Entre Amigas: Me apaixonei pelo meu melhor amigo!
15/10/2012

Jaque, 15 anos, São Paulo – Oi meninas! Sou muito fã do blog e sou apaixonada com cada texto de vocês! O “Entre Amigas” sempre me dá uma ajudinha porque na maioria das vezes, em algum ponto, me identifico com algum dos problemas.

Olá Jaque! Obrigada pelo carinho com o blog.

Bom, eu queria ajuda de vocês, porque acho que estou vivendo aquela velha história “apaixonada pelo melhor amigo”. Acho que não chego a estar apaixonada, mas eu já não sei mais o que fazer. Ele só me vê como amiga e nada mais. Mas também não quero perder a amizade dele. No começo, eu não achava que era uma coisa “forte” e sim passageira. Mas agora, isso às vezes chega a me machucar. Preciso que vocês me ajudem com dicas de como o fazer mudar essa visão de apenas amiga que ele tem de mim. Um beijo, e obrigada por cada conselho. Com vocês, sinto que estou entre amigas.

É muito complicado quando a gente gosta de alguém que só nos considera amiga, não é?!Como você disse, você percebeu que não é passageiro e quer dar uma passo a diante. Antes disso Jaque, peço que perceba a situação. Isso quer dizer que você deve perceber se há alguma chance, se ele demonstra algum interesse ou se te trata somente como amiga. E como ver se ele demonstra algo ou não? O jeito de falar, agir, algum comentário. Se ele sente ou não ciúmes dos comentários sobre outros garotos, se evita ou não falar de outras garotas com você. Tudo isso pode demonstrar algo.

Mas Jaque, quero também que esteja certa de uma coisa. Além de perceber isso, é preciso que decida se quer mesmo que ele saiba desse sentimento ou não. Se quiser mesmo, então fale com ele. Você são amigos acima de tudo, não é? Mas você corre três riscos: Ou ele pode também gostar de você e resolver te dar uma chance. Ou ele pode não sentir absolutamente nada e você acabar perdendo a amizade. Ou ele pode também não sentir nada, mas continuar sendo seu amigo (o que é menos provável). Esteja ciente disso! Pense bem se é de verdade esse sentimento e se vale a pena colocar a amizade em jogo por conta disso. Beijos e boa sorte.

E você? Tem alguma dúvida ou rolo e quer escreve para gente? Então mande um e-mail para [email protected] contendo seu nome, idade e cidade/estado e conte-nos sua história. Lembre-se: Estamos sempre entre amigas!

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24/05/2012

Conheci você em uma dessas ruas sem saídas que a vida faz a gente pegar. Sem saber de muita coisa, nos esbarramos por acaso em frente aquele antigo prédio vermelho – que você jura até hoje ser vinho. Tanta coisa no chão fez a gente se confundir e ao mesmo tempo, se entender. Éramos parecidos demais pra ter alguma coisa a ver. Trocamos links, amigos e depois, encontramos juntos a saída. No começo eu te enxergava como um possível amor, confesso. Talvez até tenha sentido alguma coisa e criado expectativa para o segundo ou terceiro encontro. Mas depois de algumas horas, semanas e meses ao seu lado, sem nenhum interesse aparentemente recíproco, desisti. Minha regra sempre foi: Evite trocar sorrisos por beijos.  

Desde então você se tornou o cara dos seus sonhos. Não éramos príncipe e princesa, mas estávamos sempre juntos lá no baile. Dançando, bebendo, ou sei lá, roubando doces pra deixar na geladeira até o próximo final de semana. Aprendi aos poucos a parar de enxergar segundas intenções. Era permitido carinho, era permitido amor, só não era mesmo permitido aquela coisa que todo mundo dizia ser a definição do que é real e do que não é: Compromisso.

Passamos os piores e os melhores momentos ao lado um do outro. Mesmo, e talvez principalmente, quando você se mudou pra Califórnia por uns tempos para fazer aquele tal intercâmbio. Lembro que gastei todo meu salário de estagiaria em uma ligação onde sem dizer praticamente nada, consegui explicar o fim de um namoro e como ter você sua presença fazia falta.

Ah, que saudade daquela época em que a gente se encontrava pra jogar o tempo fora, criar pratos extraordinários e assistir nosso filme predileto. Você dizia que eu era uma garota diferente. Daquelas que qualquer cara do mundo se apaixona com cinco minutos de conversa – e não, como as outras, com apenas um olhar. Eu achava graça e dizia que aquilo não era um elogio. Era na verdade uma maneira educada e fofa de dizer que eu era mais legal do que bonita. 

Agora estamos aqui, trocando emails e tentando há semanas marcar um simples café em uma quinta qualquer. Não é irônico? Você tem seus filhos, e eu o trabalho dos meus sonhos. Parece que conseguimos finalmente o que tanto queríamos. Pena que pra isso, tivemos que remar um pra cada canto. Mas vai, a culpa não foi nossa. Nem sempre o amor tem o mesmo ritmo. Nem sempre quem amamos é quem nos faz feliz. Seja como for, quando der, me liga. Será que ainda tem meu número?

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