É platônico, mas é amor
18/11/2011

amor-platonicoImagem: steffilynn!

Eu sempre fui uma apaixonada pela música. E também pelos músicos. Meu quarto tinha paredes que não eram nada parecidas com uma parede normal quando eu tinha 16 anos: eram muros rabiscados com os nomes e fotos de todas as bandas que um dia eu fui fã. Na verdade, não fui, ainda sou. Mas minhas paredes hoje estão mais comportadas e não expressam mais o que um dia expressaram: o meu amor pela música. Ah, e meu amor pelos músicos! Muito além de ser amante da música, sou fã, tenho meus ídolos.

Tenho certeza de que todo mundo tem o seu, ou pelo menos já teve um dia. Seja um cara de uma banda, uma cantora, um jogador, uma atriz, um escritor, um jornalista, um pensador, um filósofo. Aí, a gente se vê naquela situação que as pessoas gostam de chamar de amor platônico. Mas quem sou eu pra entender o amor platônico se ele é o conceito mais incompreendido de Platão? O amor ideal, perfeito, distante e impossível. O amor sem contato, amor ao caráter, à atitude, à imagem. Nem ele mesmo soube explicar com clareza o que era esse amor. E olha que Platão explicou muita coisa pra humanidade! E mais incompreensível do que manter o amor pelo seu ídolo, é se sentir capaz de fazer tudo e qualquer coisa por ele. Como pode? Muitas vezes, eles vivem a oceanos de distância de nós, mas sentimos que pularíamos na frente de um trem por eles. Tudo bem, acho que nem todo mundo faria isso de verdade, só um fã bem louco, não é? Mas ultimamente tenho visto tantas coisas do tipo, que não duvido de mais nada. Se aquele cantor assediado começa a namorar, a escolhida é alvo de xingamentos e ameaças sérias e agressivas. É de dar medo! Algumas pessoas encaram esse amor como algum tipo de obsessão. Como se nosso ídolo fosse só nosso, de mais ninguém. E na verdade, o coitado, que também é um ser humano como todos nós, nem sabe que a gente existe. Essa é a parte ruim, ou nem um pouco saudável de ser um fã. Mas isso não é uma novidade dos dias atuais. A Beatlemania, o nome da loucura das fãs de Beatles nos anos 60, conseguia juntar milhares de jovens que faziam de tudo – até romper grades – pelos seus quatro ídolos. Até aí, tudo bem, é só muito amor de fã mesmo! Porém, a coisa ficou bem feia pro lado de um dos queridinhos da Inglaterra. Quem se lembra da história do fã que matou o John Lennon? O cara foi um dos últimos a ganhar um autógrafo do músico, o que aconteceu algumas horas antes de atirar nele. Dizem que o psicopata ainda era obcecado com outras celebridades e planejava matar mais algumas. Louco!

Não se sabe qual foi o primeiro fã da história, e por isso mesmo temos a certeza que essa vontade de idolatrar alguém vem lá do começo da humanidade, e é claro que não está nem perto de ser extinta, não é? Como tudo na vida, esse amor só é saudável se for moderado.  Sonhar com o ídolo até que é normal. Gastar a mesada ou o salário inteiro com um ingresso para o show, tudo bem, vai! Mas quando não existe distinção entre a vida real e a vida ideal – aquela impossível ao lado do amor platônico – é alerta de obsessão!

Até hoje, algumas amigas minhas me perguntam porque eu ainda tenho essa paixão pela música, pelas bandas, pelo artista, e eu só tenho uma resposta: não sei porquê, só sei que é amor. É platônico, mas é amor! Como vou entender, se nem Platão soube explicar?

31 Comentários
3 anos de Depois Dos Quinze!
17/11/2011

depoisdosquinze

Há exatos três anos atrás, eu estava na frente de um computador procurando uma maneira de fazer com que o mundo entendesse tudo aquilo que se passava dentro de mim. Coisa que confesso, na época, nem eu fazia muito bem. Então foi assim, com o coração partido e muita vontade de seguir em frente, que criei um mundo online e paralelo, meu primeiro blog, o Depois dos Quinze.

Desde então, meu univero mudou completamente. Pra melhor. Conheci outros caras, me apaixonei de verdade, descobri minha paixão pela escrita e o mais importante, percebi que o mundo é grande e vida curta demais pra gente ficar perdendo tempo com o que aperta e sufoca o coração. Mas não foi nada fácil entender isso. Mudei cem vezes de opinião, e quebrei a cara na maioria delas. Quer saber? Valeu a pena.  Isso teve que acontecer pra eu finalmente entender que geralmente, as melhores coisas da nossa vida acontecem logo depois de uma tempestade e que não adianta querer mudar o mundo, se não começarmos por nos mesmos. Às vezes, aceitar e conviver com o adeus é uma maneira de dizer para o mundo e para o nosso próprio coração “agora, tenho mais espaço pra ser feliz”.

Confesso que é tanta coisa boa que anda acontecendo, que às vezes, acho que tudo isso não é real, e que sem mais nem menos, vou acordar naquela época (2008-2009) sentindo um aperto no peito por perceber que tudo não passou de um sonho mágico. Me belisco três vezes. Ainda parece um sonho. Então, abro o blog e leio todos os comentário. OMG, É VERDADE!

Não sou mais uma garota solitária do interior que se veste de uma maneira estranha e não sai de casa sem lápis de olho. Hoje, sou uma blogueira e tenho mais de 30.000 amigos, que me visitam diariamente só pra saber o que eu ando pensando e achando do mundo! Como eu poderia ser mais feliz?

É isso pessoal, obrigada pelo carinho de sempre, pelas mensagens fofas no twitter @depoisdosquinze com #DDQday, e claro, declaro com muito orgulho que começa agora o mês (meio atrasado, tô sabendo…) de aniversário do blog! Nós próximos posts vocês terão concursos, posts especiais, sorteios e muito mais! :-)

155 Comentários
Namoro à distância!
17/11/2011

distancia-namoro

O ano passou rápido demais. Estou prestes a terminar o ensino médio e virar minha vida do avesso: Cidade nova, dividir apartamento e entrar em uma faculdade sem conhecer ninguém. Como se já não fosse mudança o suficiente pra me preocupar e adaptar, terei que decidir o destino do meu namoro de quase dois anos: Continuar o relacionamento a quilômetros de distância, ou terminar e preservar a amizade?

Quando converso com minhas amigas, elas dizem pra eu seguir meu coração, mas a questão é: Como fazer isso se ele também está perdido?

Sei que fundo, no fundo, a vida é mesmo assim. Cheia de encontros, desencontros e despedidas. Se a gente for pensar bem, qualquer relacionamento é um risco e não vem com garantia e prazo de validade. Nós não temos o dom de controlar nosso destino, muito menos o de quem a gente ama. Penso que talvez essa seja a maior graça, e ao mesmo tempo, o pior castigo. Principalmente nessa nossa fase “camaleoa”, onde tudo é muito intenso: O amor, o ciúme, a saudade…

Acho que viver um namoro à distância é uma experiência que devemos viver pelo menos uma vez na vida. Pra crescer por dentro. Aprender – mesmo que da maneira mais difícil – como lidar com a saudade, com o ciúme e principalmente com a autoconfiança. De qualquer forma, estou tentando não escolher ou pensar tanto nisso agora, sabe?! Deixar o acaso agir nos próximos meses e mostrar o caminho certo que dá para o final feliz. Meu, e dele. Torço claro, para que seja o mesmo!

Alguém aí já passou por uma situação parecida e quer compartilhar a história? Seria muito legal e importante pra mim, conversar com vocês sobre o assunto.  Foi justamente por isso que escrevi esse texto para a página da Always essa semana. Quem estiver afim e tiver alguma coisa pra contar, pode passar por lá, curtir e deixar um comentário ou pergunta. Estarei o dia todo responndo e interagindo com vocês na aba “ENTRE AMIGAS” (que fica na lateral da página).

148 Comentários
Sabe por que os homens somem?
17/11/2011

casal

Medo! Puro, simples e previsível medo. Nosso conhecido no dia a dia, que nos faz pensar duas ou três vezes antes de tomar uma atitude, mas que geralmente nos dá aquela sensação incrível de que vencê-lo, é um prêmio por si só. Bem, talvez nossos amiguinhos do sexo oposto não enxerguem desta forma. Talvez nem mesmo se dêem conta de que é medo. Mas não se iludam, não é medo de amar. Não é o medo da entrega, como muitas mulheres iludidas gostam de anunciar aos quatro cantos.

É que você estava lá tão doce e especial. Vocês se encaixavam perfeitamente, mas não era o tipo de encaixe que ele estava procurando. Não era exatamente isso que ele queria. Ou até era, mas eram tantas as opções que ele acabou ficando em dúvida e saiu por ai para ver se era isto mesmo. Talvez se arrependa. Talvez não.

Mas, no caso de se arrepender, ele quer ter para onde voltar, então ele evita o confronto. Ele evita dizer as palavras. Assim se você surtar ou ficar com raiva, ele vai dizer que é paranóia, já que de fato, nunca disse adeus, garantido assim, um certo tipo de permanência na sua vida. Uma isenção da culpa.

Acho que eles têm medo de encarar a verdade. De olhar no espelho. Medo de ter tomado a decisão errada e não ter como voltar atrás. Medo de magoar. Medo de ser magoado. Medo de ver seu rosto refletido nos olhos de quem um dia amou e ainda ama, mas olha confusa, como se estivesse sido apunhalada pelas costas. Medo de ter que responder a famigerada: porque não eu?

É que na verdade, nem eles sabem a resposta. E talvez se pudessem escolher, seria você mesmo. Mas é um mundo bem louco lá fora e as coisas não funcionam assim.

17 Comentários
Eu, você, brigas e divagações
14/11/2011

Coloquei aquela música que você costumava ouvir e me afundei em pensamentos. Repassei nossa última conversa, ou briga, ou o que queira chamar; como eu odeio discutir com você pela internet! Você demora, eu surto. Não sei se foi tomar água, se está demorando de propósito, se não sabe o que dizer – e morro de medo que saia de repente sem me falar nada.

Porque eu não consigo deixar as coisas sem fim. Sem conclusão, sem saber como vão ficar. A verdade é que eu não consigo ir embora sem ter certeza de que as coisas estão bem com você. Aquela última vez que eu saí da sua casa com você me querendo longe, fiquei sem chão. E morro de medo de um dia você parar de responder meus SMS. Ou não me atender mais. De virar apenas mais um rostinho no meu MSN, pra trocar meia dúzia de palavras que não levam ninguém a nenhum lugar.

Não sei se eu te falei alguma coisa errada. Se é que existe falar certo ou falar errado em uma discussão. Eu que me prometi não demonstrar ciúmes, ser compreensiva sempre e confiar no meu taco. A verdade é que essa vida de buda tá bem longe do que eu sou. Eu explodo, não me aguento, e quando vejo, já foi. A mensagem errada. Com nenhuma palavra que deveria ter sido escrita.

Vou respirar fundo, vou deixar passar. Daqui a pouco você aparece, com aquele sorriso de sempre, me abraça, me chama de boba, e me faz lembrar porque eu estava aqui com tanto medo de perder você.

44 Comentários
Sorte comprada
10/11/2011

Sorte

Bem, com a sorte é o seguinte: a gente tem ou não tem, certo?  E geralmente, muitas pessoas não têm, enquanto outras parecem ter nascido com algum tipo de sorte crônica. Eu me encaixo no grupo de pessoas que não tem muita sorte, e me vi resolvendo meu problema quando encontrei uma caixinha com sementes de trevo de quatro folhas nnuma feira de flores. Isso mesmo! “Cansado de procurar? Plante sua própria sorte!”, era o que dizia a embalagem. Mais do que depressa, comprei, tratei de plantar as sementinhas no vaso e fiquei aguardando minha sorte começar a nascer. Depois de uns dias, eles finalmente começaram a aparecer. Três trevinhos de quatro folhas! Oba! Minha sorte veio multiplicada por três! A felicidade de finalmente ser uma pessoa sortuda tomou conta de mim, mas logo tratou de ir embora. É que na verdade, a sorte mesmo não apareceu junto com os trevinhos. Não ganhei nada em nenhum sorteio, muito menos três vezes. Até arrisquei raspar uma raspadinha na loteria, mas nada. Então, fiquei decepcionada com o produto que eu tinha comprado. Ora, trevo de quatro folhas não dá sorte nada!

Parei pra pensar: qual é a razão do trevo de quatro folhas ser o símbolo da sorte mesmo? Ah, sim! Eles são raros, no meio de tantos outros trevos de três folhas. Então, se você encontra um, quer dizer que você tem sorte, pois encontrou algo raro. Depois de pensar nisso, percebi que não adiantaria muito plantar três ou mil trevos de quatro folhas, se eu não tinha os encontrado, e sim, comprado as sementes na feira.

O mesmo acontece com a sorte, a sorte mesmo, de verdade. Não adianta fingir que ela vai dar conta de tudo. Ás vezes ela até dá, mas na grande maioria das vezes somos nós que acreditamos o bastante, a ponto de conseguirmos o que queremos. ­Me lembro de ter ficado de cara fechada durante semanas, quando criança, porque uma das minhas amigas era a melhor aluna da classe, e eu nem passava perto. ‘Que sorte a dela’, eu pensava. Mas quer saber? Não era sorte. Ela simplesmente estudava e fazia os trabalhos, e eu não. Também me lembro de comprar muitas e muitas raspadinhas de 50 centavos na loteria e o máximo que ganhava era outros 50 centavos para comprar mais raspadinhas. Então, eu guardava todas elas embaixo da minha cama, numa caixinha, e achava que isso iria me trazer sorte. É como o trevo de quatro folhas: se você tem um, acredita que ele pode te trazer sorte e então, como dizem os filósofos, ‘o universo conspira a seu favor’. A fé que a gente tem num amuleto é que faz dele um objeto da sorte. Podem ser raspadinhas, trevo de quatro folhas, pé de coelho, olho de Hórus, moeda, figa, etc.

O que vale é acreditar que eles nos trazem vibrações boas, e só assim temos uma chance de confiar na sorte que esses amuletos nos podem dar. Tudo bem que às vezes eles não funciona, mas isso não quer dizer que devemos parar de acreditar neles. Bem, eu quem o diga. Minhas raspadinhas embaixo da cama valeram a recordação, porque na verdade o máximo que eu já ganhei na loteria foi 2,50. Desisti dos trevos, mas as raspadinhas da sorte ainda estão guardadas numa caixa velha no guarda-roupa, esperando para um dia me trazerem um milhão de reais. Vai saber, né?

16 Comentários