Eu, você e o último dia do ano
03/01/2013

Nos encontramos na padaria. No último dia do ano. Que era minha e agora é nossa. Mais perto aqui de casa, mas a três ou quatro quadras do seu prédio. Fomos lá pela primeira vez em um domingo, quando dispensamos o almoço da sua mãe e comemos um monte de besteiras. Lembro que disse, com os lábios ainda sujos de doce de leite, que aquele era o sonho mais saboroso que você já tinha experimentado na vida. Desde então, depois daquela tarde nublada, aquele se tornou o nosso ponto de encontro. De lá fomos para o parque. Para àquela viagem maluca no interior. Para uma noite qualquer em algum lugar, só para passar o tempo e perder a hora. Era engraçado como sempre acabávamos ali. Depois do porre, das brigas e putaria. Lá estávamos nós dois, sentados, em silêncio ou gritando, olhando olho no olho ou desviando. Nós.

Senti o seu perfume antes mesmo de te enxergar. Fechei os olhos, como todas as outras vezes, e odiei o fato de ter dado aquele frasco azul da liquidação “imperdível” de Natal da Natura. No ano passado. Toda a cidade usava o mesmo perfume e eu vivia sentindo calafrios imaginando que você poderia estar por perto. Era só o tio. O vizinho. O engraçadinho do escritório. Mas não dessa vez. Era você e eu tive certeza quando aquela voz tão familiar fez o pedido de sempre.

- Um sonho de doce de leite, o maior, por favor.

Pensei em um milhão de coisas, inventei centenas de possíveis desculpas e planejei cinco diferentes jeitos de fugir daquele lugar sem deixar rastros. Eu queria te ver, mas no fundo, ainda não estava totalmente preparada. Para te olhar nos olhos, sentir os pés bambos e os dedos trêmulos. Respirei fundo. Oh, droga, você me viu.

- Oi!

Passamos meses ensaiando o que vamos dizer para alguém. Encaramos o nosso reflexo no espelho todo dia e planejamos até o jeito que vamos sorrir ou o ângulo em que nosso rosto deve ficar quando a frase decorada finalmente for dita. No entanto, quando essa pessoa está na sua frente, todas as palavras simplesmente desaparecem. É como se o cérebro estivesse mandando toda a responsabilidade para o coração: Preciso de férias. Vai que é tua. Se vira, porque se nas cartas de amor te desenham, nos encontros inesperados o socorro é seu.

- Oi! Quanto tempo, né?!

Eu poderia ter dito qualquer coisa. Sobre o clima, sobre política, sobre como os fogos de artifício eram insuportáveis. Mas eu tive que dizer, com uma simples frase, o quanto o tempo tinha passado e nada entra a gente tinha mudado. Pelo menos para mim. Entreguei meus sentimentos de bandeja e então era só você se servir, e depois, como sempre, me deixar pra lá.

- Pois é! Você está ótima!

Ótima é o que a minha professora de matemática escrevia sobre a minha nota na quinta série. Ótima é notícia sobre o fim do conflito entre as Coreias. Ótima era a comida da sua avó nos finais de semana. Agora eu? Estou tudo, menos ótima.

- Obrigada!

Eu agradeci e não soube mais o que dizer. Silêncio de segundos que pareceram milênios. Pela primeira vez na vida, eu não fazia ideia do que dizer. A continuação de qualquer assunto, na minha cabeça, era a maneira com que (não) terminamos. Como vai sua mãe? Ela sentiu a minha falta nos últimos meses? Seu irmão passou de ano? Eu não o vejo desde que você gritou comigo na frente dele. Seu cachorro melhorou daquela virose? A veterinária perguntou onde iríamos passar a virada e eu disse que não sabia mais nada da sua vida. O trabalho vai bem? Bom, todos os meus textos agora falam de você e dessa maldita mania que criei de fantasiar o passado.

- Bom, preciso ir. Foi muito bom ver você de novo. Saber que está bem. No fundo, é como se nada tivesse mudado. Aliás, meu telefone continua o mesmo. Quando quiser fazer alguma coisa, me liga. Podemos caminhar nos finais de semana ou andar de patins no Ibirapuera. Tenho certeza que você ainda não tem planos para o feriado.

Parte de mim queria aceitar o convite e jogar todas aquelas sacolas cheias de não sei o que para o alto. Outra parte queria colocar em prática tudo que aprendi nos últimos meses da aula de boxe. Como pode alguém ser tão superficial? Tão insensível? Como se eu não tivesse visto todas aquelas as fotos da viagem postadas no Facebook. Quanta bebida. Quanta festa. E nenhum telefonema bêbado. Nenhuma mensagem. Aliás, você nem deve ter reparado que não é mais meu amigo nas redes sociais. Ok. Não foi um pedido de casamento, mas vindo de você, naquela padaria, eu não poderia pensar de outra forma.

- Ah, lembro sim, talvez eu lige. Obrigada pelo convite. Boa virada de ano!

Eu não iria ligar coisíssima nenhuma. Nem tenho mais o número. Tanto tempo que não disco, que talvez nem o saiba mais decor… OK! Mentira! Sei sim. Com o 9. Sem o 9.  De trás pra frente. O que eu queria mesmo era terminar aquela conversa logo.

- Ah sim, feliz 2013! Espero ver você mais vezes durante o próximo ano. Vou para a casa dos meninos logo mais. Você sabe, odeio essa época do ano e meus pais viajaram. Não tenho escolha. – Disse, enquanto saia da padaria e olhava o semáforo.

Eu não fazia ideia do que aquilo significava. Mas quando você completou a frase, tive certeza, absolutamente nada mudou. Eram só palavras. Seus amigos. Suas histórias inventadas. E principalmente, sua maldita falta de decisão. Era o que eu mais odiava em você. Na verdade ainda é. Por que tanta acomodação meu Deus? Tanto medo de mudar e levar alguma coisa realmente a sério? Você disse que odiava rótulos e que tinha medo de estragar tudo. Agora vejo que não tem mesmo o mínimo de consideração.  Sabe, você ainda nem tocou minha nova tatuagem. Nem deve se lembrar do gosto que a minha boca tem. E por mais que sinta minha falta nas noites solitárias, sim, eu vejo suas frases, não faz absolutamente nada para que isso mude. Nada além de falar e apertar enter.

Vi você atravessar a rua e escutei a menina do caixa dizer:

- É crédito ou débito?

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Tchau, 2012!
26/12/2012

Estou na casa dos meus pais desde o final da última semana. Assim como milhares de pessoas do mundo todo, embarquei para o interior com o intuito de passar o Natal perto da família. Exigência da mamãe e também do meu pobre coração. Passei os últimos dias aproveitando a aparente preguiça dos relógios daqui. Li os livros que queria, comi mais do que deveria e dormi o quanto precisava. Caixa de entrada lotada? Só pode ser spam! I Don’t Care. Pelo menos não até o ano que vem.

Escrevo este texto direto do quarto que foi meu até um dia desses. As paredes, agora pintadas de branco, não conseguiram apagar minhas lembranças. É como se o tempo só tivesse passado dentro de mim. Minha perspectiva de mundo é outra, mas o mundo continua o mesmo. As ruas. A mania que o pessoal tem de ir para um determinado bar e ficar até a madrugada bebendo, em pé. O clima. O calor por aqui é o começo de qualquer assunto. “Tá calor, né?” “ Pois é…”. As pessoas. Convidei minhas antigas melhores amigas para sair. Foi legal e sincero. Como se o tempo que ficamos longe fosse o mesmo daquelas típicas férias de Dezembro. No primeiro dia de aula, depois de todo mundo voltar de suas respectivas viagens com a família, lá estávamos nos colocando o assunto em dia e contando as aventuras e desventuras dos dias longe da rotina do resto do ano.

Em 2012 minha perspectiva da vida mudou. Das inúmeras transformações que graças a Deus, viraram um livro, me resta falar sobre aquela que acabei de vivenciar. Do acaso, ou quase, que torna esse texto diferente de todos os que já escrevi.

Este ano conheci mais pessoas do que em provavelmente toda minha vida. O contraditório é que também foi um ano solitário. Em poucos momentos estive de fato sozinha, mas em muitos deles me senti assim. Rodeada de pessoas que me conheciam, cameras, e sonhos realizados, mas mergulhada em um universo que ainda não era de fato meu. Talvez eu tenha me colocado nessa situação, por diversas vezes, sem motivos reais. Sentimentalismo puro. Qualquer garota gostaria de estar no meu lugar. Mas como eu podia pensar isso se eu não sentia de fato que aquele era o meu lugar? Demorou um bom tempo para a ficha cair.

São Paulo não me engoliu. Não deixei meus valores de lado e tenho muito bom perceber isso. Continuo sendo simples e gostando daquelas antigas coisas. Ok. Agora minha sobremesa predileta é Frozen Yogurt e eu sou obrigada a comer peixe todos os dias no almoço. O que estou tentando dizer é que fico feliz por ainda me sentir realmente feliz com o que muitos que ando conhecendo consideram pouco. Sabe? Do silêncio, das madrugadas em casa. Não sou festeira, não gosto de bebida e isso costuma fazer com as vida não tenha graça. A minha tem. Também tenho orgulho em dizer que amadureci sentimentalmente. Continuo uma boba romântica, mas agora sei que existe uma grande diferença entre o que real e o que é fruto da minha imaginação, às vezes nostalgica, às vezes sonhadora. No final das contas o que importa é o que nos faz sorrir e ter vontade de viver. O resto serve é como inspiração.

Para terminar, quem eu fui em 2012? Uma nova e inesperada versão de mim mesma. A consquência de encontros e desencontros. Acho que cheguei perto daquela garota que idealizei. Ainda muito bagunceira, apaixonada pelo que a vida me permitiu fazer diariamente e ainda com um sonho em mente. Dessa vez o que eu quero, além do que tradicionalmente entra para minha lista de desejos de ano novo (escrever cada vez mais, levar o blog para novas leitoras e viajar para lugares inesquecíveis) é ter minha própria casa. Ou melhor, considerando a cidade, apartamento. Quero é espaço para ter minha cadelinha junto comigo o tempo todo e ainda fazer bagunça na sala sem ter que me preocupar com o resto. É muito? Sei lá. Vou descobrir tentando, e claro, vivendo.

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Sobre ciclos que terminam
09/12/2012

Ontem eu não imaginava que hoje eu sentiria vontade de escrever este texto. Quero dizer, que eu estaria pronta para compartilhar essa verdade secreta com o mundo. Você sabe. No fundo, todos nós sabemos. Algumas coisas, às vezes pequenas, às vezes maiores do que conseguimos imaginar, precisam de tempo para serem compreendidas. Um perdão. Um trauma. Uma morte. Um erro cometido no passado. Coisas que incomodam em silêncio e que com o tempo, todo mundo esquece. Menos nosso próprio coração.

Coisas teoricamente bestas, que perto do que mostram os jornais sensacionalistas, nos tornam seres superficiais e ingratos. Ainda assim, estou aqui para bater no peito e dizer que essa dor não é nem um pouco superficial. É profunda e às vezes, nem com muita terapia conseguimos descobrir onde realmente dói ou como faz para parar.

É uma questão de tempo. Do clichê e incontrolável tempo. Não tem jeito, mais cedo ou mais tarde você vai olhar no espelho, ou para a bagunça do seu novo quarto, e se perguntar, quando é que as coisas mudaram tanto assim? Qual foi o exato momento em que fulano se tornou um completo desconhecido? Seria depois daquela atitude? Ou depois daquela expectativa diariamente cultivada? Quando foi que, você, deixou de colocar aquilo em primeiro plano? Vai saber.

Passei uns bons meses tentando descobrir se eu realmente já tinha feito isso. Foi olhando através da janela do meu quarto, para vista cheia de prédios e luzes de Natal, que a ficha caiu. Nós não fazemos isso com uma atitude, fazemos isso continuando nosso caminho e lutando a favor daquilo que acreditamos.

Um cliclo termina quando paramos de chamar o começo de começo. Quando aceitamos o presente e  aprendemos a respeitar o final. Ao contrário do que já li muitas vezes por aí, respeitar não tem nada a ver com esquecer ou deixar pra lá. É simplesmente aprender a conviver e lidar com o fato de uma maneira madura. Conversando, ligando, escrevendo, pedindo desculpas, visitando o túmulo pela primeira vez ou sei lá, ligando o foda-se e deixando escapar uma lágrima bem na frente da pessoa.

Às vezes, involuntariamente, nos tornamos o ponto final da história de alguém. Às vezes a vírgula, às vezes a exclamação e infelizmente, às vezes, o ponto de interrogação. Também corremos o risco de ser a reticências, fadados a um final meio que sem continuação. Mas isso não é tão importante porque independente do que aconteça, aqui, ali ou aí, teremos sempre a nossa própria história para escrever. Nela, as páginas não são escritas com canetas, palavras e promessas. Para conseguir virar nossa página, precisamos de escolhas e atitudes.

A boa notícia é que um novo dia nasce toda manhã. O mesmo sol de alguns anos atrás. O mesmo frio ou calor. O mesmo horizonte, talvez até a mesma vista da janela. Mas ainda sim, um arriscado e surpreendente dia. Espero que saiba ou descubra logo o que fazer com ele.

Ps: Tenho certeza absoluta que já usei cada palavra deste texto pelo menos mil vezes. A questão é que em uma ordem diferente, elas podem querer dizer outras coisas. É mais ou menos por aí.

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Ontem não é quase hoje
28/11/2012

Olho nos teus olhos e você desvia. Seguro sua mão e você logo solta sem perceber. Te abraço forte e você só me cumprimenta. Te convido e você desmarca. Logo depois reclama da rotina. Te ligo antes de dormir e você não diz quase nada. Coloco nossa música para tocar num sábado à noite, lá em casa, e você nem percebe. Fico horas aprontando na frente do espelho, espalho tudo em cima da cama, e você se atrasa por puro esquecimento. Te dou de bandeja meu futuro e você ainda se engasga com seu maldito passado. Vou de táxi, metrô e pensamento. Corro contra o tempo e você fecha os olhos, disfarçando, para ele passar sempre um pouquinho mais rápido. O porta retrato continua virado. Decorei suas pintas e você não sabe nem o número do meu celular. Não é bem uma novidade, mas meus melhores amigos te detestam. Nem me importo. Melhor mesmo é sentir seu perfume. O gosto doce da sua boca. Coloco meus braços na sua cintura e fingir que acredito que você ainda se importa.

Dizem que eu deveria estar sorrindo agora. Que sou uma boa garota e tenho um futuro brilhante pela frente, mas meus dias parecem cada vez mais opacos. O batom vermelho ficou sem cor. Meus maiores sonhos perderam toda a graça e as receitas para te esquecer já se esgotaram. Tenho uma pilha enorme de livros para ler, mas não consigo mudar de página sem pensar em nós dois. Sempre imagino que poderia ser nossa história.

Não sei o que fez ou fiz de errado. Mas te juro, não é tão grave assim.
Só precisamos descobrir onde a antiga graça se escondeu.
Ela deve ter levado nossos sorrisos.

Ontem bebi e disse besteiras que neste exato momento latejam na minha mente. Não consegui dormir e fiquei a madrugada limpando toda a sujeira da sala. Antes você amava minhas loucuras, mas agora diz que preciso me curar. Meu bem, sinto em dizer, mas não estou doente. Não é vírus. Não é bactéria. Não é culpa da mudança de tempo dessa cidade cinza e barulhenta. É você. E não tem cura.

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O primeiro mês (com você)
21/11/2012

Sou do tipo de garota que vive falando de amor. Como dizem, ro-mân-ti-ca. Escrevo sobre esse tal sentimento louco pelo menos uma vez por dia. Mas nem sempre tudo é tão lindo e concreto como parece na maioria dos meus textos. Confesso que nos últimos meses andei desacreditando das minhas próprias teorias. Voltei atrás e segui em frente tantas vezes que até perdi a conta. Minhas amigas nem devem mais me levar a sério. Meus desabafos eram tão contraditórios que em alguns momentos, até eu duvidei de mim mesma. Aquela maldita sensação de fragilidade me tornou tão vulnerável e indecisa nos primeiros meses. Bastava meia dúzia de palavras ou sei lá, um filme desses de comédia romântica com final feliz, e lá estava eu olhando pela janela e desejando que Deus colocasse alguém na minha vida. Alguém que eu pudesse confiar de verdade, apesar da minha mãe dizer que só podemos sentir isso por membros da família.

Eu não queria mais um cara perfeito. Aliás, minha experiência com caras assim foi totalmente frustrante. Dos que conheci, ou eram gays ou eram ocos. Nada contra garotos assim, mas é que meu coração além de besta é exigente. Não queria ter que passar por essa fase de amores platônicos aos 18 anos. Dos problemas da minha nova vida, já me bastam os que aparecem a cada minuto na caixa de entrada do Gmail.

Meu sonho de consumo era alguém que se importasse de verdade. Simples assim. Depois de tanto embarcar e desembarcar por aí, conhecer e conversar com pessoas completamente diferentes, percebi que meu amor não dá a mínima para estereótipos e opiniões alheias. O cara que me ganhou, aos pouquinhos, é um garoto mais novo que veio por coincidência, do mesmo lugar que eu: da terra dos que sonham alto e bem cedo. É você.

Demoramos alguns meses para compreender. Duvidei dos meus sentimentos e fiz promessas que foram quebradas com um simples apertar de botão do teclado. Virei madrugadas e bati meu próprio recorde em duração de chamada telefônica. Disse aquelas palavras e logo depois da sua atitude infantil, deixei o tempo me guiar e até me escondi no passado. Perdi (ou será que joguei fora?) o mapa e andei em círculos até perceber que não tem como driblar o destino.

Nos últimos meses as coisas mudaram. Você mudou. Sinto orgulho por fazer parte disso, e como você mesmo já disse, ser uma das grandes causas. Acredito que lá na frente, juntos ou separados, vamos nos lembrar com muito carinho dessa época. Quando desconhecíamos essa cidade cinza. Quando nos conhecemos de verdade. Com defeitos, manias e lembranças. Como amigos, como namorados, como amantes. Eu tenho mil motivos para te achar o cara mais idiota do mundo (quando você está com sono ou no meio de desconhecidos ainda mais que isso), mas cada vez que te vejo, sinto que sua presença se torna fundamental para um dia realmente feliz e inesquecível.

É isso. Obrigada por tudo que você tem me ensinado. Sobre a vida, sobre internet, sobre o amor. Obrigada também por me deixar te ensinar tanta coisa. Meus sonhos e certezas, quando compartilhados com você, se tornaram ainda mais reais. Feliz um mês de namoro.

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