Entre aspas: A função perversa dos contos de fadas
14/09/2012

Pat, engenheira de 34 anos, separada, chegou ao meu consultório e foi logo dizendo: “Não aguento mais ter que arranjar dinheiro para pagar as contas e resolver tudo na minha vida. Estou buscando um marido que me proteja, cuide de mim e me sustente. Minha filha, no seu aniversário de seis anos, pediu uma festa com o tema de Cinderela. Ela até se vestiu dessa forma. Assim é bom, porque ela já vai se acostumando com a ideia de que é importante procurar um homem bem diferente do pai dela, que não tem dinheiro. Quando ficar maior, mesmo que tenha uma profissão, espero que se case com alguém que a proteja e garanta seu sustento.”

Não tenho dúvidas de que os contos de fadas são prejudiciais às crianças. Mas será que pais e professores se dão conta disso? Será que percebem quais tipos de ideias estão passando para as crianças, subliminarmente, por meio desses contos? Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida.Modelos de heroínas românticas, que, ao contrário do que se poderia imaginar, no que diz respeito ao amor, ainda são parecidas com muitas mulheres de hoje. Mas isso não é à toa.

Desde a Antiguidade as mulheres detinham um saber próprio, transmitido de geração em geração: faziam partos, cultivavam ervas medicinais, curavam doentes. Na Idade Média seus conhecimentos se aprofundaram e elas se tornaram uma ameaça. Não só ao poder médico que surgia, como também do ponto de vista político, por participar das revoltas camponesas. Com a “caça às bruxas”, no século XVI, 85% dos acusados de feitiçaria eram mulheres. Milhares delas foram executadas, na maior parte das vezes queimadas vivas.

Segundo os manuais usados pelos inquisidores, é pela sexualidade que o demônio se apropria do corpo e da alma dos homens, dominando-os através do controle e da manipulação dos atos sexuais. 
Não foi assim que Adão pecou? Como as mulheres estão essencialmente ligadas à sexualidade, elas se tornam agentes do demônio (as feiticeiras). Rose Marie Muraro na introdução do livro “O martelo das feiticeiras”, escrito por dois inquisidores em 1484, chama a atenção para um detalhe importante: “eram consideradas feiticeiras as mulheres orgásticas e ambiciosas, as que ainda não tinham a sexualidade normatizada e procuravam se impor no domínio público exclusivo aos homens.”

Final para Branca de Neve foi feliz, ao lado do príncipe em um castelo.

A partir daí podemos entender melhor como as mulheres e as personagens femininas das histórias infantis foram se tornando passivas, submissas, dóceis e assexuadas. Em “Cinderela”, “Branca de Neve” e “A Bela Adormecida” existem algumas mulheres que até fazem mágicas, mas a mensagem central não é a do poder feminino, e sim da impotência da mulher. O homem, ao contrário, é poderoso. Não só dirige todo o reino, como também tem o poder mágico de despertar a heroína do sono profundo com um simples beijo. Além da incompetência de lutar por si própria, comum às principais heroínas, Cinderela é enaltecida por ser explorada dia e noite, trabalhando sem reclamar e sem se rebelar contra as injustiças. Padece e chora em silêncio. Seu comportamento sofrido, parte do treinamento para se tornar a esposa submissa ideal, é recompensado: seu pé cabe direitinho no sapato e ela se casa com o príncipe.

No entanto, o mais grave nos contos de fadas é a ideia de que as mulheres só podem ser salvas da miséria ou melhorar de vida por meio da relação com um homem. As meninas vão aprendendo, então, a ter fantasias de salvamento, em vez de desenvolver suas próprias capacidades e talentos. As heroínas das histórias estão sempre ansiosas em fazer o máximo para agradar ao homem, ser como ele deseja, e acreditam que adequar seu corpo à expectativa dele é fundamental. Não se esqueça de que Cinderela e todas as moças do reino tentam se ajustar ao sapatinho encontrado pelo príncipe — a madrasta orienta as filhas a cortar um pedaço do pé para corresponder ao que o homem espera delas.

A historiadora americana Riane Eisler afirma que “essas histórias incutem nas mentes das meninas um roteiro feminino no qual lhes ensinam a ver seus corpos como bens de comércio para conseguirem pegar não um sujeito comum, mas um príncipe, status e riqueza. Em última análise a mensagem dos ‘inocentes’ contos de fadas, como Cinderela, é que não somente as prostitutas, mas todas as mulheres devem negociar seu corpo com homens de muitos recursos.”

Em vez de desenvolver suas próprias potencialidades e buscar relações onde haja uma troca afetiva e sexual, em nível de igualdade com o parceiro, muitas mulheres se limitam a continuar fazendo tudo para encontrar o príncipe encantado.

AUTOR: Regina Navarro Lins (no twitter @reginanavarro) é psicanalista, escritora e autora de dez livros.  Ex-professora de psicologia do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, foi a criadora da cadeira de Dinâmica de grupo. Durante dois anos e meio apresentou um programa diário sobre sexo na Rádio Cidade. Foi, por oito anos, colunista do Jornal do Brasil, no Jornal da Tarde e atualmente assina uma coluna no jornal O Dia. Realizou mais de duzentas palestras e workshops sobre amor, casamento e sexo em várias cidades do país. Trabalha em seu consultório particular em terapia individual e de casais.

*Na tag “entre aspas” divulgamos textos de autores brasileiros. Escreve? Deixe seu link nos comentários. Quem sabe seu trabalho não aparece aqui no blog Depois Dos Quinze?

Comente
  1. Nádia Schmidt 14/09/2012

    Ei Bruna! eu tenho um texto que acho que combina o seu blog!
    http://fulanaciclana.blogspot.com.br/2012/08/bonito-mesmo-e-ter-cabelo-de-panicat.html

    um beijo

  2. kammy 14/09/2012

    adorei o texto…
    faz a gente repensar mesmo nesses contos …

    Mil Beijinhos
    Kammy
    http://www.ComerBlogarAmar.com.br

  3. Marcelly Sanches 14/09/2012

    adorei o texto…
    já faz tempo que venho lendo sobre o feminismo e já li varias coisas falando do mal que os contos de fadas fazem as meninas…
    parabéns pelo post Bru..
    o blog está ficando cada vez melhor com postagens assim…

    segue alguns links legais pra vc dar um olhada

    http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2009/12/evolucao-das-princesas-da-disney.html

    http://feministacansada.tumblr.com/page/81

  4. Jéssica 14/09/2012

    ” Então porque contaminastes o meu coração? Se sabias que não seria pra sempre, que tudo não passava de um passatempo. Pra que tantas palavras, tantas promessas? Tudo em vão? O que você ganhou com isso? Um coração cheio de orgulho e ganância. Isto te satisfaz?” Jéssica Campos. Este é um trecho de um dos meus textos ! Fiquem a vontade para acessar (:

  5. Jéssica 14/09/2012

    A realidade é, que o amor virou um jogo. Se você tem um par de seios grandes, pernas torneadas, um bumbum gigantesco e durinho (…) OPA, tu já ganhou um cara. Mas na real, não é isso o que eu quero pra mim. Ai tu me diz: “só fala isso porque não tem corpo, recalcada e blá blá blá …” Continue com esse teu pensamento ignorante, pare de ler, pois eu escrevo para garotas com cérebro e coração grande, e não para gurias de tetas gigantes e mente fraca ! (Jéssica Campos) Este é outro trecho, de outro texto, hihi

  6. Isabela 14/09/2012

    Vou ser obrigada a discordar… Posso??? Não sou psicanalista nem nada do gênero… mas sou amante do cor-de-rosa e de contos de fadas… e nunca fui influenciada por eles dessa tal maneira descrita no texto… Lembrando que o texto cita 3 contos de fadas: “A branca de neve e os 7 anões, A bela adormecida e Cinderela” e pegando onda em alguns outros classicos da disney não foi citado “A Bela e a Fera” nem “A pequena sereia” ninguém falou que a Bela, para salvar seu pai, foi morar com a Fera e com toda docura e feminilidade transformou aquele ser… sem ser nenhum pouquinho submissa a ele, muito pelo contrario, ela o enfrentava o tempo todo, coisa que ninguem fazia até então. E a pequena sereia é uma adolescente rebelde que foge de casa em busca dos seus sonhos… Ainda tem muitos outros classicos como Mullan, a princesa e o sapo e ate o ultimo lançamento “Brave” que mostram as princesas de uma maneira um pouco diferente dos 3 classicos citados no texto… Eu vivo brincando entre meus amigos dizendo “sou princesa né gente” mas pra mim ser princesa não é ser submissa, muito menos ser sustentada por marido! Eu tenho minha profissão, trabalho, ja viagei quase o mundo… quando digo que sou princesa só quero reforçar que posso fazer o que eu quiser da minha vida mesmo sem um principe… mas com ele é bem mais divertido! E uma menina de 6 anos vestida de Cinderela em seu aniversário não está pensando nem um pouco em arrumar um homem rico que a sustente… ela só quer o vestido bonito que a princesa usou no filme… Devo ser uma pessoa muito estranha… porque sou viciada em contos de fadas (mesmo com meus 24 anos nas costas) e nunca captei nenhuma dessas mensagens subliminares… pra mim sempre foram só histórias e bailes com vestidos bonitos…

    • Bruna Cavalcante 14/09/2012

      Ao invés de comentar se gostaram ou não do texto,elas estão divulgando o próprio blog. Acho que ninguem vai ligar,afinal de contas o que importa é que elas entrem no blog,leiam e deixem algum comentário não importa se relacionado ou não com o texto publicado,assim como eu tô fazendo agora. Ooops nem percebi…

    • Ivy Santana 14/09/2012

      Isabela, parabéns, eu concordo em genero, numero e grau com o que vc falou! Acho que vc ira gostar de um texto que escrevi no meu blog, que fala exatamente o que vc pensa sobre princesas http://www.teenageheart1.blogspot.com.br/2012/04/mais-um-desabafo.html

      entre e deixa la sua opinião!

    • Nanda 15/09/2012

      Concordo plenamente Isabela… Inclusive tinha postado um comentário similar ao seu pelo meu celular, mas não saiu aqui no blog.
      Até concordo em parte que essas princesas mais antigas sejam um pouco submissas sim. Porém são histórias de épocas mais antigas e não devemos julgar filmes de princesas por apenas 3 contos né? Esquecem que hoje temos “princesas” como Pocahontas, Ariel, Bela, Merida, Rapunzel, Tiana, Anastasia… Tudo nessa vida já passou por um momento de submissão feminina, mas não acho que provocar um pouquinho dessa magia de uma vida encantada em crianças seja ruim, desde que ela tenha outras influências e que seja educada para ser uma mulher de fibra, afinal não é só de filmes de princesa que se faz a mentalidade de uma menina, mas da educação proporcionada pelos pais e os exemplos dados pela mãe, que é a figura de mulher mais próxima e que provavelmente será seguida.
      Que bom que alguém pensa como eu também!

    • Julia 16/09/2012

      A pequena Sereia por causa de um amor por alguém que ela nem conhece, arrisca a vida e abandona o próprio pai ao invés de tentar conversar com ele. Isso para falar na versão da Disney, porque em uma das muitas versões antigas, ela morre abandonada pelo príncipe. isso é realidade e a função dele era alertar as mulheres a não fazerem besteira por causa de amor.
      E você captou, se fossem só histórias elas não seriam tão importantes, você dá um significado a elas sem nem ter parado para pensar sobre isso, engraçado não?
      A autora é exagerada sim, mas ao invés de desacreditar o que ela fala logo de cara, por que não parar para pensar no que ela escreveu?;)
      De opiniões pré concebidas o mundo está cheio.
      Mas, a opinião pública é essa. Quando as pessoas ficam descontentes com filmes sem beijo e sem pares românticos como aconteceu com Valente.

      E viajei se escreve assim, alias. É realmente difícil acreditar numa profissional de sucesso com erros bobos de português.

  7. Lay Pacheco 14/09/2012

    Nós achamos que somos livres e tudo mais, mas desde pequena sempre somos maquinadas e pensar assim. Quando temos nosso primeiro namorado queremos tudo perfeito e que seja o único; se você chega aos 30 e não casou ainda, você não é feliz o suficiente e ainda por cima é taxada como “vai ficar para titia”; se você ainda não namorou até os 18 é vista como um bicho de sete cabeças; se o cara te trai a culpa muitas vezes cai sobre nós, que não somos namoradas perfeitas (tadinha deles né? ¬¬); sem contar toda aquela ideia de que temos que ter o corpo ideal, afinal de contas todos os homens querem a loira, de olho claro e com o corpo perfeito, e todas querem ser aceitas, ser a escolhida.

    A partir de que momento somos nós mesmas e não a reprodução da sociedade.

  8. Natália Fazenda 14/09/2012

    Gente, pior que isso é verdade mesmo. Eu acho que ultimamente as mocinhas dos contos de fadas até andam mudando e tals, mas essas antigas são bem coitadinhas e acabam influenciando muito a gente!
    Eu também escrevo, passa lá e vê se você gosta. Beijos
    http://horaincerta.wordpress.com/

  9. Gabih 14/09/2012

    Nunca mais vou ver a Cinderela com os mesmos olhos de novo! kkkkkkkkkkk
    Acho que talvez a única história da Disney em que a mocinha tem um lado aventureiro é “Alice no País das maravilhas” talvez deve ser por isso que ela não seja considerada uma princesa da Disney(ela já era muito moderninha pra época!)kkkkkkkkkk!

  10. Brizza Martins 14/09/2012

    texto que nos faz pensar, e muito. adorei!
    -
    http://eighteensoon.blogspot.com.br/

  11. Bárbara Libório 14/09/2012

    Bruna,

    Parabéns pela iniciativa!
    Acho que lá no blog você vai achar textos que tem tudo a ver com o DepoisDosQuinze. Passa lá ;)

    Beijos e parabéns!

  12. clara 14/09/2012

    adorei o texto , realmente é isso que acontece e infelizmente também :/

  13. Fernanda 14/09/2012

    Muito legal esse texto!
    Mas até dá pra pensar que os contos andam evoluindo.. é só ver as novas versões dos contos que estão fazendo sucesso no cinema, como a Branca de Neve e o Caçador, no qual a Branca é uma guerreira e luta pelo que quer.

  14. Luísa 14/09/2012

    Bem, é a primeira vez que comento aqui no blog…
    Acho que o texto tem, sim, um lado de verdade quando fala da mulher submissa ao homem, mas acho que a autora radicaliza muito e até pega um pouco pesado quando fala do corpo, da prostituição e tals.
    O ideal é que, desde criança, as mães ensinem às filhas um meio-termo: quer se apaixonar? Ok, nada errado com isso. Mas não espere um homem perfeito nem se anule por causa dele. Tenha suas próprias opiniões. Tenha seu emprego. Não aceite que ele te humilhe. Afinal, namorados, maridos e companheiros devem ser para as mulheres companhia, parceiros, amigos, cúmplices e amantes. Jamais a única forma de nos sentirmos felizes. Não devemos achar que todos os nossos problemas serão resolvidos com eles/por causa deles.

  15. Raí 14/09/2012

    Eu também escrevo!
    http://raiwrites.com/category/textos-e-cronicas/ <3

    Espero que você goste, Bruna!
    Beijos!!

  16. Juliana Laura Bolfer 14/09/2012

    Achei péssimo esse texto. Como alguém generaliza os contos dessa forma? Sem contar que toda a identificação com as histórias, tem um “q” de nossa própria história. E realmente existem mulheres hoje em dia que querem ser sustentadas, por insegurança, falta de maturidade e não crescimento moral. E eu acho sim, que os contos de fadas são muito úteis pra vários aspectos. Não se pode pegar uma só interpretação dos contos e querer influenciar todo mundo. Até pq a essência de querer ser como uma princesa e encontrar seu príncipe, vai muito além de ser submissa e aceitar viver feito uma escrava. É o que eu acho.

    • Ivy Santana 14/09/2012

      Concordo com vc Juliana, totalmente! Veja este post do meu blog, talvez vc goste. Eu falo sobre isso: http://www.teenageheart1.blogspot.com.br/2012/04/mais-um-desabafo.html

    • Nanda 15/09/2012

      Super concordo!!! Sou uma fanática por contos de fadas e nunca me senti levada por nenhum deles. É como eu disse acima, o que faz uma mulher é sua educação dentro de casa e o exemplo de mulheres próximas, principalmente da mãe. Esses filmes nada mais são do que um passatempo. É bom sonhar de vez em quando não? Sair da realidade, criança tem uma cabeça que vai longe e acho que por isso mesmo nem interpretam dessa forma… E as princesas submissas são minoria!

  17. Natália 14/09/2012

    Bruna, faz um post da sua nova câmera. E onde você comprou ela. Pois estou muito interessada de comprar uma câmera daquele modelo.

  18. Laais 14/09/2012

    adorei o texto, parabens ! nos faz refletir ..
    acessem meu tumblr , bjoos!

  19. Raquel 14/09/2012

    Veerdadeiro ‘, amei o texto

    http://algunsdisparates.blogspot.com.br/

  20. Angélica Kassia 14/09/2012

    Gostei muito do post, principalmente por estar lendo agora “A Psicanalise dos contos de fadas de Bruno Bettelheim” que estou gostando bastante.

  21. Gabriela 14/09/2012

    Não concordo com o texto. As crianças são ingenuas demais para ficar pensando nisso. Nem eu nem qualquer outra pessoa que eu conheço acha isso. A ideia de querer ser sustentada por um homem vem muito depois da infância e época de conto de fadas.

  22. Karine Rosa 14/09/2012

    Minha professora da faculdade conta os contos de fadas para a filha com fins inusitados: “a Cinderela separou do príncipe porque ele era um mala”; “A Branca de Neve descobriu que era lésbica”; “o príncipe na verdade era gay”. É uma maneira de fugir também dessas ideias fixas que os contos de fadas dão. Mas, como ela mesma disse “Não sei o que isso vai fazer com a cabeça da minha filha, mas tudo bem”.

    E quanto a textos que escrevo, o mais recente tá aqui (“A última conversa antes da próxima”): http://kahrosa.blogspot.com.br/2012/09/a-ultima-conversa-antes-da-proxima.html

    Beijos

  23. Ivy Santana 14/09/2012

    Realmente, faz sentido, mas eu discordo do que está escrito. Provo minha opinião com um dos posts do meu blog: http://www.teenageheart1.blogspot.com.br/2012/04/mais-um-desabafo.html :]

  24. Nizer 14/09/2012

    Texto ridículo e parcial!
    Só mostra um lado da moeda!
    Detestei!

  25. Marina 14/09/2012

    As pessoas as vezes fazem de tão pouco uma tempestade num copo d’agua. Elas querem ficar tentando explicar cientificamente tudo. O mundo não é o que é por causa dos contos de fadas, a gente simplesmente cresce e descobre que aquilo tudo não é verdade, e é muito importante na infância ter essas doses de imaginação. Quando cresce tudo passa. Não gostei desse texto.

  26. Ary 14/09/2012

    Concordo com o texto! Desde pequena somos ensinadas não só com contos de fadas, mas com brincadeiras como “brincar de casinha” a nos ‘aperfeiçoar’ como donas de casa, e nos conformamos com esse lugar, sendo que devíamos ser ensinadas a ir atrás de ser algo mais, de realizarmos os nossos sonhos.

    Eu também escrevo, se puder dar uma olhada: http://doceamargo.com/ ;)

  27. Ana Luiza Moraes 14/09/2012

    Detestei esse texto, ridículo. Nunca mais chego perto de nenhum texto dessa Regina. O que faz mal para as pessoas são má influência, são drogas, são as proprias pessoas. Contos de fadas não faz mal a ninguém, nos dá esperança de continuar lutando, de não desistir, de procurar um amor, porque no fim tudo dá certo. Achei totalmente nada haver, mudou completamente o assunto falando das bruxas. Detestei mesmo.

    • Rebeca 16/09/2012

      “de procurar um amor, porque no fim tudo dá certo”
      Você entendeu que você acabou de falar que a autora do texto está certa em se preocupar com os contos de fadas?
      Gente, a vida não é feita para dar certo, são altos e baixos, choro, risadas. Ninguém É feliz. Nem ninguém É triste o tempo todo. A vida é de momentos e não de finais. Então não, no fim não dá tudo certo, você não tem que se preocupar em ficar procurando um amor e sim, você tem que correr atrás dos seus sonhos, planejar, buscar, sofrer por eles para conseguir. Isso é a realidade geral. E só as vezes você vai parar e achar que cada área da sua vida está indo bem. Isso é realidade. Esses contos de fadas não foram escritos na década de 50, eles são bem mais antigos e totalmente diferentes da nossa versão.

  28. beatriz 14/09/2012

    E ninguém levou em conta a questão temporal; quando essas histórias foram criadas, lá pela década de 50, mulher não tinha muita voz e escolha: são historinhas baseadas no ideal de mulher e homem da época, as princesas – esposas dedicadas – e os príncipes – homem viril e forte em seu imponente garanhão -, que claro, são famosas até hoje, porém com contexto vindo de outra época. Agora pega como exemplo as princesas de atualmente, como Mulan, a Rapunzel da Disney e Merida do filme “Brave”, são três animações da Disney que reconheceu mudanças ao passar do tempo, e mostram mulheres já independentes e fortes, gradativamente, conforme a época em que são lançadas.

  29. Monique 14/09/2012

    Concordo plenamente Isabela! (:

  30. Jessica 14/09/2012

    Nossa, é algo que está a vista de todas nós, mas foi preciso um estudo pra chamar atenção para o fato. Incrível, Disney.

  31. Jessica 14/09/2012

    Também escrevo, já que estamos todas compartilhando nosso lado “entre aspas”, vou deixar meu link aqui http://www.doce-monofobia.blogspot.com

  32. blablabla 14/09/2012

    Bruna pede para sua ma~e postar lá no site dela, uns colares masculinos de cruz ou âncora?

    • Jefferson 19/11/2012

      Dylan,quando pensamos que a rlediaade e9, a meu ver, inventada, histf3rica, negociada e interesseira (vou postar sobre isso na segunda) escolhemos, como seres que somos, uma.E agimos conforme essa sua linha, que e9 melhor tiritica do que outra coisa, na qual eu tambe9m amarro meu bode.Mas, ao mesmo tempo que chegamos a isso, temos que ver que existem outras rlediaades flanando por aed. E que nem sempre o discurso da tiritica batem com os fatos.O que nos leva a ne3o ser dogme1ticos, fechados, mas sempre abertos, e escolhendo algo mais humano, e9tico, no que achamos que deve ser aquela defesa (le1 detre1s) do bem comum.Esse senso de mil rlediaades, pelo menos para mim, ajuda bastante, pois como lido cada vez com mais gente, diferente, e procuro trabalhar a cognie7e3o deles, vejo que quando falo abro uma ponte, mas nem sempre e9 larga como eu gostaria.Vamos andando abrae7os,bons papos,Nepf4.

  33. http://estilosalheios.blogspot.com.br/2012/09/o-futuro.html Aqui um texto que escrevi… Quem sabe você não gosta né Bru

  34. Ana Luiza 14/09/2012

    Eu amei o texto ! a série Once upon a time que é uma éspecie de fanfic da branca de neve, retrata Branca como uma guerreira, muito forte, mas que escolhe ficar com o príncipe por amor e não por proteção, acho uma visão bem justa!

  35. Luisa 14/09/2012

    Não gostei do texto,sempre vi contos de fadas quando pequena,nunca me influenciei.Affe!Só pessoas que não são maduras se mantêm com a ideia de contos de fadas na vida real.Sonhar tudo bem,mas,affe!Que ridiculo esse texto.

  36. Barbara Maria 14/09/2012

    Concordo em partes com esse texto. As versões antigas são bem diferentes das versões aparentemente fofas da Disney. Talvez pelo fato das versões antigas serem “assustadoras” demais, os pais permitam que os filhos tenham acesso a essas versões mais recentes e que podem causar “problemas” a longo prazo.
    Sempre gostei de contos de fadas, mas não tive essa falsa esperança, gostava das heroínas independentes, como a Mulan.
    Os pais e os educadores não deveriam proibir as crianças de lerem essas histórias ou de assistirem esses filmes, mas eles deveriam dialogar com elas depois disso, o que muitas vezes não acontece.

  37. Jes 14/09/2012

    Muito bom o texto, admito que sou uma mulher oposta as mulheres deste texto por que eu quero ser independente financeiramente mas admito que quero ter um homem que tenho um emprego e um pouco de ambição mas não precisa ser um cara rico.

    Bjss

  38. Ana Jéssia 15/09/2012

    O texto é muito bem feito, e a autora defende muito bem seu ponto de vista, mas não concordo. Cresci assistindo os contos de fadas e não me fizeram mal nenhum. Gente, estamos falando de Crianças. Elas tem o direito de sonhar e decidirem o que querem para o futuro. Hoje as pessoas ficam tão preocupadas com os desenhos que as crianças não podem assistir e esquecem de ensinar o que de fato é certo. É por isso que temos meninas de 12 anos grávidas. E a culpa não é da Cinderela não, é da família que não soube conversar. Acho engraçado, é que hoje em dia TUDO FAZ MAL. O que faz mal é tirar da criança o direito dela de fantasiar, sonhar, pois como eu já disse, são só CRIANÇAS. Deveriam era falar das novelas, aí sim a gente vê muita porcaria.
    Desculpa o desabafo, mas esse texto não tem nada de bom. Desculpa!

    • Jac 18/11/2012

      nascedouro de uma nova civilizae7e3o, baesada na rede, o que ne3o quer dizer que sere1 melhor que as anteriores, pelo contre1rio, mas que tere1 uma forma organizacional completamente distinta da que estamos

  39. Laís 15/09/2012

    Ótimo texto! Há um tempo que vejo esse ponto de vista sobre os contos de fadas e me familiarizando com o feminismo -ao qual esse texto tem tudo a ver- e concordo com a autora. Disseram que os contos são de épocas antigas e por isso não se deve olhá-los por esse ponto de vista. Ok, mas se os tempos mudaram, os contos também deveriam se adequar e até hoje vejo crianças se imaginando como Cinderelas e Brancas de Neve! E disseram que o texto não tem nada a ver, pois quem os lê são só crianças. Alô! É justamente ainda quando criança que se deve ter a preocupação de ensinar os valores, é nessa fase que elas têm “espelhos” nos quais querem se refletir. A autora foi muito feliz em mostrar ESSE lado da moeda. Porque até pouco tempo as pessoas só enxergavam o outro lado. Ninguém tá dizendo que se deve acabar com contos, que as crianças não podem ter imaginação e querer ir pra outros mundos. Só é preciso rever muitos conceitos, quebrar estereótipos que ainda são frenquentes na sociedade.

  40. Larissa 15/09/2012

    Não concordo com o que a autora diz. existem outros autores psicanalistas que defendem ideias contrárias, afirmando que os contos de fadas não só são bons para o crescimento e amadurecimento da criança como também essenciais. Estou lendo ‘A Psicanálise dos Contos de Fadas’, um livro muito bom e com ideias esclarecedoras a respeito. Acho que vale a pena ler alguns trechos dele, ou então o livro todo, antes de formar uma opinião.

  41. Beatriz Xavier Alves 15/09/2012

    discordo tambem, tem que mostrar os dois lados! E Adão não pecou assim! Pow bru acho melhor corrigir! beijos :*

  42. Líz 15/09/2012

    Adorei o texto. Escrevi um á respeito de ”ficar acordada durante noites” http://universo-flutuante.blogspot.com.br/search/label/diario

  43. Carolina Góes 15/09/2012

    Apesar de conto de fadas serem lidos até hoje, as pessoas esquecem que na época em que eles foram feitos, as mulheres não eram independentes completamente.

  44. Alice 15/09/2012

    Ei Bruna, no tumblr existem escritores realmente bons e entre eles sugiro a Ana (http://salt-waterroom.tumblr.com/post/28785882572/sabe-aquela-coisa-que-gente-tipo-a-sua-mae-vive) esse texto dela é um dos meu preferidos ever. Ela escreve outros textos também, mas eu sempre preferi os sobre Enrique e Ana.
    E a segunda que eu amo, sou fã e não existem palavras para explicar é a Bia. Ela tem uma webserie que sou loucamente apaixonada, escrevia textos todos os dias 27 por ser aniversário de ex-namoro e o estilo dela é meio romântico. Apesar de amar todos os textos de sua autoria, eu prefiro os “27″ (http://belovesick.tumblr.com/post/24312712955) Esse texto é lindo e eu adoro. Se possível leia os outros que também são lindos.
    Ana (salt-waterroom.tumblr) e Bia (belovesick.tumblr), eu adoraria ver o texto de alguma das duas aqui.
    Ps: tenho minha preferencia eterna pela Bia, haha.
    Beijo Bruna.

  45. Liza 15/09/2012

    Amei,pura verdade,mesmo o texto não sendo da Bruna,finalmente ela postou algo desse tipo,tava sentindo falta de assunto assim,poste mais vezes sobre isso bruna,bjss

  46. Sara Ribeiro 15/09/2012

    ´Brunaaaa eu tenho bons textos no meu blog, talvez tu goste! Tem uns que são mais críticos, mas vários são beem românticos e femininos (tirando aquela minha revolta típica contra a política :p). Dá uma olhadinha??
    x)

  47. Yngrid Ribeiiro 15/09/2012

    Amei esse post ..

  48. Franco 16/09/2012

    Quem ainda acha que o pecado original bíblico tem a ver com sexo, recomendo ler um pouco mais sobre o assunto em sites especializados em cristianismo para não passar vergonha. Não tem NADA a ver com sexo…

  49. Jaqueline 16/09/2012

    Discordo completamente do texto. Ainda mais quando tratamos dos dias atuais. As pessoas andam com tão pouca fé em tudo, no amor, na sensibilidade, nas próprias pessoas, e ainda querem “condenar” uma garotinha que se veste de Cinderela no seu aniversário? Não precisamos ser fortes e duronas o tempo todo, até porque, já temos que ser dessa maneira em grande parte de nossas vidas. As mulheres estão aí de igual pra igual com os homens em tudo! Nos estudos, voto, trabalho. Já conquistamos nossa independência, não vamos perder nossa sensibilidade. Sempre amei os contos de fada, mas nem por isso penso em me “encostar” em um homem e ser sustentada. Aliás, acho que esse tipo de pensamento passa bem longe de quem gosta de livros e filmes como estes. O príncipe que nós, garotas inteligentes e independentes queremos encontrar, não tem nada a ver com dinheiro, este, nós mesmas conquistamos!

  50. Rebeca 16/09/2012

    O problema do pessoal que discorda do texto é a falta de argumento. O texto não está 100% certo, mas é óbvio sim, os problemas nele. Não existe isso de “a época que o conto foi escrito”, porque nenhum dos textos que chega até nós é o original. Não são contos feitos para criança, eles foram transformados para crianças. E sim, o raciocínio está correto. Quando você vê um filme como Valente e escuta o seguinte comentário das meninas: Ah, mas como ela vai ser feliz sem um príncipe?!

    sério mesmo? Sério? Por Deus gente, o que ensinam para essas crianças? Você pode ter sucesso, mas se você não tiver um homem do seu lado você não é nada?
    E nem vem me dizer que não influencia, porque os argumentos para provar que não influenciam, provam a influencia.
    Sabe por que nós precisamos ser sim fortes e independentes? Porque não, não é um direito assegurado. Foi algo que lutamos muito e ainda ouvimos um bando de comentários preconceituosos. Não é ser feminista, é só que é ridículo dizer que já vivemos numa sociedade igual. Contos de fadas para dar esperança as pessoas é uma mentira para não viver numa sociedade real que é boa e ruim. Querer fugir para a fantasia não vai melhorar a vida de ninguém. Querer fingir que a vida é feita de vestidos bonitos e que tudo vai dar certo no final, não soluciona nada. O que resolve é lutar e isso se faz sozinha que é o único jeito de crescer.
    Contos de fadas não são totalmente negativos, mas nem de longe são positivos como se diz por aí. A autora foi exagerada, mas é muito fácil julgar, odiá-la e falar “não vou ler mais nada dela” por um texto só, assim como é muito fácil julgar alguém sem nem conhecer.
    Só que o que é fácil quase nunca é o melhor, não?

  51. National Love 16/09/2012
  52. Paty 16/09/2012

    Adorei o texto. Confesso que fui muito influênciada por esses contos de fadas e minha vida inteira sonhei em encontrar um príncipe encantado, mas descobri que é um erro muito grande esperar isso de um garoto,o mais alto padrão de idealização,coitados dos meninos!.
    Sinto que ainda levo sequelas das tardes passadas em frente a tv assistindo Cinderela, Branca de neve e outras histórias.

  53. Kah 17/09/2012

    Muitos argumentos bem errados e infundados no texto, mas também concordo em partes. Acredito que essa de ter que casar pra ser feliz não existe. Mas não condeno os contos de fada.

  54. Thaís Chaves 17/09/2012

    É a Disneyzação da sociedade.

  55. Áquila 18/09/2012

    Adorei esse texto. Isso tudo é pura verdade, e não é apenas com os contos de fada, os brinquedos das meninas quase sempre são direcionados a como cuidar de uma casa. Acho importante que os contos sejam adaptados como no longa Mirror Mirror.

  56. Fabrine Pego 18/09/2012

    Da uma olhada nos textos e diz o que achou! unindotodascoisas.com

  57. Fabrine Pego 18/09/2012

    unindotodascoisas.com

  58. Déborah Eller 20/09/2012

    É mais que verdade tudo isso! Contos de fadas são bons para deixar a vida mais bela, mas acho que hoje as ideias passadas por eles só tem a nos prejudicar. As meninas vem sonhando com príncipes encantados e ideias erradas.

  59. Ana 24/09/2012

    Nossa, que louca

  60. Juliana 10/10/2012

    Adorei! Realmente é isso mesmo. A mídia quer fazer com que nos tornemos cada vez mais submissa aos “príncipes”. Nunca quis ninguém me bancando! Não gostava nem quando meus pais me bancavam, quem dirá um homem. Um presente, um jantar, não faz mau algum. Agora, ter que pedir dinheiro e permissão pra tudo aí já é d+!