ENTRE AMIGAS: Minha amiga ama competir!
28/12/2011

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Sabrina, 17 anos, Belo Horizonte – MG

O meu problema é em relação a amizade. Tenho uma amiga muito bonita, porem essa minha amiga não vale 1 real. Ela é muito pobre e o sonho dela é ser podre de rica e pra isso até conseguiu um idiota que a banque. Na sala, ela só fica falando da roupa nova que ganhou, do que vai ganhar e coisas do tipo, que resumindo, são futeis. Gostava muito dela quando ela era uma pessoa honesta, quer dizer, honesta nunca, mas que ainda não tinha se “revelado” e não era uma cobra. O problema é que mesmo sabendo que ela não é e não tem nada, eu fico me sentindo menos que ela. Ficamos o tempo todo competindo, uma querendo ser mais que a outra. Ela gosta de humilhar e querer estar na frente das pessoas da nossa sala que são pobres, ela é horrível sabe? Sempre pisa no namorado dela, porem, quando quer algo, trata como se fosse um rei. Gostaria de saber, o que eu faço pra não me sentir menos que ela? O que eu faço pra colocar na minha cabeça que não preciso competir? Isso é muito complicado. O problema tambem é que sempre quando quero/compro algo, ela compra tambem. Como disse, sei que ela não é nada e que não tem nada, ela mora em um barraco e o pior, é vazia por dentro, uma cobra. Mas é inevitável pra mim me sentir menos que ela, me sentir um lixo e pra mudar isso: começo a competir.

Olá, Sabrina!

Competitividade e problemas com amigas na adolescência são mais do que naturais. Nessa época, os hormônios agem com muita intensidade e provocam uma série de descontroles emocionais e raivosos, que nós mulheres adoramos rotular como “drama”. E não pensamos duas vezes antes de falar que a outra faz drama, que a fulana é uma biscate, que a beltrana é assim e assada. Por isso, nos munimos ao máximo de observações que fazemos para depois montarmos, dentro das nossas cabeças, uma tabela de atitudes desprezíveis de outrem e depois, dar uma “fofocadinha” e falar mal dessa pessoa.

Espera, eu disse adolescência? Corrigindo: durante todo o período das nossas vidas, competitividade e problemas com amigas(os) são naturais. Naturais até o limite do saudável. Quando o problema começa a se tornar obsessão, perseguição e até distúrbios mais graves que estes, é necessárias ajuda médica e psicológica. Claro que esse não é o seu problema, pois você, além de vir por espontânea vontade buscar ajuda, ainda quer ser ajudada para não sentir mais o que você está sentindo em relação a essa amiga.

O que eu achei mais bonito em você de ter nos contado seu problema é que, aparentemente, você fez exatamente o contrário do que ela faz. Ao invés de você esbravejar aos quatro ventos o que você sente sobre como essa amiga age, você prendeu todo esse sentimento ruim na sua cabeça e nos contou em segredo, procurando uma ajuda de uma pessoa que está observando de fora, e nem estuda na sua sala junto com vocês. Já o que essa sua amiga aparenta fazer, é mostrar pra Deus e o mundo o quanto ela é linda, esperta, maravilhosa, gostosa, amada e cheia das coisas que as outras que a ouvem nunca poderão ter, porque elas simplesmente não são tão bonitas quanto ela. O que ela deve considerar o ápice da própria existência, não é?

Mas espera: você não disse que ela é pobre e não tem nenhuma base para dizer essas coisas, além do namorado que a banca? Eis a questão: o mais legal disso é que, como qualquer pessoa que não tem dinheiro, mas sonha em ser rica, ela adora viver de aparência. Essa garota, por ser desse tipo, realmente não tem nada por dentro, inclusive no cérebro. Mas antes de sairmos atacando todo mundo por conta do que essa pessoa faz quando tem muita gente olhando, é bom tentarmos entender os motivos dela, o que já nos torna melhores pessoas instantaneamente.

Em determinada época da minha vida escolar, havia um menino na minha sala que se encaixava no perfil “engraçadinho da sala”. E como qualquer engraçadinho da sala em início de ano, ele era extremamente chato e inconveniente pra “nerd quietinha” que eu sempre fui. Esse menino me incomodava tanto, mas tanto, que eu cheguei a falar com todo mundo da sala, menos com ele, o quanto eu o odiava. E, adivinha? Depois de um tempo, quebrei a cara. Ele veio, em pessoa, conversar como quem não quer nada comigo, me contou sobre a vida dura dele, que passava dificuldade, que tinha perdido a mãe muito cedo. Conclusão? Eu me senti horrível e ele se mostrou mil vezes melhor pessoa do que eu. Depois disso, nos tornamos grandes amigos confidentes e eu entendi perfeitamente porque ele era daquele jeito. Até comecei a rir das piadas dele que, agora com mais senso de humor, eu conseguia achar engraçadas.

Contei isso para ilustrar exatamente o que essa sua amiga faz: esse jeito “popular de ser” dela é a máscara que ela veste na escola pra não mostrar que, por dentro, ela é vazia, triste, insegura, e, principalmente, tem um medo extremo de ser rejeitada; exatamente como esse meu colega fazia. Por isso, ela tenta de todas as formas, sempre no tema de riqueza material, ser mais, mostrar mais, aparentar mais, para não dar motivo nenhum pras pessoas não gostarem dela. Mas isso gera exatamente o que esse tipo de pessoa não quer, por estas serem atitudes extremamente forçadas e mecânicas.

Já parou pra pensar no quanto você é mais madura, mais realizada, mais esperta, mais segura, mais bem resolvida do que ela? Essa garota tem sérios problemas, provavelmente de natureza introspectiva, que precisam ser resolvidos. Já você não tem problema algum, só um sentimento competitivo temporário, que é extremamente natural quando estamos imersas nesse tipo de situação. Essas atitudes “mean girl” são resultados de uma série de problemas na infância, em casa e com os amigos. E pior: não levam a lugar nenhum.

Agora, observe bem. Por mais que você esteja desprezando consideravelmente essa menina ultimamente, você se referiu ao problema como de “amizade”. Ou seja, apesar de tudo, você ainda a considera amiga. Por que você não conversa com ela, diz o que pensa sobre as atitudes dela? Acredito que vocês tenham intimidade pra esse tipo de conversa mais pesada psicologicamente. Tente ajudá-la, porque posso dizer com certeza que quem está com problemas aqui é ela, não você. E não é porque ela mora num barraco ou é pobre, e sim porque ela é completamente frívola, fútil, vazia, oca. E, com isso, é só ela quem está perdendo uma época magnífica da vida e uma amiga incrível ao lado.

PS: Continuem mandando suas dúvidas/rolos pra [email protected] sem medo! Saiba sempre que estamos Entre Amigas! ;)

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ENTRE AMIGAS: Dividida entre dois amores!
30/11/2011

Dois amores

Mariana, 16 anos, Belo Horizonte – MG

A vida custa a nos apresentar um menino legal, ai quando ela finalmente o faz não vem um: Vem dois! Como faz? Com quem ficar, como escolher? Um é o menino mais carinhoso, fofo e legal que existe no planeta (haha), o outro é muuuito lindo, super gente boa e engraçado. Como faz, como faz?! Br, a história é a seguinte… Um, que eu vou chamar de “M”, é da minha escola. Há mais de um ano que ele me chamava no msn, me comprimentava na escola… Mas eu nunca dei muita bola pra ele. Pode parecer bobagem (e é) mas já fazia um tempo que eu tinha me decidido que o próximo menino com quem eu ficaria teria que ser – além de fofo, engraçado e legal - suuuper gato. E fim. Simplismente coloquei isso na minha cabeça e fiquei esperando pelo príncipe encantado. Mas ao mesmo tempo, não me recordo exatamente quando, comecei a conversar muito com o M no msn… Tipo, todos os dias, todas as madrugadas. Mas tudo isso com a intenção de ser dele apenas uma amiga. Com o tempo fui conhecendo o menino fofo, gente boa, e meeega carinhoso que ele é. Até que depois de algumas conversas com um amigaço nosso em comum, decidi dar uma chance para o M.
No dia seguinte em que fiquei pela primeira vez com o M nós dois fomos sair com uma amiga minha e um amigo dela que eu ainda não conhecia: o R.

O R é lindo, engraçado, gosta das mesmas músicas que eu… Esse dia em que saimos foi super legal porque o M e o R também se deram super bem, e todos nós nos divertimos muito (Eu e o M nos compotamos como apenas amigos na frente da minha amiga e do R, já que tinhamos ficado só uma vez e tal).

Tudo estava bem, até porque na minha cabeça um menino como o R nunca ia querer nada comigo. Até que quando cheguei em casa essa minha amiga me chamou no msn, e me contou que o R tinha gostado de mim, e que ele já me conhecia por fotos e que algum tempo que ficava perguntando pra ela coisas sobre mim – Um fofo! Esses dias o R me chamou pra sair – só nos dois! Agora eu não sei o que fazer! Gosto muito do M e não quero magoa-lo de maneira alguma! E gosto dele, mal consigo vê-lo como só um amigo mais. Ele é tipo, o namorado dos sonhos! Mas o problema é que não consigo parar de pensar no R e seu sorriso maravilhoso, e seu cabelo perfeito, e do bom humor dele…. Enfim! Dúvida, dúvida eterna!

Olá, Mariana!

Essa dona vida adora nos surpreender! Quando a gente procura, não acha. Quando não estamos procurando, tem um bando atrás de nós! Sua dúvida do “estou gostando de dois e agora?” é clássica! Que garota nunca passou por isso alguma vez na vida? Quando essas paixões nos pegam, realmente a dúvida é tão arrebatadora que ficamos sem saber o que fazer, sem saber como agir em relação aos dois garotos. Mas você já tem algo positivo a seu favor: está solteira, livre e desimpedida! Você pode e deve sim olhar, analisar, olhar de novo, reanalisar e querer ficar com quantos garotos você quiser! Mas parece que esse M agarrou seu coração com força e você não quer deixa-lo largar, certo? Apesar de o R parecer ter uma beleza incrível (que te deixou até hipnotizada), acredito que o M, por ter basicamente as mesmas características, mesmo você não citando sobre a beleza externa dele, mexeu mais com você por dentro.

Já o que acredito que possa ter acontecido em relação ao R, é que você sentiu uma atração física, mais “carnal”, já que a beleza externa tem esse poder, por ser imediata. Olhou e pronto: lindo, tô apaixonada! É mais ou menos por aí. Acredite, eu já estive na mesmíssima situação que você, só que com um agravante a mais: eu tinha um namorado. Mas tinha esse menino da minha sala, que estava perdidamente apaixonado por mim e escancarava isso pra todo mundo ver. Tanto ele fez que me pôs em dúvida em relação ao meu namoro. Cheguei a fazer uma listinha com qualidades e defeitos dos dois!!! E sabe o que aconteceu? Mesmo sem saber de tudo isso, meu namorado terminou comigo aparentemente sem motivo algum! Óbvio que chorei, fiquei triste pra caramba na semana, mas depois tudo passou. Quando esse menino da minha sala ficou sabendo disso, quase deu um pulo de tão feliz que estava. Agora eu estava livre, pra poder finalmente ficar com ele. E sabe o que eu fiz? Chamei-o pra conversar, depois de muito adiar isso, e falei na cara dura que não queria me envolver com ele. Isso foi mais ou menos na metade do 2º ano. Nós éramos muito amigos.

Depois disso, o amor dele não se transformou nem em “bom dia”. Resultado? O menino só “falou” comigo de novo no dia da nossa festa de formatura, porque a gente ia ler o discurso junto, mas nem isso aconteceu. Depois que tudo isso aconteceu comigo, sabe o que eu descobri? Que eu não gostava era de nenhum dos dois! Só estava animadinha porque tinha mais alguém gostando de mim. Mas é humano: quem não gosta de se sentir desejado? E parece que seu interesse pelo R só se despertou quando ele disse com sua amiga que se interessou por você. Essas coisas acontecem mesmo! Mas sabe qual o mais importante além dos prós e contras de cada menino? O que você quer! E eu te pergunto isso: o que você quer no momento? Quer um namorado fofo, que parece que realmente está querendo algo sério contigo; ou quer ir ficando, começando pelo R, e continuar livre? Se você estiver afim de namorar, um ponto pro M, que parece que mexe com o seu coração de alguma forma. Se só quer ficar, aposto no R. E sim, o M vai entender se você conversar sinceramente com ele sobre o que você quer. É como eu sempre digo: sabe-se que a outra pessoa quer, mas VOCÊ quer? Nós já fazemos tantas coisas pelos outros que se tornou um hábito pensar neles à frente de nós. Há vários tipos de amor e modos de amar. E eu realmente acredito que não há possibilidade de amar duas pessoas do mesmo modo e que se encaixam numa mesma função na sua vida. Se a dúvida apareceu, você pode vir a descobrir que não gosta de nenhuma das duas pessoas do modo que achava. Porque não rola você ficar com R pensando que pode magoar o M. Nem ficar com o M pensando no R. Então, se você não quer compromisso no momento, torço muito para que sua saída com o R seja bem produtiva! Mas fica aqui meu alerta: meu atual namoro começou dessas muitas conversas todos os dias em todas as madrugadas, viu? Portanto, se você quer alguém pra chamar de seu, aposto no M. O mais importante, no fim, é que você seja feliz com sua escolha.

Pequenas observações:

1)      A gente NÃO PÁRA de receber e-mails! A Br enche a minha Caixa de Entrada todos os dias e eu fico super empolgada e, ao mesmo tempo, pensativa com tantos rolos que vocês mandam! É tão bom saber que posso ajudar! As dúvidas são dos mais diversos tipos. Muito em breve nossa tag ficará repleta de aprendizados. Espero que vocês gostem!

2)      Uma coisa que eu queria pedir pra vocês, meninas: tentem maneirar no tamanho dos textos! Alguns são tão imensos que eu fico perdida até mesmo lendo, sem saber no que exatamente você quer que eu te ajude. Então vamos combinar uma coisa? Tentem escrever, no máximo, 500 palavras. O Word conta do lado das Páginas, lá no rodapé, a quantidade de palavras escritas no documento, fiquem de olho! E, claro, se passar não tem problema! Mas é que chegam verdadeiros artigos por aqui!

3)      Tem muita gente esquecendo o nome ou pseudônimo e a idade e cidade! Vamos ficar atentas a isso porque senão como vocês vão reconhecer que é a SUA história aqui no DDQ?

4)      Estou muito feliz em voltar à equipe do DDQ e espero que vocês gostem do post de estreia! Continuem mandando suas dúvidas/rolos pra [email protected] sem medo! Saiba sempre que estamos Entre Amigas!

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