Essência
08/10/2011

Pinte o cabelo, mude de cor, mas não mude a sua essência. Retoque o batom, reforce os lápis nos olhos, mas não esqueça o que importa é o brilho no olhar. Invente novas combinações, use um sapato mais alto, mas lembre-se: ser grande não depende de altura. Sorria para quem merece, e para quem não merece sorria mais ainda, pois está é a única maneira de você ser sincero. Ofereça boas palavras, mas não poupe dizer a verdade, mesmo que vá doer. Não minta, diga estou cansado, se não estiver a fim de fazer. Saia, e divirta-se, dance ao ritmo da música, mas não esqueça de agradecer pelo que tem quando estiver sentado. Conte seus amigos nos dedos das mãos, e seus inimigos, guarde no coração. Esta é a única maneira de você ser verdadeiro.

Existem coisas que ninguém pode explicar, e elas você também não precisa saber.
Apenas sinta, viva intensamente, cada momento, porque se eles são seus, só seus, é porque você está aonde deveria estar, com quem merece ter, e sendo quem você escolheu ser.

Caso não esteja feliz,
escolha ser uma pessoa nova.

Mas ah! Não, não perca a sua essência. Nem o brilho no olhar. Nem o sorriso…

E assim vai.

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Eu e o meu medo do mundo!
06/10/2011

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Rock in Rio. O maior evento de música do Brasil, acontecendo à quatro horinhas da minha casa, e eu lá dentro. Da minha casa, é claro. Durante um ano eu fiquei pensando: pra quê ir no Rock in Rio, enfrentar fila, multidão, cansaço, etc, se eu posso assistir na íntegra os shows do sofá da minha casa? Mas foi só o primeiro show passar na TV para eu me arrepender amargamente! Ah, como eu queria estar lá! Conhecer pessoas na fila, cantar junto com a multidão, enfrentar o cansaço e principalmente assitir aos shows incríveis!  Mas eu não estava lá. Alguns anos atrás, aconteceu o mesmo, só que com o show de uma outra banda que eu amo. Não fui, e me arrependi. Isso tudo por causa do meu medo do mundo.

É, isso mesmo. Eu sei que o mundo não vai me engolir ou coisa assim, não é esse tipo de medo. É a sensação de que alguma coisa pode dar errado e, por isso, não vale a pena tentar. Essa coisa estranha me acompanhou desde pequena, e quando chegou a época dos aniversários de 15 anos, eu me aprontava, comprava presente, e na hora, na hora mesmo, eu dava pra trás e não ia. Que boba que eu era! Perdi a maioria das festas. Minhas amigas viajavam juntas, acampavam, saíam, e eu, nada. Mais tarde, sempre que a minha família planejava alguma viagem, eu era a única do contra. Mas tinha que ir mesmo assim, e quando viajava, aproveitava cada segundo. Me arrependia de ter cogitado a ideia de não ter ido. Foi por isso que eu decidi que essa mania, esse medo do mundo, iria acabar! Não quero ser apenas uma observadora da vida. Quero ser a protagonista dela. Descobri que a gente tem que vivê-la como se fosse um filme. Tudo pode dar errado sim, e no máximo, vira uma comédia. Mas tudo pode dar certo. Aí, pode ser um romance, ação, aventura. Já que é assim, porque não tentar? Viver já é uma aventura, e aventura em casa, só se for pra chamar os amigos e fazer uma sessão de cinema! Nem que seja pra sair de bicicleta, com fones de ouvido, cantando pela rua. Ou arriscar a vida em outro país por uns tempos. Se gosta de cantar, cante. Gosta de dançar, dance. Gosta de sair, saia!  A gente tem que experimentar, tocar, sentir, cheirar, conhecer o mundo, não ter medo dele. Todos nós temos tanto o que aprender sobre ele, e ao mesmo tempo, tanta coisa que podemos compartilhar sobre nós mesmos! Acredite: é muito melhor arriscar tudo só por um dia, do que viver para sempre se arrependendo de não ter ao menos tentado.

OBS: Bom, DDQueiras (se é que posso as chamar assim), meu primeiríssimo post como colaboradora do blog, e adivinha só: eu estou só um pouquinho nervosa! Haha, normal! Espero que tenham gostado!

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Amando por dois!
30/09/2011

Eu sempre conversei mentalmente com você durante todos esses anos. Anos os quais você  recusava nosso diálogo educadamente enquanto eu amava por dois. Você não faz idéia do quanto isso dói! Triste mesmo é saber que eu depositei toda ilusão de uma vida em um banco onde você nunca sequer quis ter o acesso. E eu lastimavelmente descobri isso tão tarde que nem pude demonstrar e te devolver na mesma moeda cada centavo desse sofrimento. Estive tão apática com você por um tempo que tive a leve impressão que você poderia ter mudado. Não por mim, claro! Isso você nunca faria simplesmente porque eu nunca mereci.

Sigilosamente, eu ainda considero minha a culpa que nos fez ficar tão distantes. Ok, eu posso assumir: pouca parte é sua… Ou nossa como preferir. Reconheço a condição que me encontro e sei que é um erro permanecer assim. Sabe o que eu não reconheço mais? Você! Onde foi para aquele sujeito que me mandava mensagens de madrugada só pra dizer que a 10min atrás havia sonhado comigo, hein? Diga-me onde foi e traga-o de volta. Aliás, não sei se estou pronta para outra dose de amor. Ainda mais, vindo de você.

Se você ainda não sabe, eu entrei em descompasso comigo mesma e com o resto do mundo. Provavelmente você não saiba o que isso quer dizer, mas se soubesse, sei que estaria ao meu lado segurando minhas mãos. Nunca entendi sua falta de sensibilidade e agora eu nem sei se tenho forças para tentar entender. Por fim, desejo de todo coração que você consiga alguém suficientemente cruel que te ensine o poder por trás do “amar por dois”. Porque eu, meu bem, cansei!

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Expectativas x Realidade
25/09/2011

É muito legal dizer que criar expectativas faz mal, e que quanto mais cedo nos livrarmos da síndrome do “Ops-eu-tire-o-pé-do-chão”, mais cedo situações embaraçosas e doloridas farão parte do passado. Mas, diz aqui pra mim, é fácil? Quer dizer que um dia você simplesmente acorda e decide não esperar absolutamente nada de coisa alguma? Como? Porque se vou ao cinema, espero ver um bom filme. Se compro uma pizza, espero que ela venha quente e que fique melhor ainda no dia seguinte. Todo mundo espera alguma coisa. Seja de um sábado à noite ou daquela calça que você viu na vitrine e espera que caia tão bem em você quanto caiu no manequim. Agora, imagina só quando estamos falando de amor? Como entrar em uma relação e esperar absolutamente nada? Que me perdoem as mais moderninhas, mas eu não acredito nisso. No momento em que o amor habita a alma, a razão pula pela janela. E leva com ela todas as regras e fórmulas que muita gente consome e acredita. Mas, se a razão há muito abandonou o barco, como saber quais expectativas são reais e quais te levarão direto para o mar do sofrimento sem fim? (drama!)

O melhor mesmo é sempre deixar bem claro quais são suas intenções. E não me entendam mal, eu sei que uma relação não se constrói de um dia para o outro, mas conheço muita mulher que deixa uma relação indefinida e bagunçada se arrastar por meses, com medo de parecer neurótica ou desesperada. O irônico é que de tanto esperar, elas acabam ficando meio desesperadas mesmo, e descobrem da pior maneira possível, o que poderiam ter descoberto lá no começo: ele não queria compromisso!

E cá entre nós, começo de relacionamento é sem dúvida uma delícia. A gente quer devorar a outra pessoa, saber tudo sobre ela. Longas conversas. Beijos demorados. Longas trocas de olhares totalmente em silêncio que quase sempre acabam em mais beijo ou risada. Mas nada disso tem a menor graça se você estiver fazendo sozinha.

Eu logo aviso, preciso de romance. E se não for assim, que nem comece!

Já tive minha cota de homens me dizendo: “Poxa, eu te avisei que não queria compromisso!”, e não existe nada pior do que olhar para o cara com cara de banana enquanto pensa: “É, avisou mesmo. Porque eu fingi que também não queria?”

Ps: Pessoal, lembrando que estou concorrendo a vaga de Embaixadora STBDiscover e ainda dá tempo de votar em mim. É só clicar no coração azul nesse link.

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Compulsão Alimentar
23/09/2011

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O hábito de desejar comida mesmo sem estar com fome pode ir muito além do que pensamos (ou da gula, como dizem por aí). Comer excessivamente e compulsivamente pode ser sinal de um transtorno já conhecido, mas pouco difundido que é a ‘Compulsão Alimentar’.

Esse transtorno é caracterizado principalmente por ingerir comida em excesso sem a menor fome e comer até sentir-se desconfortável ou sentir-se agoniado. A pessoa que sofre desse problema esconde os hábitos alimentares por vergonha e pode também esconder a comida depois de um ataque voraz, além de, provavelmente, se sentir mal com a própria aparência e sofrer com a baixa auto-estima. Diferentemente de quem sofre bulimia, a pessoa não ‘expulsa’ a comida ingerida. Pelo contrário! A comida pode funcionar muitas vezes como escapatória dos problemas e do stress que a pessoa é submetida diariamente, porém, logo após o ataque, a pessoa se sente culpada e extremamente desconfortável.

E o tratamento? Só um profissional qualificado poderá fazer o diagnóstico e se for constatado de que é esse transtorno alimentar, a pessoa encontrará uma variedade de opções de tratamento podendo ir de terapias a grupos de apoio (tudo dependerá do grau em que o transtorno se encontra na pessoa).

Se acha que conhece alguém que sofre de algo assim, procure ajuda da família ou converse com a pessoa. Compulsão alimentar é coisa séria. Vale à pena tentar ajudar e quanto antes, melhor!

(Saiba mais sobre o assunto aqui)

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Sobre timidez
22/09/2011

No mês passado, fui convidada pra dar uma palestra em um colégio onde estudei durante oito anos, o Imaculada Conceição (CIC). O tema? Minha história. Não tenho tanta experiência de vida, mas nesses 17 anos aconteceram muitas coisas. Graças a oportunidades e algum esforço, consegui superar barreiras e ir muito além dos meus maiores sonhos.  Acredito que de alguma forma, escrever me fez enxergar a vida de uma maneira diferente. Perceber que até as piores coisas, podem ter um lado positivo e mudar completamente nosso destino. É justamente isso que quero transmitir para os alunos.

Temas (bullying, timidez, cerreira e amor) que na minha vida, fizeram e ainda fazem toda a diferença.

O convite veio de uma antiga professora, e é claro, aceitei sem nem pensar duas vezes. A palestra está marcada para o próximo dia 7.  Será a primeira vez que falo em público para tantas pessoas. Jamais imaginei estar vivendo isso, então considero a oportunidade como mais um desafio.

Em momentos como esse, lembro da minha antiga amiga chamada timidez. Apesar de já não estar tão presente nos meus dias,  sinto frio na barriga ao pensar que em alguns dias, estarei falando para quase 700 pessoas, entre eles, amigos, ex-colegas de classe, professores… OH LORD!

Motivo pelo qual estou escrevendo isso? Compartilhar com vocês esse sentimento! Recebo sempre email de leitoras pedindo pra abordar mais o tema por aqui, e achei em tudo isso, a oportunidade de escrever sobre ela de uma maneira mais íntima, mais vida real, se é que vocês me entendem.

Acredito que cada pessoa tem o seu próprio jeito de ser, e isso não depende somente da criação. A timidez quase sempre nasce com a gente. Com o tempo, podemos ou não deixá-la para trás.  Isso é um trabalho que deve ser feito em casa e principalmente na sala de aula, quando ainda somos criança e começamos realmente a interagir com pessoas fora do nosso círculo de conforto ou familiar.

Quando existe insegurança nesse momento, a timidez encontra espaço para se fortalecer e se tornar um mecanismo de defesa do mundo exterior, ou melhor, das pessoas que vivem nele.  Em excesso, isso não favorece em nada na formação da nossa personalidade. Antes de descobrimos o significado da palavra inibição, já deixamos ocultos tudo que o que realmente sentimos e temos vontade dizer. Essa tal insegurança pode surgir por N motivos. Separação dos pais, comentários de professoras, bullying… Enfim. Com o passar dos anos, se nada mudar, vamos carregando sem perceber esse sentimento que sufoca e limita.

Passei anos da minha vida convivendo com isso. Eu odiava os meus óculos. Odiava todos os meus apelidos. Odiava não ter amigos de verdade pra contar o nome do garoto que eu gostava. Odiava ser sempre a última a ser escolhida na educação física.  Hoje parece bobagem, mas na época foi o suficiente pra me fazer chegar chorando em casa algumas vezes. Isso realmente me afetava.

Como eu superei? Escrevendo sobre isso. Só assim consegui entender algumas coisas. Sabe, se a gente for parar pra pensar, ninguém é melhor do que ninguém. Somos todos iguais. Eu, você, a Katy Perry e o Shakespeare. Nascemos sem saber absolutamente nada, e o tempo, esse mesmo que muda a minha vida e a sua, é que nos ensina tudo. As maiores barreiras que nos limitam são aquelas que nós mesmos criamos.

Por isso, anote antes de dormir todos os seus planos e sonhos, aqueles mais impossíveis que passam na sua cabeça enquanto o sono não chega, e no outro dia, cole-os na parede. Nunca deixe que uma noite de sono ou algum desconhecido que não sabe nada o que se passa dentro de você, te faça desistir deles.

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