Um pouco de paz
09/05/2011

Paz. Um estado de calma, tranqüilidade e harmonia com a vida. Sem preocupações, perturbações e agitações. De acordo com as minhas idéias (e sugestões do Google), paz designa um estado de espírito isento de ira, desconfiança. Ou seja: de todos os sentimentos negativos. Sendo assim, ela é uma das coisas mais desejadas do mundo. Sim. Aquilo que as pessoas mais aspiram tem nome. É paz: eterna ou provisória.

Só que para haver paz, é preciso não haver guerra. Guerras não são somente aquelas em que homens matam e morrem por um ideal forjado de nacionalismo barato. Guerras podem estar presentes no meio que você vive ou até mesmo dentro de você. Tipos de paz são muitos e formas de consegui-los resumem-se em atitudes.

Sem atitude, nenhuma paz é alcançada. A paz mundial, a paz social e qualquer outro tipo de paz precisam de mais de uma pessoa, mais de um ato para se concretizarem. A maior paz que precisamos é a entre os povos do mundo, onde todos possam conviver com as diferenças. Uma convivência harmoniosa através das fronteiras e dos oceanos. Mas a primeira paz que necessitamos é a paz interior.

Paz é difícil de conseguir, bem sei. Que o mundo está um caos e que precisa urgente dessas pessoas que aspiram paz mais que qualquer coisa, eu também sei. Só que todo mundo devia pelo menos pensar positivo, pensar que pode dar certo. Ter esperança naquilo que quer e confiança naquilo que faz. E, finalmente, conquistar a paz. Mas um estágio não apenas de uma paz individual, e sim aquela paz que vem com o tempo, que vem com o cair da ficha, que vem junto com a paz das outras pessoas. Porque você sabe que o principal é saúde e paz. O resto, a gente corre atrás.

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Amorfílica
09/05/2011

É nessas horas de raiva suprema, de ferida que não sara, casquinhas que se abrem em trechos sacolejantes, um passo e um ladrilho que balança, nunca firme, que não termina, e a vontade de escrever me toma antes de qualquer necessidade fisiológica, física ou peculiar. Falar já se tornou cansativo, e ouvir os mesmos conselhos, os avisos de “eu te avisei” é a única coisa que abomino, e não tenho necessidade, agora. Acontece que a principal pessoa a enxergar, sentir, capaz de proteger as ilusões, essas tentativas que mesmo intuitivamente sabendo furadas, acreditamos contaminadas – cheias de romances com finais felizes – somos nós; depois de percalços cheios de pedregulhos e penar como que com uma cruz nas costas, arranhando qualquer perdão voluntarioso, pesando enquanto se tenta caminhar rumo à solidez a gente acaba se dando conta de que tudo isso que sucedeu, esse tempo todo de chances, desculpas aceitas, esfarrapadas e pela metade, foram pura enganação. Iludir à si mesmo, enfeitar o real com rosa, purpurina e fita mimosa. Não notando que tudo degringola, e se deforma por conta dessa visão que não condiz à realidade.

Uma cega que exita em ver, apalpar a realidade e esquecer na estante os contos dos Irmãos Grimm ou os filmes da Disney. E que Deus propaga o perdão, a aceitação do erro, essas teorias de que rancor faz mal pro coração, na fisiologia humana. Sendo que quase todas as vezes em que disse sim, guiada pelo sentimento e a cabeça sendo esquecida, intocada, poucas foram reaproveitadas. Raras, com felizes para sempre. E cansa ser assim ingênua, fervorosa. Vontade de desaprender a digitar, ler, ou ouvir. Lembrar dos conselhos velhos de papai que homem gosta de sofrer, não presta e nem merece ser ouvido. Pisou na bola, é contra-ataque.

Uma fadiga de ser eternamente depositada de litros de uma compaixão imperecível, um estigma de bondade para voltar em triplo e me deixar ser assim molestada, usufruída, desfrutada; afetivamente. Essa auréola visível e que apóstolos de Lúcifer, Satã quem sabe, insistem em tentar retirar e me tatuar algum símbolo de maldade, pessimismo. Partícula de sanguínea, que exala no ar o cheiro da caça, da dor, e da humanidade, para que vampiros sugantes de alma, carinho e leveza me encontrem, feito GPS. Num beco sem saída, sinuca de bico, encruzilhada sem escape e passagem-secreta. E sofro, voltando a me fechar num luto interno, com demoras para recuperação de auto-estima, mil livros e sapatos, em forma de recompensa à esses traumas.

Pressentimentos inaproveitados, onde eu sabia que cairia pela trigésima vez nessa vala funda, e ainda assim quis arriscar, ver aonde ia parar, tentar sair por cima e como mulher equilibrada; todos os ensinamentos em mente, não dando vantagem ao erro, e nem sequer possibilidade. E na verdade, ou se cai bem fundo, tão fundo que não tem volta; e sim, fundição, conexão feita e sucesso êxito. Ou ainda, é apenas mais uma das chances, a tal benevolência, que precisa ser gasta e não encontra indivíduo, objeto, e tento fazer crescer: seja você, ou a nossa situação sem pé nem cabeça. Lugar preenchido, ainda na sua presença, a falta, a falta, a falta.

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Ausência Temporária
09/05/2011

Quando não se reconhece mais em velhos hábitos, é chegada a hora de mudar. Digo isso porque ninguém merece ser torturado por manias já passadas que ainda insistem em nos envermelhar.

Mudar é fácil, aceitar a mudanca do outro é que parece complicado. E para isso, o tempo deve bastar.

Desorganizada como sou, vivo fazendo mil e uma promessas a mim mesma, crente de que posso contronar todos os fatores que me deixam exausta ao final do dia. Resultado: nada feito. Sem acordos selados ou estrelinhas douradas com a minha consciência.  Logo, toda aquela expectativa de que algo grandioso vai acontecer nos quarenta e cinco do segundo tempo vira a surpresa das horas, mas não deixa de ofuscar nos olhos mesmo pesados.

Não se pode viver todo dia esperando uma grande caixa de presentes, afinal, sonhos não vêm embrulhados em papéis e lacos dourados, prontos para serem saboreados.

Para toda corrida, uma pausa.

Espalhe avisos em todos os cantos do seu dia-a-dia avisanto a toda e qualquer tarefa sobre sua ausência temporária. Cole um bilhete no lado esquerdo do peito e dê um break para repensar em quem quer formar dentro de você (mas sem esquecer que pode assumir a forma que quiser).

Mensagem automática: Deixe seu recado. Estarei ausente até que o corpo palpite por algo que valha a pena lutar, mesmo que seja pra morrer na praia.

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O amor dele
08/05/2011

- Você disse que seria pra sempre.
- E quem disse que o sempre não é agora?
- Isso não faz sentido algum.
- Eu nunca disse que faria.
- Mas disse que estaria por perto.
- E estou, não?!
- Mas aposto que mais cedo ou mais tarde, vai embora.
- Ir embora não significa estar longe de você. Eu posso passar por aquela porta, e ter você comigo. Ou ficar aqui, e não ter realmente você.

Ele tinha uma resposta pra tudo. Nada do que eu dissesse naquele momento faria alguma diferença. Nós sabiamos disso, mas eu gostava de fingir que ainda acreditava que nós daríamos certo juntos, de novo.

- Ok. Faça o que você quiser.
- Eu já estou fazendo, sempre fiz. Espero que você seja feliz, e que a nossa história te ajude nas suas próximas páginas.

Eu poderia ficar uma hora falando sobre os motivos que ele tinha pra ficar, mas eu resolvi simplesmente ser mais um pra ele partir. Porque amor por obrigação é pena, e o que eu sentia por ele era bonito demais para se transformar nisso.

- Eu já entendi que o seu lugar não é aqui. É difícil, mas eu vou ficar bem. Eu sempre fico.
- Minha querida, nós não temos lugar nesse mundo. Nos nascemos para transformar vidas, e consequentemente, sermos transformados. Eu deixei em você a melhor parte de mim, e acho que isso é amor. Isso é pra sempre.
- Então obrigada por isso.

Em um segundo, enquanto uma lágrima escorria dos meus olhos, ele fechava a mala e atravessava a porta – sem olhar para trás, como sempre fez. A partir daquele momento, eu teria que aprender a lidar com o amor que ele deixou para trás. Para isso, nada melhor do que escrever esse texto.  Agora o amor dele também está em você.

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Meu mundo e eu
08/05/2011

Desde que andei pela primeira vez de avião, comecei a enxergar o mundo com outros olhos. Lá de cima, olhando daquela pequena e embaçada janela, percebi que o meu universo não passava de um simples e insignificante ponto do nosso planeta. Por sentir tal sensação, alguma coisa dentro de mim mudou.

Uma vontade de desbravar o mundo e levar um pouco do que eu sou ou já fui para pessoas que eu jamais imaginaria conhecer.  Seja através de uma viagem, de uma conversa na internet ou simplesmente de um passeio pela rua. Acho que aprendi a gostar de brincar com o acaso. De olhar para a pessoa sentada ao meu lado no ônibus, e imaginar que nós poderíamos, ainda nessa vida, ser melhores amigos ou amantes.  Dizer oi e sorrir, só pra saber como a pessoa vai reagir.

Tenho passado por uma fase de descobertas. Muitas coisa nova em pouco tempo. É maravilhoso, e ao mesmo tempo doloroso. Isso porque, começo a perceber que os meus dias de “adolescente” estão contados. Mas acho que viver é assim. Correr atrás dos nossos sonhos significa deixar coisas para trás. Nem sempre isso é fácil, nem sempre isso é possível. Mas, caminhar e acordar todos os dias – com olheiras ou não – é preciso.

Uma hora a gente percebe mundo é grande demais pra gente se preocupar com coisas tão pequenas. Que a nossa vida é curta, e os problemas parecem sempre mais longos e complicados do que realmente são. Perdemos tempo demais esperando com que as coisas mudem. Agir é a reposta certa. Seja qual for a pergunta.

Digo isso porque tudo que conquistei até hoje, foi através de passos certos e errados que dei. Por querer ou sem querer, estou sendo tudo aquilo que queria ser quando crescer.

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MADE IN BRAZIL: Luis Fernando Veríssimo!
08/05/2011

Algumas pessoas querem apenas um talento. Ser bom nas palavras, talvez no desenho ou – quem sabe? – na música. Bem, estou aqui pra falar de alguém que parece não ter limites quando se fala de talento: Luis Fernando Veríssimo.

Filho de ninguém menos que Érico Veríssimo – aquele que nos mandou olhar os lírios do campo – parece que as palavras (as boas) estão no sangue da família. Aliás, não só as palavras. Cartunista, colunistas dos melhores jornais e revistas do Brasil, escritor premiado com mais de 60 títulos publicados, saxofonista… Parece que o talento nunca faltou a Luis, não importa o que ele faça.

Após o invejável número de mais de cinco milhões de exemplares vendidos, seu nome é apontado como um dos maiores expoente da literatura contemporânea brasileira e quando o assunto é ser bom, ele é o melhor! Agora, você deve estar curioso…

Sobre o que Veríssimo escreve? Bem, ele escreve sobre a gente.

É, nós, pessoas comuns que estudam, trabalham, compram leite na padaria as seis da tarde, se decepcionam com o namorado, tem sonhos, medos… Enfim, sobre pessoas como eu, você, sua mãe, seu vizinho que liga o rádio alto demais no sábado e aquele cara ali passando pela calçada ao seu lado. Mas, ele não faz isso como qualquer um. Luis é aquele tio favorito de todas as festas de família. Sua lírica é uma verdadeira comédia. Sempre com alguma pitada de ironia, é impossível controlar o riso quase se corre os olhos por suas palavras.

Porque piada mesmo, é tudo aquilo que vivemos no dia-a-dia. Aquilo que nos faz rir, porque provavelmente pode acontecer com qualquer um de nós. Ouvir dizer que para se ter sucesso na literatura, você deve dar ao leitor aquilo que ele gostaria de viver. Bem, Luis fez isso com maestria.

E falando em maestria e cotidiano… Alguém sabe me responder por que os homens mentem tanto?!
Bem, Luis sabe. De um jeito de fazer rolar de rir.

No livro de título chamativo “As mentiras que os homens contam” em forma de contos, ele ilustra diversas situações de como mentiras podem nos levar as mais inusitadas situações! Sabe, quando você pede pra dizerem que não esta em casa porque não está a fim de sair? Ou aquele marido que disse que ia ficar trabalhando no carnaval e não podia ir pra cidade da mãe da esposa, mas foi fotografado caindo na folia pelo maior jornal da cidade? Ou talvez, aquela pessoa que te trata como se fosse seu amigo de infância, mas você não faz idéia de quem seja…? É, o livro é exatamente sobre isso.

E como hoje é dia das mães, que tal um programa super divertido para o fim da tarde? É, baixe agora o livro e chame ela pra ler com você, porque, afinal, o dia das mães ficou para que nós demonstrássemos todo o amor que sentimos por esses anjinhos que sempre estão nos protegendo. Aliás, não só hoje, mas todos os dias.

O melhor presente para a mãe é a sua companhia, acima de tudo, não apenas no dia das mães. Uma simples leitura juntos, pode alegrar toda a semana dela. Então, abracem seu anjinho hoje e todos os dias, diga o quanto a ama quando ela menos esperar, entenda que aquelas brigas são para te proteger e nunca esqueça que colo de mãe é o melhor lugar do mundo.

Feliz dia das mães pra todas as nossas mães! E boa leitura pra vocês!

LIVROS

Conversa sobre o Tempo |
Aquele Estranho Dia que Nunca Chega |
As Mentiras que os Homens Contam |

PS: Se gostar de contos, especialmente dos de amor, não deixe de visitar meu blog (http://ilzysousa.blogspot.com/) que está completando 1 ano agora dia 09/05! Te espero por lá! Beijão!

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