Eu sempre conversei mentalmente com você durante todos esses anos. Anos os quais você recusava nosso diálogo educadamente enquanto eu amava por dois. Você não faz idéia do quanto isso dói! Triste mesmo é saber que eu depositei toda ilusão de uma vida em um banco onde você nunca sequer quis ter o acesso. E eu lastimavelmente descobri isso tão tarde que nem pude demonstrar e te devolver na mesma moeda cada centavo desse sofrimento. Estive tão apática com você por um tempo que tive a leve impressão que você poderia ter mudado. Não por mim, claro! Isso você nunca faria simplesmente porque eu nunca mereci.
Sigilosamente, eu ainda considero minha a culpa que nos fez ficar tão distantes. Ok, eu posso assumir: pouca parte é sua… Ou nossa como preferir. Reconheço a condição que me encontro e sei que é um erro permanecer assim. Sabe o que eu não reconheço mais? Você! Onde foi para aquele sujeito que me mandava mensagens de madrugada só pra dizer que a 10min atrás havia sonhado comigo, hein? Diga-me onde foi e traga-o de volta. Aliás, não sei se estou pronta para outra dose de amor. Ainda mais, vindo de você.
Se você ainda não sabe, eu entrei em descompasso comigo mesma e com o resto do mundo. Provavelmente você não saiba o que isso quer dizer, mas se soubesse, sei que estaria ao meu lado segurando minhas mãos. Nunca entendi sua falta de sensibilidade e agora eu nem sei se tenho forças para tentar entender. Por fim, desejo de todo coração que você consiga alguém suficientemente cruel que te ensine o poder por trás do “amar por dois”. Porque eu, meu bem, cansei!
Depois de uma certa idade, somos todos veteranos de alguma relação amorosa que deixou cicatrizes. Outro dia li o comentário de alguém que dizia que o casamento é uma armadilha: fácil de entrar e difícil de sair. Como na guerra.
Aí fiquei lembrando dos desfiles de veteranos de guerra que a gente vê em filmes americanos, homens uniformizados em suas cadeiras-de-roda apresentando suas medalhas e também suas amputações. Se o amor e a guerra se assemelham, poderíamos imaginar também um desfile de mulheres sobreviventes desse embate no qual todo mundo quer entrar e poucos conseguem sair – ilesos. Não se perde uma perna ou braço, mas muitos perdem o juízo e alguns até a fé.
Depois de uma certa idade, somos todos veteranos de alguma relação amorosa que deixou cicatrizes. Todos. Há inclusive os que trazem marcas imperceptíveis a olho nu, pois não são sobreviventes do que lhes aconteceu, e sim do que não lhes aconteceu: sobreviveram à irrealização de seus sonhos, que é algo que machuca muito mais. São os veteranos da solidão.
Há aqueles que viveram um amor de juventude que terminou cedo demais, seja por pressa, inexperiência ou imaturidade. Casam-se, depois, com outra pessoa, constituem família e são felizes, mas dói uma ausência do passado, aquela pequena batalha perdida.
Há os que amaram uma vez em silêncio, sem se declararem, e trazem dentro do peito essa granada que não foi detonada. Há os que se declararam e foram rejeitados, e a granada estraçalhou tudo por dentro, mesmo que ninguém tenha notado. E há os que viveram amores ardentes, explosivos, computando vitórias e derrotas diárias: saem com talhos na alma, porém mais fortes do que antes.
Há os que preferem não se arriscar: mantêm-se na mesma trincheira sem se mover, escondidos da guerra, mas ela os alcança, sorrateira, e lhes apresenta um espelho para que vejam suas rugas e seu olhar opaco, as marcas precoces que surgem nos que, por medo de se ferir, optaram por não viver.
Há os que têm a sorte de um amor tranquilo: foram convocados para serem os enfermeiros do acampamento, os motoristas da tropa, estão ali para servir e não para brigar na linha de frente, e sobrevivem sem nem uma unha quebrada, mas desfilam mesmo assim, vitoriosos, porque foram imprescindíveis ao limpar o sangue dos outros.
Há os que sofrem quando a guerra acaba, pois ao menos tinham um ideal, e agora não sabem o que fazer com um futuro de paz.
Há os que se apaixonam por seus inimigos. A esses, o céu e o inferno estão prometidos.
E há os que não resistem até o final da história: morrem durante a luta e viram memória.
Todos são convocados quando jovens. Mas é no desfile final que se saberá quem conquistou medalhas por bravura e conseguiu, em meio ao caos, às neuras e às mutilações, manter o coração ainda batendo.
A Tereza Eliza Dantas é uma leitora do blog e está fazendo intercâmbio em Toronto, no Canadá. Ela escreveu para nós e resolvemos fazer algumas perguntas que todo mundo tem vontade de fazer para quem está viajando. Sintam-se à vontade pra comentar novas perguntas nesse post, ela vai passar por aqui e responder todas.
Porque você decidiu fazer intercâmbio? Trabalho, estudos ou desenvolvimento pessoal?
Decidi fazer intercâmbio pra aprimorar meu inglês e o desenvolvimento pessoal veio como consequência.
Como é a sua acomodação aí? Quais são os pontos positivos e negativos?
Então, eu fiquei um bom tempo em casa de família canadense (homestay) e foi uma experiência maravilhosa. Tinha um pai, uma mãe, dois filhos do casal, um de 13 e outro de 10 e uma outra intercambista brasileira. A casa era ótima, enorme e super aconchegante. Eu podia fazer qualquer coisa, comer qualquer coisa, chegar a hora que eu quisesse, eles lavavam a minha roupa, faziam tudo como se eu realmente fosse da família. Tinha muita liberdade, o que foi sorte, porque existem casas em que as regras acabam atrapalhando um pouco os seus planos, principalmente na questão de horários. Uma dica pra quem não quer correr riscos, são os hotéis “estudantis”, onde você pode dividir ou não o quarto com outro estudante. O ponto negativo é que você terá de comprar a sua comida. Bom, depois de um tempo eu fui morar com amigos da minha família que estão no Canadá à mais de três anos. Ele são brasileiros e não está sendo ruim pra mim, muito pelo contrário do que muitos pensam, porque eu falo inglês o dia inteiro e tento aproveitar o máximo possível. Falo muito mais inglês do que português!
Está aí há quanto tempo? Como lida com as saudades dos amigos e familiares?
Já faz quase três meses que estou em Toronto. No começo foi extremamente complicado, a saudade apertava muito. O jeito era ocupar meu tempo com outras coisas, fazer novas amizades e seguir em frente. Entrava o mínimo possível no facebook, twitter, msn e todas essas coisas que me fariam lembrar mais da minha vida no Brasil.
O que mais te surpreendeu até agora?
Toronto é uma cidade incrível, eu nunca vi tanta gente de tanta nacionalidade diferente. Onde eu estudo tem gente de todas as partes do mundo. Japoneses, coreanos, indianos, chineses, alemães, mexicanos, árabes (onde na minha vida eu pensei em conhecer um árabe?!), turcos, franceses e por aí vai!
Como são as pessoas de Toronto? Há barreiras culturais na hora de fazer amizade?
As pessoas aqui são super receptivas, amigas e o mais incrível, não estão preocupados com as suas diferenças. Eles sabem respeitar as diversidades de culturas. Não há barreira cultural nenhuma na hora de fazer amizades, muito pelo contrário, a primeira pergunta que te fazem é da onde você vem. Depois de responder isso, se prepare para o turbilhão de perguntas que irão surgir sobre como é sua vida lá! Isso é muito divertido, eles amam os brasileiros, haha!
Na sua opinião, quais os desafios que uma garota precisa enfrentar quanto decide fazer um intercâmbio sozinha?
Antes de fazer um intercambio, temos que nos reavaliar, temos que vir sabendo que aqui não tem mamãe nem papai por perto pra ajudar nos perrengues do dia-a-dia. E quando já estiver fora, tudo tem que ser um aprendizado, tudo tem que valer a pena, errando ou acertando. O mais difícil pra mim foi a questão financeira. No primeiro mês eu gastei todo o meu dinheiro nas duas primeiras semanas e fiquei quase zerada o resto do mês. Não era acostumada a controlar o dinheiro. Isso foi muito bom, agora eu consigo comprar tudo o que eu quero ao passar do mês e não fico mais zerada! Tudo é uma questão de adaptação, somo capaz de fazer bem mais coisas do que imaginamos.
A vida no Canadá é muito cara?
A vida aqui não é muito barata. O transporte pra mim é o mais caro. Eu pago 121 dolares por mês por um cartão que me dá direito a todos os transportes públicos. No quesito compras, aqui é o paraíso! Claro que não é como nos EUA, mas comparando com o Brasil é ótimo! Quanto à alimentação, cuidado! Existem milhares de fast food e junk food, de todos os tipos imagináveis e isso é muito barato, muito mesmo!
O Canadá é um dos países mais procurados por brasileiros que desejam estudar no exterior, pois geralmente os valores são mais baixos que nos EUA e Europa. Lá você pode estudar dois idiomas: inglês e francês. De espaço territorial, é o segundo maior país do mundo. Sua capital é Ottawa, mas a cidade mais populosa é Toronto. Nesse site você pode descobrir muitas coisas sobre esse destino http://www.canadaparabrasileiros.com.
NOTA:Pessoal, estou participando do processo seletivo para ser Embaixadora da STB e poder escrever sobre o mundo inteiro. Se gostou do meu post e quiser me dar uma ajuda é só clicar no coraçãozinho azul daminha página. Obrigada
Conhecida por seu estilo boho-chic, a marca francesa Antik Batik chega ao Brasil pela loja virtual Glamour. A Antik tem 20 ateliês espalhados pelo mundo que trabalham em colaboração com artesões na Índia, em Bali e no Peru e sob coordenação da estilista italiana Gabriella Cortese.
SOBRE A MARCA
A estilista Gabriella Cortese, de origem italiana, encontrou em Paris seu refúgio fashion. Apaixonada por bordados, paetês, cores e movimentos, em 1992 decidiu instalar sua marca, a famosa Antik Batik.
Inspirada no estilo Boho Chic, a marca abusa de tons vibrantes e bordados detalhados. Túnicas, caftãs, vestidos, cores frescas e muito brilho. Essas são as marcas da moda Antik. Uma de suas características mais marcantes é a escolha por artesãos na fabricação de suas peças. Criadas manualmente, cada bordado é feito de maneira única.
No site da marca, estão à venda bolsas, caftãs, tûnicas e vestidos supercoloridos que ajudaram a fazer a fama da marca. Os preços variam entre R$ 420 e R$ 990.
Gostou da marca e das peças? O pessoal da Glamour resolveu fazer duas super promoções lá na página do facebook da loja. Uma é assim: na compra de qualquer peça da marca Antik Batik, a segunda peça sai por 50%, podendo ela ser de qualquer outra marca.
A outra é no estilo concurso, como rolou no mês passado. Lá na página, eles vão divulgar peças da grife no decorrer da semana e os participantes precisam encontrar outras peças (de qualquer marca disponível no site) que combinem com ela. O estilo mais legal, leva uma peça da Antik de presente.
Quem acompanha as grandes premiações internacionais e ama se inspirar nos looks de red carpet, deve ter reparado em uma nova tendência que anda conquistando nossas celebridades favoritas: O comprimento Mullet.
Conhecido popularmente como Curto na frente e longo atrás, o comprimento da discórica tem esse nome graças a um corte de cabelo típico dos anos 80, onde os fios eram curtos apenas na frente (bem estilo chitãozinho e xororó).
Desde 2010, a tendência tem sido aposta de grifes como Zang Toi, Stella McCartney, Valentino e Alexander McQueen e consequentemente, usada com uma certa frequência por celebridades e it girls.
As peças desse comprimento são geralmente feitas com tecidos fluidos para dar um ar de movimento e leveza ao look. Estamos falando de saias, vestidos e até mesmo blusas.
Em relação à proporção dos comprimentos, as garotas mais ousadas podem usar a parte da frente bem mais curtinha que a de trás! Pra quem ainda não se sente preparada pra usar, a dica é usar as que não possuem tanta diferença nos comprimentos. A assimetria do corte mistura de uma maneira harmônica a sensualidade dos mini comprimentos com a elegância dos longos. Continue lendo
Oi, tudo bem com você? Meu nome é Bruna Vieira, tenho dezenove anos, sou mineira, mas moro em São Paulo desde 2012. Sempre fui meio tímida e para realizar os meus maiores sonhos, tive que mudar de cidade e deixar para trás meus melhores amigos, cadelinha (essa da ilustração) e família. Parece coisa de filme, né? Pois o final feliz vem agora. Depois de um ano vivendo por aqui, ganhei uma coluna na Revista Capricho (assine aqui) e publiquei um livro chamado Depois Dos Quinze (compre aqui). Comecei a escrever porque levei um fora de um cara que eu jurava ser o meu primeiro e único amor, agora que superei tudo isso, o blog se transformou num lugar onde compartilho as coisas mais legais que vejo por aí! Mais »
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