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Tag: minha história em dez músicas

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Semana passada assisti ao filme “Begin Again” e essa cena da foto me fez pensar no quanto as músicas que escuto me influenciam e me definem de alguma forma. Vocês acompanham semanalmente minhas playlist’s aqui no blog então sabem que sou uma pessoa bastante eclética, mas é claro que tenho algumas que marcaram minha vida e nunca saem do meu celular. Pensando nisso resolvi criar uma tag musical pra falar um pouquinho sobre cada uma delas e explicar o motivo. Se você também tiver um blog sinta-se à vontade pra responder também. Ah, só não esquece de deixar o link nos comentários porque eu quero ver a listinha de todo mundo depois!

Uma música que te lembre um momento bom: Rita Ora – How We Do (Party)

Essa música me lembra meus primeiros meses em São Paulo. Logo que cheguei na capital e completei 18 anos comecei a frequentar aquelas baladinhas da Augusta e era legal colocar How We Do enquanto eu aprontava. Às vezes eu chegava em casa de madrugada ainda bem animada, então colocava o fone de ouvido (porque eu dividia apê com uma amiga) e ficava dançando feito doida na frente espelho até o sono aparecer.

Uma música que defina sua vida: Kelly Clarkson – Breakaway

Essa foi a música que tocou quando entrei na minha formatura do ensino médio. A letra define exatamente como eu me sentia quando morava no interior. É engraçado porque passei a maior parte da minha vida me sentindo meio invisível e o blog acabou me colocando em evidência. Meu sonho nunca foi ser famosa, mas meu trabalho acabou me colocando na mídia de alguma forma e isso faz com que eu goste da canção ainda mais. Adoro a voz da Kelly Clarkson e as composições da Avril Lavigne.

Uma música que te faz dançar na balada: Pitbull – Timber ft. Ke$ha

Toda vez que viajo a música que mais tá tocando na rádio do país vira trilha sonora dos bons momentos lá fora. Timber estourou quando eu estava em San Diego e acabou entrando pra essa lista porque sempre que escuto fico com vontade de dançar e viajar.

Uma música que foi tema de algum relacionamento: Leoni – Garotos

Meu segundo namoro começou graças a essa música. Eu e meu melhor amigo nos beijamos quando eu estava na casa dele ‘roubando’ algumas músicas e, ao som de Leoni, foi difícil esconder o que eu sentia. Até hoje quando escuto Garotos fico meio nostálgica e com vontade de mandar “Oi, tudo bem?” só pra saber como anda a vida dele. Somos amigos hoje em dia e um respeita muito o outro. É bom quando termina assim porque continuei adorando a música e não perdi o amigo! :P

Uma música que sempre te faz chorar: Imogen Heap – Hide And Seek

A letra dessa música é meio abstrata. Cada vez que escuto interpreto de um jeito diferente e isso é tão louco. Às vezes ela me acalma, às vezes me faz chorar porque lembro de uma época bem solitária da minha vida. Amo a voz robótica da Imogen Heap (sabia que ela escreveu Clean junto com a Taylor Swift?) e, se você ficou com a sensação de que já ouviu essa música antes, talvez tenha sido nesse feat com Jason Derulo.

Uma música que seria toque do seu celular: Fidelity – Regina Spektor

Ela é a minha cantora preferida e essa música meio que define a maneira que eu enxerguei e lidei com o amor por um bom tempo. Muitos dos textos que vocês leram aqui no blog foram escritos ao som de Regina Spektor. Também entrei na aula de piano porque queria muito conseguir tocar as músicas.

Uma música que você gostaria de tatuar: Last Hope – Paramore

Esse último cd da banda Paramore tocou aqui em casa por meses. Sei cantar quase todas as músicas, mas essa em especial completou uma partezinha vazia que tava aqui no meu coração. Toda vez que to triste e escuto lembro que é só uma fase e coisas boas vão acontecer em breve. Queria fazer uma tatuagem com a frase: It’s just a spark but it’s enough to keep me going.

Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém: John Mayer – Slow Dancing In a Burning Room

Não sei lidar com a voz desse homem, gente. Não sou de alimentar paixões platônicas por famosos e sei que ele é (como já definiu minha amiga Ju) boy-lixo, mas quando escuto essa música fico carente e com vontade de puxar papo com aquele antigo rolo que não converso há meses. Convidar pra beber um vinho lá em casa e tal! hahaha

Uma música que você tá viciada agora: Up – Olly Murs  feat. Demi Lovato

Essa música caiu no meu feed do Facebook por acaso. Ouvi sem muita pretensão porque achei que seria mais um pop com lalala nanana ou algum refrão chiclete, mas gostei tanto que até entrou pra minha playlist. Achei que a voz da Demi ficou perfeita no refrão. Já quero clipe e live! :)

Uma música que faz as pessoas lembrarem de você: Carly Rae Jepsen – Call Me Maybe

Nem preciso dizer o motivo, né? Quando eu tinha franjinha todo mundo dizia que eu parecia muito com a Carly Rae Jepsen. Tanto que até fiz um clipe de brincadeira com os meninos da Capricho. Toda vez que ela toca na balada eu dou aquele grito clichê: MINHA MÚSICAAAAAAAA! hahaha

Pra responder a tag vou desafiar a TchulimMaria IenkeDanielle Noce, ArianePaula PimentaNina e Emi.

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A representação da mulher no cinema

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Como prometido, estou de volta para continuarmos nossa conversa sobre feminismo. Os comentários do post anterior não poderiam me deixar mais feliz, por isso, muito obrigada! Me deixou com mais vontade ainda de voltar, haha.

Passando um pouco da introdução amorosa para o assunto de hoje, quero perguntar se vocês já ouviram falar sobre o Teste de Bechdel – ele vai ser interessante para entendermos o contexto do post (talvez um pouco mais polêmico do que o anterior). Bom, o Teste de Bechdel foi inspirado em uma história da cartunista norte-americana Alison Bechdel, chamada Dykes to Watch Out For, de 1987. O Teste de Bechdel possui o objetivo de avaliar a presença feminina em filmes, mas também serve para ser aplicado em séries ou livros, por exemplo.

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Ele funciona assim: para um filme (ou outra produção cultural) passar pelo teste, ele precisa responder apenas 3 perguntinhas.

1 – Existem duas ou mais mulheres com nomes?
2 – Elas conversam entre si?
3 – Elas conversam entre si sobre algo que não seja um homem?

Nós, mulheres, sabemos que a nossa vida não gira em torno apenas dos homens. Temos estudos, família, trabalho, hobbies e outras questões que nos são importantes. Nossas conversas com amigas também não são apenas sobre homens. Mas o mais bizarro é que muitas (muitas mesmo) produções cinematográficas não conseguem passar nesse teste – e olha que as especificações são bem simples de serem seguidas.

A questão é que o cinema, como várias, é uma área predominantemente masculina. Nesse momento, quero abrir um espaço para explicar por que falamos das mulheres como “minoria”, já que somos metade da população mundial. Quantas diretoras de cinema reconhecidas você conhece? Quantas delas ganharam o Oscar? Uma frase que ilustra bem isso é: “Quanto mais perto do topo chegamos, menos mulheres encontramos”. Quem afirmou isso foi a nigeriana Wangari Maathai, ganhadora do Nobel da Paz. Somos minoria nas profissões, principalmente se tratando de cargos mais altos. Apesar disso, somos a maioria nas faculdades. Algo não está certo aí.

Esse fato, de não haver um número legal de mulheres em cargos decisivos no cinema, é um dos fatores que atrapalha a nossa representatividade. Os produtores e diretores dão a sua interpretação para determinado fato, fazem um filme sobre isso, nós assistimos e passamos a considerar como algo verdadeiro, como uma regra. Perdemos de vista quantos filmes tratam a figura da mulher como indefesa, boba, que precisa ser resgatada e, pior, a única personagem sexualizada de toda a trama. É uma fórmula que vende, mas não nos representa. Um filme não é só um filme. Ele tem o poder de reforçar estereótipos e discursos dos quais tentamos fugir diariamente.

Voltando ao Teste de Bechdel, vale dizer que ele não determina se um filme é bom ou não. Aliás, muitos filmes que adoramos não passam nesse teste. Mas ele é interessante para percebermos como os papéis femininos são colocados em segundo plano, menos importantes que os outros. Até mesmo filmes direcionados para mulheres podem não passar no teste, por incrível que pareça. Vamos combinar que muitas comédias românticas colocam algum homem como o centro de toda a história da protagonista. É bem mais fácil achar filmes com dois ou mais homens, que conversem entre si sobre algo que não seja uma mulher, né?

Entretanto, quero mostrar que é possível, sim, encontrar bons filmes que passam no Teste de Bechdel com louvor. Por isso, eu trouxe uma listinha com 9 filmes para vocês assistirem. Talvez vocês já tenham visto alguns deles!

– Valente (Frozen também é um bom exemplo, mas Valente ainda é meu preferido, haha!)
– Malévola
– Persépolis
– Kill Bill
– Jogos Vorazes
– A Vida Secreta das Abelhas
– Pequena Miss Sunshine
– Histórias Cruzadas
– Maria Antonieta

Vocês se lembram de outros títulos? Comentem aí embaixo! Nesse link tem outros filmes incríveis que também passam no teste. Para fechar o post, escolhi uma frase célebre da atriz Cate Blanchett, quando ganhou o Oscar de Melhor Atriz pelo filme Blue Jasmine (que passa no teste!): “Para as pessoas na indústria que ainda têm arraigada essa ideia que filmes com mulheres protagonistas são experiências de nicho: eles não são. O público quer vê-los, e eles ganham dinheiro. O mundo é redondo, gente.”

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Com quantos anos você quer…?

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Aos 25, eu planejava casar. Havia uma brincadeira na escola em que você colocava a idade que queria se casar no centro do papel e, ao redor, nomes de garotos que gostava, animais, nomes para filhos etc. No centro dos meus papéis, sempre 25. Era a idade em que tudo já deveria ter dado certo. O “certo”, no caso, é algo que até hoje eu não sei direito como é.

Não sei se é crise dos vinte-e-poucos, síndrome de pós-formada ou inferno astral. Mas tô quase chegando lá e não sei o que quero da minha vida. Não tenho ideia se quero ir, voltar, fugir pro outro lado do mundo ou me esconder em uma cidadezinha litorânea sem maiores preocupações. Apesar de tomar algumas escolhas diárias, traçar pequenos planos futuros, sonhar com alguns objetivos que quero alcançar, a grande verdade, verdade mesmo, é que é como o título daquele filme com a Clarice Falcão: eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida.

A pergunta que ando me fazendo é: alguém faz? Alguém sabe exatamente todos os passos que quer dar ao longo da vida? E não se arrepende de nada? Na minha vida, aquele papo de “eu só me arrependo do que não fiz” nunca bateu. Eu me arrependo de um monte de coisas que fiz, sim. Além disso, “não fazer”, no fundo, já é fazer alguma coisa.

Pesquisando um pouco sobre quais caminhos eu poderia tomar daqui pra frente, encontrei um monte de gente que, desde pequeno, sabia aonde queria chegar. Invejei um pouco. Galera que, aos 13 anos, tinha a profissão definida, sabia qual empresa queria abrir e quantos filhos queria ter. Dos 13 aos meus quase 23, mudei de ideia umas quinhentas vezes.

Por outro lado, talvez eu só tenha chegado aonde cheguei porque eu não tinha certeza de nada. Porque me permiti mudar de ideia, quantas vezes fosse necessário. Não sei. Este, definitivamente, não é um texto sobre conclusões. É mais pra dizer: se você também tá nessa, relaxa. Você não está sozinho.

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Vamos falar sobre feminismo?

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Quando eu falo a palavra “feminismo”, o que vem à sua cabeça? Se é alguma coisa ruim, esse post vai servir para te fazer entender o real significado da palavra. Muita coisa que se diz sobre o feminismo não tem nada a ver com ele – e esse é o problema da desinformação. Por isso que não adianta só “ouvir falar”. É bom pesquisar, ler e se informar (e nem só em relação ao feminismo, mas a tudo nessa vida).

Mas vamos lá, começando do começo. No dicionário, o significado de feminismo é: ideologia que defende a igualdade, em todos os aspectos (social, político e econômico), entre homens e mulheres. Ou seja, feministas lutam por uma sociedade mais justa e igualitária, independente do seu gênero. Em seu discurso para a ONU, a atriz de Harry Potter, Emma Watson, afirmou que “nenhum país do mundo pode dizer ainda que alcançou igualdade de gêneros”. E não dá pra discordar.

No Brasil, isso não é diferente. O machismo mata todos os dias e vivemos em uma sociedade que o reforça desde o comercial de desodorante até à novela das 21h. Somos bombardeadas com ideais de beleza inalcançáveis e, pouco a pouco, vamos nos destruindo para alcançarmos o ideal de beleza. E sabe qual é o problema? Não percebemos isso. Quantas matérias vemos por dia em sites de fofoca afirmando que fulana está velha ou engordou? Esse tipo de conteúdo é muito nocivo, não só para as pessoas que são alvos das críticas, mas para nós mesmas.

Há duas palavras que acho bastante importantes para o feminismo: empatia e sororidade. Empatia é nos colocarmos no lugar da outra pessoa, buscar entender como ela se sente e, assim, tentar compreender o seu sofrimento. E a sororidade têm bastante relação com a empatia, mas ela propõe uma união especificamente entre mulheres. Como? Bom, vou dar um exemplo. Vocês já ouviram que a amizade entre mulheres é falsa? Já passaram por um momento de competição para saber quem é a garota mais bonita da sala?

Pois é. Esse tipo de pensamento é martelado na nossa cabeça pela mídia e acabamos tomando como verdadeiro, mas não deve ser assim. A sororidade aparece para nos mostrar que mulheres não são inimigas e que, para combatermos o machismo, que é um inimigo em comum, precisamos nos unir. Um jeito de você praticar a sororidade é, ao invés de começar a criticar a aparência de determinada garota, entender que ela também é um ser humano e possui sentimentos. E que, por ser mulher, é bem mais provável que ela venha a se machucar por causa das imposições da sociedade machista – assim como você!

Outra coisa importante de se falar: não julgue o sofrimento das pessoas. O que pode parecer bobo e inofensivo para você, pode ser muito cruel para outra. Nós somos seres distintos e reagimos diferentemente às coisas. Então, antes de falar que alguma garota está de “mimimi”, ouça o que ela tem a dizer. Nesse mundo maluco que a gente vive, as pessoas estão diariamente criticando e julgando a dor alheia, sem ao menos se importar em praticar a empatia e a sororidade. Não é preciso ser amiga delas, mas é importante mostrar para as mulheres ao nosso redor (mesmo que elas não sejam tão próximas) que estaremos do lado delas caso elas passem por situações difíceis apenas por serem mulheres.

Mas e que tipo de situações são essas?

Imagine que está fazendo um calor danado lá fora e você quer sair com seu vestido novo – até que se lembra que vai ter que andar muito e não quer dar “motivo” para homens mexerem com você. Aí desiste do vestido e vai de calça mesmo. Só que, infelizmente, a calça não adianta e você precisa escutar caras falando coisas nojentas para você. Já passou por algo parecido? Bem, usei esse exemplo para ilustrar algo que acontece diariamente com muitas mulheres pelo mundo. Não adianta qual roupa vamos usar, alguns homens insistem em achar que podem nos tratar do jeito que bem entendem, como se fossem donos dos nossos corpos.

Vocês devem ter visto esse vídeo abaixo:

Nele, uma mulher caminha por 10 horas nas ruas de Nova York. Ela está de camiseta e calça. Teoricamente, ela não deu “motivo” para ninguém assediá-la, mas assim fizeram. A sua roupa não deveria justificar nada disso. E é essa uma das bandeiras do feminismo: liberdade. Dentre outras coisas, liberdade para andarmos nas ruas, com as roupas que gostamos, sem precisarmos ser humilhadas por isso ou sentirmos medo. Em uma pesquisa feita pelo Think Olga, descobriram que 86% das mulheres não gostam de cantadas e que 81% delas já deixaram de usar alguma roupa ou andar em determinados lugares por causa desse medo.  A campanha Chega de Fiu Fiu que foi criada a partir da pesquisa, resultou em um mapa colaborativo, onde todas nós temos voz para denunciar assédios em locais públicos.

E aí voltamos à sororidade. Antes de dizer que “ela estava pedindo”, reflita. Não é justo uma garota ser hostilizada dessa forma, isso é desrespeito. Você também não adoraria ser livre para usar a roupa que quiser e andar tranquilamente pela rua? Pois é. A solução não é pôr a culpa na vítima, mas apontar o dedo para o verdadeiro culpado da história: a pessoa que pratica o assédio. Todas nós devíamos ter o direito de usar as roupas que bem entendermos. Roupa curta não é “motivo” para assédio, NADA é “motivo” para assédio e isso precisa ficar bem claro na cabeça.

Durante as próximas semanas, vamos conversar um bocado sobre o feminismo – o que defende, quem está nessa luta também, quais filmes, seriados e livros são legais de ver e ler… e outras coisas mais. Espero que vocês gostem e que façam perguntas! Vou selecionar algumas para responder depois em um único post. Obrigada por chegarem tão longe nesse post enorme e até o próximo!

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