perceba, olhando um casal de amigos se divertindo no metrô, que sente tanta falta daqueles momentos que seria capaz de guardar todo esse sentimento dentro do peito só para ouvir aquela voz novamente. O que fazer? Tentar começar a mesma história de um jeito diferente e abrir mão de outras possíveis possibilidades? Parece loucura para você? Soa como suicídio? Minha opinião? Talvez um pouco de cada coisa.

São pouquíssimas pessoas no mundo que me completam e fazem com que eu me sinta totalmente à vontade. Para andar descalça e colocar o óculos de grau. Eu poderia contar no dedo e passar o resto da madrugada descrevendo o quanto foi difícil deixá-las entrar na minha vida. Não é uma coisa que eu tenho muito orgulho em dizer, para falar a verdade. Sendo assim, acho desperdício deixar que elas se afastem e se percam simplesmente porque, em uma determinada fase, o relacionamento não foi a melhor opção. Mesmo depois de muitos erros e tentativas. Quando finalmente olhamos a situação com outra perspectiva, fica mais fácil aceitar que ninguém é de ninguém e que o importante mesmo é ter feito tudo que poderia ter sido feito.

Na teoria parece fácil, eu sei, mas na prática e misturado com um milhão de sentimentos que ainda latejam, é preciso muita maturidade e respeito. Características que convenhamos, é base de qualquer relacionamento. Seja amizade ou amor. Os dois envolvidos precisam querer coisas parecidas. Talvez estipular limites seja uma opção. Ou quem sabe, se ainda houver esperança, fazer com esses limites já tão presentes nos tradicionais “relacionamentos sérios” se explodam. A verdade é que as coisas nunca serão como antes. Nunca mesmo. Aprendi dia desses que essa é justamente a melhor coisa de ainda ser amiga de um ex.

Como esse é um assunto bem polêmico, resolvi criar uma enquete para saber a opinião geral da maioria. Para participar é só clicar nesse link e responder a pergunta (menos de 30 segundos). Caso alguém aí tenha alguma experiência interessante para compartilhar, usem os comentários do post.

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Entre Amigas: Como cumprir as metas de ano novo?
01/02/2013

Alyne , 16 anos , Brasília – Oi. Primeiramente quero dizer que sempre leio o blog e principalmente essa coluna. Vocês já me ajudaram muitas vezes com vários assuntos! Começando: Eu não tenho disposição pra cumprir nada. Sou daquelas que começa o ano novo, com muita força de vontade, mas em fevereiro já desistiu de tudo. Ano passado mesmo, me matriculei no Boxe, mas desisti na segunda aula.

Olá Alyne, tudo bem? Certas coisas nessa vida incluem muito mais força de vontade do que a gente pode imaginar. Às vezes coisas realmente simples, como ir a uma aula de boxe, realmente exigem um esforço e esse esforço só pode vir de você. Pense, primeiramente, o que faz você desistir dessas coisas. Você cansa? Se entedia? Será que você não adia muitos os seus planos e acaba desistindo depois? Ou você sempre pensa na dificuldade e acaba desistindo por isso? É importante que tenha esses conceitos em mente. Só assim saberá realmente o que acontece com você.

O problema é que isso acaba atingindo também as coisas mais simples como arrumar meu quarto ou organizar uma festa do pijama. E eu sinto medo, porque já estou quase indo pra faculdade e tenho medo de não conseguir terminar. E isso também acontece freqüentemente em relação aos meninos: Começo a ficar com um menino, mas quando ele mostra que quer algo sério, eu pulo fora. Queria saber o que eu posso fazer para que eu tenha mais disposição e garra para agarrar os meus objetivos.

Quantos aos meninos, analise seus sentimentos e não se assuste com a idéia de se arrepender ou algo dar errado depois. Essas coisas acontecem sempre.

Quanto as outras coisas, você terá que ir tentando. Se já sabe que esse é um problema, então comece agindo. Uma das minhas dicas, talvez a principal e que eu, inclusive trouxe para a minha vida porque tinha o mesmo problema, foi a mania de listas. Faça listas para tudo. Se organize. Sabe o que isso quer dizer? Escreva em um papel, caderno, diário ou mural (de preferência em um lugar de fácil acesso) tudo que você espera para 2013. Ou melhor: tudo que você quer fazer em 2013. Depois que escrever tudo, pense em cada desejo e planeje um jeito de chegar até ele. Não se assuste com as dificuldades e nem pense em desistir porque pode levar tempo.

Por exemplo: se quer passar no vestibular no ano que vem ainda, mas quer começar a estudar desde já, então coloque essa meta em sua lista e depois crie um plano de estudo. Se quer voltar para o boxe ou fazer qualquer outra coisa, então crie  uma rotina e inclua essas vontades no seu dia.

Às vezes, tudo que a gente precisa é de um pouco de disciplina. E isso não quer dizer que você deve esperar a vontade de fazer chegar e só aí pensar se quer mesmo. Se quer, comece agora mesmo e descubra um jeito de se manter afim de tudo aquilo. Um pouco de força de vontade aliada a organização e disciplina e você finalmente chegará lá. Tente, Alyne. Boa sorte, viu? Beijos.

E você? Tem alguma dúvida? Está enfrentando algum problema? Mande um e-mail para [email protected] e conte-nos a sua história. Lembre-se sempre do nome, idade e a cidade/estado que vive. Afinal, estamos sempre entre amigas!

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