Quem sabe dê certo, quem sabe não
13/05/2013

Guarda as declarações decoradas para as menininhas que ainda acreditam em contos de fadas. Comigo, pode vir tranquilo, desarmado, sem os textos decorados desse papel que te entregaram de príncipe encantado. Eu também já me despi de todos os sonhos de relacionamentos perfeitos que a vida me trouxe pelo caminho. Aprendi, na marra, nas caras e nos corações quebrados, que vocês nunca vão funcionar como os príncipes que acordam as belas adormecidas. Depois disso, sempre me mantive bem acordada.

Eu sei seus defeitos. Sei cada um deles. Mania que tenho de observar cada mísera ação das pessoas antes até do primeiro oi. Te analisei enquanto você sorria despreocupado e deixava o sol iluminar seu cabelo castanho. Vi como os traços do seu rosto se suavizam quando sua mãe chegava por perto e descobri no brilho dos seus olhos o que é o amor incondicional. Observei a maneira como você pisca o olho incessantes vezes quando está muito nervoso. E como coça o queixo sem parar quando não sabe o que responder.

Não precisa mesmo saber o que responder. Não quero que responda minhas dúvidas da vida. Talvez, você se veja tentado a questionar o mundo comigo. Talvez você se assuste. Eu sou mesmo alguém cheio de falhas. Tenho buracos em cada partezinha do corpo. Principalmente, no coração. Foram as cicatrizes – no corpo e na alma – que os outros antes de você deixaram aqui. Mas, fica tranquilo, não te quero perfeito. Pode vir cheio de erros.

Vamos nos despir dessa obrigação de fazer o outro feliz. Deixa ali no canto do quarto essa necessidade louca de fazer tudo certo. Eu aceito errar junto. Eu aceito gritos, pratos quebrados, brigas de tirar o fôlego. Basta que você diga que está disposto a errar comigo. E, quem sabe, entre nossos erros, a gente não consiga um ou outro acerto. Mas não te cobro nada não. Meu “felizes para sempre” sou eu que construo. Tô te chamando pra minha vida não pra preencher meus buracos, mas para me dar a mão e me ajudar a tampar minhas feridas. Te ajudo a cicatrizar as suas também, se quiser. E, juntos, rimos disso tudo.

Mas não te cobro nada. Talvez, a gente consiga dar certo. Talvez, a gente acabe, mesmo com uma história bonita. Talvez, você vá embora, talvez eu não queira mais ficar. Mas eu tô aqui, agora: vida e portas abertas pra se você quiser entrar. Porque, sem te cobrar felicidade, sem te cobrar uma história bonita e sem te cobrar amor, talvez, quem sabe, a gente dê sorte e consiga se amar, ser feliz, ter uma história bonita junto. Vai que a vida, o destino, ou sei lá, resolvem dar um empurrãozinho. Quem sabe, até, a gente não se ame até o final dos dias. Até o fim.

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O manual da felicidade
03/05/2013

Conheça o mundo. Não necessariamente em uma viagem. Às vezes, o que a gente precisa mesmo, é olhar tudo de uma perspectiva diferente. Aqueles pequenos problemas que fazem as coisas pareceram uma droga no final do dia, aqueles que a gente não tem coragem de admitir para ninguém, podem ser apenas nossa consciência exigindo um pouquinho mais da gente. Não do passado, nem no do futuro. De agora. Tudo é tão relativo. Seu próximo sorriso só precisa de um novo referencial.

Não guarde rancor. Nada acontece por acaso. Precisamos aprender a tirar boas lições até das piores experiências. Os sentimentos negativos, quando acumulados dentro da gente, contaminam todo o resto. Paramos de prestar atenção e ver graça nas coisas mais simples quando passamos o dia todo tentando resolver os antigos problemas de sempre. Exigir que o mundo seja exatamente como planejamos o tempo todo é egoísmo e o orgulho só serve para te tornar uma pessoa mais solitária.

Seja amável. Até mesmo com as pessoas que não podem fazer nada por você.  Na verdade, elas sempre podem. Cada pessoa que conhecemos durante a vida nos transforma de uma forma diferente. Geralmente só descobrimos isso quando elas não estão mais por perto.

Substitua a palavra “problema” por “desafio”.

Não seja tão crítico. Com você e também com as pessoas ao seu redor. Ninguém quer saber a sua opinião sobre a maneira que fulano toca a vida. Você não é a pior pessoa do mundo. Nem quando sente ódio, ciúmes ou inveja. Nem quando diz algo completamente diferente do que está pensando. Somos todos seres humanos e esses sentimentos fazem parte da nossa existência. O que nos diferencia no final das contas é a maneira com que lidamos com cada um deles.

Não viva uma vida inteira tentando ser melhor do que alguém. Quando todas as nossas escolhas se tornam consequências dessa tal competição mental, conquistar sonhos se torna uma obrigação. Não existe uma convenção para a felicidade. O que é bom para ele, pode ser uma droga para você. E vice versa.

A vida das pessoas não é tão interessante quanto parecem ser na internet. Nossa geração vive uma superexposição e isso faz com que tenhamos uma certa tendência a frustração. O facebook do vizinho é sempre mais interessante e movimentado que o nosso. Pois, saiba você, isso não quer dizer absolutamente nada. As pessoas mais legais e reais que conheço não dão a mínima para tudo isso.

Não seja aquela pessoa que sempre desmarca tudo. Agenda lotada e preguiça aguda não são exclusividades sua. A vida está muito corrida, isso é fato, mas arrume um tempinho para conversar com as pessoas que ainda se importam. Poucas coisas são tão divertidas quanto desabafar, rir de besteiras e lembrar, em uma mesa de bar ou no meio de uma comédia romântica, do bom e velhos tempos.

Tenha uma rotina física e mental saudável. Beba bastante água, tire a maquiagem antes de deitar e nos finais de semana, durma o número de horas que faltaram. Não cultive rituais de sofrimento só para saber se ainda dói. A dor pode preencher espaços, mas cultivá-la é como construir muros em volta de sí mesmo. Por fim, acomode-se agora mesmo. Na poltrona do sofá, não na vida.

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A faculdade das famosas
25/04/2013


Vocês gostaram tanto do post que fizemos falando sobre a graduação de algumas atrizes gringas, que resolvemos pesquisar e postar uma outra listinha. Dessa vez também incluímos uma celebridade nacional e cantoras. Confiram:

Miranda Cosgrove

A eterna protagonista de iCarly, aproveitou o final do seriado e no ano passado entrou para o curso de Cinema na Universidade do Sul da Califórnia. A atriz sempre quis cursar uma faculdade e para facilitar os estudos ela comprou uma casa perto da instituição.

Rebel Wilson

A australiana estrela do filme “Pitch Perfect” é uma das novas apostas de Hollywood, mas antes do inicio da carreira a atriz tinha outros planos. No colegial ela sempre gostou de números e até cogitou fazer o curso de matemática, mas os planos mudaram quando se apaixonou pela carreira artística.

Ainda morando na Austrália, a comediante começou a fazer participações em séries e peças, e entre uma folga e outra decidiu que queria voltar a estudar e entrar na faculdade. Ela deu uma pausa na carreira, e em 2009 se formou em Direito pela renomeada Universidade de New South Wales!

Sandy

Uma das cantoras e atrizes mais queridas do país, Sandy chegou a passar no vestibular para o curso de psicologia em 2001 aos 17 anos, mas por causa da agenda lotada de shows a cantora adiou os planos de entrar na faculdade. Decidida a se graduar, a fofa voltou atrás e em 2005 ingressou no curso de Letras da PUC- Campinas. Durantes oito semestres, Sandy estudava de manhã na universidade e a noite saia ao lado do irmão para cumprir a agenda profissional.

Em 2009, ela se formou e participou da colação de grau e tudo. Só que no dia do baile, ela acabou não indo porque descobriu que a imprensa tinha conseguido os convites para a festa também. Tadinha!

Hilary Duff

A atriz, cantora e escritora, em 2005 entrou para a renomada universidade de Harvard. Porém Hilary estava se dedicando a sua turnê e gravações de filmes e optou por fazer o curso à distância e se formou em Sociologia.

Nicki Minaj

A rapper e jurada do American Idol, sempre quis se tornar uma atriz de sucesso e em busca da realização do seu grande sonho ela entrou na escola de música Elizabeth Blackweel Middle School. Ela chegou a se forma em Artes Cênicas pela LaGuardia School Of Music & Perfoming Arts, mas pela falta de papéis Nicki desistiu da carreira de atriz e foi se dedicar a música. Mas no final do ano vamos ver a rapper estreando nas telonas ao lado dos astros Brad Pitt e Cameron Diaz no longa “The Counselor”. Demais, né?

Shakira

A diva colombiana é linda, rica, talentosa e muito inteligente. Além de falar várias línguas, a cantora é formada em História pela Universidade da Califórnia. Shakira já chegou a mostrar seu lado atriz em participações especiais nas séries Ugly Betty e Os Feitiçeiros de Waverly Place.

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Desejos do coração vs. Opinião dos outros
24/04/2013

Sempre chega um momento na vida em que temos que decidir entre nós e o mundo. Calma, é bem mais simples do que parece. Já notou que sempre tem algum aspecto na nossa vida em que nós gostamos mais de uma coisa, mas os outros nos consideram melhor em outra? Por exemplo, eu adoro desenhar animais. Aí vai aparecer alguém dizendo que eu deveria desenhar pessoas, porque eu as desenho muito bem. Mas eu GOSTO de desenhar animais. Você fica revoltada e quer gritar “Que tal você mudar e começar a gostar dos meus desenhos de animais, caramba?!”, mas então você percebe que aquela opinião tem embasamento e deve ser considerada.

Este é mais um daqueles momentos de crise na nossa vida e, vou te contar, é UM SACO! A gente vive dizendo que não liga pra opinião dos outros, que somos autênticas… Até se encontrar nesse beco. Sempre bate aquela dúvida: “e se eu estiver errada e a maioria certa?”

Lembro que isso rolou quando eu tive que fazer vestibular (normalmente essa é a primeira vez pra todo mundo). Eu adorava português, literatura, biologia, história, geografia, artes… Mas o que fazer com tantos talentos? Foi então que pensei em fazer letras. Mas todos me diziam que eu era muito boa em artes, que deveria fazer design, ou algo do tipo. Eram duas coisas que eu gostava muito, mas uma delas não agradava aos outros. No final das contas, fui fazer vestibular de design. Foi então que o majestoso destino acionou seus peões e foi me tirar do caminho errado: descobri o vestibular de cinema uma semana antes de fecharem as inscrições e mergulhei de cabeça.

Na faculdade, a crise bateu de novo. Eu adorava várias coisas: edição, continuidade, animação, direção de arte… Mas todos diziam que eu tinha dom pra produção. Isso significa que eu seria aquele cara (no caso, mulher) com uma prancheta na mão cobrando horários e resultados de todos, e que liga pra Deus e o mundo pra que nada saia do planejado durante uma gravação. Nenhum problema com isso, mas eu via claramente que eles enxergavam essa qualidade em mim porque eles mesmos não eram assim organizados como eu era. No fim das contas eu me dei bem usando minha organização, só que em outra área: fazendo vlog.

Pensando nessa história toda, acho que o certo não é A nem B: é a opção secreta C. Porque por um lado, a gente se conhece bem, só que não entende direito como as pessoas enxergam nosso talento. Já os outros têm esta percepção aguçada, mas não compreendem plenamente os desejos do nosso coração. Enquanto seguir só o que queremos é imaturo e pode ser um tiro na água, fazer tudo exatamente como os outros querem é dizer não pra nossa própria felicidade. Talvez se a gente conseguisse entender isso, nossas crises seriam bem mais simples. A opinião alheia é sim, muito importante. E nossa autenticidade também! Só está faltando a sabedoria pra misturar esses dois ingredientes.

Olhe para o seu caminho, olhe pro caminho que os outros te apontaram. Aí agora fica vesga, planta bananeira e então você vai ver a resposta certa. Quem me dera tivesse uma receita simples dessa… De qualquer forma, acho que a verdadeira resposta é: pare de enxergar tudo em preto ou branco e comece a ver os tons de cinza (não os da livraria, os da vida mesmo).

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Os detalhes que guardei de você
24/04/2013

Seu olho esquerdo continua ficando menor do que o direito quando você acorda? Seu sorriso continua um pouco torto, daquele jeito fofo que só você tinha? E sua voz? Ainda fica rouca sempre que você vai admitir para alguém que está amando? Aliás, me diga isso, sem meias palavras, sem medo de me machucar: houve amor depois de mim? Não me entenda mal. É só que eu continuo perdida entre o que eu conseguia antes e depois de nós dois. E amar é uma dessas coisas que eu começo a achar que nunca mais vou conseguir fazer. Acho que a última pessoa que amei foi e vai ser sempre você.

Eu continuo digitando seu número toda vez que quero contar uma boa notícia a alguém. Permaneço querendo ouvir sua voz sussurrando no meu ouvido que tudo vai ficar bem depois de um dia exaustivo. Eu ainda sonho com o som da sua risada toda vez que conto uma piada sem graça. E sinto falta das vezes que você esquecia meu aniversário e comprava mil presentes para se desculpar. Eu sinto saudades do jeito que você ficava emburrado e não respondia as minhas perguntas. E da sua mania irritante de deixar a tampa da privada levantada.

Eu morro um pouco por não ouvir mais suas reclamações no trânsito. Ou seus pedidos de perdão quando você finalmente admitia que estava errado. Dói não te escutar mais cantando aquelas músicas chatas, não ter ver mais assistindo aos seus filmes-cabeça ou lendo seus livros de sucesso empresarial. Eu sinto falta do que você diria quando soubesse que eu briguei com a minha mãe pela milésima vez. E da lição de moral que me daria quando eu contasse que larguei meu sonho por medo.

Eu sofro pelo cheiro de bolo queimado que nunca mais pude sentir. Pelos jantares que você não arruinou tentando uma receita nova. Pelos pratos que você não quebrou enquanto lavava a louça. Eu sofro por todas as vezes que você não tentou – nem vai mais tentar – ser chefe de cozinha e me usar como cobaia. Para ser mais clara, eu sofro por tudo o que foi e não é mais e por tudo o que ainda poderia ter sido. Tanta coisa. Eu ainda sofro por você.

Mas e aí? Você já descobriu aonde foi que a gente errou? Eu ainda me questiono, todas as manhãs, em que lugar a gente não deu certo. Ainda quebro a cabeça tentando encontrar nossas falhas. Fico aqui, como uma doida, querendo saber: se eu te amava e você me amava, por que nosso final não foi feliz como todos os outros? No fundo, o que eu queria saber era apenas por que a gente teve que ter um final. Uma merda de final.

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