Tudo aquilo que aprendi antes dos 18
01/05/2012

Em maio completo dezoito anos. Não acredito nessa divisão de tempo em idade que inventaram, e nem acho que completar maioridade é uma coisa tão importante na minha vida que mereça algum tipo de preocupação. Muito menos um texto. Mas, acordei com vontade de contar um pouquinho do que vi da vida nesses anos (principalmente últimos 3 meses) e do que espero para todos os outros. Né, por que não?

Olhando pra dentro (e não para trás), vejo quando o tempo passou. O quanto mesmo me sentindo de alguma forma a mesma garota de sempre, tudo inevitavelmente se transformou. Os lugares, os amigos, os valores, os sonhos e até os maiores medos. Aqueles que a gente guarda em segredo na alma. Eles mudaram.

Sou mais corajosa que antes.  Aprendi a valorizar a minha própria presença. Já não perco mais tanto tempo com pessoas vazias. Principalmente quando elas estão em lugares cheios demais. É isso. Desisti de tentar me misturar na multidão de cada dia e noite. Aceitei minhas diferenças (aquelas, que ninguém consegue enxergar). Aprendi a valorizá-las, e fazer com que elas nunca se transformem em limitações.

Tenho conhecido muita gente. Feito alguns bons amigos e amigas. Mas confesso que das pessoas que confio, hoje, a grande maioria é mesmo do sexo masculino. Alguém me disse isso há algum tempo, mas só agora tive certeza: é mesmo muito melhor ser amiga dos caras (se você consegue não se apaixonar por eles, claro).

Aprendi a valorizar minha família. Cada vez que vou pra casa e venho pra São Paulo sinto vontade de agradecer a Deus por ele tê-los colocado na minha vida. Cada vez que conheço mais o mundo e as pessoas que vivem nele, penso o quanto sou sortuda por ter um lugar pra chamar de casa e pessoas simples e felizes pra admirar. Referência é tudo.

Dei mais um tempo para o meu coração. Mesmo o amor ainda sendo meu ponto mais fraco (que você nunca use essa informação contra mim), sei que agora já não me apaixono pelo primeiro sorriso encantador que decora frases prontos. Fiquei mais cautelosa. Menos promessas. Menos pressa. Mais realidade. Mais intensidade. Menos lembranças. Mais reciprocidade.

Dos antigos relacionamentos, aprendi que dizer eu te amo não é assinar um contrato com tempo de duração. É dizer com apenas três palavras que naquele momento, aquela pessoa tem alguma coisa que a torna diferente de todas as outras no mundo. Isso não acontece sempre. As pessoas se confundem. Eu me confundi tantas vezes.

Ainda quero alguém me faça querer viajar o mundo sem destino, de mãos dadas e com apenas uma câmera pendurada no pescoço. Quero alguém que me faça ser assim, mais simples. Alguém que me faça querer trocar uma tarde chuvosa e solitária de livros espalhados e muito trabalho, por um dia ensolarado sem muitas pretensões no parque da cidade. Onde por sinal, ainda não fui.

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Morando Sozinha: Cursos em SP!
17/03/2012

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Sempre que falo sobre minha mudança pra São Paulo ou faço check-in no foursquare, vocês perguntam sobre os cursos e a faculdade que ando fazendo. Pra esclarecer tudo e também ajudar quem se interessa pelos mesmos assuntos que eu ou planeja vir pra cá em breve, resolvi escrever um pouquinho como são as escolas e os as aulas.

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Como vocês já devem ter lido em algum post, sempre fui super tímida. Com o blog e algumas gravações já feitas, aprendi a me comportar um pouco melhor diante da câmera. Mas, como a minha intenção é entrar cada vez mais nessa área, resolvi investir em um bom curso. Aqui em São Paulo um dos mais bem conceituados é a Escola de Atores Wolf Maya.  De lá já saíram nomes como Marjorie Estiano, Paola Oliveira, Giovanna Lancellotti, Giovana Ewbank e alguns outros.

Dos cursos disponíveis, escolhi interpretação para TV. Como tenho pouca experiência, no nível para jovens iniciantes.  São exatamente 4 meses de aulas (duas por semana). Na quinta gravamos (recebemos um exercício na semana anterior) e na sexta assistimos os vídeos e ouvimos a crítica/opinião do professor Hudson Senna.

O mais legal é que as dicas e aulas valem tanto pra vida, quanto para a profissão. Aprendemos a controlar e entender mais nosso corpo. Reparar mais nas pessoas e nos detalhes. Saí da primeira aula me sentindo outra pessoa. Mais crítica. Tanto que agora não consigo assistir séries, filmes ou novelas sem pensar nas coisas que ele diz na sala.

Para saber o valor e consultar a disponibilidade dos cursos é só acessar o site da escola.

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Das certezas que tinha antes de vir pra São Paulo, entrar em algum curso de inglês era uma das principais. Já passei por algumas situações complicadas/bizarras por não falar bem a língua e como pretendo fazer intercâmbio no final do ano, isso precisava ser bem  rápido. Pedi indicações de uma amiga e ela disse que fez Cultura Inglesa.

Agendei uma visita pelo telefone e fui conhecer a escola. Como nunca fiz um curso de inglês de verdade antes, fiquei impressionada com a infraestrutura da escola. Além de um espaço enorme e moderno, quadro interativos, site com jogos e lições para os alunos aprenderem e uma super biblioteca, eles possuem uma agenda cultural repleta de cursos extras e eventos. Já me inscrevi na aula de canto e na de teatro (é tudo em inglês). Muito massa né?!

Para saber o valor e consultar a disponibilidade das turmar é só acessar o site da escola.

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A Escola SP é um centro de formação multidisciplinar. Por lá os alunos fazem cursos, workshops e palestras nas áreas de design, cinema, fotografia, arquitetura, artes visuais, gastronomia, gestão cultural/negócios, literatura, moda, mídias, música, pensamento contemporâneo, coolhunting/pesquisas e empreendedorismo.

Como queria algo que tivesse a ver com o blog e com o que pretendo fazer nos próximos meses, escolhi fotografia de moda. As aulas só começam no dia 13 de abril a 30 de maio. Pelo que assisti em um vídeo e li no próprio site da escola, o curso tem a função de aprofundar o conhecimento na elaboração de sets fotográficos com ênfase nas áreas de still (objetos/ composição) e pessoas (retrato, moda e comportamento).

O aluno será estimulado a executar sets fotográficos diferentes, compreendendo as diversas possibilidades de iluminação, identificando as diferenças técnicas de cada uma: luz contínua, flashs compactos e luz natural. Também será abordada a importância da criação de um briefing e sua comunicação, além da escolha de equipamentos fotográficos.

Para saber o valor e consultar a disponibilidade das turmar é só acessar o site da escola.

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Morando Sozinha: Restaurante Web!
16/03/2012

restaurante-delivery

Geralmente um dos maiores desafios pra quem vai morar sozinha é fazer a própria comida. Cozinhar, que não é uma bicho de sete cabeças como a gente imagina, acaba se tornando um problema quando não se tem muito tempo ou prática. Uma solução bem legal pra quem mora em São Paulo ou Rio é o Restaurante Web.

Um site especializado onde você pode se cadastrar, fazer pedidos (100% online) e ainda conhecer um pouco mais dos melhores restaurantes e lanchonetes próximos a sua casa.

Ontem uma amiga fez um pedido através do site (primeira vez que comi yakibifum, adorei!) e eu fiquei realmente impressionada com a facilidade e velocidade. Levando em consideração a correria de cidade grande e o valor em média do frete, achei o site um achado de utilidade pública. Pra vocês entenderem melhor um vídeo bonitinho explicando detalhes:

Tá com fome?

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Morando Sozinha: O Primeiro mês!
12/03/2012

Hoje quando olhei no calendário me dei conta que já faz um mês que mudei para São Paulo.  Agora posso dizer que aquela típica sensação de que tudo isso é apenas uma viagem longa e que logo vou voltar pra “casa” está passando e ficando no lugar, algo que ainda não sei descrever – completamente. Como se o sentimento estivesse dentro de mim, embrulhadinho em um papel de presente e ainda com um cartão branco escrito “Seu maior sonho”.

Falando assim parece idiotice, mas abrir esse pacote não é tão simples quanto parece. Significa que de alguma forma (e para o meu bem), terei que me desfazer por completo de outros.  No começo tentei não pensar nisso. E principalmente, não escrever sobre isso. Uma maneira que encontrei de me defender dos meus próprios julgamentos – já que eles sempre surgem quando tento transformar o que sinto em textos. Mas quando se vive de palavras escritas, trancar a inspiração não é algo muito saudável. Talvez seja esse o preço que se paga.

Pois bem, agora estou pronta pra falar – ou pelo menos tentar – escrever sobre isso.

Morar longe de onde nascemos e crescemos (e também de quem amamos) talvez seja um dos maiores desafios da vida. Daqueles que fazem a gente mudar completamente os valores. Ainda é a melhor e mais rápida maneira de amadurecer: Amar, esquecer e crescer.

De uma hora pra outra as coisas que você mais odiava se transformarão nas coisas que você mais sente falta. E as coisas que você sempre teve vontade de fazer, em menos de uma ou duas semanas (em alguns casos meses, vai…), se transformarão em rotina e perderão 80% da graça. Mas ainda sim vale a pena. Mudar é sempre um investimento; seja pra conquistar, encontrar ou compartilhar um sonho.

É quase sempre na solidão que conseguimos sentir nossa verdadeira alma e essência. Isso é meio louco. Porque em alguns momentos achamos que estamos pirando. Não ouvir aquela voz que acalma quando tudo está dando errado. Olhar pro lado e perceber que aquela multidão não passa de um bando de pessoas que não faz ideia de quem é você.

No começo foi assim, me senti absolutamente sozinha e carente – mesmo com amigos e conhecidos por perto. Chorei algumas vezes no chuveiro e desejei ter algum tipo de poder que tornaria possível trazer todas as pessoas que eu amo pra perto? ?(ganhar na loteria também vale). Mas não dá pra cobrar isso da vida. Ela já tem sido tão gentil comigo ultimamente. Sinto até um aperto no peito quando fico triste por saudade. Metade por estar chorando. Outra metade por estar fazendo isso em uma situação onde comparado a grande parte das garotas da minha idade, sou privilegiada – afinal, faço o que eu amo e consigo pagar todas as minhas contas no fim do mês.

Bom, as semanas foram passando, e a correria típica de cidade grande ocupando meus dias. Decorei meu quarto novo. Entrei em alguns cursos – dessa vez os que eu realmente queria fazer. Saí com amigas pra dançar. Conheci pessoas que até então não passavam de arrobas. Não aprendi a cozinhar direito, mas descobri o quanto a parte de congelados do supermercado é deliciosa. Mudei a minha noção de distância – perto e longe.

Por hora não quero pensar nas escolhas que não fiz. Deixo para o próximo mês a tarefa de parar de criar rituais de sofrimento (em outras palavras, stalkear). Parar de ir na Zara toda semana, confiar tanto nas pessoas interesseiras e por fim, ir todos os dias na academia sem inventar desculpas esfarrapadas.

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Morando sozinha: Decorando AP em SP!
26/02/2012

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Quem me acompanha nas redes sociais sabe que semana passada (finalmente) mudei de vez pra São Paulo. Depois de alguns dias andando pra lá e pra cá resolvendo detalhes da documentação e inscrição em cursos, consegui parar quieta no apartamento para começar a contar todos os detalhes da minha nova vida pra vocês.

Enquanto a decoração não fica totalmente pronta e as aulas não começam, vim compartilhar uma loja super bacana que encontrei logo que cheguei, a Casa das Araras.

Uma empresa paulista que trabalha com produtos para lojistas. Ou seja, por lá vocês encontram tudo aquilo que alguém que pretende montar uma loja precisa: araras, móveis, bustos, manequins, expositores, espelhos, prateleiras, cabides, puffs e afins. Esses são itens que servem muito bem para fazer uma decoração mais fashionista no quarto ou no apartamento todo. Já mostrei vários quartos aqui que usavam tudo isso, lembram?

A boa notícia é que os preços são ótimos e que eles fazem orçamento online. Mesmo quem não é de São Paulo pode acessar o site e entrar em contato para comprar ou saber mais detalhes dos produtos.

O endereço pra quem curtiu e quer conhecer é Rua Casemiro de Abreu, 77 Brás  – São Paulo – SP (É bem pertinho de onde rola aquela feirinha da madrugada. Eu vim de mudança em um daqueles ônibus que trazem lojistas. Foi justamente em uma dessas viagens que conheci a loja.)

Ps: Leitoras de Belo Horizonte, também tem Casa das Araras por aí.

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Morando sozinha: O famoso arroz laranja!
15/01/2012

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Quando falei pra minha mãe que iria morar sozinha em São Paulo esse ano, ela disse “Como minha filha? Você não sabe fazer absolutamente nada dentro de casa! Vai passar fome!”. Depois de muita conversa, finalmente ela me deixou ir seu topasse fazer umas aulas de culinária e coisas básicas de casa. É claro que eu aceitei as condições na hora né?

Como sei que muitas de vocês também estão passando por isso, resolvi criar uma nova categoria chamada “Morando Sozinha“. Nela, vou compartilhar dicas para quem tá saindo de casa e conquistando a independência esse ano. A minha ideia é postar sobre absolutamente tudo: Dicas de restaurantes, organização, faculdades, metrô, culinária, roupas… Enfim, tudo que eu for aprendendo nessa nova etapa da minha vida.

Para começar com o pé direito, resolvi compartilhar com vocês um dos primeiros pratos que aprendi. Desde criança eu e o meu irmão o apelidamos de “arroz laranja”. O bacana é que além de super gostoso, é fácil de fazer e tem alguns ingredientes que fazem super bem ou podem ser (re)aproveitados. Espero que vocês curtam a categoria, e comentem bastante com dicas, sugestões e opiniões.

como-fazer-arroz-laranja

1. Primeiro você deve descascar e ralar as duas cenouras (aqui em casa usamos um ralador de inox parecido com esse). OBS: Esse era o truque da minha mãe pra fazer o meu irmão comer cenoura. Como ela é bem raladinha, acaba nem aparecendo tanto (dando gosto) quando o prato está pronto.

2. Depois, fazer o mesmo com uma cebola. OBS: Se você não gosta de cebola, não desista por aqui. A cebola dá um gostinho bem longe para o prato, e por ser bem picadinha, também não aparece tanto. Palavra de quem até outro dia não suportava sentir um pedacinho de cebola no prato.

3. Amassar dois dentes de alho e jogar em uma panela com duas colheres de sopa de óleo. Depois de um minuto (o alho vai estar mais moreninho e com um cheirinho super gostoso) adicione a cebola que você picou no passo 2. Espere mais 2 minutos, até a cebola ficar um pouco dourada.

4. Adicione na panela toda a cenoura ralada do passo 1.

5. Adicione uma latinha de extrato de tomate (com aproximadamente 140g) na panela.

6. Adicione uma colher de chá de sal. Misture e acrescente dois copos de água. Deixe cozinhar por quatro minutos.

7. Acrescente o frango já desfiado (a quantidade que quiser). OBS: Esse “arroz laranja” é típico dos domingos familiares. No almoço um frango assado, e na janta, o resto vira esse prato. Boa opção pra quem não sabe fazer muita coisa né? Compra o frango e já tem comida pra almoço e janta (ou almoço do outro dia).

8. Desligue o fogo e acrescente 200g de creme de leite (é necessário que o fogo esteja desligado, caso contrário o creme de leite pode talhar).

9. Misture tudo por um minuto.

10. Agora acrescente o arroz (pronto), e misture mais uma vez. Caso seja necessário, ligue o fogo novamente (para ficar bem misturado) por alguns instantes. PRONTO!

Agora é só colocar em alguma travessa de vidro. Se a intenção for cozinhar para alguém especial que você quer impressionar, use um potinho daqueles de plástico (todo mundo tem um desses em casa né?) como forminha antes de colocar no prato. Pra fazer mais graça você pode colocar batata palha, salsinha, queijo ralado, e tomate (na foto fiz uma florzinha com ele).

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HMMMMMMMMMMMMM!!! Estão sentindo o cheirinho? Já posso casar? :P

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