Adivinha quem gravou mais um vídeo especialmente para vocês? Euzinha! Dessa vez o assunto é alimentação. Como comentei no post “Vamos emagrecer juntas?“, nos últimos dias, mudei completamente a minha rotina e alimentação para ver se a gastrite me deixa em paz (também tô tomando medicamento). Com a nova dieta e exercícios físicos, percebi que se eu me alimentar bem e na hora certa, não é tão difícil assim perder peso.
Meu objetivo inicial nem é ficar magrinha. Tenho consciência de que meu biótipo físico tem uma fácil aquisição de massa muscular, ou seja, retenho muito líquido e mesmo tendo uma alimentação bem saudável e regrada, sem uma quantidade x de exercícios diários, não consigo ir tão longe do meu peso normal. Confesso, não fui feita para ir na academia todos os dias. Só de pensar já fico com vontade de deitar na cama e ficar bem escondidinha debaixo do edredom. O único jeito de emagrecer foi descobrir os alimentos saudáveis que eu gosto e quais esportes me fazem ter vontade de sair de casa. Aliás, em breve devo fazer um vídeo só sobre esse assunto. Garanto muitas risadas com os meus tombos de patins.
Já disse isso em outros textos e como agora ando falando bastante sobre esse assunto nas redes sociais, faço questão de lembrar. O importante não é ser magra e ter um corpo perfeito parecido com os das modelos da Victoria’s Secret. É se olhar no espelho e se sentir bem com seu próprio reflexo. Infelizmente, isso não estava acontecendo comigo. Vestia minhas roupas e me sentia feia. Sem vontade de montar looks criativos, comprar peças novas na Zara ou tirar fotos pro blog. Só me dei conta que estava fazendo tudo errado quando tive problemas de saúde. Então, se vocês aprenderem a lição antes disso, melhor ainda.
Muita gente deve achar que eu sou super bem resolvida, mas às vezes também sou insegura e tenho problemas com a autoestima. Então, o jeito que descobri para sair dessa vibe ruim, foi mudar algumas coisinhas no meu dia e compartilhar com vocês. Espero que gostem do vídeo! hehe
Ana, 16 anos, Rio de Janeiro – Olá, gostaria de dizer que adoro essa tag, vocês não têm noção do quanto isto ajuda a nós.
Oi Ana, tudo bem? Que bom que gosta da tag. Fico muito feliz por saber que ela realmente ajuda.
O meu problema é bem menor do que o que mandam, mas creio que muitas garotas passam por isso. Eu estou 10 quilos acima do peso, não parece tanto porque tenho bastante quadril, mas agora estou ficando com barriga. Nenhuma roupa fica bonita em mim, não consigo usar saia, porque meu quadril está gigante e já estou usando roupas da minha mãe. Minha auto estima sempre foi meio baixa, mas está piorando cada vez mais.
Todo problema é um grande problema quando se trata de nós mesmos. E, bom, eu não consigo entender porque essa necessidade de estar sempre magra. Mas gostaria de tocar nesse assunto aqui: Se existe saúde, porque então sofrer simplesmente pela estética? Ana, não estou falando que é isso que acontece com você, mas pense bem: Eu entendo que o peso incomoda, você não se sente bonita, mas você já tentou se aceitar assim ou prefere simplesmente emagrecer? É importante que tenha isso bem claro na sua mente. Se é uma questão de pura e simplesmente estética, pressão social e beleza ou se é uma questão de saúde, uma questão de trabalhar a auto-estima. Quando isso ficar bem claro, tudo ficará mais claro ainda você e aí sim, você conseguirá agir.
Na minha escola eu encontro só garotas magrinhas, com corpinho bonitinho e eu fico cheia de gordura. Estou indo para camisa G e calça 44, eu me sinto péssima por isso, acredite. Sei que pode parecer meio fútil, mas eu gostaria de ser magra, com o corpo bonito. Eu entro em academias, mas algo me faz sair de lá, não consigo me dar bem com academia. Sem falar que não consigo parar de comer, batata frita, salgados. Mas eu gostaria de uma dica de algo que eu deva fazer para conseguir emagrecer e comer menos. Não sei mais o que fazer.
Ana, já tentou procurar um nutricionista? Converse com seus pais, fale que não se sente bem com seu peso e que você pode tentar de outras maneiras. Não é só a academia que ajuda a gente a emagrecer. Procure aulas de dança, pilates, yoga, algum esporte, luta, etc. Existem milhares de alternativas que não giram em torno da musculação e tudo isso pode ser válido.
Agora, eu só te peço que não fique se comparando com outras pessoas. Não deseje ser magra simplesmente porque na sua escola existem pessoas magras, com o corpo bonito. Todo corpo é bonito à sua maneira e você sempre vai encontrar gente para criticar e dizer que estar à cima do peso não é legal. Mas isso, quem decide é você! Pense bem e não caia nessa pressão social de que a gente só é bonita se for magra com a cintura fina. Isso é patético, viu?! Se cuida e muitos beijos.
E você? Tem alguma dúvida ou rolo e quer escreve para gente? Então mande um e-mail para [email protected] contendo seu nome, idade e cidade/estado e conte-nos sua história. Lembre-se: Estamos sempre entre amigas!
Que seja por um coração partido, por ansiedade, preocupação, pela espera de algo importante. Que seja de uma só vez, em etapas, de pouquinho em pouquinho, que seja! Mas que seja claro também que todo mundo é culpado, ou já se sentiu assim alguma vez. E sim, todo mundo já cometeu esse crime, com as mais variadas armas do supermercado. Quem um dia já não se empanturrou de biscoito recheado ou cansou de comer brigadeiro com bastante leite condensado? Babou naquele salgadinho na vitrine da lanchonete, e depois, acabou com ele em um segundo? Devorou um pacote de caramelo em menos de dois minutos, só para ter tempo de ainda beliscar um pedacinho de chocolate? Acontece, principalmente entre as garotas, principalmente naqueles dias… em que tudo vira motivo para se irritar e então comer, comer e comer.
Quem nunca comeu para esquecer a culpa que atire o primeiro pedaço de bolo! Ou o primeiro cupcake, a primeira lata de doce de leite, a primeira pizza, a primeira porção de batatas fritas! E cá para nós, dá um tanto certo, não é? A gente se esquece do problema enquanto tem as gostosuras a nosso dispor. Mas aí é que está o crime! Enquanto estamos cometendo o comicídio (culposo, é claro, daqueles que nós não temos a intenção de cometer) nos esquecemos de que depois, o problema volta, e ainda tem a compania de outra culpa: a de ter comido muito! E só há uma coisa que cure esse estado: um sundae de chocolate. E começa tudo de novo…
Destinados a ser eternos culpados pelo crime mais comum (e menos resolvido) da história da humanidade, e o pior, cometido contra nós mesmos. O comicídio, com o perdão da palavra adaptada às pressas, enquanto abocanho a última bolacha do pacote, é um crime sem castigo, mas que tem nosso sincero perdão… Realmente, tem coisas que a gente não aprende mesmo, não é?
Essa semana, foi abordado aqui no blog um assunto muito importante: alimentação e dieta. Com o verão chegando, bate aquele desespero de perder alguns quilinhos extras para ficar bem no biquini. Mas, com o desespero é que vem as atitudes erradas, como querer, em duas semanas perder (ou ganhar) todo o peso que poderíamos estar trabalhando desde o começo do ano. Cuidar da alimentação não é fácil, principalmente nessa vida corrida que a gente leva, mas, precisamos entender que nosso corpo funciona como um sistema perfeito, que harmoniza nossos sentimentos com os alimentos que comemos. Por isso, trouxe alguns livros que abordam a relação com a busca pelo alimento e como a comida pode traduzir nosso estado emocional.
Esse livro foi escrito pelo Mestre DeRose de Yôga e trata da desmitificação da dieta vegetariana. Contudo, mesmo para quem não é praticante de yôga nem pensa em abandonar a churrascada, o livro traz diversas receitas alternativas, como strogonoff sem carne, sorvete caseiro e até feijoada! Para quem quiser pular direto para as receitas, terá muita coisa para saborear, mas quem quiser dar uma olhada no início do livro, há além de passagens da dieta humana ao longo da história, alguma dicas para melhorar a digestão e modos saudáveis de ingerir os alimentos. Lembrem-se: tudo isso baseia-se na visão e experiências do autor.
Logo que foi lançado, esse livro se tornou um dos queridinhos do público feminino. Apesar de a personagem principal, Claire, ter 29 anos (a famosa crise dos 30), o enrendo envolvente aborda situações e se ambientaliza em lugares comum a todas. Crise no casamento, descoberta de traição, ambiete familiar desestruturado e descontentamento com a aparência física, que traz inúmeros questionamentos para Claire (ela diz que tem forma de melancia) . Olhando assim, o livro parece um pouco depressivo, né? Mas, não. A autora utiliza-se, principalmente do bom-humor, para lidar com esses temas, trazendo a mensagem: ”O que não me mata, me fortalece”. Ótimo para quem está um pouco triste, mas pronta para dar a volta por cima!
Comer, Rezar e Amar – Elizabeth Gilbert (compre aqui)
Um dos mais comentados do ano que virou até filme. Apesar do best-seller, o livro traz uma mensagem muito importante: libertar-se de padrões sociais em busca da própria felicidade. Elizabeth tinha tudo que tal sociedade considera ideal: um marido apaixonado, a casa grande e própria e uma carreira de sucesso. Porém, ela sentia-se vazia e não estava plena. Por isso, após situações difíceis no casamento e na vida, partiu em busca das experimentações do prazer, da devoção e do equilibrio.
Como estamos falando de alimentação, nessa parte a autora relata as experiências gastronômicas na Itália, onde ao entregar-se ao prazer da experimentação, deixando de lado padrões estéticos, engordou o que diz terem sido os 11 quilos mais felizes de sua vida.
Mulheres, comida e Deus – Gennen Roth (compre aqui)
Deixei esse livro para o final, por conta da maneira como ele aborda o tema. Baseado nas próprias experiências da autora (que foi desde anoréxica até obesa) , ele aborda situações da vida e sua relação com nossa alimentação. Ela diz que quando temos um sentimento não expressado, quando deixamos uma situação passar ou quando inibimos a felicidade, descontamos isso na comida. Em um trecho do livro, ela diz que todos os sentimentos que temos , bons ou ruins, querem ser recebidos com simpatia, querem ser ouvidos. Mesmo a raiva, a angústia, o desgoto querem e precisam de espaço para se desenvolverem e contarem sua história. Do contrário, gera estados no nosso organismo que nos faz procurar pela comida como principal ouvinte.
O interessante desse livro, para todas as idades, é que a obsessão pela questão do peso, faz com que outros problemas (que precisam ser ouvidos) passem despercebidos .Que ao preocupar-se com o ato de comer (calorias, restrições) , está na verdade mascarando outros sentimentos com os quais não se quer entrar em contato. A principal mensagem é aprender a aceitar e lidar com as próprias emoções e caminhar para uma alimentação saudável, que ajude o corpo físico a tornar-se forte para enfrentar quaisquer situações.
Ufa, deu até fominha agora! Brincadeira pessoal. O que podemos tirar dessas experiências literárias é, como dizia o poeta nos tempos romanos “Mens sana in corpore sano “ , ou “Mente sã num corpo são” . É preciso encontrar equilibrio em nossas vidas e, apenas ao aceitar seus pensamentos, sua maneira própria de ser, é onde o corpo ganha saúde e longevidade. Por isso, acima de tudo: Amem-se!
O hábito de desejar comida mesmo sem estar com fome pode ir muito além do que pensamos (ou da gula, como dizem por aí). Comer excessivamente e compulsivamente pode ser sinal de um transtorno já conhecido, mas pouco difundido que é a ‘Compulsão Alimentar’.
Esse transtorno é caracterizado principalmente por ingerir comida em excesso sem a menor fome e comer até sentir-se desconfortável ou sentir-se agoniado. A pessoa que sofre desse problema esconde os hábitos alimentares por vergonha e pode também esconder a comida depois de um ataque voraz, além de, provavelmente, se sentir mal com a própria aparência e sofrer com a baixa auto-estima. Diferentemente de quem sofre bulimia, a pessoa não ‘expulsa’ a comida ingerida. Pelo contrário! A comida pode funcionar muitas vezes como escapatória dos problemas e do stress que a pessoa é submetida diariamente, porém, logo após o ataque, a pessoa se sente culpada e extremamente desconfortável.
E o tratamento? Só um profissional qualificado poderá fazer o diagnóstico e se for constatado de que é esse transtorno alimentar, a pessoa encontrará uma variedade de opções de tratamento podendo ir de terapias a grupos de apoio (tudo dependerá do grau em que o transtorno se encontra na pessoa).
Se acha que conhece alguém que sofre de algo assim, procure ajuda da família ou converse com a pessoa. Compulsão alimentar é coisa séria. Vale à pena tentar ajudar e quanto antes, melhor!
Oi, tudo bem com você? Meu nome é Bruna Vieira, tenho dezenove anos, sou mineira, mas moro em São Paulo desde 2012. Sempre fui meio tímida e para realizar os meus maiores sonhos, tive que mudar de cidade e deixar para trás meus melhores amigos, cadelinha (essa da ilustração) e família. Parece coisa de filme, né? Pois o final feliz vem agora. Depois de um ano vivendo por aqui, ganhei uma coluna na Revista Capricho (assine aqui) e publiquei um livro chamado Depois Dos Quinze (compre aqui). Comecei a escrever porque levei um fora de um cara que eu jurava ser o meu primeiro e único amor, agora que superei tudo isso, o blog se transformou num lugar onde compartilho as coisas mais legais que vejo por aí! Mais »
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